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48 Poemas Editados
- De que é que valem os sonhos - Sou o filho do dono do mundo
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A OBSCURIDADE DA VIDA EM TODOS OS SEUS TONS. Bela noite, excelente noite para divagar no meu consciente. Ver tudo o que fiz de bem e de mal ... principalmente o mal que fiz ao meu ser. A minha vida, as minhas esperanças em ter um futuro, mas o futuro não existe, o futuro é uma ilusão dentro de todos nós, é uma imagem que eu já não vejo dentro de mim, mas que tive durante muito tempo. Cada vez que eu me olho ao espelho, eu não me vejo a mim, mas sim a uma nuvem, uma nuvem ambulante, uma nuvem tóxica que se destruíu a ela própria. Eu tenho nojo do que eu me tornei, acho bem que as pessoas me desprezem, porque eu também me desprezo, sou algo que não desejo a ninguém. Vocês é que me criaram, vocês fizeram-me como eu sou, toda a minha miséria, toda a violência dentro de mim, tudo o que eu nunca pensei que me iria acontecer. Nunca pensei chegar a este ponto de degradação, qualquer dia nem conseguirei ver o Sol, e toda a sua luz que me dá força para viver, assim a minha morte vai ser rápida e vai ser sem dor porque não há maior dor do que aquela que eu sinto agora. A dor é só uma pequena parte da minha degradante vivência, é uma componente de tudo o que é mau e de tudo o que está dentro de mim, é uma das partes reais desta alucinação, desta viagem dolorosa e mórbida que é andar dentro de mim, do meu consciente inconsciente. Não tenho amigos, não tenho inimigos, só tenho conhecidos, aqueles que eu vejo nas ruas, mas mesmo esses conhecidos estão a fazer com que eu ainda fique mais degradado, estão a influenciar a minha vida para pior, o ódio deles, os seus sentimentos, as suas curiosidades, vai tudo atingir-me, está tudo a levar-me á desgraça, estou a perder os valores com que me regia, eu vivia com um objectivo, mas agora como não há futuro, também não há objectivos, não há nada. Não há riso, não há lágrimas, não há sentimentos, seria apenas um desperdício de tempo, mas também já não existe tempo, porque tudo é passageiro, porque tudo o que existe, não existe na realidade, porque não há nada real, nada existe, nada ... Há muito tempo atrás houve algo que eu ambicionava, mas agora já não sei o que ambiciono, esqueci, esqueci tudo, esqueci a minha finalidade. Se calhar não tenho, se calhar só existo para assombrar as pessoas com os meus pensamentos, com as minhas ideias. O sentimento de culpa que eu sinto dentro de mim, ao estado que isto chegou, mas vocês são os culpados, porque vocês não têm dó por ninguém, não têm dó por mim, não têm dó por vocês, não têm dó por ninguém. Agora a vida de todas as pessoas nunca vai ser como era, agora é tempo de viajar, numa viagem sem regresso deste mundo miserável. As alucinações e ilusões que eu tive e as desilusões que eu sou. Eu sou todos vós, eu estou em todos vós, eu sou o ser, eu sou o saber. Inerte, real e virtual, eu sou a sociedade. E tu quem és? |
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A tua Beleza Invade A tua beleza invade-me a alma O meu coração bate mais forte Tento ao máximo manter a calma Quando estou contigo sinto-me com sorte Por me deixares estar ao pé de ti Por me dares esse prazer Não sei viver sem ti Não sei o que fazer Quero apenas amar-te Ter-te nos meus braços Poder apenas beijar-te E não te deixar fugir dos meus braços Nuno Monteiro (99/5/13) |
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A VIDA QUE PASSOU A MORTE A vida já não é vida, a vida é uma imagem embassiada de uma morte antecipada, uma morte que vai ser mais bela do que a própria vida, uma vida de maldade em que a violência é o centro da vida, onde fazer mal é um bem, onde matar é rejuvenescer, onde fazer vingança é fazer uma vida melhor. Todos nós somos culpados pelo que nos está a acontecer, por enquanto ainda não estamos a ver, mas quando chegar a nós, vamos saber o que nos aconteceu, e de quem é a culpa? É toda nossa, é da escumalha de gente que somos, das pessoas que estão a fazer mal a elas próprias e que ainda não sabem, que ainda não deram conta do que lhes vai acontecer. Esta terra, nem sei como ainda existe, habitada por tantos otários, tantos opurtonistas. Toda essa raça devia de ser extinta desta terra desgraçada, deviam ser mortos em vês de todos os animais que são mortos por eles e também por nós. A vida já não é o que era, a vida vai deixar de existir, vai passar a ser uma meta impossível de atingir, uma meta que todos queremos, mas que nunca conseguimos, porque fomos demasiado estúpidos ao perdê-la e que agora nunca mais vamos recuperá-la. Afinal quando pensávamos que estávamos vivos afinal não estamos, afinal estamos mortos, mas quentes, estamos mortos por dentro, mortos porque não temos sentimentos, não temos nada. Estamos vivos exteriormente, mas interiormente não passamos de defuntos, sem escrúpulos, só vivemos para a dor, para sofrermos, para sentir a dor que é não estarmos vivos, e a frieza que é estarmos mortos. Nós estamos a matar-nos e quando soubermos será demasiado tarde. Nuno Monteiro |
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Amor vertical Amor vertical Sentimento fulcral Razão global Condimento horizontal Pensamento rectal Por vezes acaba mal Transfiguração abismal Um pouco de sal Um certo coiso e tal Não fazia mesmo nada mal Mas não seria normal Nuno Monteiro (99/3/12) |
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Ao virar da esquina Ao virar da esquina Vejo algo que já não esperava Beleza que me fascina Longe da dor que me matava Avancei lentamente Não tentando correr riscos anteriores Não tentando ir de passo errado, certamente Mas preenchido de sentimentos avassaladores Devagar, devagarinho Avancei para o que sentia Encontrei o meu caminho Atingi o que queria Nuno Monteiro (99/12/30) |
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Boca Encontro-me em frente ao espelho A minha mão é uma arma mortal Á espera que puxem o gatilho Mas a existência de pensamento Abate, com tiros certeiros Todos, os seres armados injustamente Pelos movimentos do poder Nuno Monteiro (99/6/11) |
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Culpo Culpo-me a mim, por ser assim Tenho a razão, tenho um espelho Espero a morte, espero o meu fim Estou farto, vaziamente cheio Nuno Monteiro (99/5/16) |
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De dentro saiem as verdades De dentro saiem as verdades Simples lembranças Grandes saudades De um simples toque De um pequeno gesto Impresso Submerso Na paixão da vida Nas estórias Onde tudo se liga Onde tudo se une Onde a realidade Se envolve na fantasia No reino dos sonhos Deixando a realidade fria Nua e crua Vivendo apenas a tua Ardente e apaixonante Provocante e desconcertante A tua A nossa Paixão Nuno Monteiro (2000/02/14) |
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De que é que valem os sonhos De que é que valem os sonhos Quando não temos ninguém com quem os compartilhar já não vale a pena sonhar. Nuno Monteiro (99/6/13) |
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De que me vale dizer De que me vale dizer que procuro o "pote d'ouro" Se o que quero é uma mulher para amar Enfrentar "o touro numa pega de caras" Para ganhar a "guerra do amor" vou ter muito que suar Nuno Monteiro (99/10/27) |
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Em familia Fui cagado á nascença Saiu uma grande proeza Toda a vida tive entre irmãos Enterrado neles até ao pescoço Tentei ser independente Mas toda a vida tenho estado entre familiares Criou-se uma ligação Impossível de quebrar Já não tenho forças para lutar Não vale a pena me esforçar Vou apenas esperar até acabar. Nuno Monteiro (99/6/10) |
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Estou farto de não ter Estou farto de não ter A felicidade que procuro Ou me despacho, ou vou continuar a sofrer Aqui parado, sozinho no escuro Só não a posso deixar fugir A minha musa inspiradora Com ela nos meus braços, não parava de sorrir Mas tenho uma mente sofredora E um coração partido É tudo o que eu tenho Navego por este mundo, todo fodido Sou um fraco desempenho Nuno Monteiro e Miúda (99/9/2) |
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Eternamente só Eternamente só Eternamente triste Nem consegui ficar feliz Quando tu sorriste Nuno Monteiro (99/8/31) |
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Eu tive um sonho Eu tive um sonho Onde tudo era irreal Tudo era utópico Onde vivia a razão Onde ninguém era ladrão Existia a paz Guerra era ilusão Onde todos tinham o mesmo valor Quem está a favor? Eu não me oponho Mas era apenas um sonho. Nuno Monteiro (99/11/29) |
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Fantasiei uma vida Fantasiei uma vida Impossível para mim Impossível de ser vivida Um inferno sem fim Nuno Monteiro (99/5/13) |
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Filme Original Imagem a imagem Cena a cena Componho o filme Estruturo a obra Desenrolo a estória Apenas duas personagens Cenas por vezes selvagens Beijos, abraços Risos, atrasos Saudades e reencontros Monto uma estória de sonho Entre bancos de jardim Ou outros lugares exclusivos Onde a paixão paira no ar E o querer também espreita Algo bem real Com bastante acção Nada de ficção Nada de duplos Só tu e eu. Realização: Nuno Monteiro (99/11/18) |
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Há belezas e belezas Há belezas e belezas Mas não há certezas De que tudo o que vimos É real Nuno Monteiro (99/10/27) |
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Importâncias Perdi Perdi tudo A vida já não interessa Perdi o mais importante Já não vale a pena o esforço Sinto que acabou Antes de ter começado Já não consigo ser exacto Ao pensar como o meu coração fez isto Senti-o, e, senti-o, e, absorvi-o, e levei patadas, e nunca consegui fazer com que Senti-se o mesmo. É por isso que nunca começou E é por isso que acabou. Nuno Monteiro (99/6/10) |
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Impossibilidade Afogado em lágrimas Apodrecendo na cama Infinitas páginas Ninguém consegue apagar a chama Que arde sem se ver Mas que arde como o inferno Não consigo deixar de ser Um amante eterno Arrasto-me no poço Vivo afogado na lama Algo me aperta o pescoço Ninguém consegue dizer que me ama Nuno Monteiro (99/04/21) |
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Incapabilidade O meu anjo fugiu Não me quer mais Por que nunca sentiu Porque não é capaz Nuno Monteiro (99/04/21) |
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Inspiradoras Há quem diga que há musas Sim, elas são aquilo que tu usas Beleza, perfeição, querer Frustração, um não, não poder ter Tudo isso te faz as descrever Por o tanto que nos faz sofrer Amor, que usas e abusas Afinal, são apenas musas Nuno Monteiro (99/7/9) |
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Já perdi tudo Já perdi tudo Não me resta nada Solto um grito mudo Mas a minha voz está abafada Choro com querer Por não poder Por ambicionar E não poder alcançar Nuno Monteiro (99/5/13) |
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Lágrimas de querer Lágrimas de querer Lágrimas sem poder Um sentimento como sofrer E uma inviabilidade de ter Nuno Monteiro (99/6/22) |
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Libertação Despejo agora, tudo o que é meu Frustração de meses a fio Por tristes, sentimentos teus De lágrimas correndo como rios Encruzilhando-se em discussões, más Fazendo esquecer tempos, bons Por ser simplesmente incapaz De ter quaisquer dons Acabou por perder tudo Valendo ele, nada Não se pode considerar um sortudo Porque sem ela, ele não é nada Nuno Monteiro (99/7/9) |
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Mato por prazer Mato por prazer Por poder Porque tenho o sangue frio E as vezes, deixo-os por um fio Sem qualquer rancor Nem uma pinga de pudor Mato-os simplesmente Porque o inferno é quente Nuno Monteiro (99/5/18) |
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Mete-me nojo... Mete-me nojo tudo o que eu fiz E até tudo o que eu digo Ainda bem que estás feliz É pena que não seja comigo Nuno Monteiro (99/5/24) |
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Não sou nada Não sou nada Não sou ninguém Não valho nada Mas quero alguém Nuno Monteiro (99/5/13) |
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Nascido a 1 de Janeiro Amor desaparecido Em combate cerrado Num arbusto escondido Completamente desarmado Morreu injustamente Por uma causa justa Sofrerá infinitamente Por muito que isso lhe custa Nuno Monteiro (99/04/21) |
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O MUNDO, A VIDA DE UMA MENTE PERTURBADA UM OLHAR REAL, UM MUNDO REAL Não sei, sinceramente não sei o que se anda a passar comigo, algo me perturba mas não sei o que é. As noites têm sido cada vez mais dolorosas, não sei que sentimento me invade, se é amor ou ódio. Um amor que nem eu sei explicar, ou saber para quem é dirigido. Ou um ódio por tudo e por todos que ultrapassa qualquer barreira para atingir o seu ponto. Tantas noites em claro, noites suadas com pensamentos infinitos, pensamentos alegres, pensamentos tristes... pensamentos tristes. A minha cabeça anda baralhada, não consigo distinguir amor do ódio, amor de amizade, não sei quem eu amo, não sei quem me ama, e não sei quem não me ama. Se calhar existe um amor tão próximo, e que eu não consigo identificar ou se calhar existe um inimigo muito próximo, pronto para me matar. Se esse amor existe, que se mostre, se não, estou pronto para receber o meu inimigo, e morrer sem saudade da vida, que me foi tão cruel, e tão má para mim, que me fez sofrer tanto que ninguém consegue imaginar. Esta vida sem alegria, esta vida amargurada, que já não espero nada dela, nenhuma alegria, nada que me dê gosto pela vida, porque ela nunca me deu nada e não é agora que ela vai começar a dar. Depois de tantos sentimentos ocultados, está na hora de os mandar cá para fora, dizer o que me vai na alma, criticar, ofender, mostrar ás pessoas a realidade da vida, mostrar que a vida não é só fantasias, á realidades que a gente não quer ver, porque temos medo, temos medo que seja real, e que nos venha a atingir. É tempo de ver o mundo como ele é, e não fugirmos dele. |
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O teu umbigo O teu umbigo É como uma fonte de desejo Para tudo o que eu digo Para tudo o que eu vejo Para tudo o que eu sinto Não dá para descrever com palavras Da maneira como te pinto Todas as tentativas seriam erradas Nuno Monteiro (99/5/13) |
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Os sonhos desvanecem-se em fumo Os sonhos desvanecem-se em fumo Como as imagens irreais na minha cabeça De sentimentos inexistentes Mas de rara persistência Nuno Monteiro (99/6/10) |
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Palhaços em vida Palhaços em vida Palhaços na morte Só por sermos uns palhaços, Sentimo-nos com sorte? Nuno Monteiro (99/8/21) "O palhaço é um poeta em acção. Ele é a história que desempenha." ( Henry Miller ) |
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Passo a Passo Passo a Passo Faço um traço Que me marca a vida Nuno Monteiro (99/4/24) |
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Poema-Relógio A morte revela-se no espelho No reverso da vida Por detrás das paredes brancas Nos alicerces de cimento disfarçado Encontra-se a decadência Nos prazeres dos mortais, Imorais. No bailado da vida Nos obstáculos intransponíveis Tudo isso é passado ultrapassado, e voltado a passar. Até não se conseguir aguentar mais. Deixamos de ser normais Passamos a ser letais, para os outros, e para nós mesmos. Sacrificamos o espírito e o corpo, para viver, Tentativa de sobreviver, No caos de se ser. Voltamos a virar mais uma página A escorrer mais uma lágrima Em vão, caminhando sempre para a combustão A ilusão, do pensamento humano Insano. Somos ceifados, castrados. Penetrados por sermos, e vivermos Até ao dia. Nuno Monteiro (99/11/12) |
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poetry rules A poesia não tem regras Reproduz sentimentos De corações amargorados De mentes distorcidas Por conflitos internos Expressados externamente num papel por uma caneta Nuno Monteiro (99/6/13) |
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Por instantes perco-me... Por instantes perco-me, pensando em ti Pensando em tudo o que tu és, para mim E em tudo o que não consigo provocar em ti Todos os sentimentos que eu devia de te fazer sentir por mim Acordo num sonho em que tudo é diferente Onde tu incrivelmente me amas Onde tu me fazes sentir gente Sinto o amor, pela maneira como me chamas Mas nada disto parece normal Não acredito, não pode ser verdade Não, não pode ser real Nunca me podias amar, assim, tão de verdade Nuno Monteiro (99/5/31) |
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Primeira Fusão / Liberto Consumido Quando olho não vejo Se sinto não penso e se sinto, sinto com desejo Mas vou começar por buscar um lenço Porque sentir faz-me chorar Subtil pano de lágrimas Faz o meu corpo brotar Estas inúmeras páginas Liberto tudo o que há em mim Possuído por completo Deixo-me consumir assim Sou um ser incerto Nuno Monteiro e Brígida Abreu (99/9/30) |
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Que tanto queres dizer Que tanto queres dizer Que não consegues expressar Palavras a arder Sem as puderes apagar Que não saiem da tua boca Mas tu as queres cuspir Mas elas ñ se deixam ir E põem a tua mente louca Nuno Monteiro (99/5/17) |
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Resistir É a razão da sobrevivência É a luta pela persistência É a injusta sentença É a condenação da independência É o massacre da existência Nuno Monteiro (99/6/11) |
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Rotularam-me Rotularam-me assim Agarraram em mim Puseram-me num saco Veio sem dúvida da mente de um fraco Sem ver com olhos de ver Sem querer decifrar o puro ser Não precisas de passar para o outro lado da estrada De ti não se aproveita nada, mesmo nada Nuno Monteiro (99/12/14) |
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Segunda Fusão / Desejo Cheiros de todas as cores Passeiam-se nos nossos corpos Como o suor nas nossas faces Vorazmente absorvido pelas línguas Em tempos quentes Em corpos diferentes Que em chamas se consomem E das cinzas nada sai Porque constante é o fogo Leito dos corpos apaixonados Sarados pelo jogo Fiel condutor da loucura Não apagados pela censura Tantos sentimentos obcecados Expulsados dos poros dilatados Fazem-se notar nos aprazíveis gestos Determinados prazeres expressos No contexto orgásmico Me levas a passear A suar todo o meu ser Provocando erupções inquientantes Gemidos arrepiantes Não conseguindo conter Tudo o que vai na alma Ultrapassando os meus limites Quebro correntes Deixo-me amar Envolvido na real reciprocidade Criando amor de verdade Nuno Monteiro e Brígida Abreu (99/12/13) |
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Sonho O Sonho, o sonho é aquilo que nós queremos para nós próprios. É um mundo à parte em que o sonho se torna realidade, leva-nos aos sítios que nós queremos, mas, que nunca chegamos a atingir. O Sonho, o sonho é a verdade num mundo de mentira, em que tudo é irreal, que tudo se transforma como nós queremos, como nós imaginamos. O Sonho, o sonho é um espelho da nossa beleza interior, é a fuga ao passado, é a fuga ao presente, é a construcção do futuro, de um futuro, só nosso. Por mais que a gente queira torná-lo realidade isso nunca chegará a acontecer, porque é algo que só pode ser vivido por nós, porque é algo feito á nossa imagem, um mundo perfeito, mas que podia não ser perfeito para outros. O Sonho, o sonho é real, mas só no nosso subconsciente, aí nós podemos ser tudo o que queremos, podemos ter tudo o que quisermos, mas somos nós próprios. O Sonho, o sonho é o sítio onde nós podemos atingir os nossos limites, podemos ser aventureiros ou podemos ser cobardes, podemos ser heroís ou seres insignificantes, mas tudo não passa de um sonho, uma realidade imaginária, uma realidade criada por nós próprios, para enganarmos nós próprios também. O Sonho, o sonho pode ser considerado a nossa segunda vida, onde elementos da realidade se misturam com a fantasia, fazendo um mundo só nosso, tudo é real, tudo é vivido até ao último segundo, até acabar num simples abrir de olhos. Lá se foi mais uma vida, mais uma noite,...mais um sonho. Nuno Monteiro |
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Sou o filho do Dono do Mundo Sou o filho do Dono do Mundo Prometo um Mundo sem fundo Sem razão e qualquer fundamento Onde o caos é o supremo elemento Onde as balas voam, matando Indiscriminadamente, destroçando Lares, com pura violência Onde não existe o mínimo de decência Apenas o caos, que vem do poder E eu a ver Nuno Monteiro (99/5/19) |
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Suborno-me a mim Suborno-me a mim Na tentativa de fugir do fim Do definitivo acabar Apesar, do preconceito Não tenho assim muito defeito Apenas mando palavras sem jeito Tentando criar frases com nexo Até por vezes fico perplexo Por dizer bastantes verdades Não deixando muitas saudades Nos ouvidos dos interceiros Acabando com os justiceiros De capa a espada Dos contos de fada Deixem-se de utopias Das vossas mentiras A vocês só vos digo Calem as vossas pias Nuno Monteiro (99/12/14) |
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Tenho a mente comprimida Tenho a mente comprimida Demasiado retraída Completamente fechada Dificilmente penetrada Devia estar aberta Invulgarmente desperta Incrivelmente compenetrada Indubitavelmente errada 99/3/10 |
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Tentativa de Ser Escondo na minha face Tudo o que não quero mostrar Deixo cair o meu disfarce Algo me tenta parar Não me posso mostrar demasiado Razão: fico desprotegido Ausente, ando escondido Mas nada me passa ao lado Tento fugir Deixar-me ir Estão-me a prender Vou deixar de Ser Nuno Monteiro (99/6/5) |
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Vêem me desaparecer Vêem me desaparecer Mas nem um adeus fica Uma vontade de querer Que ninguém explica Actos falhados Em pura loucura Corações despedaçados Uma dor que perdura Nuno Monteiro (99/04/21) |
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Vejo-me ao espelho Vejo-me ao espelho Horroroso, terrivelmente feio Como um cão sarnento Corroído por dentro Nuno Monteiro (99/5/15) |
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