Índice

 

Ploc

 

Agenda  As esquinas da lua  Contos  Crónicas da Net  Entrevista Galeria de arte  Livro de visitas  Ecos do Ressoa

  Os poetas do canal  Página Inicial Poemar na escola  Poemas ditos  Ressoa Página pessoal

48 Poemas Editados

 

- A Obscuridade da vida...

- A tua beleza invade

- Amor Vertrical

- Ao virar da Esquina

- Boca

- Culpo

- De dentro saem verdades

- De que é que valem os sonhos

- De que me vale dizer

- Em família

- Estou farto de não ter

- Eternamente só

- Eu tive um sonho

- Fantasiei uma vida

- Filme Original

- Há belezas e belezas

- Importâncias

- Impossibilidade

- Incapabilidade

- Inspiradoras

- Já perdi tudo

- Libertação

- Mato por prazer

- Mete-me nojo...

- Não sou

 nada

- Nascido a 1 de Janeiro

- O Mundo...

- O teu umbigo

- Os sonhos desvanecem-se..

- Palhaços em vida

- Poema relógio

- Poetry rules

- Por instantes perco-me...

- Primeira fusão

- Que tanto queres dizer

- Resistir

- Rotularam-me

- Segunda fusão

- Sonho

- Sou o filho do dono do mundo

- Suborno-me a mim

- Tentativa de ser

- Vêem-me...

- Vejo-me ao espelho

 

 

A OBSCURIDADE DA VIDA EM TODOS OS SEUS TONS.
 
Bela noite, excelente noite para divagar no meu
consciente. Ver tudo o que fiz de bem e de mal ...
principalmente o mal que fiz ao meu ser.
A minha vida, as minhas esperanças em ter um futuro,
mas o futuro não existe, o futuro é uma ilusão dentro
de todos nós, é uma imagem que eu já não vejo dentro
de mim, mas que tive durante muito tempo.
Cada vez que eu me olho ao espelho, eu não me vejo a
mim, mas sim a uma nuvem, uma nuvem ambulante, uma
nuvem tóxica que se destruíu a ela própria.
Eu tenho nojo do que eu me tornei, acho bem que as
pessoas me desprezem, porque eu também me desprezo,
sou algo que não desejo a ninguém.
Vocês é que me criaram, vocês fizeram-me como eu sou,
toda a minha miséria, toda a violência dentro de mim,
tudo o que eu nunca pensei que me iria acontecer.
Nunca pensei chegar a este ponto de degradação,
qualquer dia nem conseguirei ver o Sol, e toda a sua
luz que me dá força para viver, assim a minha morte
vai ser rápida e vai ser sem dor porque não há maior
dor do que aquela que eu sinto agora. A dor é só uma
pequena parte da minha degradante vivência, é uma
componente de tudo o que é mau e de tudo o que está
dentro de mim, é uma das partes reais desta
alucinação, desta viagem dolorosa e mórbida que é
andar dentro de mim, do meu consciente inconsciente.
Não tenho amigos, não tenho inimigos, só tenho
conhecidos, aqueles que eu vejo nas ruas, mas mesmo
esses conhecidos estão a fazer com que eu ainda fique
mais degradado, estão a influenciar a minha vida para
pior, o ódio deles, os seus sentimentos, as suas
curiosidades, vai tudo atingir-me, está tudo a
levar-me á desgraça, estou a perder os valores com que
me regia, eu vivia com um objectivo, mas agora como
não há futuro, também não há objectivos, não há nada.
Não há riso, não há lágrimas, não há sentimentos,
seria apenas um desperdício de tempo, mas também já
não existe tempo, porque tudo é passageiro, porque
tudo o que existe, não existe na realidade, porque não
há nada real, nada existe, nada ...
Há muito tempo atrás houve algo que eu ambicionava,
mas agora já não sei o que ambiciono, esqueci, esqueci
tudo, esqueci a minha finalidade. Se calhar não tenho,
se calhar só existo para assombrar as pessoas com os
meus pensamentos, com as minhas ideias.
O sentimento de culpa que eu sinto dentro de mim, ao
estado que isto chegou, mas vocês são os culpados,
porque vocês não têm dó por ninguém, não têm dó por
mim, não têm dó por vocês, não têm dó por ninguém.
Agora a vida de todas as pessoas nunca vai ser como
era, agora é tempo de viajar, numa viagem sem regresso
deste mundo miserável.
As alucinações e ilusões que eu tive e as desilusões
que eu sou.
Eu sou todos vós, eu estou em todos vós, eu sou o ser,
eu sou o saber.
Inerte, real e virtual, eu sou a sociedade.
E tu quem és?

Índice Ploc

A tua Beleza Invade
A tua beleza invade-me a alma
O meu coração bate mais forte
Tento ao máximo manter a calma
Quando estou contigo sinto-me com sorte
Por me deixares estar ao pé de ti
Por me dares esse prazer
Não sei viver sem ti
Não sei o que fazer
Quero apenas amar-te
Ter-te nos meus braços
Poder apenas beijar-te
E não te deixar fugir dos meus braços
Nuno Monteiro (99/5/13)

Índice Ploc

 

 

 

 

A VIDA QUE PASSOU A MORTE
A vida já não é vida, a vida é uma imagem embassiada
de uma morte antecipada, uma morte que vai ser mais
bela do que a própria vida, uma vida de maldade em que
a violência é o centro da vida, onde fazer mal é um
bem, onde matar é rejuvenescer, onde fazer vingança é
fazer uma vida melhor.
Todos nós somos culpados pelo que nos está a
acontecer, por enquanto ainda não estamos a ver, mas
quando chegar a nós, vamos saber o que nos aconteceu,
e de quem é a culpa? É toda nossa, é da escumalha de
gente que somos, das pessoas que estão a fazer mal a
elas próprias e que ainda não sabem, que ainda não
deram conta do que lhes vai acontecer.
Esta terra, nem sei como ainda existe, habitada por
tantos otários, tantos opurtonistas. Toda essa raça
devia de ser extinta desta terra desgraçada, deviam
ser mortos em vês de todos os animais que são mortos
por eles e também por nós.
A vida já não é o que era, a vida vai deixar de
existir, vai passar a ser uma meta impossível de
atingir, uma meta que todos queremos, mas que nunca
conseguimos, porque fomos demasiado estúpidos ao
perdê-la e que agora nunca mais vamos recuperá-la.
Afinal quando pensávamos que estávamos vivos afinal
não estamos, afinal estamos mortos, mas quentes,
estamos mortos por dentro, mortos porque não temos
sentimentos, não temos nada. Estamos vivos
exteriormente, mas interiormente não passamos de
defuntos, sem escrúpulos, só vivemos para a dor, para
sofrermos, para sentir a dor que é não estarmos vivos,
e a frieza que é estarmos mortos.
Nós estamos a matar-nos e quando soubermos será
demasiado tarde.

Nuno Monteiro

Índice Ploc

 

 

 

 

 

Amor vertical
Amor vertical
Sentimento fulcral
Razão global
Condimento horizontal
Pensamento rectal
Por vezes acaba mal
Transfiguração abismal
Um pouco de sal
Um certo coiso e tal
Não fazia mesmo nada mal
Mas não seria normal
Nuno Monteiro  (99/3/12)

Índice Ploc

 

 

 

 

 

Ao virar da esquina
Ao virar da esquina
Vejo algo que já não esperava
Beleza que me fascina
Longe da dor que me matava
Avancei lentamente
Não tentando correr riscos anteriores
Não tentando ir de passo errado, certamente
Mas preenchido de sentimentos avassaladores
Devagar, devagarinho
Avancei para o que sentia
Encontrei o meu caminho
Atingi o que queria
Nuno Monteiro (99/12/30)

Índice Ploc

 

 

 

 

 

Boca
Encontro-me em frente ao espelho
A minha mão é uma arma mortal
Á espera que puxem o gatilho
Mas a existência de pensamento
Abate, com tiros certeiros
Todos, os seres armados injustamente
Pelos movimentos do poder
Nuno Monteiro (99/6/11)

Índice Ploc

 

 

 

 

 

 

 

Culpo
Culpo-me a mim, por ser assim
Tenho a razão, tenho um espelho
Espero a morte, espero o meu fim
Estou farto, vaziamente cheio
Nuno Monteiro (99/5/16)

Índice Ploc

 

 

 

 

 

De dentro saiem as verdades
De dentro saiem as verdades
Simples lembranças
Grandes saudades
De um simples toque
De um pequeno gesto
Impresso
Submerso
Na paixão da vida
Nas estórias
Onde tudo se liga
Onde tudo se une
Onde a realidade
Se envolve na fantasia
No reino dos sonhos
Deixando a realidade fria
Nua e crua
Vivendo apenas a tua
Ardente e apaixonante
Provocante e desconcertante
A tua
A nossa
Paixão
Nuno Monteiro (2000/02/14)

Índice Ploc

 

 

 

 

 

 

De que é que valem os sonhos
De que é que valem os sonhos
Quando não temos ninguém com quem os compartilhar
já não vale a pena sonhar.
Nuno Monteiro (99/6/13)

Índice Ploc

 

 

 

 

 

 

De que me vale dizer 
 
De que me vale dizer que procuro o "pote d'ouro"
Se o que quero é uma mulher para amar
Enfrentar "o touro numa pega de caras"
Para ganhar a "guerra do amor" vou ter muito que suar
Nuno Monteiro (99/10/27)

Índice Ploc

 

 

 

 

 

 

Em familia
Fui cagado á nascença
Saiu uma grande proeza
Toda a vida tive entre irmãos
Enterrado neles até ao pescoço
Tentei ser independente
Mas toda a vida tenho estado entre familiares
Criou-se uma ligação
Impossível de quebrar
Já não tenho forças para lutar
Não vale a pena me esforçar
Vou apenas esperar até acabar.
Nuno Monteiro (99/6/10)

Índice Ploc

 

 

 

 

 

 

Estou farto de não ter
Estou farto de não ter
A felicidade que procuro
Ou me despacho, ou vou continuar a sofrer
Aqui parado, sozinho no escuro
Só não a posso deixar fugir
A minha musa inspiradora
Com ela nos meus braços, não parava de sorrir
Mas tenho uma mente sofredora
E um coração partido
É tudo o que eu tenho
Navego por este mundo, todo fodido
Sou um fraco desempenho
Nuno Monteiro e Miúda (99/9/2)

Índice Ploc

 

 

 

 

 

 

 

Eternamente só
Eternamente só
Eternamente triste
Nem consegui ficar feliz
Quando tu sorriste
Nuno Monteiro (99/8/31)

Índice Ploc

 

 

 

 

 

 

 

Eu tive um sonho
Eu tive um sonho
Onde tudo era irreal
Tudo era utópico
Onde vivia a razão
Onde ninguém era ladrão
Existia a paz
Guerra era ilusão
Onde todos tinham o mesmo valor
Quem está a favor?
Eu não me oponho
Mas era apenas um sonho.
Nuno Monteiro (99/11/29)

Índice Ploc

 

 

 

 

 

 

 

 

Fantasiei uma vida
Fantasiei uma vida
Impossível para mim
Impossível de ser vivida
Um inferno sem fim
Nuno Monteiro (99/5/13)

Índice Ploc

 

 

 

 

 

 

 

 

Filme Original
Imagem a imagem
Cena a cena
Componho o filme
Estruturo a obra
Desenrolo a estória
Apenas duas personagens
Cenas por vezes selvagens
Beijos, abraços
Risos, atrasos
Saudades e reencontros
Monto uma estória de sonho
Entre bancos de jardim
Ou outros lugares exclusivos
Onde a paixão paira no ar
E o querer também espreita
Algo bem real
Com bastante acção
Nada de ficção
Nada de duplos
Só tu e eu.
Realização:
Nuno Monteiro (99/11/18)

Índice Ploc

 

 

 

 

 

 

 

Há belezas e belezas
Há belezas e belezas
Mas não há certezas
De que tudo o que vimos
É real
Nuno Monteiro (99/10/27)

Índice Ploc

 

 

 

 

 

 

 

 

Importâncias
Perdi
Perdi tudo
A vida já não interessa
Perdi o mais importante
Já não vale a pena o esforço
Sinto que acabou
Antes de ter começado
Já não consigo ser exacto
Ao pensar como o meu coração fez isto
Senti-o, e, senti-o, e, absorvi-o, e levei patadas, e
nunca consegui fazer com que
Senti-se o mesmo.
É por isso que nunca começou
E é por isso que acabou.
Nuno Monteiro (99/6/10)

Índice Ploc

 

 

 

 

 

 

 

Impossibilidade
Afogado em lágrimas
Apodrecendo na cama
Infinitas páginas
Ninguém consegue apagar a chama
Que arde sem se ver
Mas que arde como o inferno
Não consigo deixar de ser
Um amante eterno
Arrasto-me no poço
Vivo afogado na lama
Algo me aperta o pescoço
Ninguém consegue dizer que me ama
Nuno Monteiro (99/04/21)

Índice Ploc

 

 

 

 

 

 

 

 

Incapabilidade
O meu anjo fugiu
Não me quer mais
Por que nunca sentiu
Porque não é capaz
Nuno Monteiro (99/04/21)

Índice Ploc

 

 

 

 

 

 

 

 

Inspiradoras
Há quem diga que há musas
Sim, elas são aquilo que tu usas
Beleza, perfeição, querer
Frustração, um não, não poder ter
Tudo isso te faz as descrever
Por o tanto que nos faz sofrer
Amor, que usas e abusas
Afinal, são apenas musas
Nuno Monteiro (99/7/9)

Índice Ploc

 

 

 

 

 

 

 

 

Já perdi tudo
Já perdi tudo
Não me resta nada
Solto um grito mudo
Mas a minha voz está abafada
Choro com querer
Por não poder
Por ambicionar
E não poder alcançar
Nuno Monteiro (99/5/13)

Índice Ploc

 

 

 

 

 

 

Lágrimas de querer
Lágrimas de querer
Lágrimas sem poder
Um sentimento como sofrer
E uma inviabilidade de ter
Nuno Monteiro (99/6/22)

Índice Ploc

 

 

 

 

 

 

Libertação
Despejo agora, tudo o que é meu
Frustração de meses a fio
Por tristes, sentimentos teus
De lágrimas correndo como rios
Encruzilhando-se em discussões, más
Fazendo esquecer tempos, bons
Por ser simplesmente incapaz
De ter quaisquer dons
Acabou por perder tudo
Valendo ele, nada
Não se pode considerar um sortudo
Porque sem ela, ele não é nada
Nuno Monteiro (99/7/9)

Índice Ploc

 

 

 

 

 

 

 

Mato por prazer
Mato por prazer
Por poder
Porque tenho o sangue frio
E as vezes, deixo-os por um fio
Sem qualquer rancor
Nem uma pinga de pudor
Mato-os simplesmente
Porque o inferno é quente
Nuno Monteiro (99/5/18)

Índice Ploc

 

 

 

 

 

 

 

 

Mete-me nojo...
Mete-me nojo tudo o que eu fiz
E até tudo o que eu digo
Ainda bem que estás feliz
É pena que não seja comigo
Nuno Monteiro (99/5/24)

Índice Ploc

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não sou nada
Não sou nada
Não sou ninguém
Não valho nada
Mas quero alguém
Nuno Monteiro (99/5/13)

Índice Ploc

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nascido a 1 de Janeiro
Amor desaparecido
Em combate cerrado
Num arbusto escondido
Completamente desarmado
Morreu injustamente
Por uma causa justa
Sofrerá infinitamente
Por muito que isso lhe custa
Nuno Monteiro (99/04/21)

Índice Ploc

 

 

 

 

 

 

 

 

O MUNDO, A VIDA DE UMA MENTE PERTURBADA
UM OLHAR REAL, UM MUNDO REAL
Não sei, sinceramente não sei o que se anda a passar
comigo, algo me perturba mas não sei o que é.
As noites têm sido cada vez mais dolorosas, não sei
que sentimento me invade, se é amor ou ódio.
Um amor que nem eu sei explicar, ou saber para quem é
dirigido. Ou um ódio por tudo e por todos que
ultrapassa qualquer barreira para atingir o seu ponto.
Tantas noites em claro, noites suadas com pensamentos
infinitos, pensamentos alegres, pensamentos tristes...
pensamentos tristes.
A minha cabeça anda baralhada, não consigo distinguir
amor do ódio, amor de amizade, não sei quem eu amo,
não sei quem me ama, e não sei quem não me ama.
Se calhar existe um amor tão próximo, e que eu não
consigo identificar ou se calhar existe um inimigo
muito próximo, pronto para me matar. Se esse amor
existe, que se mostre, se não, estou pronto para
receber o meu inimigo, e morrer sem saudade da vida,
que me foi tão cruel, e tão má para mim, que me fez
sofrer tanto que ninguém consegue imaginar.
Esta vida sem alegria, esta vida amargurada, que já
não espero nada dela, nenhuma alegria, nada que me dê
gosto pela vida, porque ela nunca me deu nada e não é
agora que ela vai começar a dar.
Depois de tantos sentimentos ocultados, está na hora
de os mandar cá para fora, dizer o que me vai na alma,
criticar, ofender, mostrar ás pessoas a realidade da
vida, mostrar que a vida não é só fantasias, á
realidades que a gente não quer ver, porque temos
medo, temos medo que seja real, e que nos venha a
atingir.
É tempo de ver o mundo como ele é, e não fugirmos
dele.

Índice Ploc

 

 

 

 

 

 

O teu umbigo
O teu umbigo
É como uma fonte de desejo
Para tudo o que eu digo
Para tudo o que eu vejo
Para tudo o que eu sinto
Não dá para descrever com palavras
Da maneira como te pinto
Todas as tentativas seriam erradas
Nuno Monteiro (99/5/13)

Índice Ploc

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os sonhos desvanecem-se em fumo
Os sonhos desvanecem-se em fumo
Como as imagens irreais na minha cabeça
De sentimentos inexistentes
Mas de rara persistência
Nuno Monteiro (99/6/10)

Índice Ploc

 

 

 

 

 

 

 

Palhaços em vida
Palhaços em vida
Palhaços na morte
Só por sermos uns palhaços,
Sentimo-nos com sorte?
Nuno Monteiro (99/8/21)
"O palhaço é um poeta em acção. Ele é a história que
desempenha."  ( Henry Miller )

Índice Ploc

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Passo a Passo
Passo a Passo
Faço um traço
Que me marca a vida
Nuno Monteiro (99/4/24)

Índice Ploc

 

 

 

 

 

 

 

 

Poema-Relógio
A morte revela-se no espelho
No reverso da vida
Por detrás das paredes brancas
Nos alicerces de cimento disfarçado
Encontra-se a decadência
Nos prazeres dos mortais,
Imorais.
No bailado da vida
Nos obstáculos intransponíveis
Tudo isso é passado
ultrapassado, e voltado a passar.
Até não se conseguir aguentar mais.
Deixamos de ser normais
Passamos a ser letais, para os outros, e para nós
mesmos.
Sacrificamos o espírito e o corpo, para viver,
Tentativa de sobreviver,
No caos de se ser.
Voltamos a virar mais uma página
A escorrer mais uma lágrima
Em vão, caminhando
sempre para a combustão
A ilusão, do pensamento humano
Insano.
Somos ceifados, castrados.
Penetrados por sermos, e vivermos
Até ao dia.
Nuno Monteiro (99/11/12)

Índice Ploc

 

 

 

 

 

 

poetry rules
A poesia não tem regras
Reproduz sentimentos
De corações amargorados
De mentes distorcidas
Por conflitos internos
Expressados externamente
num papel por uma caneta
Nuno Monteiro (99/6/13)

Índice Ploc

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por instantes perco-me...
 
Por instantes perco-me, pensando em ti
Pensando em tudo o que tu és, para mim
E em tudo o que não consigo provocar em ti
Todos os sentimentos que eu devia de te fazer sentir
por mim
Acordo num sonho em que tudo é diferente
Onde tu incrivelmente me amas
Onde tu me fazes sentir gente
Sinto o amor, pela maneira como me chamas
Mas nada disto parece normal
Não acredito, não pode ser verdade
Não, não pode ser real
Nunca me podias amar, assim, tão de verdade
Nuno Monteiro (99/5/31)

Índice Ploc

 

 

 

 

 

 

Primeira Fusão / Liberto Consumido
 
Quando olho não vejo
Se sinto não penso
e se sinto, sinto com desejo
Mas vou começar por buscar um lenço
Porque sentir faz-me chorar
Subtil pano de lágrimas
Faz o meu corpo brotar
Estas inúmeras páginas
Liberto tudo o que há em mim
Possuído por completo
Deixo-me consumir assim
Sou um ser incerto
Nuno Monteiro e Brígida Abreu  (99/9/30)

Índice Ploc

 

 

 

 

 

 

 

Que tanto queres dizer
Que tanto queres dizer
Que não consegues expressar
Palavras a arder
Sem as puderes apagar
Que não saiem da tua boca
Mas tu as queres cuspir
Mas elas ñ se deixam ir
E põem a tua mente louca
Nuno Monteiro (99/5/17)

Índice Ploc

 

 

 

 

 

 

 

 

Resistir
É a razão da sobrevivência
É a luta pela persistência
É a injusta sentença
É a condenação da independência
É o massacre da existência
Nuno Monteiro (99/6/11)

Índice Ploc

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Rotularam-me
 
Rotularam-me assim
Agarraram em mim
Puseram-me num saco
Veio sem dúvida da mente de um fraco
Sem ver com olhos de ver
Sem querer decifrar o puro ser
Não precisas de passar para o outro lado da estrada
De ti não se aproveita nada, mesmo nada
Nuno Monteiro (99/12/14)

Índice Ploc

 

 

 

 

 

 

 

 

Segunda Fusão / Desejo
 
Cheiros de todas as cores
Passeiam-se nos nossos corpos
Como o suor nas nossas faces
Vorazmente absorvido pelas línguas
Em tempos quentes
Em corpos diferentes
Que em chamas se consomem
E das cinzas nada sai
Porque constante é o fogo
Leito dos corpos apaixonados
Sarados pelo jogo
Fiel condutor da loucura
Não apagados pela censura
Tantos sentimentos obcecados
Expulsados dos poros dilatados
Fazem-se notar nos aprazíveis gestos
Determinados prazeres expressos
No contexto orgásmico
Me levas a passear
A suar todo o meu ser
Provocando erupções inquientantes
Gemidos arrepiantes
Não conseguindo conter
Tudo o que vai na alma
Ultrapassando os meus limites
Quebro correntes
Deixo-me amar
Envolvido na real reciprocidade
Criando amor de verdade
Nuno Monteiro e Brígida Abreu (99/12/13)

Índice Ploc

 

 

 

 

 

 

 

Sonho
    O Sonho, o sonho é aquilo que nós queremos para
nós próprios. É um mundo à parte em que o sonho se
torna realidade, leva-nos aos sítios que nós queremos,
mas, que nunca chegamos a atingir.
   O Sonho, o sonho é a verdade num mundo de mentira,
em que tudo é irreal, que tudo se transforma como nós
queremos, como nós imaginamos.
   O Sonho, o sonho é um espelho da nossa beleza
interior, é a fuga ao passado, é a fuga ao presente, é
a construcção do futuro, de um futuro, só nosso. Por
mais que a gente queira torná-lo realidade isso nunca
chegará a acontecer, porque é algo que só pode ser
vivido por nós, porque é algo feito á nossa imagem, um
mundo perfeito, mas que podia não ser perfeito para
outros.
   O Sonho, o sonho é real, mas só no nosso
subconsciente, aí nós podemos ser tudo o que queremos,
podemos ter tudo o que quisermos, mas somos nós
próprios.
   O Sonho, o sonho é o sítio onde nós podemos atingir
os nossos limites, podemos ser aventureiros ou podemos
ser cobardes, podemos ser heroís ou seres
insignificantes, mas tudo não passa de um sonho, uma
realidade imaginária, uma realidade criada por nós
próprios, para enganarmos nós próprios também.
   O Sonho, o sonho pode ser considerado a nossa
segunda vida, onde elementos da realidade se misturam
com a fantasia, fazendo um mundo só nosso, tudo é
real, tudo é vivido até ao último segundo, até acabar
num simples abrir de olhos.
   Lá se foi mais uma vida, mais uma noite,...mais um
sonho.

Nuno Monteiro

Índice Ploc

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sou o filho do Dono do Mundo
Sou o filho do Dono do Mundo
Prometo um Mundo sem fundo
Sem razão e qualquer fundamento
Onde o caos é o supremo elemento
Onde as balas voam, matando
Indiscriminadamente, destroçando
Lares, com pura violência
Onde não existe o mínimo de decência
Apenas o caos, que vem do poder
E eu a ver
Nuno Monteiro (99/5/19)

Índice Ploc

 

 

 

 

 

 

 

Suborno-me a mim
 
Suborno-me a mim
Na tentativa de fugir do fim
Do definitivo acabar
Apesar, do preconceito
Não tenho assim muito defeito
Apenas mando palavras sem jeito
Tentando criar frases com nexo
Até por vezes fico perplexo
Por dizer bastantes verdades
Não deixando muitas saudades
Nos ouvidos dos interceiros
Acabando com os justiceiros
De capa a espada
Dos contos de fada
Deixem-se de utopias
Das vossas mentiras
A vocês só vos digo
Calem as vossas pias
Nuno Monteiro (99/12/14)

Índice Ploc

 

 

 

 

 

 

 

 

Tenho a mente comprimida
Tenho a mente comprimida
Demasiado retraída
Completamente fechada
Dificilmente penetrada
Devia estar aberta
Invulgarmente desperta
Incrivelmente compenetrada
Indubitavelmente errada
99/3/10

Índice Ploc

 

 

 

 

 

 

 

Tentativa de Ser
 
Escondo na minha face
Tudo o que não quero mostrar
Deixo cair o meu disfarce
Algo me tenta parar
Não me posso mostrar demasiado
Razão: fico desprotegido
Ausente, ando escondido
Mas nada me passa ao lado
Tento fugir
Deixar-me ir
Estão-me a prender
Vou deixar de Ser
Nuno Monteiro (99/6/5)

Índice Ploc

 

 

 

 

 

 

 

 

Vêem me desaparecer
Vêem me desaparecer
Mas nem um adeus fica
Uma vontade de querer
Que ninguém explica
Actos falhados
Em pura loucura
Corações despedaçados
Uma dor que perdura
Nuno Monteiro (99/04/21)

Índice Ploc

 

 

 

 

 

 

 

Vejo-me ao espelho
Vejo-me ao espelho
Horroroso, terrivelmente feio
Como um cão sarnento
Corroído por dentro
Nuno Monteiro (99/5/15)

Índice Ploc

Agenda  As esquinas da lua  Contos  Crónicas da Net  Entrevista Galeria de arte  Livro de visitas  Ecos do Ressoa

  Os poetas do canal  Página Inicial Poemar na escola  Poemas ditos  Ressoa Página pessoal