| Moonlight |
||
|
Agenda As esquinas da lua Contos Crónicas da Net Entrevista Galeria de arte Livro de visitas Ecos do Ressoa Os poetas do canal Página Inicial Poemar na escola Poemas ditos Ressoa Página pessoal |
||
|
7 Poemas Editados
- Obessão NOVO
|
A whisper in water Joana Cambas
|
|
|
|
||
O peso das horas São estas horas que gemem, estas horas que tremem, que perduram no silêncio, estas horas que rodopiam e dançam, me pesam na leveza dos passos. São estas horas que passam, estas horas que apertam, que envelhecem lentamente, esta horas que sentem e mentem, me fazem tropeçar no medo. São estas horas que doem, estas horas que partem, que ecoam no vazio do tempo, estas horas que torturam e matam, me sonham além deste momento. Joana Cambas Índice Moonlight |
||
|
|
||
Ondas de um cabelo que é mar Derrama nas ondas do meu cabelo a mágoa que te aperta o peito e dorme no meu colo inquieto, absorto, na vertigem deste leito. Mergulha na pele fria do corpo, abraçando a minha fome de amor, como se cada lágrima que verto fosse, em ti, gosto amargo de dor. E, no acorde doce da noite que chega, existe luz que se apaga no céu, e fico a perder-me em mim, cega, porque és, afinal, esta que sou eu. Joana Cambas Índice Moonlight
|
||
|
|
||
Se eu pudesse… Se eu pudesse escrever o que sinto, daria às palavras asas e faria com que voassem até aos limites do infinito, saboreá-las-ia, lentamente, como se de um fruto doce se tratassem, letra a letra, sorve-las-ía como o pão que me alimenta. Mas não posso escrever, não consigo... As palavras perdem-se dentro de mim, antes que as deixe sair, calam-se na minha boca para falarem no meu coração e ecoarem, a cada segundo que passa, na minha mente... Não posso e não consigo deixar que nada saia, escrevendo. É uma metamorfose de sentimentos que todos os dias se renova, uma nova lição de vida e de existência em cada amanhecer, a sensação cristalina de todos os dias nascer outra, nesta mesma que sou sempre eu... Ah, se eu pudesse escrever o que sinto, nenhuma palavra seria somente um amontoado de letras... Daria ao mundo o tesouro que jamais existiu em império algum, entregaria aos homens a lembrança do seu esquecimento: estes sentimentos que bebo e nos quais me afogo e entrego... Ah, se eu pudesse... Joana Cambas Índice Moonlight |
||
|
|
||
Vozes do silêncio Na apatia dos dias que escorrem no tempo, sou a agitação dos dedos que me tocam em desespero, o pó que sacudo na madeira da cama, a respiração que abafo nos lençóis que me cobrem. A luz encandeia-me os olhos e cega-os de dor, quebra-me o corpo, rompe-me o peito e deixa-me neste instante demente de solidão. E quanto mais quero fugir das vozes do silêncio, essas que preenchem o espaço que me envolve, mais as sinto beberem o sangue que me flui nas veias... Joana Cambas Índice Moonlight
|
||
|
|
||
Asas da paixão Por debaixo das asas da paixão que arde nos beirais das janelas entreabertas, dois seres bebem o sangue do pecado, e, enquanto se amam, abrem-se chagas. O rasgar das suas peles dissipa-se no silêncio; um ritual que segue o balançar das sombras. O suor consome as feridas abertas, é sal faminto de mágoas deixadas. E cada gemido liberta o prazer sentido, à medida que a dor se refugia uma vez mais. Neste ritmo, tudo se torna uma dança triste, de corpos soltos que se matam lentamente, revelando, um a outro, que estão vivos, afinal... Joana Cambas Índice Moonlight
|
||
|
|
||
|
Nesta inspiração noctívaga
que me assola,
A tua pele é o livro em
que hoje me absorvo,
Leitora de sedução, prendo
o olhar ao teu, Índice Moonlight
|
||
|
|
||
|
Lembras-te quando dançava
embriagada
Sentias o sabor a sal na
língua,
Esquecia que a tua mão não
era minha,
Trazias no peito espinhos
cravados
Quando éramos unos, éramos
felizes, Índice Moonlight |
||
|
Agenda As esquinas da lua Contos Crónicas da Net Entrevista Galeria de arte Livro de visitas Ecos do Ressoa Os poetas do canal Página Inicial Poemar na escola Poemas ditos Ressoa Página pessoal |