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Amigo Secreto

 

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40 Poemas Editados

 

- A estrela... que brilha NOVO

- A Minha  Própria Bússula  

- Amanhã

- Cansaço... feliz NOVO

- Cântico Final

- Cantiga de uma noite de amor

- Cântico sem razão dentro

- Caprichosamente  

- Catarse

- Comprimindo o grito

- Des... Acerto NOVO

- Despertar NOVO

- Duas fases do mesmo tema 1

- Duas fases do mesmo tema 2

- Entrega NOVO

- Estudo para um Canto de Amor 1

- Estudo para um 

Cantico de Amor 2

- Estudo para um Canto de Amor 3

- Folhas NOVO

- Há nuvens no horizonte NOVO

- Luta interior NOVO

- Momentos NOVO

- Mulher adormecida

- Necessidades

- Novos dias NOVO

- O princípio e o fim

- Percurso NOVO

- Poema

- Presença NOVO

- Refeito de mim NOVO

- Restos 

- Saudades NOVO

- Sonho

- Superação

- Tempo Intermédio... I

- Tempo Intermédio...II

- Tempo presente NOVO

- Troca

- Virtual...idades

 

Mais poemas de Amigo Secreto

Abraços

Lucy Berenguer

 

 

 

 

AMANHÃ
AMANHÃ

Sim 
Amanhã terei tempo para pensar! 
Mas se o tempo - por estranha teimosia - 
se esquecer de mim e não passar 
e Amanhã não for um Dia??
Hoje já foi ! Mas ora Hoje !... 
Que me deu ? - 24 horas, uma carta, 
mais um vulto que me foge... 
Pois vá-se embora, que parta 
porque o Mundo não acaba. 
Mas Amanhã 
com uma mão cheia de Terra 
com um punhado de luzes 
e com um naco de Céu, 
esboçarei no meu barro 
um outro vulto mais novo 
uma nova fantasia 
...se o tempo não se esquecer 
que Amanhã também é dia !!
E trauteando poemas 
iremos pelos canteiros. 
E havemos de nos perder 
num labirinto de cheiros.....
 
J. Diogo
1999

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Cântico Final
Cântico Final

Sossega pensamento.
Há-de chegar o dia da tua realização 
hás-de poder cavar e demolir "Montanhas" 
com a força irreprimível da tua vontade e poder eternos;
hás-de beijar - só porque assim quiseste - 
as "Nuvens" passageiras 
e agarrar na mão, Mundos mais distantes;
hás-de encontrar o caminho perdido 
recomeçar de novo, 
destruir as fronteiras que aprisionam povos 
e afagar em Paz as crianças que falam outras línguas;
hás-de criar outra imagem de ti próprio 
sorvendo um Ar sem mácula... 
hás-de lembrar como de um pesadelo 
dos cinismos e das mentiras 
que te envolvem hoje os dias.;
hás-de descobrir e acariciar a força que tens 
para ti criada na verdade das convicções...
hás-de poder dizer palavras proibidas
ditas livremente
sem o medo de errar...
hás-de poder abraçar o Mundo 
e "Vê-lo" como uma estrada 
que desejes percorrer... 
sossega pensamento.
Depois da noite
o Sol traz-nos sempre uma nova madrugada !!!
 
J. Diogo
1999

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Estudo para um Canto de Amor 1
Estudo para um Canto de Amor...
1.

Somos tu e eu, 
feitos de ossos e artérias. 
O nosso sangue não tem cor definida 
e flutua livre
por canais fechados 
intercomunicados 
como nós. 
Os nossos olhos 
têm forma diferente 
mas olham-se sem medo 
e sondam profundezas 
nunca esperadas. 
As nossas mãos 
conversam sem palavras 
e levam frémitos 
no aflorar mais leve 
Os nossos corpos 
são a realidade 
das utopias vagas 
que se materializaram 
O nosso pensamento 
encontrou-se 
nas enterlinhas de um falar sem sentido 
e revelou-se 
e fez parar o tempo 
Que estranho sortilégio nos fez caminhar ao Nosso encontro???
 
 
J Diogo
1992

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ESTUDO PARA UM CÂNTICO DE AMOR 2
ESTUDO PARA UM CÂNTICO DE AMOR
2 

Tu vieste 
E carregavas uma flor sem nome 
branca como luas 
leve como nadas 
a oscilar às brisas 
Eu cheguei 
E trazia uma flor, negra como eu, 
hirta como rochas 
mística, esquisita...
E as nossas duas flores 
geraram uma outra flor 
que se estrumou em prazer... 
É por isto que tanto Amo 
o mistério de Viver !!
 
J Diogo
1992

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Estudo para um Canto de Amor
3
Estudo para um Canto de Amor
3

Que nos separa ainda ?
Já contámos as estrelas
Já proibimos as neves
De nos darem tons brancos.
Já semeámos trigos
Azuis (Um mar azul
Feito para nós e as nossas barcas)
Já esboçámos planos
Onde só cabem dois...
Já dissemos palavras
em línguas tão diferentes
como nunca ninguem ouviu.
Já moldámos um corpo 
No jeito de dois corpos.
Que desígnio nos prende?
Que feitiço nos une?
 
Mergulharemos num Mar sem praias perto,
Num Céu sem nuvens dentro.
 
J Diogo
1992

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SONHO
SONHO
 
E
Se
Um 
devaneio 
me põe asas nos pés 
e 
fico 
todo eu 
pensamento e o gosto 
de voar
assim mais leve
do
que
o
vento
e
gastar
me na erosão das palavras 
que
me
queimam
de 
amor procurar por toda a parte
 
Diogo Vaz
1996

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A MINHA PRÓPRIA BÚSSULA...

A MINHA PRÓPRIA BÚSSULA...

 

O que eu quero é tudo é nada

rejeito glória feita de ironia oferecida

petulantemente

talvez....

como se algo de mim estivesse à venda

em troca de minha voz silenciada....

O que eu quero é tudo é nada

neste fardo carregado aos ombros

minha obstinada razão de ser Universal

rejeito da gente do meu País ser renegado

duvidado e não aceite como sou

falso e não autêntico, ser considerado

O que eu quero é tudo é nada

rejeito atalhos que me apontam

como falsa amizades

fácilmente esgotadas mal ainda começaram.......

Quero a minha própria Bússula e com ela governar(?) o meu destino

na livre loucura que me vem......

....de ser um Homem Vivo....

Homem pleno......

Homem Inteiro !!

 

J Diogo

1979

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CAPRICHOSAMENTE

CAPRICHOSAMENTE

 

Quisera Amor que tu surgisses na minha frente

da Terra em forma de flor

(perfumando-me e à natureza...

ou do Céu em forma de anjo

(braços erguidos correndo

sorrindo para mim, carinhosa...

(com esses teus olhos lindos !!

Quisera Amor caminhar unidos

De mãos nas mãos, olhos nos olhos

Mesmo sem falar tudo dizer

E sempre contentes o Amor Viver

...Apetece-me beijá-los

quando o Sol se for esconder

e no fim estiverem nossos desejos

por uma flor em teus cabelos...

Depois...bem, depois, em fim de dia,

poderei morrer com o Sol-Pôr

sem qualquer dor, tu a sorrir

para mim de alegria!!!!!!!

 

J Diogo

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PRESENÇA...

PRESENÇA...

 

Porque sinto

Sim, porque sinto a tua presença ao falar

e esse teu jeito de me prender

afagando-me o espírito de forma tão singular...?

 

Porque sinto

a sinceridade dos "beijos" nas mensagens

que me envias doutras paragens??

Porque sinto

este prazer de ler livros nunca antes lidos

e desejo saber dos mistérios dos Mundos convertidos???

 

Porque sinto

esse carinho que é teu

vago, distante

visão de um mero instante...????

 

Como é cada vez mais difícil sentir tudo isso

envolto em fumo tenso de cigarros em vão

e continuar a ver-te

formas lindas e sensuais

no campo delineado

da minha ficção...

 

Diogo Vaz - 1989

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POEMA
POEMA
 
Pensei-te
planifiquei-te e escrevi-te com letra amorfa
e amordaçei-te
na folha do meu bloco de notas
 
Olhei-te demoradamente
num perfil
de boca de mulher linda, entreaberta
 
E vi-te depois
nos olhos de um velho qualquer
aposentado
e já seco de lágrimas
 
E também te vi atentamente
no olhar daquela criança
rasgado de azul para o infinito das paisagens
                                               (insondáveis
 
Toquei-te quase
nos cabelos revolteados e na tez morena
que pareciam algas
de um mar profundo
calmas e serenas
 
 
Mas não sei que me deu
enlouquecido
realmente
meus dedos nervosos e incontrolados
fizeram de ti
folha de mil bocados
 
Atirei-te ao vento como mensagens
pela nesga entreaberta
daquela boca agonizante
 
E foi assim
que não chegaste a ser POEMA
 
Diogo Vaz

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Mulher Adormecida
Mulher Adormecida
 
Onde foi Mulher que tu perdeste
a semente do bem de que nasceste?
onde foi Mulher que enterraste
sonhos de criança que sonhaste
 
de olhos tristes e macerados
caminhas pela rua embriagada
pela ideia na Vida que desejaste e não tiveste
 
levas contigo na Alma nua
um corpo que já o foi de tanta gente
 
Se ainda não estás de todo morta
desperta para a Vida que te chama
 
Vive em Primavera florida
o tempo que ainda te resta
numa hora, num segundo, mas Acorda
 
acorda e deixa de ser
Mulher prostituída !!
 
José Diogo

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Comprimindo o Grito
Comprimindo o Grito
 
Ah
pudesse não ser eu
ser apenas o grito
comprimido em meu peito...
 
Ah
pudesse ser eu
dos teus versos
aos teus olhos eleito!
 
Ah
pudesse eu
fazê-los brilhar tanto
como aquela estrela lá no alto...
 
Ah pudesse eu
fazer-te sorrir e sonhar
e, comovidamente, chorar de alegria...
 
Não ter palavras duras
para te dar e viver
dos sonhos e da ventura
de ser apenas teu...
entre beijos e abraços
gestos de ternura
carícias e afagos tantos
como jamais alguem viveu!!
 
J Diogo - 28.05.1982

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NECESSIDADES
NECESSIDADES
 
Dos teus braços
estão meus braços
pobres de abraços
 
Estão dormentes de frio
os meus braços
tão laços, tão cansados
de esperar
pelos teus abraços
 
Nos braços
dos meus braços
há sempre um lugar vazio
 
J Diogo - 15.06.01

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DUAS FASES DO MESMO TEMA...
DUAS FASES DO MESMO TEMA...
I
Quando te lembro é como se tivesse 
Na boca a feição pura de uma prece
No corpo o ar gelado de Dezembro
Quando te lembro
Só te vejo
Distante
Efémera visão dum mero instante
És volátil, és fumo, se te lembro...
Não há em ti um sopro de Paixão?
Não sentes o que eu sinto?
Mas então
		Porquê essas carícias que pressinto
Porquê esse ar febril e ansioso
Com que falas?
Porquê? - Se não embalas
O mesmo que embalo e forte sinto
O meu viver ansioso e desejoso...
Porquê essas carícias que pressinto?
Quando te lembro
Há em mim sensações 9opostas
Adivinho que gosto...e que não gostas
E sinto-me perdido se te lembro...
Quero agarrar-te
E foges escarnecendo,
Estendo o meus braços e, louco! Vou correndo
vou correndo, correndo sem parar
e tu lá longe pareces brincar
e eu corro mais e mais
p´ra nunca te alcançar.
Quando te lembro
É como se vivesse
Quisera Ter-te ali, falar-te doce
Que os nossos corpos um só corpo fosse
E que morrendo os dois um só morresse...
J Diogo

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DUAS FASES DO MESMO TEMA 2
DUAS FASES DO MESMO TEMA
II
Talvez o Sol perdido nas alturas
Viesse iluminar as ruas onde entrasses
P´ra dar-te mais noção das madrugadas puras
Por onde caminhasses
Se me deixasses
Quebrava-se o feitiço, como se um estranho rio
Viesse humedecer as margens do fastio
Das sinistras vielas onde andasses.
Se me deixasses
Era como se as rochas de infinitas empenas
Quebrassem as amarras da Terra secular
E como tu, rolassem
Sem dar conta das penas
Que vão queixar-se ao Mar
Nas ondas mais pequenas...
Se me deixasses
Perdiam-se, findavam, as corres das aves mortas
Ou vivas e eufóricas e loucas, passageiras
E podias bater às portas que encontrasses
Que só tinhas o som de vozes derradeiras!!
Se me deixasses
Perdia-se na sombra a silhueta adunca
Dum castelo de areia
Talvez igual a mim nunca encontrasses
Mas eu, igual a ti, não encontrava nunca...
J Diogo

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CANTIGA DE UMA NOITE DE AMOR...
CANTIGA DE UMA NOITE DE AMOR...
No quarto a luz velada
E a música da noite que, sem se ouvir, surgia
No espaço limitado
Acontecia
Para dar natural tonalidade, compondo o ambiente
Como parte integrante
			Fluente !!
A cama não falou
Quando os corpos já loucos
Se fundiram nun só.
As sombras das paredes
Foram cúmplices.
Os móveis deram cena natural
E o riscar de um riso sensual
De frase ciciada
Perdeu-se no silêncio
Foi-se gravar no nada.
Foi-se a luz, a música,
Ficaram trevas cheias
Num toque de calor
Num silêncio de vida ultrapassado.
Depois
Aconteceu Amor.
As roupas já desfeitas cheiravam a pecado...
J Diogo
Agosto / 2001

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O PRINCIPIO E O FIM...

 

O PRINCIPIO E O FIM...

 

...e numa noite estava eu tão só

que os lamentos da brisas, arrepiantes frios,

pareciam que cantavam desafios

à minha solidão.

E de repente as Leis desapareceram!!

O chamamento que eu ouvi então

Nos gritos das ravinas,

O perfil da visão colada ao firmamento

E um súbito vento, gargalhada de escárnio provocante, levaram-me pela mão pela noite adiante.

Sem Deuses nem Demónios falando-me ao ouvido

Ditando-me o caminho,

Eu dei por mim sem nada que me soasse a Vida.

Apenas o meu corpo cansado de correr

E a longa caminhada por atalho perdido

Ultrapassando a coisa de Viver.

Findara a longa espera.

E fiz-me poeira, nuvem, imaterial. Disperso

Átomo do Universo

A regressar ao pó donde viera.

Fora de mim as Tábuas Temporais.

No Nada Absoluto que encontrei

O Principio e o Fim eram iguais.

 

J Diogo

 

Agosto2001

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RESTOS
RESTOS

Era o tempo da ingénua crença
Pintando de esperança
Os nossos verdes anos amadurecendo lentos...

Em nome do progresso...
		(sempre em nome dele!
O presidente da Câmara mandou arrancar
		(aquela árvore velhinha
onde nos aconchegávamos um no outro
emocionados à tardinha

Já não existe
A data que no tronco lhe marcámos
E também secou a folha verde onde escrevi
Aquele poema de amor que trocámos

Verdes anos tenra idade
		(nos sonhos e da beleza
juventude que foi nossa por um dia inteiro
e agora que nos resta? – só lembranças!

Que pouca consciência eu tinha
Daquele grande amor que nos unia!!

Os meus anos amontoados
Foram-se, pouco a pouco, despindo-se de verdura
Resto-me rico em solidão e abandono
E na lembrança que guardo
		(da ternura dos teus dedos
revividos nas longas noites sem sono.

J Diogo
2001-11-21		

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CÂNTICO SEM RAZÃO DENTRO
CÂNTICO SEM RAZÃO DENTRO


Olha para mim e diz-me
Se o fogo que tu notas nos meus olhos
É natural e humano...?!

Eu sou aquele
Que luta por castelos invencíveis
E por rotas sem fim
Que se perdem para além
De todas as distâncias conhecidas
Transpondo os horizontes
Dos Céus e dos Infernos

Sou o que diz : « Não quero!!...»
Às glórias oferecidas
A troco de oiro e carne...

Sou o que diz : « Não esqueço...!!»
Às culminâncias do bem e do Mal
O que se agita, como arbusto, aos ventos
Que galopam pelos dias.

O que se inclina perante as poesias
Dum Céu em tempestade
Dum Mar de nuvens de água
De estrelas esquisitas
Que nos prometem Mundos
Diferentes e distantes;

Sou o que afaga os rostos das crianças
Que nos prometem Mundos
Diferentes e distantes
Num amanhã sem data

Olha para mim e diz-me
Se o fogo que tu notas nos meus olhos
É natural e humano...?!


Sou o que se fez de uma ironia
Que se gerou em guerras
Que se formou em guerras
Fomes e doutrinas de loucos...

O que ouviu as palavras
Duma geração podre
A dar-se ares de imponente
De Ciências... nunca igualadas...Nunca

Os cânticos que eu ouço
Vêm de além de mil cânticos Vivos
Lançam-me
Para Infinitos
Jamais ultrapassados,
Onde uma Vida é átomo
Onde a fala
Não vai compor os erros cometidos
Impor filosofias...

Eu sou, me sinto de longe
De muito Longe, muito...

Aprendi a não matar
E a não ver “ sangues “ reles
Espalhados pelos torrões
que os profetas prometeram
que os Poetas cantaram
que os homens sujaram...

Quero esperar
E defender o meu Castelo
Glória de sonhos
E Mundos Novos
Impossíveis, loucos,
De dimensão sem fim...

Será por isso, que o fogo que tu notas nos meus olhos
É natural e humano, Sim...!!!
 
Amigosecreto

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CATARSE...
CATARSE...
 
 
Os medos são fantasmas da Alma
quando o sentir se esvazia
de vontades não presentes
quando a entrega é tão grande
se ilimitando a um ponto
que nem sentes...
 
 
No sentir que se refaz
a cada momento útil
de utilidade sentida
retomamos o caminho
restaurando a nossa Vida...
 
Mas os fantasmas morrem
quando o vazio se preenche
quando a vontade é presente
te ilimitando a um ponto
que se Sente...!!!
 
AmigoSecreto

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Superação...
Superação...

Na superação do tempo
há um momento de paragem
enquanto o Sol não brilha
ou não sopra uma aragem...
Somos todos
adiamentos sucessivos
por momentos não vividos
os desejos são lembrados
quando nunca são esquecidos
Nada limita os pensamentos
que de Liberdade se alimentam
por isso certos momentos
nos fazem passar tormentos
quando na Alma se sentam...
Despi-los com decisão
acariciando a Vontade,
pode ser a solução...
...mas vesti-los (?)
Concerteza
nos adia,
E engorda a escuridão !!!

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TEMPO INTERMÉDIO…I
TEMPO INTERMÉDIO…I

Um tempo, uma viagem
Desejos por realizar
Na contraface da Vida
Existias p´ra recordar

Ultrapassei a barreira
Limitada de mim
Por entre escolhos dispersos
Desejando o que não vi
Espraiado nos teus versos…

Sem pudores ou omissões
Despi-me de preconceito
Vivendo cada momento
Desejando ser teu eleito…

O prazer reInventou-se
Adentrou-se o desejo
No silêncio do não dito
Saudámos este sentir
Por isso te quero tanto…REPITO!!!

A espera deste tempo
É mais velho do que eu
Nasci, cresci e deFormei
Tanta coisa que nem sei…

Por dentro da noite fria
Aconteceu a Viagem…, nasceu a Primavera
A Alvorada da manhã
Num desejo/espaço ilimitado de ser teu
Senti que o Amor será
O que ainda ninguém Viveu!!

Contemplo cada momento
pasmado de emoção
pelos ontens que não tive
pelos Amanhãs que virão…

No tempo intermédio deste Amor
Saberemos que o outro Vive
Sabemos que o outro…..NÃO!!!

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Tempo Intermédio II
Tempo Intermédio II

Descobri que o tempo			
tem um valor relativo
pelo tanto que me neguei
e finalmente voei
com um desejo
dentro do coração

sabendo
que iria ter um prazer
sem dimensão...!!

Antes, quando algum desgosto 
me invadia
esvaneciam-se-me as vontades
perante a dúvida
surgia o desespero...a agonia

e quase sem querer,
me invadia o pensamento (perigoso)
de ser ou não ser
mentira de mim próprio...

...são tantos a mentir-me (...)

Mintam-me que eu também sei mentir 
(dizia)

Mas deixem-me Liberto para ser Eu mesmo
Com Vontade, quero Existir
	(enquanto tempo de isso for...)

Carrego nos ombros
a imagem desfocada
			( do que fui...)
e mais o peso do que outrora
chamavam pecados de Amor...(?)
depois de tantos adiamentos sucessivos
que despejaram veneno em minha Vida...

...valeu a pena esperar
e não desistir
acreditando, sentindo...
que sem ti, eu sei,
seguiria me mentindo...

Tudo é inédito
para mim
nesta viagem impar com que me brindo...

...cheguei no Tempo Intermédio
recomecei a Vida
com desejo renovado

sabendo e sentindo
que contigo, meu Amor
nada estará Terminado!!!

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TROCA…
TROCA…

Eu cheguei
Por dentro da Vontade
Despido de amargura
De certo modo voando
Nas asas
Dum desejo de ternura.

Por isso parei p´ra te ver
Surpreso, muito feliz
Contemplando cada momento
Sem palavras nem matriz…

Despertei da emoção
Sentindo que era capaz
De abraçar e Viver
Um Amor
como quando era rapaz…

E por isso reNasci
Na certeza da manhã
Sentindo que outro dia
Seria  de Felicidade
E nunca palavra vã….!!!!

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VIRTUAL.....IDADES !!
VIRTUAL.....IDADES !!

Ao sabor das emoções
E sentimentos vazios
Se fala e escreve a dês ...Horas
Apelando a desvarios...

E como este tempo absorve
Num apelo subtil, com ternura
O que parece não é...
E pode criar amargura...

Virtual...Idades tamanhas
Sem dimensão ou fronteiras
de ilimitado sentir
Sem idade ou Religião
Faz o Mundo “Progredir”
Nos dedos da tua mão...

Podes desejar ser Tu
No tempo de partilhar...
Mas esta forma de sentir
Ilumina sem brilhar...

Não me falem, não me digam
De Verdades Virtuais
É na procura, no cheiro e no Afecto
Que se poderá entender
Todo um prazer completo...


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A ESTRELA... QUE BRILHA...

A noite chegava e
O tempo encoberto
Não deixava
Que se visse o brilho
Dos teus sorrisos...

Existem nebulosas
Persistentes que se escondem
Por detrás da noite fria
Numa teimosia nada sadia...

Mas sabendo que existem
Estrelas que brilham
A procura persiste
O desejo cresce
Na noite que amanhece...

...e num tempo que se descobre
num prazer reinventado
o teu brilho tão esperado
chegou e me deixou
fascinado...

Renasci
Para o sonho de uma vida
Que se fez verdade
Num clamoroso brilho
Numa enorme realidade!!

J Diogo
05Agosto2002

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Cansaço…feliz

A cada dia que passa
Mesmo sabendo que envelheço
Não esqueço que todo o tempo
Tem um fim e um começo…

Navego contra as marés
Que ontem ignorei
Sabendo que todo o tempo é tempo,
De abraçar o que pensei…

Os pensamentos, por vezes voam sem rumo
E, de repente, vestem-se de linho
Dizendo-me que estou vestido
No abraço do teu carinho!

Este começo é inédito
Envolto em tempestades;
Mas redobra as minhas forças
E aumenta as vontades…

Sim, estou cansado
Mais do que sei dizer;
Mas maior era o cansaço
Do vazio de não te ter.

J Diogo
31.07.2004

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Des…Acerto

O percurso, em cada ano
Se define por cada mês
E estes somam os dias
Mas as horas, os minutos
Sempre registam
O tanto que não sabias…

Por isto, o conhecimento
Leva tempo a conquistar
De formas tão diferentes
Mas é mais rico, importante
Se liberto de correntes!

Por isto sempre achei
Que as palavras são a arma
Do pensamento, sem balas…
Mesmo quando pensas saber
De tudo aquilo que falas…

Nesta luta desigual
Entre o Ter e o Poder
Que nos comanda, em suposta Liberdade
Prefiro o relógio da Vida
Que marca toda a Verdade!!!

J Diogo
29 Maio 2004

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DESPERTAR...
 
Desperta
sente cada hoje
como um Amanhã que ainda não chegou,
num desejo renovado
num prazer reinventado
que ainda ninguém roubou!!
 
Desperta
nos abraços que não deste
 
nos desejos por cumprir
saberás sentir a chama
dum tempo que reclama
tua forma de sentir
 
De teu, será tão inteiro
tudo o que pressinto és capaz
 
porque o útero da Vontade que gerar
tem por fora uma Mulher
que se irá superar
em tudo o aquilo que faz...
 
Desperta
e...num abraço infinito
que só tu saberás sentir
 
cada Hoje despertará
N´um Amanhã que virá
No Amanhã que surgir!!!

J DIOGO

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Entrega...

Debruço-me sobre o tempo
acaricio as Vontades
que me despem e dão prazer
não quero sentir as sombras
que me fizeram não ser...

Existe ainda, no reverso de mim
alguém de quem não gosto
e não desejo
as negações são tantas
e tão diversas
que nem Vejo...

Quero saber contemplar
o abraço que me ofereces
de dimensão sem fim
para que em cada manhã
me sinta inteiro....SIM !!!

Celebraremos sempre
os dias que abraçarmos
os dias que forem nossos
na certeza antecipada
de que amando maior
amaremos sem remorsos...!!!!

J Diogo
25 Fev 2003

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Folhas

Voam umas
Caiem outras
Mas nem sempre preenchidas
As folhas do nosso tempo…
São todas para serem lidas!

A viagem que a folha faz
Quando libertas das arvores
Para abraçar esta terra
É a mesma que fazemos
Se livremente sentimos
ao abraçar a verdade
Tudo aquilo que queremos

As dos livros se folheiam
Se lêem com atenção
Interesse e humildade
Sabendo que somos de menos
No confronto com a verdade…

É nas folhas de papel
Que escrevo (por vezes rasgo…)
Com prazer, os pensamentos
É num desejo incontido
Que cada palavra é um gesto
E cada verso…um sentido!

Podem ser um pensamento
Ou um desejo sem fim
Ao escrever em cada folha
um momento, ou um desejo,
sou reflexo de mim…

Não aceito mais pensar
Na ausência de vontade
Desta carícia da alma
Ao escrever, celebro sempre,
Uma forma de sentir
Este prazer, esta calma!

J Diogo
19 Fev. 2003

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Há Nuvens no Horizonte...

Há nuvens no horizonte
Desgostos por mastigar
Por quem não tem que comer,
Há vidas que se anulam,
Neste deserto de ideias
Que não consigo entender!

Neste apelo à ignorância
Pontifica a barbárie
De um Poder tão arbitrário,
Que nos dizem, sem pudor,
Que o Mundo gira ao contrário!!!

Talvez caiba perguntar
Onde reside a razão
Que se esgota na metralha
Se nos que dizem mentiras,
Ou em quem nos come o Pão????

Sou ponto de interrogação
Por cobardia, talvez...
Mas sendo inteiro, exclamo:-
Não engulo a mentira
Quando há fome e insensatez!!!

De que valem os lamentos
De quem nem pode falar,
Livremente, sem censura...
A História faz-nos saber
Ser bem mais fácil
Governar em Ditadura!!!

A Liberdade é um bem
De difícil conquista
Que vive de costas
Numa luta desigual
Apelando à maioria
Porque se mata a Verdade
Glorificando a Tirania?!

Espero, desejo merecer sentir,
O abraço Libertário
Vitória da Humanidade...
Mas que tempo precisamos
Para sentir o afago
Carinhoso da VERDADE…!!??


J Diogo

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Luta Interior...

Os dias nascem
nos gritos de revolta
dos Homens que se reduzem
numa luta sem razão;
esquecendo a cada passo
que bem perto, ali ao lado,
existe um abraço-Irmão....
Há decisões redutoras
absurdas sem sentido
do que o Homem deve “Ser...”
mas sempre se desfigura
e se anula,
na voragem de se “Ter...”
De que vale a ambição
despida de Humanidade
se a forma e o caminho
do Homem se construir
é Lutar pela Verdade!?
Que seja mais alto o grito
das vontades libertárias
do desejo de Viver
porque uma Guerra sem razão
jamais se pode entender...
É neste tempo humilhante
de violenta agressão
que me encontro e desencontro
numa luta interior...
há verdades que magoam
e outras que nunca são !!


J Diogo

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MOMENTOS...

Sinto-me despido de momentos vazios
frios
me aqueço nesta roupagem;
nova e decidida
em espaços refeitos sem defeito
no Desejo de uma Vida...

Cada momento é um Mundo
de respostas limpas
tão sentidas
Que as perguntas Velhas
ficam Novas
sem que sejam omitidas...

Num tempo de agitação
em que o Homem se reduz
no espaço da Felicidade...
há sempre um tempo de Vida
há sempre um tempo de Luz
na expressão duma Verdade...

É nesta expressão que eu sinto
tamanha Felicidade
que ainda ontem inexistia
e que Hoje é tão Verdade...

Que cada Hoje sempre seja
Um Momento de Inteireza
No resistir à mentira
No resistir à vileza...

no prazer reinventado
no sentir que nos habite
que seja sempre o Amor
o Desejo... que mais grite !!

J Diogo
30.06.2002 às 02:30 Horas

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Novos Dias…
(ou o acordar de um sonho…)

Liberto o pensamento
ao acordar de um sonho
e anulo o meu maior conflito;
renovo as vontades
que estavam adormecidas
e já não grito !!…

São dias novos
sonhados
por dentro das noites frias
vazias…

…neste encontro (quase perfeito…)
subo a ladeira da Vida
e desço abraçado aos pensamentos
de que a teu lado
o caminho se faz sem lamentos!!

Me renovo neste sentir
e gosto da carícia que me envolve
os pensamentos ao acordar…
e por isso adormeço todos os dias
na certeza de te Amar !!!!

J Diogo
30.Maio.2003

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Percurso...

Teus apelos tão suaves
Num sorriso carinhoso
Me afagam tão fortemente.
Que, contigo, me sinto inteiro
De uma forma que se sente !!

Há rectas que, na Estrada
Se percorrem, são monótonas,
Requerem nossa atenção...
Mas, as curvas do teu corpo
Provocam-me inquietação...

É um afago tão grande
Este percurso, esta Vida
Que sonhei e tu me ofereces,
Que é antecipada a certeza
De te Amar
Em cada vez que Amanheces...

O tempo perde Razão
Na razão de te saber,
sabendo que esta Razão
existe em cada momento
e na razão de te Ter !!!

Nada poderá impedir
Esta Construção, esta Vida,
No reverso do que somos
Porque hoje, mais do que ontem,
Sabemos o que não fomos.


J Diogo
23 Fev. 2003

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Presença…
(ou a leveza de Estar…)

Acordo com o brilho do Sol
No teu olhar
E sinto um prazer dobrado
Hoje sei, naturalmente,
Como é bom estar acordado…

É desperto neste afago
Que me envolve e dinamiza
Os quereres e as Vontades
Que os dias me aconchegam
Na dimensão das Verdades…

Nesta leveza de estar
Em ti, inteiro
Na consciência de mim,
Que percebo cada começo
Mas não entendo o seu fim…

Abençoada sejas
Por esta forma de sentir
Que te define os pensamentos
Cada palavra nasce
Na morte dos teus lamentos!


J Diogo
20.Maio.2003

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Refeito de mim...

Ausentei-me algumas horas
e acordei tão refeito
desejando abraçar o Mundo
que nada me impedirá
de celebrar com prazer
este desejo profundo.

Certas horas parecem anos
Que em cada dia alimentam
O prazer de reviver;
Mas basta um para celebrar
esta imensa felicidade
de te Amar e te Ter!!

São 17:00 horas
De domingo fim de Março
cinzento com algum frio
mas a nossa realidade
é límpida, é transparente
como as águas de um rio...

Cada mudança da Lua
se renova, é brilhante
e contempla esta Paz
por isso não tem retorno
o movimento incessante
do prazer que se refaz!!!

J Diogo

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Saudades...
( ou a disponibilidade de Ser )

Te revelas em cada gesto
Deliciosamente sincera
Revigorando as vontades
Ontem dormi nas mentiras
Hoje acordo com saudades...

Saudades de que amanhã
Haja Sol e flores lilases
No brilho do teu olhar
Onde me aqueço e construo
Por tanto te admirar...

J Diogo

14.05.2003

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Tempo Presente

Olho p´ra traz
E não sinto a espera
(Ainda que não desistente…)
d´um tempo em que sempre acreditei…
foi grande o intervalo
do tempo que (te) esperei….

P´ra preencher os vazios
Na Voragem do sentir
Que a Vida por vezes nega
Basta não desistir
Ou deixar de acreditar
Que o Amor é uma Entrega!!!

Há intervalos
No tempo
quando a Vida é sentida
uns são vazios por dentro
Outros….
São Prenhes de Vida!

J Diogo
22 Nov. 2003

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