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27 Poemas Editados
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A procura Bem diferente do falar É de imediato agir É tentar encontrar É poder prosseguir É mostrar no dia a dia É ultrapassar a fantasia É o querer ser diferente Não procurar no presente O caminhar mais distante Que está á nossa frente É o querer a mudança É ter fé e confiança Que tudo será bem melhor É mostrar que já fizemos O que dizemos e queremos Sentir o prazer do amor. |
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Amor tão desejado Em noites banhadas de luar, Onde tantos amores Começam a desabrochar, No ermo da alma apaixonada... Que se enfeita de sonhos E flores de ternura e fantasia. No silêncio e na solidão, A mente povoada de cenas carinhosas Desenha desvelos de mãos afectuosas. Sentindo transbordar no coração, A seiva desse amor idealizado Que reserva com total fidelidade. Ave meiga esperando a melodia No leito perfumado de ansiedade... Sonhando com o cântico da ilusão Nesta vida cheia de sonhos e magia: Só tu amor manténs viva no coração A chama que não se pode apagar No ser que o destino marcou Para na vida muito amar. |
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Vou ficar aqui para recordar a doce ternura do teu fixar, com a ilusão louca do teu olhar me fixando, sentindo o doce brilho desse fixar, Claudia.
A doce ternura do último beijo, um beijo a medo, um beijo fugaz, mas quanto carinho e quanta ilusão tu deixas em mim, no meu coração, Andreia.
Transmites calor, aqueces meu sangue, que, estando gelado, e quase parado, corre em minhas veias, agora agitado, e ao teu contacto fica em evolução, de um frio de inverno, com calor de verão, e para te sentir, e te recordar, teu doce sabor dentro de mim guardar, aqui vou ficar na ilusão louca do meu desejar, que aqui não estando te sinto a meu lado, te sinto beijar, e porque sou louco neste meu sonhar, aqui vai ficar, para dentro de mim esta ilusão linda eu sempre guardar, e quando quiser acordar do sonho o teu lindo olhar poder recordar... Rute.
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Amar não é só êxtase, é o espiritual, o sublime, o eleito É voar para lá da nossa dimensão É voar sobre o mar e ver a imensidão Que contrasta com a nossa pequenez por tal efeito.
Amar não é subir ao cume do lada que der jeito É olhar tudo que nos cerca com o coração É sentir com todos os sentidos cada emoção É olhar com simplicidade cada acto, cada feito.
Voemos, pois, nas asas do vento Comtra a maré, contra o catavento Em sublime dávida, essencial.
Amar assim, perdidamente Sublima a existência docemente E, na vida, é, por si, fundamental |
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Música Sons, palavras, poesia, Tudo isto em nós existe, Barcos poéticos que navegam no mar espiritual, Transportando o espírito, a alma Para os horizontes do infinito Toda a amálgama do sentir! Na música, Nas palavras, Na poesia, Pode todo o ser correr, Não parar para pensar, Libertar o pensamento, Não travar o conhecimento Esbarrar em contradições Ficar preso poe envolvências De más consciências, Mas fica sempre livre o sentir, O pensar, Embora nem sempre o agir, Porque pode o corpo ficar preso, Atado de pés e mãos, Que o espírito, a alma Têm sempre música, sons, Palavras, poesia, Para ouvir e sentir.
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Lá fora há uma voz Que chama por mim. É um assunto Quase inaudível Mas, ainda assim, suficiente Para me fazer estremecer. Lá fora está a noite, As sombras, A sida e a droga Que jovens querem levar. Lá fora Está um inferno menor Do que este Que habita dentro de mim. Dou alguns passos E detenho-me depois A meio do caminho. A partir daqui, Posso entregar-me Ou simplesmente Ficar parado. Parado no tempo e no espaço. Não sei o que fazer, Mas sei que a decisão tem de ser rápida. Não se pode pensar, Porque não há tempo. Para mim, Já não há tempo E, quer me entregue ou não, Só vai restar A terrível sensação De ser um canalha. Serei, De qualquer forma, Um louco; Um parasita vivendo de sonhos, De uma ilusão Que nunca será realidade. Um louco fechado No seu próprio manicómio E divertindo-de com o caos Que nele existe. Lá fora Há uma voz que chama por mim E ainda não sei Se lhe vou responder.
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Eu me renovo e renasço Em cada palavra, em cada poesia... É a vida a borbulhar dentro de mim E eu quero dá-la a ti... É a minha alma que derramo, O meu choro a minha alegria, A minha maneira de ver o mundo, Os meus pensamentos mais profundos Que transcrevo para o papel... Precisei de ti, musa inspiradora, às vezes fantasia, sonos ou quimeras, A tinta vai correndo normalmente, Como o sangue em minhas veias... Não penses que sou triste, amor tecido, A minha vida é cheia de riqueza, Porque sou rico na alma E a minha alegria vem de ti e de mim...
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Evasão Quantas vezes por vingança Fiz das mágoas alegrias Fiz do medo segurança Alma e corpo valentias Fiz de conta Que era eu O outro que inventei Arte e manhas Coisas estranhas Nem a mim próprio enganei Quantas pontes destruí Quantas portas já fechei Quantas vezes me perdi Quantas outras me encontrei Coisas tontas Digo eu Mas o que é que eu sei Escravo de mim Contradição Evasão... |
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Insatisfeito Às vezes faço-me frio, sem amor e vazio, e como por ironia, provoco discussão, às vezes sem razão, só para chamar a atenção, porque no fundo eu preciso de protecção, carinho e atenção, como uma ave ferida, cansada, esgotada, esperneia angustiada, em busca do nada, e nada tu me dás, e isso não me satisfaz. |
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Entras no meu pensamento Sem pedires licença, Rasgas a madrugada Atormentando a minha solidão... O coração bate em disparada Abafando o meu gemido!... Abro a janela do meu quarto E deixo a brisa da manhã Acariciar a minha dor... Convido o amanhecer Para me despertar Desta saudade latente, Chamando o teu nome...
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Ó corpo porque vagueias entre os desfrutes da vida Ó alma porque te alheias e te corrompes sofrida Ó vida porque peranteias os desencantos, caída... Se num enleio sublime num ímpeto de lealdade o corpo e a alma exprimem da vida, toda a verdade!
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Minhas mãos vazias, trémulas e frias, Já nada contêm, e do que já tiveram, E que a outros deram, e hoje nada têm... E até aqueles a quem isso deram, Foram-se com o vento, levados no tempo... E para trás ficou algo que marcou... E que sempre a doer, e no meu viver, Sem me aperceber me acompanhou... Os anos passaram, e marcas deixaram... E hoje, ao olhar para as minhas mãos, Vi estas disformes, e tão calejadas, Que pena senti, de quando as abri, De além de uma dor, nelas nada Ter Para me oferecer.
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Naquela noite fresca de Verão... Acordei ao som das estrelas cantando. Sua melodia embalou o meu coração E as suas notas deixaram-me bailando. Levantei-me num salto Abri os meus braços e corri apressadamente. Elevei meu corpo no alto E deixei-me pairar pausadamente. Agarrei-me timidamente... Senti o seu calor penetrar-me O meu calor subia lentamente E senti seus seios aconchegar-me Deixei os meus dedos escorregar, Tomei conta de todas as suas formas. Nas palmas da minha mão a suar, Meu coração agia já sem normas... Abri bem os olhos... A minha loucura ficava abafada. Então apertado como flores em molhos, Acordei e gritei: " Oh, que pena!... era só a almofada!!!..."
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Tingem-se as horas do meu dia Tornando-o frio, macilento, Apenas fica a sala vazia E as paredes pintadas de cinzento... E deixo a luz esvaiar-se, Sentado, espero o fim da minha espera Deixando o pensamento retrair-se, Respirando a pesada atmosfera... E eis que de mansinho chegas Ao encontro do meu secreto chamamento E na minha mão premente pegas Acabando com o meu isolamento... E varres este vazio como açoite E fechas as portas do meu peito... Acendes como um farol a minha noite E abres a minha boca em termo jeito... E o teu olhar puro e nu Me faz sentir morno, trôpego, E no momento só existes tu, Nesta ânsia dorida sôfrega... Anseio passear em ti livremente, Deixando que meus olhos te cobicem... Tocar-te muito e demoradamente Até que as mãos cansadas me caíssem!... E deixa de haver futuro ou passado, Neste amor alicerçado em rocha dura, Somente o meu corpo ao teu colado Num eco ressonante... de ventura...
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Ontem Ontem chorei por ti, por ela, por ninguém. Só sei que fiquei triste, não sei porquê. Só sei que ontem chorei. Lembranças bonitas, mas duras, cruéis, Meu coração lembra o amor triste e bandido cheio de paixão. Paixão doentia, desmedida, cruel e sagaz, que agora me repugna pensar que um dia fui capaz. |
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As palavras, Mansas, imensas, Escondem o silêncio Dos luares esquecidos. As palavras... As palavras são vãs quimeras, De prantos tingidos, São inimigos ocultos De batalhas distantes. E eu, No fundo desta encruzilhada, Recordo essas palavras, Mansas, imensas... Esquecidas!
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Por ti... Se a ti não te tiver Ao sol da manhã renunciarei À lua da noite renunciarei À água do meu sangue renunciarei À luz dos meus olhos renunciarei À cor do meu mundo renunciarei Se a ti não te sentir Da amizade desistirei Do amor abdicarei Da paixão esquecerei De mim vou chorar A ti sempre amarei... |
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Se estás só não fiques triste, Dá ouvidos à solidão e fala com o outro lado de ti, Ficarás assim em presença do teu maior amigo. Aquele ser invisível a quem pedes conselhos, Com quem dialogas em pensamento, A quem pedes compreensão para contigo. Vais descobrir coisas lindas todos os dias, Vais com ele até à tua infância, Com ele, vais em busca do futuro, Com ele dividirás tristezas e alegrias, Com ele descobrirás a tolerância, Com ele navegas pelo seguro. Estavas só e triste, Mas um novo aliado já descobriste. Sê forte e continua as tuas descobertas, Agora na outra face do teu ser, Aqui há também um inimigo, O que te tira o sono, O que te tira o prazer. Mas ouve-o, escuta-o com atenção, Ele tem coisas para te dizer. Coisas mas, por certo, Coisas terríveis, às vezes, Mas não fiques triste, Mantém o teu espírito aberto. Este inimigo vai-te tentando, Vai-te obrigando a fazer o que tu não queres, Vai estar contra o teu amigo também, Mas... luta, luta porque vale a pena. São duas forças contra uma, A tua e a do teu amigo, São dois contra o exterminador. Mas uma batalha perdida Não significa perder a guerra, Se tudo for feito com amor. Como vês, não estás só! Se não estás só, não podes estar triste. Então abre o teu espírito à convivência, Continua a dialogar contigo próprio, Um dia sorrirás de alegria, Quando olhares à volta do teu "EU" E vires uma imensa multidão Que te dá vivas e te adora. Se estás só, não fiques triste, Porque afinal a maior tristeza É a de pensar que estás só. Não tens razão para estar triste, Porque afinal a palavra SÓ não existe!
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Há apenas um silêncio Onde não havia som Castelos um a um Foram caindo... E tantos que construí, Neste meu reino de quimeras!... Sonhos que ruíram, Derrocadas da minha alma... - Deixa-os, deixa-os ruir... Pára minha alma de sofrer, Que até nas ruínas Nascem flores e heras... E quando um sonho Se desvanece, Logo outro mais alto cresce, Neste silêncio dentro de mim, Onde não havia som...
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Só um louco Só um louco Pode ter simplicidade Amabilidade Sensibilidade Honestidade. Este mundo de vaidade Só existe na escrita Porque se alguém Quer e grita As palavras que acabei de escrever Passa por louco Neste mundo Onde pouco se aproveita. Podes crer. |
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Sonho Porque qualquer lugar é um lugar do mundo Porque qualquer vida é uma vida só, Porque sabes entender o que quer dizer quando dois cometas se cruzam; Liberta a alma do passado, do sonho, Ruma mais alto até ao infinito do ser. Porque não existem barreiras capazes de aprisionar a alma do Homem, Nem teias invisíveis capazes de prender a sua mente. Abre as asas nem que seja contra o vento, Descola do chão e aprende a voar, Porque tudo é possível, basta acreditar |
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Um nada Insípida noite, Que se afoga sem ternura, Em gélida e clara madrugada, Num vácuo, num quase nada, Um nada ser, charlateado, E que ensombrado, ou enevoado, Do muito ou nada ter, E não doendo, mas magoado, De dor interna amarfanhada, Que interior doendo, anestesiado, Num eco frio inacabado, De um nada ser, ou mais ainda, Fica sem som, sem cor ou odor, Deficiente ou desformado Que sem calor, morreu sem dor, E ao nascer, naquela madrugada... |
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Antes de tudo Antes de tudo Apenas ser como ninguém, Somente assim não serei alguém Mas ser alguém é ser igual... Então por que não ser ninguém? Ninguém é igual a ninguém, Mas sempre há alguém igual... Sendo ninguém posso ser qualquer coisa, Menos ser alguém, ainda bem... Pelo menos sou ninguém: Inconfundível, Inesperado, Inteligível para mim, E quem sabe para mais ninguém... Porém é assim que desejo ser: Ser como ninguém, Para realmente ser alguém! Índice Gustas |
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Espera Espera Esperar... sem hora marcada, sem encontro tratado, sem um lugar previsto, num dia alegre ou triste. Esperar... o momento certo, seu sentimento desperto, numa noite calma, com todo encanto da minha alma. Esperar... que os teus medos não te assombrem, que tudo não será apenas um sonho, que numa manhã de outono... Esperar... que tu não te percas, que eu não te esqueça, que tu um dia insistas, para que eu não desista... De tanto esperar por ti Índice Gustas |
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Nos meus sonhos..... Nos meus sonhos..... Nos meus sonhos Grito sem voz Frígido pelo gelo O temor maldito Realisticamente Não vejo a alma Tento... Sem compreender o tentar Labareda de confusão Loucura e ilusão A sonhar..... A caneta te dá A vida perdida E vai navegar Em lagos de floresta Sem água nascida... Vivo no sonho de criança Com ele vou morrer Amargura estúpida Em mim a nascer... Não a escondo No sono que acabou Agora pensamento Sem movimento Reencarnou a estupidez Na tristeza sem motivo O sol me guia Antes era o nada Que em mim vivia Mas no sonho Porquê tudo isto nascia? Índice Gustas |
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Quando Quando Quando te sentires só, Pensa que mesmo longe Alguém pensa em ti..... Quando sentires tristeza, Pensa que mesmo longe Alguém te quer feliz.... Quando não conseguires sorrir, Pensa que mesmo longe Alguém quer ver um sorriso teu.... Quando a tua boca se aquietar, Pensa que mesmo longe Alguém precisa das tuas palavras.... Quando o teu corpo não sentir mais desejos, Pensa que mesmo longe Alguém te deseja a todo instante.... Quando te sentires fraca, Pensa que mesmo longe Alguém quer te ver sempre forte.... Quando sentires saudades, Pensa que mesmo vindo de longe Alguém está a chegar Índice Gustas |
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Dos meus olhos caiu uma lágrima Uma, só uma lágrima Morna e molhada Era salgada essa lágrima Correu pelo meu rosto Sem destino, mas com direcção De onde viera?... Do fundo do meu coração Subiu, subiu, subiu e... caiu Deslizou suavemente pelas minhas faces Agora coradas e quentes Resultado de acções pendentes De alguns corações dementes Um tanto inconsistentes Recordo tudo o que passamos juntos Com uma lágrima de saudade Lágrima que hoje choro por ti Sem que por isso tu a mereças...
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