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Floyd

 

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6 Poemas Editados

- A tua mão

- Inverno

- Noite Solitária

- Uma Bomba Lançada

- Viver e Morrer

- 189 Poemar

PROSA

- Era uma vez uma criança

 

 

Arca de Noé

José Alves

A tua mão
A tua mão

A tua mão
prendeu-me chorosa
Na hora da minha partida

A tua mão
Agarrou-me sem tocar
A minha que quis dar

A tua mão
não disse adeus
No dia da tua despedida....

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Inverno
Inverno

Irrite-se o tempo
Levantem-se vendavais
Faísquem raios nos céus
Ergam-se temporais

Caiam chuvas sem parar
Revoltem-se os mares
Gelem as água dos rios
Faça frio de arrepiar

Que o meu amor morreu na praia
Num dia quente de Verão
E já não clima que afecte
O Inverno do meu coração.

floyd__

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Noite solitária
Noite solitária

O som do meu beijo
Acorda a tua noite
Nascem carícias em teu corpo
Cresce lava em tuas veias
O sabor do meu beijo
Despe-te no escuro

E o amor acontece
Na ponta dos teus dedos.

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Uma Bomba Lançada
Uma Bomba Lançada

Uma bomba lançada
Explodiu-me no coração
Uma bomba calculada
Com rigorosa precisão

Uma bomba foi lançada
Um poeta atingido
Uma criança mutilada
Um ninho destruído

Uma bomba foi lançada
Não conheci a razão
Matou-me enquanto sonhava
Com a inocência da tua mão.

floyd

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Viver e morrer
Viver e morrer

Olá e um sorriso
Dois anéis, uma aliança
Um leito e uma criança...
Viver e uma felicidade.

Adeus e uma lágrima
Tanta palavra, nenhum plano
Quanto amor e engano...
Morrer e uma vontade.

floyd

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189 - POEMAR!
189 - POEMAR!

Poemar!
Poemar!
Noites que se elevam devagar
Frases que motivam o momento
Anéis que nos levam ao altar
Das melancolias do sofrimento

Poemar!
Poemar!
Luzes que realçam despertar
Sol que espreita escondido
Coisas de gente de amar
Sentidos de oculto oferecido

Poemar!
Poemar!
Risos de criança a chorar
Choros de adulto a pensar
Lágrima de amante esquecido
Conto de poeta amadurecido

Poemar!
Poemar!
Poema que nasce no mar
Que desagua no rio
Montanha que se ergue ao luar
Ventre que emprenha de cio

Poemar!
Poemar!
Poemas de Sindroma cantando
Qual rouxinol da Primavera
Amor, amar, poemando
Qual pincel da nova Era!.

floyd

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Era uma vez uma criança

Era uma vez uma criança

 

Era uma vez uma criança que brincava num parque infantil.

Ao contrário das outras crianças que brincavam juntas ela brincava sempre só.

Os outros meninos nunca o convidavam para brincar.

Das vezes em que tentara juntar-se a eles não se sentira bem acolhido, por isso preferia brincar só.

Quando uma bola se escapava apressava-se a devolvê-la às crianças que brincavam juntas.

Se alguma se magoava era a primeira a correr a pedir auxílio.

Não tinha inveja das outras crianças, gostava até de as ver brincar.

Mas sonhava que um dia poderia participar nas suas brincadeiras.

O seu brinquedo preferido era aquele baloiço.

Ao baloiçar-se tentava chegar cada vez mais alto.

Julgava poder tocar o céu.

Um dia sentiu que duas mãos a empurravam e reparou que nunca tinha ido tão alto.

Outra criança que nunca tinha visto tinha-se acercado.

Ao contrário das outras, não lhe tinha pedido o baloiço.

A criança ao sentir tal sensação achou que a devia partilhar.

Perguntou à outra criança se também se queria baloiçar.

Esta respondeu que sim e sentiu-lhe no rosto o mesmo gosto.

Todos os dias partilhavam aquele baloiço e sentiam-se bem por chegarem ao céu.

Deixou de querer juntar-se às outras crianças.

Tinha eleito aquela companhia.

 

Quando brincar é sinónimo de amar

e uma criança é um adulto sonhador.

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