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DiAngellis |
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10 Poemas editados - Foi * NOVO - Um lugar *NOVO
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Atlântida José Alves
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Amor Amor Amor é sopro de vento Que envolve o coração É fúria, é dor, é tormento É tempestade amainando É sangue a pular no chão É fofo, é um leve ninho Para onde um passarinho Carinho aos seus vai levando Amor é gota de chuva Em teu rosto deslizando É suave, é bom, é a luva Que todos querem calçar Amor é rio navegando No meio de frondoso vale Amor é o porto final Onde havemos de parar Amor é rosa madura Que no teu peito desponta É torrente de doçura Uma estrela em esplendor Que todo o teu ser afronta Amor é algo sem fim Que está bem dentro de mim Amor és tu, meu amor! Luis Mendes |
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Barqueiros Barqueiros Povo triste, sem gravata, que chora Invasão branca, de rios de dinheiro É o caulino que tudo devora Em Barqueiros Os governantes e a pasmaria A ferro e fogo nos companheiros Que lutam pelo seu dia a dia Em Barqueiros Pó Poluição Rios de dinheiro Corrupção Em Barqueiros Ninguém manda parar a produção Mesmo no meio da povoação Um morto, um povo contra a poluição Em Barqueiros Luis Mendes |
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Eu penso Eu penso Penso na vida Penso na morte Penso na esperança de encontrar que sou Penso no hoje Penso no amanhã Penso no tempo que o tempo levou Penso nas armas Penso na guerra Penso nos corpos que não vivem mais Penso nos velhos Penso nos novos Penso naqueles que não têm pais Penso na seiva Penso na alma Penso no espírito imerso nas brumas Penso no futuro Da humanidade E nas esperanças, que não são nenhumas E no fundo do meu subconsciente Nas remotas grutas do meu senso Sinto-me gritar a toda a gente Sou feliz e triste porque penso! Luis Mendes
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O amor vem outra vez O amor vem outra vez Eras tu naquela noite De vento agitado e frio De chuva fazendo açoite De tudo menos de verão Esperando horas a fio Que aquela noite passasse E que o dia se mostrasse Em doce e bela visão Eras tu esperando, farta Amor e promessas vãs Qual bela mulher de Esparta Com doces olhos brilhando Por um milhão de manhãs Era o amor que não vinha Era a promessa mesquinha Era um sonho acabando Mas eis que enfim chega o dia E tu sais cantando forte Em perfumada alegria E eu venho sem um talvez Cobrir-te num véu de sorte E clamando por te ver Grito sem me arrepender O amor vem outra vez! Luis Mendes
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Vencerei Vencerei Vencerei Estas ondas De amargura e de rancor Vencerei Este vento que me tolheu Vencerei Com a força Que Deus me deu E a lutar Vejo que amanheceu Nasci sem lar Sem atenção Cresci a olhar Uma ilusão Vivi sem ter Uma canção Para cantar Vezes sem fim Caí no chão Pus-me de pé Com decisão Muito lutei Pela razão E pelo bem Sigo em frente Sempre a avançar Como um barquinho Num grande mar Pois o que eu tenho É que mostrar Que vencerei A minha vida Está a acabar Mas não parei Estou a lutar E vencerei Para ficar Esta lição Luis Mendes
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Xiu Xiu Todo o segredo É ter medo De bem cedo Não poder ocultar Todo o mistério São as costas de um Império Que tudo quer calar E lá nas trevas não há lei O escuro mostra quem é rei O que ele sabe E eu não sei Toda a surpresa Tem beleza Tem nobreza Se não vier por mal Todo o que esconde E não responde E não sabe onde Tem a carta final O que eu não disse E ele não ouviu O que eu não contei E ele não se abriu É tudo uma questão de Xiu! Luis Mendes |
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Encontro Anda... Vem comigo ver a Terra dos Candeeiros Vem ser se anoitecemos Se ouves o pulsar do meu coração... Dá-me as tuas mãos para que as guarde nas minhas Deixa-me tocar suavemente a tua alma Sentir o teu Bem E falas-me do Mundo do Amor e de como está a ficar distante Os teus olhos afundam-se nos meus e tocam lá dentro do meu ser... E o tempo também passa na Terra dos Candeeiros E outros, que nos esperam, são urgentes E o tempo não quer parar... Perco-me então da tua suave fragrância Mas os teus lindos olhos semicerram-se num sorriso E eu vejo que anoitecemos, sim Mas outros dias nascerão Na Terra dos Candeeiros E nos nossos corações Luis Mendes
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Senhora Que foi que fizeste, Senhora, ao meu pobre coração Que doce feitiço me lançaste, que magias me envolvem? Que nem o mar azul, o fogo e o furacão Este turbilhão, que me enche a alma, dissolvem? Quisera eu ser como um rio e fluir Chegar à foz e explodir, envolvido nesse mar Mas estou preso, Senhora, sinto-me ruir Com uma barragem, de margem a margem, a parar E é tão lindo, tão bom, o que sinto agora Estarei irremediavelmente preso a uma ilusão? Serei noite eterna, que não vê aurora? Senhora, meu amor, meu dia, meu mar Por favor, ouve esta minha oração Não me deixes ir, sem me encontrar... Luis Mendes |
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Vem Diz-me o que vês em todo esse mar Ondas altas se levantam Para me levar Tufões em turbina, urram Dizem-me que tenho de encontrar O meu fim Não quero ir Diz ao mar que se afaste Diz aos ventos que parem Que o sol amanheça tudo isto Não suporto mais Esta escuridão... E depois, se quiseres Traz uma cesta cheia de amor e vem encontrar-me no fim do arco-iris... Luis Mendes |
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Para ti Que percorres, incerta A estrada de espinhos da vida Sentes a alma Só e deserta E tens fé que o futuro decida A tua sorte Para ti Que a vida é amarga E os longos minutos são horas E não sentes Que ela desperta E o mundo rola enquanto choras Eu estou por ti Não és só tu, são milhões Que vivem o que não querem Que sentem que a vida é fria Estejam lá onde estiverem Não és só tu, são milhões Que lutam pela alegria Tens que lutar minha amiga Até ser dia!
Luis Mendes
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Foi pouco por não ser tarde Foi demais por não ser cedo Foi coragem de cobarde Foi heroi por se ter medo Foi foz por pouco correr Foi parado em má nascente Foi homem para querer Foi mulher, recusa e gente Foi noite no meio da luz Foi dia na escuridão Foi mar azul, ilha e cruz Foi terra sem religião Foi grande por ser tão pouco Foi pequeno ao ser bastante Foi a viver que que foi louco Foi morrer são e errante
Luis Mendes
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Que pequenino me sinto Nesta terra aqui sem mar Que esse escrevo e não minto É tão grande e tão sem fim Mas esta terra sem par No ribeiro onde te banhas Velado pelas montanhas Ressoa dentro de mim Animais pastam nos prados Verdes, belos, sem idade Rostos curtidos, fechados Gente que a terra endurece Longe da morna cidade E eu aqui, sem fadiga Sou cigarra e sou formiga Sou gente que empequenece Subo ao alto da montanha Vejo casas de brincar Não vejo mal que me venha Vejo riachos e fontes É tempo de meditar E ao descer o país Vou mais pequeno e feliz Ao saír de Trás-os-Montes
Luis Mendes
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Um Lugar Dentro de um mundo sem lei De miséria, fome, incerteza De coisas que nem eu sei De falta de amor e clareza De guerras, ódio, espingardas De dor, de enganos, de espinhos De sangue e poucos carinhos De pátrias, bandeiras, fardas E d'outras tristezas mais Existe ainda escondido Um lugar com coisas sãs Com amor e inocência Com paz, calma e alegria Sem medos, com paciência Com mares e mares de carinho Com silêncio e devoção E esse lugar, que eu quero Está dentro do teu coração Luis Mendes
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