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Boticelli |
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8 Poemas Editados
- Conversam entre amigos os violinos - Entregos estas palavras aos teus olhos
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A voz da minha pele Porque quero voltar a sentir as tuas mãos... Lanço pós de magia às estrelas!... Porque quero dar-te esta ternura que sinto... Prendo o luar entre as minhas mãos!... Porque quero reencontrar o teu olhar... Apanho poemas na espuma do sol pôr!... Porque quero que voltes a saborear a minha alma... Murmuro-te estas palavras como se estivesse junto de ti... Para que sintas a voz da minha pele... Sandra Costa |
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Conversam entre amigos, os violinos... Conversam entre amigos, os violinos, e no ar escrevem poesia sem palavras... A um tempo deixam versos de água salgada... Inesperadamente rodopiam e fazem as estrelas sorrir... E é na hora da madrugada Quando o silêncio se precipita Que eles mais conversam, os violinos... São recitais de Poesia, Os violinos sobre os nossos corpos enlaçados, Em eternos sobressaltos de magia... Conversam entre amigos, os violinos, e nos nossos olhos escrevem poesia sem palavras... Sandra Costa |
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Entrego estas palavras aos teus olhos Entrego estas palavras aos teus olhos Para que delas faças o brilho do teu olhar... Deixo-as escorregar até aos teus lábios E com elas faço o beijo que não te posso dar... E, por fim, já ofegantes desta ternura... Levo-as de dentro de mim até dentro de ti... Para que delas façamos a nossa simples forma de amar...
Sandra Costa |
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Flor de Lua... Nos meus olhos... As pétalas de luar pousam... Sob a forma daqueles nossos beijos... E nos teus, amor... Nasce esta nossa ternura... Em forma de flor de Lua... Que todas as noites ao meu corpo entregas... Sob o azul, com as tuas pétalas de luar... Doces afagos pedem os teus beijos... Doces afagos pedem os teus beijos Às minhas mãos que de noite acordam... Inteiramente nuas... E desses toques com que incendeio os nossos corpos... Nascem histórias... Que são minhas e tuas.. E em todas as noites... Reinvento a curva do teu pescoço... À procura dos teus beijos que nos adormecem... Debaixo de mil luas... Sandra Costa |
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Hai-kai I Bebeste uma lágrima De Poesia nos meus lábios Sedentos de amor... Sandra Costa |
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Magia (II) Da magia queria fazer mil poemas... Dos nossos poemas despirmo-nos das palavras... E da nudez dos sentidos fazer magia... E com todas as palavras do mundo, beijar-te... E sem uma só palavra tocar-te... E deste poema do tudo e do nada... Sentir-te... Nas palavras... No silêncio... No explodir de um pensamento... Num acto de amor intenso... Sentir-te... Magia... Sandra Costa |
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Magia (III) Na planície de um poema sentir o vento Das palavras com que tocas o meu corpo... E desse toque com que agora faço poesia... No teu corpo deixar marcas de magia... Toca-me... Toca-me. Não fales. Deixa que o meu corpo invente palavras... Debaixo das tuas mãos... Responde-lhe. Não te cales. Quero sentir o que o teu corpo sente Ao silenciar o meu... Sandra Costa |
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Porque... Porque já fui as palavras que não conseguias escrever... É não ser este poema nos teus olhos que me cala... Porque já silenciaste a minha boca com os teus beijos... É não perpetuar-me em ti que me incendeia... Porque já foste pele da minha pele... É o teu sabor que procuro no rasto da Lua... E porque já fui Sol no teu corpo... Sinto-me um olhar de Outono ao pé dos outros... E porque já és parte de mim... A todos me dou em forma de poema... E, amor, sabes que sorrio ao escrever-te este poema.... Sandra Costa |
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