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Bluehawk |
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20 Poemas Editados |
Canal Caveira Fotografia de Maria renée |
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Verdadeiro Amor? Eu nunca consigo falar Só sei ouvir. Mas como pode o mal passar Se o estou sempre a repetir? Só sei escrever E o papel é a minha boca A tinta é o meu viver Traduzido em palavras de sofrer Sei que não devia ser assim Mas de outro modo não sei fazer. Que vai ser de mim Se não despacho este sofrer? E faço sofrer os outros Ou pelo menos afastam-se E dizias tu... "porque não sentem os outros O que sentimos por eles?"... Não sei, não sei responder. Só sei que não somos donos do nosso sentir Quanto mais do sentir dos outros, Quanto mais do seu viver. Acho a vida um jogo de apostas Onde o normal é perder. É a nossa vida feita em postas, Em postas de nosso sofrer. Mas se não apostarmos No que podemos ganhar De que vale a vida Sem esse dom... o amar? E que é esse amor Que não escolhe credo ou religião? Será só a dor Que sempre nos parte o coração? Amar singular esse Que mais parece plural de dor. É o que a vida nos oferece Só temos de encontrar o verdadeiro amor. Sem o qual não nos vamos realizar, Sem ele não podemos viver. Tem de ser algo a que nos temos de agarrar... Nem que seja o amor de viver. António André de Oliveira Barata 10-05-2000 |
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A Vida A vida nasce do amor De duas pessoas que se amam. E essa vida passa a ser a cor Da casa e a alegria do coração. Mas antes de nascer Nove meses se passaram. E, foi ver, a barriga da mãe crescer Com a vida que sempre amarão. Depois, essa vida nasceu, Comeu, andou, falou E, até cresceu A brincar com quem o amou. E continuou a crescer, Foi para a escola e estudou. Começou as coisas a compreender E também se apaixonou. Acabou a escola e começou a trabalhar Viu seus pais a envelhecer Soube o que é realmente amar E nova força começou a aparecer Esse amar, tornou-se casamento Por força do coração. E, o amor é massa e fermento Que cresce até mais não. Depois, viu seus pais morrer, E muito chorou. Mas teve de continuar a viver Pois a vida continuou. Novos rebentos de vida criou E a crescer também os viu. Com muito amor os amou E, com muito riso se riu. Então viu-se envelhecer, O cabelo branco a ficar E as rugas a aparecer. Mas nunca deixou de amar. Viu os filhos a casa deixar E o casal sozinho ficou. O amor sempre durou neste par. E neste par o amor sempre durou! Depois veio a morte E, alguém os chorou. A vida é jogo de sorte Para quem sempre amou. A vida é uma planta: Que nasce, cresce e floresce. É a sua cor que encanta. É a vida que se oferece. Planta que acaba por morrer. Mas teve tempo para amar; Para Ter cor e viver. Teve tempo para amor deixar. Por isso, aproveitem a vida, Não se preocupem por amar. Por ela estamos envolvida E, por ela, nos deixemos estar! |
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ANA Já há tanto tempo que não escrevia Que já não sabia se sabia escrever Sobre o que sentia Sobre o que me fazia viver. Aquela dor, aquele amor, Aquela saudade, Aquele viver sem pudor Em que fazíamos igualdade. E... apetece-me beijar-te... amar-te Com todo o meu ser. Apetece-me voar... sonhar-te. Tu és todo o meu ser. Tó(19-12-2000) Ouça este poema lido por João Moutinho |
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Declaração de Julho de 1998) Muitas vezes pensei em nada te dizer. Mas que hipótese terei se não te disser que és meu viver? Mas como te dizer?... Da maneira que sei: A mais bonita... escrever... ... foi a maneira que me lembrei. E... depois de trocar-mos um olhar ou de momentos de "maior" prazer eu, escrevia o meu amar em linhas de pleno viver. E assim fui formando os poemas do meu sentir: Que foste a mais bonita flor que até hoje me fez rir. Que és a flor do meu amor. És a flor a desabrochar, que estava murcha, a morrer. És a seiva de sangue a voltar a correr neste triste viver. Não sei se é certo o que estou a fazer, certamente que não. Mas não posso mais prender o que diz este coração. E assim, decidi escrever o que o coração me dizia: Que és meu viver, que és a luz do meu dia. E... por egoísmo ou vergonha de ter por resposta um não, não me confronto com teu olhar neste momento de tensão. Tensão ou espanto por saberes o que sinto. E... como da resposta tenho medo... a mim próprio eu minto sobre todo um, inventado, enredo. O enredo de uma história realizar tendo nos braços o teu amor, sem o sofrer no olhar nem no coração esta dor. A dor que ele já sente por saber a tua resposta. Mas... na mesma ele mente inventando... nova resposta. Mas esta tensão tinha de libertar pois só criava mais tensão. Tinha de te contar meu amar: O que sente meu coração. Sempre que sobre ti escrevo tenho de me obrigar a parar mas, desta vez, a isso não me atrevo pois algo tenho de acabar. Podes pensar nisto como uma declaração pois é isso mesmo que é. Pelo menos... (olha!!)... ficas com uma recordação de um tonto sonhador. Isto difícil está a ser (para ambos neste momento), mas se tivesse parado de escrever para mim seria um maior tormento. Não paro (não consigo) de pensar que és meu viver, a razão do meu amar, a tinta do meu escrever. A resposta já a sei mas não importa (... quer dizer!...). O meu amor já o dei a quem... merece meu viver. Pois coisa mais bela não conheço neste universo e, nem sei se mereço o... leres este pobre verso. Verso de poema tonto de tímido escritor, que... muitas mais vezes tonto por sonhar que pode ter teu amor. Mas tenho de acabar com uma alegria triste no coração. Alegria por saberes meu amar... tristeza por poder ser em vão. |
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Desconheci...da Estou com os meus amigos Num ambiente calmo... envolvente, Mas não me consigo concentrar E penso no que estou a pensar. Reparo que não é no que me envolve Mas sim no desconhecido. É como quem resolve Dar um paço em frente no abismo. Mas o abismo ainda não tem um fim E ainda não bati no fundo. O meu viver é assim Sem saber o que reserva o futuro. Estou calmo mas o pensamento não pára Fervilha de agitação. Sem saber por onde começar Vou começar pelo coração. O coração sofre por viver E com esse sofrer ele vai vivendo Enquanto que a cabeça só sabe sofrer Se o pensamento for morrendo! Só que o pensamento voa Nas asas do amar Mas só voa à toa Pois uma razão tenta encontrar. Quem manda? O pensar? Quem sofre? O sentir? Porque podemos amar Se isso não nos faz sorrir? Sorrir? Que é isso sem amar? Sem pensar e sem sofrer? E... eles ali a cantar... E são eles parte do meu viver. Mas existe mais... muito mais. Mas que mais é esse? Não sei... não o conheço... Será rir... amar... viver? Esse desconhecido és tu... Mas quem és? Que és? Tu és imaginação O som da música do meu coração. 16-04-2000 António André de Oliveira Barata |
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Duro Como Uma Rocha Quando por um momento paro, em ti só consigo pensar, e não sei porque não falo no sentir do meu amar. Quando meus olhos tocam os teus, no olhar, não percebo o que os teus querem dizer, e fico perturbado por não tentar descobrir o que diz o teu viver. O teu toque parte a minha protecção e desfaz a minha segurança. Faz voltar a bater meu coração e despedaça a minha aliança. A aliança da minha força com os meus tormentos, que faz de mim alvo de troça de meus próprios pensamentos. Não sei que fazer quando sinto em mim o teu calor, só sei que ele me faz viver para sempre neste amor. Quando sinto o toque quente da tua pele no meu corpo algo faz com que enfrente o que sinto, num pensamento. Um pensamento turvo que me faz pensar que meu corpo está curvo, arqueado de amar. Mas nada consigo fazer para agarrar o meu amar, que me faz viver sem mais nada a ganhar. E, não consigo falar dos meus sentimentos, do meu amar, dos meus tormentos. Quando te vejo, quando me tocas, quando recebo um beijo teu ou quando me olhas: não sei mais pensar e, fecho-me numa concha, e, o meu olhar deve parecer ( leve como uma pena) duro como uma rocha. (18 de Junho de 1998) |
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Fugir Já não escrevo vai para tanto tempo que nem sei se sei escrever. E já vai tanto tempo que até invento novas formas de viver. E... pergunto-me o que aconteceu. E tento arranjar uma explicação. Foi o tempo que aconteceu no passar do tempo pelo coração. E porquê? Volto a perguntar. Eu sei que nada mudou. Quem amava continuo a amar só que, meu coração a chorar começou. E... pergunto: porquê eu?! Só amo quem não devo amar. Sei que teu amor nunca será meu, como são as asas do meu voar. Do voar do meu pensamento que em ti, só sabe poisar. Tu só podes ser meu invento de tão perfeita te dá meu pensar. Eu não posso lutar numa batalha já perdida. Que farei deste triste amar que vive nesta realidade fingida? Contigo gosto de estar e, contigo gosto de falar; Gosto de sentir o teu calor apertar fazendo meu coração abafar. Mas tenho andado fugido e, mais fugido tenho de andar, já que tenho meu amor de luto tingido sabendo que não terei teu amar. Sei que mal estou a agir mas é a maneira que para fugir sei usar. A minha defesa é fugir ao contacto que pode magoar. Fujo por cobardia. É uma defesa do meu negro amar. Mas sei (sei lá se sei), que chegará o dia em que, me dará gosto amar. (18 de Junho de 1998) |
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Há sempre um poema Há sempre um poema para me acalmar o coração, que sempre teima em querer acção. Normalmente saio vencido do que o coração quer fazer, mas não saio convencido de que perder é morrer. Mas não sei se venha se vá, se querer ou esquecer; Mas sei que se alma há: querer é sempre poder. Há sempre um poema que se escreve por sentir que algo queima, algo que a todos faz rir. O meu sentir é bonito mas o não sei descrever. Não sei se olho ou fito o que quero viver. Mas, há sempre um poema onde escrevo o que não sei dizer e, é o que me vale a pena pois escrever, faz-me viver. Sou tímido mas leal aos meus sentimentos. Sou tímido mas cordial para com os meus intentos. Talvez os consiga, ou não, mas nisso eu não mando, nisso manda outro coração. Mas, eu, nem o meu comando." |
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Introdução Tu tocas-me e eu finjo rir Com vontade de chorar. Apetece-me fugir E esconder-me no fundo do mar. Lá... onde ninguém me possa encontrar. Lá... onde possa esconder Este meu amar Que é também meu viver Depois, finjo viver, O que não anda longe da verdade. Tu és o meu sentir e ver E... sem ti minha vida não tem idade. Quando tu tocas meu corpo gelado Todo ele estremece, Pode não sentir-se amado Mas pelo menos aquece. |
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Mais, Viver Que confusão é a cabeça de um amador: É o amor no coração e nos olhos a dor. Ele não sabe falar apenas escrever: Que é tímido no amar e ignorante no viver. Ele é só pensar e pesar e escrever folhas de amor: Com as lágrimas da cor do mar que são as palavras da sua dor. E sempre que eles juntos estão: Ele sorri com vontade de chorar; Com vontade de lhe dar o seu coração e de lhe dizer que a está a amar. Mas ele gosta de estar com ela mesmo sem nada dizer. Basta-lhe tocar no olhar dela para se sentir, mais, viver. 05 de Maio de 1998 |
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O Tempo que invento Lá fora o tempo chora Como chove no meu rosto. Mas que importa o tempo Se o desgosto me foi imposto? Desgosto que destroça O meu coração... E, tu... que pareces fazer troça Tirando-me a razão. E eu olho para os teus olhos Mas eles nada me querem dizer, Eles estão frios... cinzentos... Parecem nem me ver. Estão como o tempo... Sem sol para me aquecer... E ao olhar para ti eu invento Novas formas de sobreviver. Sobreviver a este inverno De tempo frio e choroso. Mas ao tentar ser terno Meu rosto... só fica mais chuvoso. Enrugado... destroçado... Como aquela arvore outrora bonita, Que quando foi atingida por aquele raio... Murchou... e morreu hirta. Como posso esquecer... Das flores e frutos de cada estação, Da alegria em que fazia viver Este... agora... negro e pesado coração? Que já não suporta a sua carga. Que morre vivendo Com esta dor amarga Que o faz viver... morrendo. O tempo chora lá fora E eu chovo por dentro... Não vejo quando chegará a hora Em que vencerei o intento. E... perguntam... porque não tento. E eu respondo sem alento... Que sou cobarde por fora e por dentro Que até o tempo eu já invento... António André de Oliveira Barata 03-04-2000 |
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Perguntas que faço! Que faço eu no meu sono senão pensar no teu jeito? Que faço senão pensar como um tonto que te poderia ter no meu peito? Que posso fazer quando me lembro da tua suavidade, que arrasa a minha maneira de ser e me derrete em saudade? Como posso viver ao lembrar-me da tua maneira de ser e, saber que não te posso ter, a ti, a minha razão de viver? Como posso não sonhar com os teus olhos incisivos, se são a razão do meu amar e dos meus reflexos instintivos? Como posso não ter do teu toque saudade, se só de lembrar faz reviver a minha felicidade? Como é a saudade de te tocar ou apenas de te ver, ou da minha vida enlaçar o pensamento do teu viver? E as saudades que sinto de no teu cabelo tocar, que por vezes a mim minto e digo que não te estou a amar? E as saudades de, só te ver, ou de o teu corpo quente sentir, de o ver mexer e de te ver sorrir? Que posso fazer deste viver que só sonha por sonhar, que sabe que nunca te vai ter mas que, te continua, a amar? |
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Quem sou? Afinal! Quem sou? Serei aquele jovem doido, perdido de amor Por uma rapariga que sabe nunca poder vir a ter? Ou serei aquele jovem doido, perdido de dor Que pensa ser o mais indigno que se possa ser? Quem sou afinal? Sou aquele que não a vai ter, Ou aquele que vai mal Sem a ter no viver? Quem sou? O optimista que se sabe não amado E que sabe com ela não poder contar? Ou o mal desgraçado mal afortunado Que sabe nunca ir ser amado? Quem sou afinal? Serei eu ou eu? Será que tudo o que faço está mal? Ou será que nunca virei a ser teu? (09-06-1997) |
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Se eu fosse... Que será que nela via e que em mim queria: A não ser alegria ou fantasia? Podia ser seu amigo ou, num instante passar pelo perigo e passar mais adiante. Para quem nunca realmente amara seria muita bondade, mas sairia muito cara essa, talvez, a verdade. Se ela me amasse eu seria amoroso; Mesmo que ela errasse eu não me tornaria "Todo Poderoso". Ai, como a amo!, Como ao perfume de uma rosa que derramaria na minha dama maravilhosa. Se eu fosse amado não seria medroso nem sequer castigado, pois seria milagroso e, com toda a minha bondade e o meu respeito, até toda a humanidade cabia dentro do meu peito. (19-01-93) |
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Só te quero a ti Que posso eu fazer Do medo e da saudade Que tenho em te ver Na minha realidade? Sei o que sinto Mas não sei quem sou, sei que nas acções não minto que a amar-te estou. Sei o que pensar Mas não sei o que fazer. Como te posso explicar Que és a mulher do meu viver? Como? Se o não sei falar? Tenho medo, de novo, perder O que o coração quer amar E, de novo, ficar sem viver. E que viver é esse sem saber O que estás a sentir? E, como posso querer Que teus olhos não possam mentir? Mas o que é mentir Quando se trocam olhares? Como posso não sentir Que sentes algo que não partilhas? E a alegria que sentia por te pensar ter? É agora a cólera por eu, um obstáculo ser Na tristeza de seres inatingível No meu medo e interesse por ti. Mas que posso eu fazer Se nada sou ou tenho de meu Excepto a esperança de te ver viver Nesse mundo só teu? Nesse mundo em que não posso entrar Nem a mal ou a bem. Só posso ter a certeza que o meu amar, O meu viver e querer é o teu mundo que os tem. Nada sou e só te quero a ti. Nada tenho excepto a certeza Que desde o primeiro momento em que te vi Só sei viver na minha tristeza. |
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Um Ser Que Não Alcança Que quer um poema dizer, um poema de amor? Quer dizer que és meu viver que fazes parte da minha dor. Tu és o azul do meu mar, o verde da minha esperança. Tu és a luz do meu amar e o sonho que meu ser não alcança. Teus olhos são o meu ver, tua boca meu beijar. Tu és a visão que faz sofrer meu coração que quer amar. Ao ver-te, meus joelhos tremem e o coração parece querer rebentar; Os instintos dizem que os olhos mentem ao dizerem que é a ti que estou a amar. O coração pensa e já cansado de pensar: Sabe que tem de se resolver, então, pede à boca para falar mas ela diz que nada consegue dizer. Então, decide escrever o que o está a alarmar: Que tu és o meu viver, a razão de meu amar. Que és o sol do meu dia e da noite a minha lua. Tu és a alegria que sorria, a alegria da minha vida que é tua. 24 de Abril de 1998 |
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Vagabundo morreu! Sou um vagabundo do amor. Corro, fujo e perco-me Na intensidade da minha dor e no escuro escondo-me. A noite é o meu dia e o meu dia é sempre negro, o negro da dor que eu via por de amor eu ser cego. E a luz sufoca o meu ver... cega-me de paixão... neste negro e triste viver em que meti o meu coração. Mas que faço, que posso mais eu fazer? Sem ser chorar no teu regaço que é o que ainda me faz viver? Mas que viver é esse que de negro está a lutar? É o negro da minha tese o negro da minha sede de amar. Mas teses que me sufocam com essas ilusões... miragens que meus olhos focam na morte de muitas paixões. Tudo vejo de negro porque de negro tudo vesti. Onde estão aquelas cores belas... cores belas que já esqueci? Estou deitado e olho as minhas medalhas... onde está a felicidade, a alegria e a paixão de que me revesti quando as ganhei? Será que tenho de tudo perder sem nada mais a ganhar? Será assim... sempre meu viver sem nada... mais ter a que amar? E a sede? E a dor? E a luz? E as cores? E as medalhas? Para onde foi o meu amor? Para onde foi a vontade de viver? Morreu? |
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Estou tão triste Estou tão triste, não estou bem; Estou mal como nunca viste mais ninguém. Estou tão saudoso sem a tua partida; Estou tão choroso, olha se saísses da minha vida! Que poderei fazer, que hei-de mudar? O que tem de haver para o meu amor te dar? Que hei-de fazer com este amor ardente que está tão presente mas, que só mente e não consegue estar contente. Será que o mar reflecte mas suas águas o meu amor suspirando ou, o riu levará as mágoas que me vêm acompanhando? O que vi na minha frente? Alguém que não conhecia mas, francamente não acreditava no que via. Ao fim de tantos anos em fim fui encontrar os meu desenganos que não vou mais usar. A partir de agora vou rir, vou partir o espelho que iludia e que me fazia fugir do que de mim não fugia. Gosto do teu rosto, gosto dos teus dedos, como se fossem o sol de Agosto em que guardo os meus segredos. Ainda estou para ver se vou ficar contente ou, se me vai doer ou, o que é que se sente. |
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Perguntas que faço! Que faço eu no meu sono senão pensar no teu jeito? Que faço senão pensar como um tonto que te poderia ter no meu peito? Que posso fazer quando me lembro da tua suavidade, que arrasa a minha maneira de ser e me derrete em saudade? Como posso viver ao lembrar-me da tua maneira de ser e, saber que não te posso ter, a ti, a minha razão de viver? Como posso não sonhar com os teus olhos incisivos, se são a razão do meu amar e dos meus reflexos instintivos? Como posso não ter do teu toque saudade, se só de lembrar faz reviver a minha felicidade? |
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Falar-te Isto está a ser muito difícil para mim: O não conseguir dizer Que não posso viver assim, Que és o meu viver. Não consigo coragem Ter Para nos olhos te falar: De dizer que és o meu viver, Que és o meu amar. Tu és o meu calor, És a estrela mais brilhante Que, brilha no céu do meu amor Nesta noite incessante. Na noite do meu viver, Do negro da coragem a faltar. É por isso meu escrever: O medo de falar sobre amar. Mas que posso fazer Ao medo de um não? Que será do meu ser, Que será do meu coração? Não sei! Mas tenho que arriscar. Tenho de te dizer Que te estou amar, Que és meu viver. Tu és a pomba do meu pombal, A flor do meu jardim. Tu és o bem no meu mal, A culpa de me sentir assim. E, eu sei que nada sou, Não tenho nada de especial. Sou um rafeiro que por ai vou, Uma nódoa mundial. Nada posso fazer Para isso mudar, Só, dizer-te meu viver, Falar-te em meu amar. |
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Confusão Sinto-me confuso: Qual a diferença entre amizade e amor? Será que a vontade de amar que uso Me vai dar ainda mais dor? Sinto que uma estou a mar E que é a alegria do meu dia, Mas com a outra adoro estar Que é o rir da minha alegria. Com uma tremo e até a suar Fico... só de trocar um mero olhar, Com a outra é a vontade de confessar, De rir, de passear e brincar. Uma apetece-me beijar Sem nada mais dizer. Na outra apetece-me beijar O meu próprio viver. Estou muito carente E só uma está presente, Mas não fico nada contente Pois são ambas meu presente. Uma sabe que é dela meu amar A outra de nada desconfia. Não sei a quem meu amor dar Sem perder ambas num só dia. Será que a ambas estou a mar? Ou será que de uma para outra transferi O que a uma só quero dar? Será que às duas eu algo tiro? A uma o meu viver À outra a vontade de dar. Uma é o meu negro ver A outra a luz de algo amar. Que hei-de fazer? Confessar à outra meu amar, Começar por fim a viver Ou para sempre dois amores matar? Deixar ambos morrer Por ambos saberem quem estou a amar Ou deixar apenas um viver E eu a alguém algo dar? Ambas se conhecem E ambas sabem meu primeiro amar, Mas ambas desconhecem O meu segundo amar. Num impasse eu estou E não sei que fazer: Se a uma algo dou Será que fico bem em meu viver? Será que ambas amizades Eu vou estragar Ou se nas minhas tardes Algo vou ter a que amar? Será que o uma "desaparecer" E a outra presente estar Mudou algo no ver De quem estou a amar? Será que algo enfraqueceu E algo está a aumentar? Será que o que era certo como meu Mudou, de alguma... maneira de lugar |
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