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4 Poemas Editados

Descobertas...

Porquês

Salazar e...

Sem Sono

 

 

 

 

 

Descobertas e o sonho do infante...
 
Parti mar a fora à descoberta
De terras de sonho e de magia...
Em barcos de proa erguida, renegando o medo,
Flutuando entre vagas e tempestades,
Joguei meu destino por te achar, terra perdida...
Mil perigos e tormentas encontrei
Mas, rompi por entre as ondas que bramiam,
Para tornar minha pátria honrada e bela
Invejada e venerada para sempre...
E tu velho cinzento, que ensombras minha visão...
Que dizeis agora do sonho tornado real...
Rende-te e glorifica a quem deu a vida,
Pela pátria querida...
E que por arriscar no futuro incerto
Para sempre será lembrado...
Os olhos vêem, o coração sente, a alma voa....
E olhando o longínquo horizonte sonhei tê-lo em minha mão...
Minha alma voou além do mar, além do céu, além do medo
E trouxe às minhas gentes pobres, mas de força enorme,
As riquezas e novas descobertas das terras de além-mar...
E meu sonho por além-mar foi correndo...
Na coragem de quem nada teme, 
Bravos homens de coração de ouro, pele morena e voz dura,
Que desafiaram o medo para te glorificar.
Pois as terras do sem fim já não o são.
São agora pedaços de ti, pátria mãe,
Que do sonho de um infante fizeste bandeira
E por entre tormentas e desenganos do destino...
Alcançaste a glória que aos heróis pertence...
 
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Porquês...
 
Porque sonhas, se tu queres viver...
Porque vives, se queres sentir...
Porque sentes, quando queres prender...
Porque prendes, quando queres soltar...
Porque soltas, se podes voar...
Porque voas, se podes andar...
Porque andas, se queres partir...
Porque partes, se queres ficar...
Porque ficas, se podes falar...
Porque falas, se podes escrever...
Porque escreves, quando precisas gritar...
Porque gritas, mas queres calar...
Porque calas, quando queres chorar...
Porque choras, se podes sorrir...
Porque sorris, quando queres mostrar...
Porque mostras, quando queres esconder...
Porque escondes, quando dizes gostar...
Porque gostas, se tu queres amar...
Porque amas, se não queres sentir...
Porque não sentes, quando ficas a olhar...
Porque olhas, se queres ter...
E porque tens, quando podes sonhar...
 
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Salazar e o 25 de Abril
 
Da noite escura surgiu o murmúrio...
Da raiva calada, um grito mudo...
Nas ruas sombrias, olhos fixam quem no medo vive...
O sonho de liberdade, cresce na obscuridade
Quem sabe mudar a vida de um povo calado...
Os anos que passam mas a vida é sempre igual...
Pois o Poder acorrenta quem livre sonha...
O que fora nosso, já não o é...
Na terra do além-mar, jaz por entre o capim verde, 
Quem luta por esta pátria amarga, de negro vestida...
Aqui, chora-se quem voltou e não voltou, quem cá está mas ficou lá...
E da figura sombria, o mesmo gesto indiferente e frio de quem manda...
Quem sabe um dia, os sonhos mudem o país...
 
A figura negra, enfim, saiu de cena, 
mas o teatro continua bem armado...
Outros actores de boa pose, passam agora no palco da vaidade...
E o povo é apenas uma marionete nesta peça...
Mas a vontade de mudar, aqui e além, vai crescendo...
E os homens de verde, com flores vermelhas fazem a mudança, 
Dos sonhos aprisionados, uma nova aurora...
Surgida ao som de música na madrugada de um dia novo...
Para um país novo...
Uma nova liberdade a verde e vermelho,
Para um país feito do sangue e da esperança dos homens 
que lutam sem nunca desistir... 

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Sem Sono
 
Acordei com os olhos pesados de não dormir
Passei a noite em claro sem sonhar...
Os sonhos...
Pedaços de estrelas que vagueiam na nossa memória
Jogados por anjos que nos guardam na noite escura
Mas esta noite não sonhei...
Refugiado no escuro do meu quarto
Pensei no futuro que à por vir
Um rumo que teima em mudar enquanto sonhamos...
A lua solitária lá no alto...
Vigia quem na noite não dormiu...
De volta ao escuro do meu quarto...
Os fantasmas das minhas memórias vagueiam soltos...
Vidas passadas... sonhos perdidos....
Encontros e desencontros....
Saudades e mágoas de emoções vividas um dia...
O que valem as emoções???
Alegrias, tristezas, amores, ódios...
Porque razão marcam tanto a nossa vida...
E se não as tivéssemos seria mais fácil???
Não!!!
Porque sentir é estar vivo...
Mesmo que sofra, triste e amargurado... eu sinto!!!
E sinto por estar vivo...
E vivo para sonhar...
Pois sonhar é querer mudar...
E mudar é conquistar...
Conquistar o futuro que sonhamos...
O futuro que muda sem o encontrarmos...
Por um futuro de um sonho eu lutei...
Mas o sonho que fugia sem eu ver...
Desvaneceu-se numa sombra de incerteza...
Na confiança do amar...
E agora no escuro do meu quarto...
Com os olhos pesados de não sonhar...
Relembro os tempos que passaram...
E que em sonhos poderão voltar...
Felizes, belos, alegres...
Mas para sempre eternos...
Pois o real passa...
Mas o sonho sobrevive na memória de quem sente...
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