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Andrea

 

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6 Poemas editados

- Abismo

- Ampulheta Ócio e Dedos

- Ocus Pocus

- Os suspiros de um poeta perdido

- "Rezando o Trezo"

- Só o sorriso

Anatomia

José Soares

 

 

 

"Abismo"
"Abismo"

Passos na Escuridão
Presas sem ossos
O Medo dos olhos
Olhos de Gato
 
Correntes e chaves
O Desequilíbrio
O Amor é o elo
E você o Abismo
 
Sou eu
O nada
Um espelho
Quebrado.

Andrea Carvalho

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"Rezando o Trezo"
"Rezando o Trezo"

A língua preciona o tijolo no céu da boca
Desfazendo o girar e calando o verbo ébrio
A espuma tensa e morna da primavera louca
Esculpe o instinto-pensai! Da mente que ronca
Só a santa pastilha-hóstia em orifício herege
Inquiri-queima o combustível ígneo-dormente
Purificando o fosso orgânico que repele
O quase-que-besta e placebível dekassegui
 
Andrea Carvalho

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"AMPULHETA ÓCIO-E-DEDOS"
"AMPULHETA ÓCIO-E-DEDOS"

O ócio
Escorre o tempo
Por entre os vãos
Dos meus dedos
 
Conto os feitos
Conto os frutos
Sobram os medos, dedos
Sobra tudo
 
Não plantei uma árvore
Não tive filhos
Nem mesmo escrevi
Um estúpido livro
Andrea Carvalho

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"OCUS POCUS"
"OCUS POCUS"
 
Copos e corpos
Som e movimento
Copos e corpos
O silêncio
 
Copos e corpos
Intrusos os olhos
Copos e corpos
Portifólio
 
O ar rarefeito
...
Retarda o pensamento
Embriaga o desejo
E distorce o que vejo
 
No
...
Mundo do ópio
Copos e corpos
 
Dis
...
Tantes do óbvio
Ocus e pocus
Andrea Carvalho

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"OS SUSPIROS DE UM POETA PERDIDO"
"OS SUSPIROS DE UM POETA PERDIDO"

Será que compensa a dedicação...
Tanta lágrima, tanto suor...
O sangue sem veia ao redor,
Perdido, a buscar o coração?
 
Será que ainda devo erguer a espada,
Mesmo estando a musa longe de mim?
Mesmo não havendo alguém para sorrir,
Nem se quer chorar com a dor cantada?
 
Talvez deva dar à alma o descanso
De poder até te amar, mas nem tanto...
De poder ser sem precisar estar.
 
Talvez deva encerrar a melodia,
Cerrar em silêncio os olhos da vida
E, por fim, o triste canto calar.
 
Andrea Carvalho

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"SÓ O SORRISO"
"SÓ O SORRISO"

Meu anjo, és tão belo quanto o sorriso
De uma doce criança que sonha em paz...
Majestoso como o sol que se faz
Surgir por entre as montanhas, conciso.
 
És tão puro que me torno imunda, mas
Teu brilho me faz esquecer a dor,
Mesmo os fantasmas, o verme que sou...
Os perigos que um toque meu te traz
 
Não quero nada além do que mereço
Não peço coração, nem mesmo abraço,
Nem tua mão nem mesmo teu doce amparo...
 
Para apanhar um novo sonho ao vento
Para enfrentar o tortuoso horizonte,
Basta-me ver o sorriso que escondes.
Andrea Carvalho

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