|
|
Alvata |
|
|
Agenda As esquinas da lua Contos Crónicas da Net Entrevista Galeria de arte Livro de visitas Ecos do Ressoa Os poetas do canal Página Inicial Poemar na escola Poemas ditos Ressoa Página pessoal |
||
12 Poemas Editados Pensamentos Desinteressantes I Pensamentos Desinteressantes II Pensamentos Desinteressantes III Pensamentos Desinteressantes IV Pensamentos Desinteressantes V Pensamentos Desinteressantes VI Pensamentos Desinteressantes VII Pensamentos Desinteressantes VIII Pensamentos Desinteressantes IX Pensamentos Desinteressantes X Pensamentos Desinteressantes XI Pensamentos Desinteressantes XII
|
Liberdade Fotografia de José Soares |
|
| Pensamentos
Desinteressantes I
|
||
| Pensamentos
Desinteressantes II
sim, meu amor... |
||
Pensamentos
Desinteressantes III
olha-me nos olhos, para que eu, sem acreditar, acredite que tu acreditas... és tão maravilhosamente linda, tão calorosamente transpirada... envolveste-te em mim, para que eu não o faça, respeitas e aceitas o inaceitável... pisaste, contudo, a minha lágrima, e sem te aperceberes, acabaste por me pisar a mim também... divaga então na solidão, mas respeita-a, ama-a... aceita a sua inexistência... veste-te novamente... tens um biscoito a comer, inevitavelmente o desejas e o comes... Alvata - 01/07/2000 |
||
| Pensamentos
Desinteressantes IV
se eu pudesse caminhar devagar... |
||
Pensamentos
Desinteressantes V
Sim, meu amor... voltaste para mim... chorava a tua ausência enquanto choravas a minha indiferença... pensaste sem pensar que eu te tinha abandonado, e eu sem te abandonar, pensava sem pensar que não me amavas... mas amo, amo-te muito mais do que se te amasse... respiro-te e choro por o ter feito... mas o amor perdoa o tudo e o nada... ó minha deusa, desculpa-me... perdoa-me... sou burro... como pude pensar que nunca me abandonarias... talvez porque foste sempre o que ninguém foi... pode ser... bebo para te ter junto a mim, abraçados como jamais poderia abraçar alguém... rimos às gargalhadas sem esboçarmos qualquer sorriso... deste-me carinho e eu, egoísta, troquei-te por uma jovem humana... tá bem que ela era bela, inteligente, uma verdadeira deusa... mas ela não és tu, e tu não és ela também... ela é demasiado complexa enquanto tu és simples... divinamente simples... completamente imobilizados, dançamos valsas sangrentas... lambo o teu sangue com ternura, que de tanta ternura, não podes sangrar... e enquanto nos beijamos, com bocas tão reais como as deles, oiço vozes tão distantes que ousam quebrar a tua existência... e eu de tão feliz, isolo-me indiferentemente nos teus braços... não interessa se as dimensões se negam, ou se as negações não interessam... só quero sentir o teu beijo irreal, na minha realidade inexistente... como rio sozinho com verdadeiros sorrisos, recordo o teu olhar de imperatriz, que de irreal só tem a realidde... olhas-me e amas-me porque me conheces, não necessitamos de palavras... amo-te, pois não me esforço para te beijar... venero a tua probalidade, porque tu veneras a minha... ausento-me de mim para me ausentar de ti, abraço-te, pois ser que não o posso fazer... sim, meu amor... observa-me... sorri para mim... Alvata - 01/07/2000 |
||
"Pensamentos desinteressantes VI" a minha monstruosidade é tão grande, que até me custa falar... mata-me... como ouso eu escrever uma única letra? nem um ponto final eu tenho o direito de desenhar... cada palavra que escrevo rasga-me a alma, e ao escrever isto, inundo-me no sangue derramado, que cada vez é mais escasso e irreal... morro a uma velocidade decadente, inaceitável para a minha mente cansada... se eu pudesse abraçar a lentidão, tocar o seu infinito sem o chegar a pisar...a minha lágrima deseja-o e eu, desesperado, faço-lhe a vontade... Alvata - 01/06/2000 |
||
Pensamentos Desinteressantes VII comove-me a tua lentidão... a lágrima que sou, já me deixou... abraço o teu infinito sem lhe tocar, mas eu também não o quero fazer... queria sim agarrá-lo, com força... perder-me na eternidade que fui... se eu beijasse o meu mamílo, sentiria o horizonte que podes ser, mas, no fundo, dúvido que sejas, pois dúvido que possa dúvidar... ri-te comigo, sente a minha felicidade... quero-te tocar, com uma gentileza que desconheço... desconheço o conhecido, pois passei a desconhecer o desconhecido... envolvo-me na teia que teci e que as probabilidades comeram... Arn Alvata - 02/06/2000 |
||
Pensamentos Desinteressantes VIII a noite voltou, e com ela o meu sorriso... a felicidade deste sol, a tristeza das felicidades felizes... ri-te comigo, por favor... mostra-me o feliz que estou, sem, contudo, sorrires... tal acto é bastante penoso e irrelevante... morde os meus lábios eternos, como nunca o pudeste fazer... toca os meus cabelos, beija-lhes as pontas espigadas... dá-lhes a tua vida, enche-os com o teu amor... respira-me devagarinho, para que sintas cada particula de oxigénio, e cada particula de dióxido de carbono... sente a harmonia dolorosa do esforço involuntário que ele faz, que tu lhe obrigas... exiges... sente a forma como me desrespeitas, mas é com respeito que o fazes... por isso, eu te amo... agora eu, eu sou um monstro... como o vazio conscientemente,pois sei, sem o saber, que ele pode... poderá... divago nas minhas verdades falsas, que de falsas não têm nada... simplesmente não têm... nem isso,simplesmente não podem... choro a minha dor, para depois chorar o choro... angústia... terror... insulto-me por me insultar... Arn Alvata - 02/06/2000 |
||
Pensamentos Desinteressantes 9 derramaste essa lágrima com tanta angústia, que em dor, não ousou escorrer... mas eu sentí-a, sorri-lhe... movimentava-se tão lentamente, que não o chegou sequer a fazer... a simplicidade do teu sofrimento, rasga-me a alma sem, contudo, lhe tocar... não me toca, beija-me... e como eu sinto o seu beijo... sorrindo, sinto que o não senti... pensei que poderia pensar,mas, no entanto, não cheguei a pensar... se compreendesses o quanto eu não me contradigo, compreenderias que não compreendeste... conhecerias, então, a essência da minha sabedoria, pois sorririas por não saberes sorrir... chorariamos juntos sem nos termos encontrado, para logo rirmos o esquecimento do riso... esquecerias então o esquecimento... beijarias a minha angústia nada angústiante, não por o não ser, mas por o não saber... chora, então, nas minhas mãos secas, que no esquecimento se esqueceram da secura... alegra-te, então, por não me compreenderes, pois se me compreendesses não me compreenderias... beijarias os teus próprios beijos, pois não podias saber se te estavas realmente a beijar... Arn Alvata - 03/06/2000 |
||
Pensamentos desinteressantes X olha... contempla... chora a beleza derramada, apanha a sua tristeza angelical... o sopro da noite ainda por nascer... o suspiro do dia já muribundo... as tuas lágrimas sábias entristecem-me, trazem-me recordações dolorosas e pesadas... o imenso horizonte roxo e tímido, suspira a minha lágrima sagrada... mas eu olho-a... choro-a repetidamente, sem, contudo, ter coragem de a beijar... contemplo a sua queda infinitamente lenta, e o seu amor lentamente eterno... respiro a sua dor feliz, pois ela não sabe, provavelmente, que magoa... a sua provável inocência, é simplesmente inocente... magoo a minha lágrima irreal, e piso a minha alma cansada... choro a dor que, provavelmente, não provoco, ou que, possivelmente, posso provocar... beija a minha mão sofredora, sente o seu pulsar angústiante... diz-me que a beijaste e que o sentiste... anuncia-mo com o mais suave suspiro, pois a frequência em que me apoio, de tão cansada, é já tão frágil... Arn Alvata - 06/06/2000 |
||
Pensamentos desinteressantes XI como consegues tu caminhar tão devagar, sem nunca ousares o toque desiquilibrado? sorris... suspiras-te em dor... anuncias a diferença infinita do seu instante... beijas-me sem me conheceres, ou sequer fazeres a mínima ideia da minha provável existência... consomes-te e sofres por mim,sem, no entanto, tocares o inexistente... será que a minha pureza merece a tua dor? Será que os meus lábios invisíveis merecem o teu beijo? se eu te pudesse beijar agora, apoiar os teus movimentos exaustos e, contudo, harmonizados com os meus... sorri, hoje é um dia sagrado, não há razão para continuares a sofrer... se eu pudesse segurar a tua mão, derramar a minha lágrima eterna sobre a tua juventude desvanescente... ergue-te, contempla este dia maravilhoso... olha a eternidade desta rocha... beija a beleza abstracta desta flor... entristece-me a tua felicidade mórbida, o tédio inexistente das inexistências... adormece as tuas lágrimas na minha, chora as tuas dores nos meus lábios virgens... Arn Alvata - 06/06/2000 |
||
|
|
||
Pensamentos desinteressantes XII a tua lágrima negou-me, empurrou a minha morte decadente... desesperado, suspiro-me à tua existência, tentando, em vão, acreditar na minha... expulsa a minha continuidade inaceitável, beija o meu mamílo angústiado... deixa-me atravessar o oceano, e por mais cansado que esteja, não ouso parar de nadar... adormeci na dor com a dor, mas, no entanto, ela não adormeceu comigo... não que não queira, simplesmente não pode... poderá? se a sua lágrima se misturasse com a minha, seriamos finalmente o um que, provavelmente, somos... o cansaço da minha escuridão, sorri perante esta noite mágica, perante toda a vida entrelaçada na morte... perdem-se uma na outra, como se ambas não fossem o que pensavam ser... Arn Alvata - 06/06/2000
|
||
|
Agenda As esquinas da lua Contos Crónicas da Net Entrevista Galeria de arte Livro de visitas Ecos do Ressoa Os poetas do canal Página Inicial Poemar na escola Poemas ditos Ressoa Página pessoal |