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1 conto editado
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Porque não deixo Porque não deixo de atender á voz dos espelhos, que nem uso consultar, também para mim é difícil de entender a procura que tenho no "mercado" onde os homens vão ás suas compras do amor...Se, por uma ou outra vez posso Ter usado as armas brancas (armas de traição) que de algum modo contribuiram para tal procura, pela generalidade dos instantes do meu fazer o relacionamento, tive ausente do intento que fosse que com o amor algo tivesse a haver. Costumo mais convictamente considerar que se sou "amada" será pela negativa, pela carência do que aos homens as mulheres têm para oferecer. Vive-se muito como se fazer a vida fosse exactamente o mesmo que soprar a fazer bolas de água onde antes algum sabão foi dissolvido: podem ser tais bolas de colorido magnificiente, dado que há nessas transparências emanações chegadas de ignorado arco-íris, mas constroem-se de paralelas fragilidades e, com a rotina, a breve espaço, cai a noite da frustração e é o sono que se segue alimentado talvez de sonhos, mas desprovido da substância que lhe fez, com a razão, a utilidade, o porquê 1º do seu motivo de existir... É neste mundo transitório, onde á vida de imediato se segue a destruição, é neste céu saporificado e fulvo que o meu existir mercurial e centrípeto acontece como uma presença que, pela diferença abismal, se torna insuspeitadamente hipnotizante. É assim que, pela negativa, sou amada embora desprovida das armas com que se esgrimem, por vontade própria, os duelos do amor que aliás já cansei. Comprenderão então que lhes diga que mais do que ao amor, use fazer recurso á solidariedade, embora para tanto não me obrigue a vender a alma ao "Diabo" ou qualquer um dos seus múltiplos secretários... É assim nesta paisagem artificial onde o amor é representado, que paralelamente vou amando o homem trazido do mundo (in)real que vivo, como se fosse um ideal, ou talvez, melhor, alguém que consagrei conscientemente- e quem sabe se por mera necessidade ?!- Numa utopia que persigo a dar-me uma derrota á viagem sem destino, repouso e paz final!!!...... (ana) Índice Waterfall |
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