|
Índice |
|
Sidnei Levy

|
|
Página inaugurada em 16/07/2005
Última actualização
05/04/2006 |
|
Agenda
As esquinas da lua
Contos
Crónicas da Net
Entrevista
Galeria de arte
Livro de visitas Ecos do Ressoa
Os poetas do canal
Página Inicial
Poemar na escola
Poemas ditos
Ressoa Página pessoal |
|

45
Poemas Editados
- Biografia
- A Guerra virtual
- A Santa (Procissão)
- Acontece
- Almas de
cimento
- Anos dourados
- Artista
- Às duras penas
- Bola de meia
-
Brincando com a vida
- Canto
havia uma cesta
- Catavento
-
Contentas
- Cor de beijos
- Coreto
- Coruja
-
Crepúsculo no surrealismo
-
Deus me ouça
- Dormir se for capaz
- Eleição
-
Era uma vez
- Festa no arraial
-
Guilherme de Almeida
-
Homem só
-
Homenagem à sala dos poetas
- Janela de
trem
- João Servente
- Maria
acorda o dia
- Mestre
- Meu cálice
de fel
- Meus
velhos heróis
- Notas normas
- Ó busca
infinda
- O
incrível poder de Deus
- Ó Senhor
- O
sítio da minha infância
- Oração às
flores
- Quanto
tempo passou
- Se você
me esqueceu
- Sernet
-
Solidão
- Vai
amigo
- Vai boiada
- Veridade
- Vida divina
- Vida minha
- Viste
|
|
Mulher Coração
Lucy Berenguer
 |
|
|
|
|
 |
|
Sidnei levy
Nasceu em Cordeirópolis-SP, em 07 de
abril de 1945. É Filho de Hubert Levy Jr. e Maria Beraldo Levy, casado
com Carmen Lúcia Andrade Levy e tem dois filhos.
Formou-se em Administração de Empresas na PUCC em 1974. Foi funcionário
público da CATI (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral).
Trabalhou na VASP (aerofotogrametria), na escola de Química COTICAP
(áudio visual). Foi também funcionário da 3M do Brasil e um grande
empreendedor do comércio na região de Campinas, sendo proprietário de
vários estabelecimentos comerciais. Foi vendedor-supervisor do
Frigorífico Paineira do Estado de São Paulo.
Amante de fotografia e poesia escreveu seus primeiros versos aos
10 anos de idade, ou seja, logo que aprendeu as primeiras letras na
escola. Participou de vários concursos de poesia e venceram alguns como,
por exemplo, o I Concurso Literário ASATI (Associação dos Servidores de
Assistência Técnica Integral) em que recebeu o prêmio de segundo lugar
com a poesia Rua do Orfanato.
Sofreu Derrame Cerebral (A.V.C.) no dia 03 de Novembro de 2001 e
atualmente está em recuperação.
É afásico !!!
É fotográfico (hobby - D'Eu )http://fotolog.terra.com.br/sidneilevy/
Voltar ao Índice |
| |
|
|
|
 |
|
A GUERRA VIRTUAL .
É preciso ter guerra,
Nós termos a paz,
Diziam os anciões,
Já combaterem a primeira,
A segunda guerra mundial,
Estão na expectativa nova guerra,
É preciso ter guerra,
Com moldes uma guerra,
Homens contra homens,
As idéias contra idéias,
Os ideais contra ideais
Religião contra religião,
Bem contra mal.
É preciso ter guerra,
Com moldes de humanismo,
Para os poetas escrevam
As suas belas poesias,
Onde havia os heróis,
As heroínas,
Os anjos, flores, pássaros, ect.
À seis horas tem una
oração
Uma prece à Ave Maria,
Tem milhão de vozes,
Tem milhão de línguas,
É preciso ter guerra,
Clamar e reclamar o poeta:
- A GUERRA VIRTUAL.
( D’Eu )
Voltar ao Índice |
| |
|
|
|
 |
|
A SANTA (PROCISSÃO)
Ela saiu pela rua
principal,
Sem nome,
Qualquer cidade,
Qualquer país,
Qualquer das rosas dos ventos,
Época em que acorrem
Povoação outrora florescente.
Os forasteiros a uma festa,
Em sua Santa imagem.
Justa homenagem.
Ela achou muita gente,
Na estação de ferrovia qualquer.
Na estação climática qualquer.
Na estação encontrar
Cento de votos,
Sem devotos,
Seguiam a Cristo,
A um passo da Paixão.
A Santa pede ao Prefeito
Sem autoridade,
Uma lei sem validade.
(ponto sem facultar)
Nem umas centenas devotas,
Rezar dez vezes,
O pai-nosso
E a ave-maria.
A Santa sem nome.
Sem milagre,
Rua sem nome.
Cidade sem nome.
“Miraculoso”.
(D’Eu ) – ( AVC –
02/07/04)
Voltar ao Índice
|
| |
|
|
|
 |
|
Contentas
Ó ser que tanto chora
Não te contentas o que tens ?
Na vida chegada a hora
Vai-se um amor, vem outro bem. D`Eu
Ó ser que tanto chora
Reparas no que tens
Nada te faltas , ou talvez
A falta que fazes alguém.
Voltar ao Índice
|
| |
|
|
|
 |
|
DEUS ME OUÇA
Deus me ouça,
Parai esse mundo,
Que eu desejo apear,
Esse mundo real,
Sem breque,
Sem humanismo,
Atropelando minha vida,
Os meus amores.
As minhas flores,
Os meus pássaros.
Deus me ouça,
Parai outro Mundo virtual,
Que sempre passa atrasado,
Que eu desejo subir,
Pôr o pé no mundo,
Mãos Dadas os meus sonhos,
Os amores, flores e os pássaros.
Sem atropelar meus versos.
Deus me ouça,
Faça o arco-íris
Maior e mais belo.
Deste o mundo virtual,
Que seu desfecho
Será o baú
Da FELICIDADE.
(D’Eu)
Sidnei Levy
Voltar ao Índice
|
| |
|
|
|
 |
|
DORMIR SE FOR CAPAZ.
Quero dormir agora,
e sonhar coisas lindas
que em vida jamais se viu,
quero sonhar coisas belas,
para que o dia seja mais lindo,
quero sorrir dormindo
vendo coisas que os olhos não vem.
No sonho quer ver fadas,
estrelas brancas,
e todas flores
que no universo existir.
Quero agora dormir,
quero dormindo sentir,
em todas raças uma só cor
em tanto ódio uma só amor,
em tanto guerra uma só paz.
Quero agora dormir,
se for capaz.
D`Eu 26/10/70
Voltar ao Índice
|
| |
|
|
|
 |
|
Às duras penas
Às duras penas
Criei o amor
Belo e consistente
Eterno e persistente
E o criei em mim
Indissolúvel
Sem fim.
Às duras penas
Fiz nascer
De um grande nada
Uma pequena chama
Pura e amena
Bela e serena
E a criei em mim
Indefinida
Sem fim.
Às duras penas
Criei a chama do amor D’Eu
Doída e causticante
Eterna e angustiante
E a criei em mim
Incontrolável
Sem fim.
Voltar ao Índice
|
| |
|
|
|
 |
|
ERA UMA VEZ
Era uma vez
E tantas foram
Histórias contadas
Acalentando a infância
Da criança encantada.
Eram elas de Reis,
Princesas e fadas,
De lobos, de monstros,
De bruxas malvadas,
Alegres ou tristes,
Pequenas ou longas,
Num universo que existe,
Somente na noite,
Somente nas sombras.
Chegou a vez,
E tantas são D`Eu.
De Estórias contadas
Em primeira edição,
Nos jornais, nas revistas,
No rádio ou televisão,
Maltratando um adulto
Que vive em insultos,
Sofrendo na alma
E no coração.
Estórias de escândalos,
De homens corruptos,
Mentiras grosseiras,
Medidas interesseiras,
Estórias de precatórias,
De privatizações
Sempre tristes,
Sempre longas,
Num universo que existe,
Somente na noite
somente nas sombras.
Meu encanto acabou
E com ele homem
Que um dia sonhou.
Voltar ao Índice
|
| |
|
|
|
 |
|
Festa no arraial
Fez-se em festa o arraial
No dia que ali choveu
Em danças e comilanças
Em feitos, desejos seus.
Fez-se em discursos os lamentos
Em compromissos os juramentos
Por tanto que Deus lhes deu
No dia que ali choveu.
Fez-se da espera esperança
Dos inimigos irmãos
Fez-se do choro sentido
A mais alegre canção.
Fez-se vida,
Onde morte havia.
Em teu o que era meu
Fez-se louvor à Maria
No dia que ali choveu.
Fez-se em branco o negro
luto
Em fartura a privação D’Eu
E nos namoros
as vontades incontroláveis do coração.
Fez-se em versos o poeta
Em trovas os males seus
O repentista sua festa
No dia que ali choveu.
Fez-se em luz a escuridão
Em amor ódio vivido
Fez-se tanto no arraial
Que parece ao ter pedido
Aquela graça ao Criador
Tivesse Ele atendido
Somente aos pedidos seus
No dia que ali choveu.
Voltar ao Índice
|
| |
|
|
|
 |
|
HOMEM SÓ.
Homem só,
Buscando alguém,
Que busca também,
Busca louca
De um’alma por outra,
Num mundo egoísta,
Escuro, autista,
Nos correios do amor,
Paginas de revistas,
Nos sites, nas salas,
Nas ruas escuras,
Em lojas iluminadas,
E nada,
Achou alguém.
Ninguém,
Mulher só,
Procura nos sonhos,
Da vida despertos,
Num mundo de espertos,
Companhia à só,
E nada,
Achou alguém.
Ninguém.
D`Eu (70)
Voltar ao Índice |
| |
|
|
|
 |
|
SOLIDÃO
Era multidão o que ali
havia,
homens, mulheres e crianças,
era a própria loucura em vida,
num desesperado trôpego maluco,
querendo voltar antes da ida.
Era o que ali havia,
uma multidão de indivíduos sós,
sem ter par, nem parceria,
e na praça clamando por nós,
uma voz que nada dizia.
Era o mundo rodando louco,
e nos tantos só uns poucos,
faziam de conta que eram outros,
dos tantos que ali havia.
E no trôpego andar do mundo.
Só eu me via tão só,
tão impuro, tão imundo.
Era a neurose o que ali
havia,
conversando com a esquizofrenia,
e conversa?.....A psicose.
E no bar da hipocrisia,
tomava-se egocêntrica às doses.
E nem parecia que era
uma multidão que ali havia.
D`Eu 26/09/84
Voltar ao Índice
|
| |
|
|
|
 |
|
Viste
Viste como foi
Nosso louco amor
Tu te fazias difícil
E eu como sempre sou
Tu me olhavas esguia
E eu com o olhar te seguia
Tu me fazias penar
E eu com penar te adorava
Tu encimada n`orgulho
E eu humilhado no mundo D`Eu 01/10/99
Tu te fazias malvada
E eu numa alma penada.
Viste como foi
Nosso louco amor
Eu hoje sem pena esvaneço
E tu com remorso me pedes
Que haja apenas começo
De algo que nem almejou
Ter frutos, quem dera sabor.
Quem dera pedistes antes
De matar-me esta dor.
Voltar ao Índice
|
| |
|
|
|
 |
|
CORETO
Arredondado espectro
Manipulando almas.
Entre arranjos defectos
Fazias : Ó banda,
A noite mais bela,
Mais branda.
Teus clarins entoando.
Aos casais que se amando
Buscando nos cantos
Da noite, os encantos!
Dos sustenidos e bemóis
Que embargavam minha voz.
Alvenaria sonora
Clamando entre a flora
Meu ser que hoje chora
Ao sentir ter perdido
No tempo implacável
O doce brandido
De teu “choro” suave.
Por isso tenho saudade
De ti,
E de tua banda gloriosa,
Cá entre nós –“FURIOSA”.
Voltar ao Índice
|
| |
|
|
|
 |
|
Coruja
Nobre animal
Contemplando-nos
Com ar sábio
Olhar meigo
Como que sabendo nosso lado
Animal e feio.
Ave de rapina
Contemplando-nos
Com ar de quem ensina
Um “modus vivendi”
À nós estranho
Por ser o que somos
Animais humanos.
Ser contemplativo
Ensina-nos viver
Como vives
Ensina o saber
Que tu tens
Ensina-me
Ser alguém.
Voltar ao Índice
|
| |
|
|
|
 |
|
Homenagem à sala dos poetas
Minúscula sala.
Inserida em fria tela,
Parecendo nem calor ter,
No entanto nela se navega
Num agitado mar de paixões,
De humanos sentimentos,
Tão difíceis de conter.
Minúscula sala,
Sem portais, nem varandas,
Num irreal vislumbre,
Nos descortina um mundo,
Mundo virtual, ardente,
Prenho de anseios
E desejos
Incontido em almas ansiosas
De seres carentes,
Sofridos, porem,
De postura de airosa
Minúscula sala,
Que nos permite fugir
De um louco mundo real,
Num simples e mágico toque.
Que nossas imperfeições
Mascaram em divino retoque
Que nos renascem para o amor,
Devolve-nos ilusões já perdidas.
Nos retorna à Vida.
Minúscula sala,
Acolha-me em teu seio,
Fazei de mim sobrevivente
Aplacai meu anseio.
Dai-me abrigo
Em teu seio farto,
Em teu seio amigo.
Voltar ao Índice
|
| |
|
|
|
 |
|
JANELA DE TREM
Campos que vêm
Montanhas que vão
Desejos são tantos,
Tantos em vão
No vagão deste trem
Que apitando
Vai buscando
No distante além
Alguém que calor
No coração tem.
Trem sinuoso,
Vida sinuosa,
Insinuante e teimosa
Leve-me a ela
Para uma estação qualquer
Sem saber se ela me espera,
Sem saber se ela me quer.
E vai o trem apitando
Como que me anunciando,
Para aquela que me espera
Numa estação qualquer.
Com corpo de mocinha,
E alma de mulher.
Voltar ao Índice
|
| |
|
|
|
 |
|
MEU CÁLICE DE FEL
Um cálice de fel
Sorvido em vida
Cruel e lentamente
Amargando um viver
Que felicidade almejando
Vai tornando
De gole em gole
O pouco do homem
Que da vida foge
Platonicamente
Em busca do amor,
Num ser demente.
Sem Ter onde pôr
Os encantos que tinha
Na vida nascente
O faz em lembrança
Dos tempos que outrora
O fizeram feliz.
Na escolha da hora
Que hoje quis
O destino fazer
Num ser que não diz:
- Sou alcoólatra.
Faz-se um ser
Sem respeito
Um predicado
Sem sujeito.
Voltar ao Índice
|
| |
|
|
|
 |
|
NOTAS NORMAS.
Notas vão dando formas,
vida seguindo normas,
vidas formam harmonia,
vida que eu queria,
juntar à minha.
Só, ré,
sem do,
com dó,
com sol,
com mi,
com comigo,
é que com siga,
como sou
notas formando
segue só, tuas normas
qual sinfonia,
em clave de sol,
em clave de fá,
fazendo ouvir queria,
só,
sem do,
sem dó,
com sol,
sem sol.
D`Eu (68)
Voltar ao Índice
|
| |
|
|
|
 |
|
Se você me esqueceu
Se você me esqueceu
Já não lembras de mim
Não sabes mais do que é feito
Deste ser com que conviveu
Não te preocupes
Não procures lembrar D’Eu
De algo que já morreu
Mas se ainda não me esqueceste
De ti esqueço eu.
Mas se vez ou outra
Ainda recordas
Nosso tempo em convívio
Não tentes ignorar
Que me querias bem
Pois ainda vivo
A recordar também.
Voltar ao Índice
|
| |
|
|
|
 |
|
Sernet
Sou um longo dígito
Numa lista complicada
Que me classifica
Como parte de um nada
Numa insana globalização
Formalizada por pessoas
Sem compreensão
Me tratando como elemento
De um mundo louco
Sem razão, vocação e sentimento.
Sou um código de barra
Sem perfil, sem paixão
Com um sexo sem nexo
Com data de nascimento,
Estado civil e filiação,
Sem sugestão para ser
Um ser humano
Chamado gente.
Não um número
Inserido num campo
Frio e indiferente,
Bem diferente do campo,
Alegre e quente
Que eu sonho um dia poder,
Feliz e contente viver.
Voltar ao Índice
|
| |
|
|
|
 |
|
João Servente
João servente
Escalando andaimes
Subindo ligeiro
A vida declinante
Almejando ser pedreiro
Numa escala métrica
De valores inconstantes
Numa ilusão tétrica
Que supera seus temores,
Seu cansaço, suas dores.
Nos pavimentos de ideais
Que João vai construindo
Sobrepujando em número
Aos filhos que vai tendo
João servente
Continua sendo
Servidor de dados
Para planilhas sociais,
Servindo de parâmetro
No jogo de resultados
Que vão e vêm
Colocando em João
Um perfil que não tem.
João servente
Servindo a Humanidade
Egoísta e sem vulto
Servindo a sociedade
De forma prática
Seu Ser inculto
Como se fosse máquina
Como se fosse um produto.
Voltar ao Índice
|
| |
|
|
|
 |
|
ACONTECE.
Um despertar,
Um café expresso,
Vida agitada,
Um ser pensando
Ser esperto.
Um correr rápido.
Um café frio,
O dia pouco.
Um ser pensando
Ser louco.
Um café com torradas.
Uma noite lenta,
Pensamento vago.
Um ser pensando
Ser mágico.
Um viver inglório,
Um café amargo,
O mundo engolindo
Um ser pensando,
Ser lindo
Sidnei - D’Eu. .
Voltar ao Índice
|
| |
|
|
|
 |
|
Anos dourados
Ah Saudade !
Me traga de volta
Os anos dourados
Os bailes de sábado
As saias rodando
Como o ponteiro das horas
Atrevidos girando
E o tempo levando
Para longe dos sonhos
De um rapaz sonhador
Que brincava com sentimentos
Sem saber o que era
O verdadeiro amor.
Ah Saudade
Me traga de volta
Os “milk-shakes”, as “vacas pretas”
As “cuba-libres”, Os “hi-fi”
E não te esqueças
Das “big-bands” e seus “crooners”
Numa tentativa incrível
De imitar Glenn Miller
Me traga também os V-8
Com capota ou conversível
E um confortável banco trazeiro
Para um tímido namoro,
Proibido, mas verdadeiro.
Sidnei – D’Eu
Voltar ao Índice
|
| |
|
|
|
 |
|
ELEIÇÃO
Hoje é domingo,
Visto à veste domingueira,
E a manhã,
Vou na Sua casa,
Na qual Ele coabita
Com os seus anjos.
Com Deus posso contar,
Os meus pecados.
Eis o Eleito dos céus.
Hoje é domingo,
Visto à terno civilidade,
Eu vou à escola,
(E não eu onde sair fugindo,)
Encontrei os compadres,
Encontrei as comadres,
Incontáveis os políticos,
Os eleitos nesta Terra.
Hoje é domingo,
Visto à veste do coreto.
Depois missa das seis,
Minha amada,
Por passa mim,
Vaidosa, de braço dado,
Não por mim,
Com outro que seu eleito.
Eis a minha musa,
Com meu coração partido,
Sem partido,
Sem eleito,
Eleição é leito,
Um político ferido.
Sidnei Levy ( D'Eu )
Voltar ao Índice
|
| |
|
|
|
 |
|
GUILHERME DE ALMEIDA
( O Príncipe dos poetas )
Quem possa respirar
Em toda “Campinas” verdentes,
Ar puro de poesias
Que com o espírito farto
De ricas rimas
Com alma abastada
Com as águas bissetriz
Com as vertentes artísticas,
Com vertentes literárias,
Sinta-se feliz.
Quem possa respirar
Em nossa terra,
Ar puro de sabedoria
Com o “Culto á Ciência”,
Com o “São Bento”,
Com a “Nossa Senhora do Carmo”,
Este Ser junto aos Poetas,
Junto Fariseus e Filisteus,
Junto com Deus.
Sinta-se feliz.
Quem possa respirar
Ar puro que um poeta
Na querida Campinas
Este príncipe respirou,
Sinta-se feliz.
Este poeta Campineiro
Chama-se Guilherme da Almeida,
Estas algumas obras:-
Nós, A dança das horas,
Messidor, Raça, ect.
Era uma vez...,
Acaso,
Sinto felicidade,
Compactuar um ar,
Um príncipe respirou.
(Sidnei Levy)
Voltar ao Índice
|
| |
|
|
|
 |
|
MARIA ACORDA O DIA.
Maria acorda o dia,
Como fada caminha
Sob um mar de estrelas
Parecendo diamantes,
Tão cintilantes,
Quanto aos sonhos de Maria.
Maria viaja encantada,
Na empoeirada estrada,
Já com saudade de casa
E das crianças que lá deixou,
Aos cuidados de ninguém,
Mas as deixou bem.
Deixou nas mãos Feitor,
Deixou nas mãos
de Senhor!
Sidnei - D’EU
Voltar ao Índice
|
| |
|
|
|
 |
|
Mestre
Mestre
Por que não te ouvi
Quando me ofertavas ensinamentos
Não te vi quando te fazias presente
Em corpo e mente
Oferecendo tua dedicada vida
Ao conhecimento
Por que, mestre
Não glorifiquei teu ser
Quando lutavas
Nas trincheiras da batalha
Pelo conhecer,
Pela cultura,
Hoje tão pouca
Para tanto que se pede.
E tão pouco tenho a oferecer
Por que, mestre
Repudiei teu saber
Ausentando-me em espírito
Vontade e compreensão
Quando tu, em tua luta de gigante
Jorravas de tua fonte
Inesgotável de sabedoria,
O Saber, a cidadania,
Para um ser que vivia
De ilusão e fantasia.
Por que mestre
Não te respeitei
Quando deveria venerá-lo,
Idolatrá-lo.
Não te ouvia
Quando tua voz ecoava
Carregada de acrossofia
Pela acrópole do conhecimento humano.
E eu me alienava insano
Como um ser louco
Em minha incompreensão desvairada
Tornando-me tão pouco
De um grande nada.
Sidnei - D`Eu
Voltar ao Índice
|
| |
|
|
|
 |
|
MEUS VELHOS HERÓIS
Meus heróis envelheceram
Arquejando ante a um tempo
Corrosivo, indolor
Corroendo ideais e vontades
Morrendo em torpor
Vagarosa e silenciosamente
Morrendo em suas fantasias
Morrendo em minha mente.
Meus heróis já não lutam
Nem voar conseguem
E seus ideais
São tomados por lembranças
De uma criança incrédula
Tomada por imagens falidas
Criadas na falsa glória
De suas capas tingidas
Rôtas pelo tempo,
Pelas lutas fingidas.
Meus heróis morreram
No final da história
Morrendo um pouco de mim
E muito de minha memória.
Sidnei - D`Eu
Voltar ao Índice
|
| |
|
|
|
 |
|
Vai boiada
Vai boiada
Lenta e constante
Levando pela longa estrada
Cada vez mais longe
Um peão de sua amada
Vai boiada
Ao som do berrante
Deixando suas marcas
Pelos campos e cidades
Num crescer lento e constante
De uma dor,
De uma saudade.
Vai boiada
Com seu jeito preguiçoso
Levando consigo
Meu coração choroso
Perto de um destino
Tão longe de meu querer
Tão perto de um desatino,
Da solidão de meu viver.
Com vontade de chegar
Vou tocando esta boiada
Pela estrada que me leva
Pra longe de minha amada,
E vou tocando esta boiada
Sem saber como voltar
Da solidão desta invernada.
Sem saber como tocar
O berrante de minh`alma.
Sidnei – D’Eu
Voltar ao Índice
|
| |
|
|
|
 |
|
ALMAS DE CIMENTO
Feito em sangue simples
homem
No que tange o chamamento:
- Simples homem-alma,
(Dura de cimento se sentimento,).
No que pese o apelamento,
Pois chamá-lo de homem
Mesmo feito em sangue,
Mesmo que me engane,
Chama-lo-ei de homem,
Pois tem alma,
Não mais calma,
Como a da criança,
Que por engano,
Ou por lembrança
Querer saber é capaz:
-Papai, o que é a paz.
Chamá-lo-ei assim,
Mesmo que por fim,
Reconhecer tenha
De ver frontalmente
Mas um mural
Cheio de ódio,
De mal,
Forem por ser normal,
Aparentemente homem,
Chama-lo-ei de tal
Receoso de que seja,
Eu o anormal,
Por que vivo,
Por que respiro,
Por que penso.
(Sidnei)
Voltar ao Índice
|
| |
|
|
|
 |
|
Artista
Baixa o pano
Retornas à vida,
Voltas a ser
Artista.
Rei já foste,
Agora és Ser
Fugitivo,
E no Mundo
Furtivo
Aliena-se
Na ilusão da vida.
Sobe o pano
Retornas à farsa,
Agora és Rei,
Fugitivo,
Alienando-se
na ilusão da rotunda,
silhueta fugindo
da vida imunda.
Sobe o pano
Do teatro Mundo,
Ilusões bailando
Pelo palco realidade
E no falso aplauso,
Ressuscitas nobre
Numa representação eloqüente
De um Rei pobre.
(Sidnei)
Voltar ao Índice
|
| |
|
|
|
 |
|
BOLA DE MEIA
Quanta saudade tenho
Dos tempos que não são mais
Jogos e brincadeiras
Nas ruas e nos quintais .
Dos corações tão pequenos,
Tão cheios de compreensão
Das peladas nos campos
Dos pés pisando no chão.
Quanta saudade tenho
Da minha bola de meia
Que tanto maltratei
Chutando-a de canto em canto
Com certo ar de desdém
Talvez a querendo bem.
Agora então que vejo
O quanto o tempo levou
Os encantos das pequenas
Coisas que me encantou
E hoje são só lembranças
Da criança que em mim restou.
E minha bola de meia
Chutei-a Tão longe
Tão próxima do céu
Que sinto-me hoje julgado
Como homem
Como réu.
(Sidnei)
Voltar ao Índice
|
| |
|
|
|
 |
|
BRINCANDO COM A VIDA
Sou poeta,
Brincando com as rimas,
Sou escritor,
Brincando com as letras,
Sou amante,
Brincando com o amor,
Sou pintor,
Brincando com as cores.
Eu brincando com o jogo,
Do amor,
Brincando com a vida,
E com a alma,
E com o coração,
O destino brincado comigo,
Fez o derrame da alma,
Fez calando coração,
Calando o micro-cosmo poético,
Calando o poeta.
Sua cura os mil anjos,
E suas orações
E os cateteres celestiais
Não curam,
A dor sentir plena.
Os batimentos da alma,
A medicina já não cura,
A Igreja não cura,
Não se brinca o coração,
Não se brinca a paixão,
Não se brinca a alma.
Agora sou um homem sérío,
Sou Poeta-mor,
Rima o amor,
Com o calor afeição,
Sou pintor pinta o azul do céu,
Com o encarnado da rosa,
Sou amante de uma Deusa,
Sou amante de uma Rosa.
Sidnei Levy - (D’Eu)
Voltar ao Índice
|
| |
|
|
|
 |
|
CANTO HAVIA UMA CESTA.
No canto de minha sala
Havia uma cesta,
Nela joguei papéis velhos, lembranças, etc.
Nela joguei minha poética vida próspera,
Que tanto dizia de mim,
E ninguém podia sentir.
No canto de minha sala
Havia uma cesta,
Velha, sem vida,
Que dentro dela levou minha vida,
Minha vida de recordações,
Minha próspera vida poética,
Por que dentro dela
Foi minha maior ilusão,
Minha maior de amor.
A cesta que havia
No canto de minha sala,
Era bem menor que meu ser,
Mas tão maior que minha saudade,
E tanto coube dentro dela,
Que eu acho que nela
Levaram minha vida,
Levaram meu ser.
Minha maior dor
Ilusão do amor.
Nela joguei minha primeira
carta.
Nela joguei minha primeira poesia,
Tanto nela joguei,
Que ao levá-la levaram,
Todo meu ser criança,
Na cesta do canto
de minha sala,
levaram todo encanto
de minha infância.
(Sidnei - D`Eu)
Voltar ao Índice
|
| |
|
|
|
 |
|
CATAVENTO.
Catavento inerte,
Asfixiado,
No tempo guardado,
Sem aragem,
Sem coragem,
Ser de novo brinquedo,
De criança contente,
Corrente,
Inerente à vida
Sentida na face,
Face sorriso
E na esperança,
Faz-se um sorriso,
Prelúdio de dor,
Dor sentida
Pela ida,
Da criança que foi.
(Sidnei - D`Eu)
Voltar ao Índice
|
| |
|
|
|
 |
|
COR DE BEIJO.
Daqui vê o verde,
Sinto o azul,
Vejo moças passando,
O tempo cantando,
O pequeno mundo,
Virando, girando.
Vejo a vida
E tanto vejo,
Que não sinto a vida,
Pousar na face
Um beijo.
Vejo na cor,
Vejo no beijo,
Tanto amor,
Tanto desejo.
(Sidnei - D`Eu)
Voltar ao Índice
|
| |
|
|
|
 |
|
CREPÚSCULO NO SURREALISMO
O sol nasceu beijando a
moça,
Cheirando a rosa,
E achando pouco
Contou-me em prosa,
Em voz entoada
Quão grandiosa
Era em beleza,
Tua amada.
O sol nasceu sublime,
De um escarlate tão belo
Que me fez ciúme
De tão grandiosa cena.
E achando pouco,
Contou-me ainda,
Quão era tua amada,
Meiga e linda.
Chegou o entardecer,
O sol se foi,
Não antes de despedindo-se
Da moça, da rosa e de mim,
Contando-me ainda em prosa,
Com voz embargada,
Por que ir embora enfim,
Ao chegar tua amada.
Vendo-me beijar a moça,
Cheirar a rosa,
Lua nasceu
Ouvindo-me em prosa
Ao sol dizer adeus.
Sidnei – (D `EU)
Voltar ao Índice
|
| |
|
|
|
 |
|
QUANTO TEMPO PASSOU.
Quanto tempo passou,
Quantas vezes o mesmo,
O mesmo tempo marcou folhinha,
Marcou a marca marcante,
As faciais marcas idade,
Que se escondendo no pó,
O pó procura,
E no passar saudade,
Quanto passo andou,
Sem saber que o tempo,
Inquietante e atormentante,
Passou meu tempo gestante
Como mero objeto da vida
Da causada vida,
Da cansada vida.
(Sidnei – D’Eu )
Voltar ao Índice
|
| |
|
|
|
 |
|
VAI,
AMIGO (póstumo)
Vai amigo
Leva contigo
Tua glória,
Deixa comigo,
Tua memória.
E no horizonte fosco
Exibas o que tu foste,
O elo perdido
Da corrente Vida,
A batalha ganha
De uma luta insana.
Vai companheiro,
Leva contigo
O mundo inteiro,
Mas deixes comigo
Teu viveiro de idéias.
Sejam elas tristes,
Sejam elas belas.
(Sidnei - D`Eu)
Voltar ao Índice
|
| |
|
|
|
 |
|
Veridade
O andar lento
Voz rouca
Arquejado pelo tempo
No ir sem alento
No vir com vontade pouca
Faz do velho ferido
Pelas lutas em vida
Num ente querido.
As recordações alegres
De um tempo quase esquecido
Fomentam em seu ser
Um querer caminhar
Em busca de um momento
Preciosamente guardado
Em suas entranhas
Para resgatar a recompensa
De uma existência estranha
Onde esperanças
Se tornaram lembranças.
O tempo indelével,
Arrastando-o para o fim
De um distante começo,
Pelo homem velho
Parece não ter apreço.
E busca o velho uma tumba
Que mais lhe pareça um
berço.
Sidnei - D`Eu
Voltar ao Índice
|
| |
|
|
|

|
|
VIDA DIVINA.
Vida,
Bater incessante
Dum órgão vital
Num viver inconstante
De uma ação hormonal.
Vida,
Perder temporal
De consciência animal
Que vive em nós
A clamar, a chamar
Os instintos inhumanos
Pelo qual nós pecamos
E por eles clamamos
Em delírios vitais
O dever animal
De se procriar
Pela ordem Divina?
Ou pela Vida?
Uma ordem?
Ou sina?
Sidnei – D’Eu
Voltar ao Índice
|
| |
|
|
|
 |
|
VIDA MINHA.
Ah! Vida minha,
Fixa num instante,
Que passa inconstante,
Na variação viver.
Ah! Viver meu,
Que antes tanto meu era,
Pois nunca pensar pensei,
Poder te pertencer pudera.
Ah! Vida nossa,
Associação de bem querer,
De mil verbos querendo
verbar,
O verbo amar no verbo ser.
Ah! Amor tão quieto,
Tão sublime, tão correto.
Desprezo à definição!
Sem uso de nenhum verbo.
Sidnei - D`Eu
Voltar ao Índice
|
| |
|
|
|

|
|
Ó BUSCA INFINDA.
Ó busca infinda,
Rastreando paixões,
Boas e belas,
Que me complementem
Nos anseios e idéias.
Busco num vasto Universo
Uma determinada alma
Sutil, meiga e bela,
Não sendo uma qualquer,
Mas que ouça meu ardente apelo,
E que tenha por mim,
Amor e zelo.
Vago neste imenso Mundo Real
Fixando rostos, lendo almas,
Buscando mulher ideal
Parâmetro de meu conceito,
Que me dê carinho, atenção e calma,
Mas, me perco nos defeitos.
E não a vejo.
Persiste o desejo.
Vago neste imenso Mundo Virtual,
Leio então em um Portal:
- Entre.
A ele me entrego e clico,
Descortina-se o encanto
Um susto
E minh’alma alegre em chamas,
Clama por ela que tanto busco
E num gesto espontâneo e brusco
Grito um nome: - Amor.
(Sidnei)
Voltar ao Índice
|
| |
|
|
|

|
|
O INCRÍVEL PODER DE DEUS
Mundo nasce glorioso
Em sua rúbea majestade
Despertando nos pássaros,
E nos homens sua significância
E num gesto poderoso
Isento de maldade
E sem relutância
Nos ordena Deus
Reiniciar a Vida.
E o Sol com vagar majestoso
Vai ao dia impondo
Coincidências e percalços
Nos fazendo crer aptos
Em desconhecer
De Deus o Teu Poder
E passo a passo
Caminhamos descuidados
Às suas leis, nosso dever.
Finda o dia,
Crepúsculo da jornada,
O homem pondera seus atos
E os maltratos
Que a vida impõe
E num gesto em vão
A Deus pede perdão.
(Sidnei)
Voltar ao Índice
|
| |
|
|
|

|
|
Ó Senhor.
Ó Senhor,
Iluminai àqueles
Fazem seus caminhos em trevas.
Fazei deles iluminados
Por tua divina luz eterna.
Percorrem teus passos,
Tua doutrina abnegados,
Tua fraterna bondosos.
Fazei com que sejam,
Em esperança convictos,
Nas intenções perfeitos
Nas orações benditos,
Em tua graça eleitos.
Fazei deles tua criação
Perfeita e bela,
Nesta singela oração,
Amem.
(Sidnei) - D`Eu)
Voltar ao Índice
|
| |
|
|
|

|
|
O SÍTIO DE MINHA INFÂNCIA
O sítio de minha infância
Era um pedaço de céu
|