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Domínio Silent Night |
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Podem controlar-me a terra, o mar e o ar, mas não
o pensamento!
Confecciono duas grandes asas prendo-as aos ombros
e consigo levantar voo.
Flutuo ao sabor do vento, deslizo com as
correntes, elevo-me graciosamente, subo em círculos, o céu infinito, o
vento a enfunar-me as asas e sinto a liberdade que há muito não
experimentara.
Olho para baixo, sobre o nada, tudo!
Vejo a cidade, seus habitantes, o trânsito, o
ruído, os túneis, derrotas e ruínas…
Almejo chegar mais próxima do céu, deslumbrar-me
no passeio das nuvens almofadadas. Nesta divagação perco a noção do dia e
da noite, as nuvens mudam de cor, fatigada vislumbro a claridade da aurora
na luz de um farol, pouso as asas, sinto a palavra só e escrevo. |