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Pacífico

Poesia

 

Página inaugurada em 18/04/2006

 

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16/08/2007

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SALPICOS DE POESIA

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Prefácio

 

55 Poemas Editados

- A corrida em busca de ti

- A força de ser

- A gaivota

- A mulher virtual

- A primeira vez que fui à Net

- Amar é tão somente

- Amor agradecido

- Amor é assim

- Amor que fez sorrir o Sol

- Amor sentido

- Apenas a um passo

- Até quando...?

- Caíste em mim

- Caminhos cruzados

- Como posso resistir

- Companhia de mulher

- Daquela janela...

- Deixando voar o pensamento

- Despedida

- Doce mulher

- E a Primavera chegou

- Falar de amor

- Gostar de Ti

- Investidas do teu coração

- Minha doce musa

- Minha homenagem à nulher

- Miragem

- Não te sintas sozinha

- O acordar

- O areal de minha vida

- O meu abraço

- O que és tu para mim

- O risco de viver

- O tempo é o meu caminho

- O teu poema

- O teu sorriso

- O virus do amor

- Palavras de amor

- Porque eu estou aqui

- Porque queres agarrar a Lua

- Porque tu não estás

- Quando dizes que me amas

- Quando estou sózinho

- Quando te amo

- Quem te ama

- Quero ser a flor

- Resposta a quem nunca perguntou

 

- Sábado cinzento

- Sementinha do amor

- Sente o amor

- Sintonia

- Sonho de homem

- Sozinho em noite de Setembro

- Tal como a lua

- Tão perto de ti

 

Leia também os contos de Pacífico

Barco Moliceiro - Ria de Aveiro

Foto de Pacífico

 

 

 

 

     

 

 

 

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Prefácio de Adosinda Marques

Análise desnecessária

As atitudes, tais como as pontas de um iceberg, revelam sempre a natureza da massa de que são feitos. Mas a parte visível, se pode revelá-la, não nos pode dar a percepção do todo submerso.

O ser humano lembra um iceberg, tal o tamanho da sua dimensão interior, escondida, a intensidade de uma consistência unívoca, que se não anula nem confunde.

Reveladora de uma forma de ser e de estar muito peculiar, a poesia de António Feliciano faz-se projecção de valores e sentires muito profundos, que nem os anos que escorrem lentamente e pintam a cabeça dos homens de cinza e branco, nem os silêncios que uma impiedosa socialização impõe fazem esmorecer.

Parece mesmo que são esses anos acumulados de reflexão auto-avaliadora que levam o autor a assumir publicamente o seu jeito de amar. O seu jeito de ser, escondido.

De facto, perpassa por toda a sua poesia um sentimento forte de amor a tudo.

Visceralmente religioso, encontra-se um constante venerar das forças ocultas que regem o Universo e que se chamam de Deus. Sente-se a humildade do crente que se curva e, do mesmo modo, a alegria do ser participante que celebra.

Não o panteísmo ametafísico de Ricardo Reis, mas muito mais a atitude reverenciadora do Santo de Assis, partilhando de toda a acção cósmica através da identificação, na essência, com todo o ser existente, em qualquer das suas expressões.

Fazendo-se pobre de coisas, o Santo foi criatura de paz e de bem, terno e amoroso: Amava os animais, as plantas e toda a natureza. Poeta, cantava o Sol, a Lua e as Estrelas

Tal como o Santo que venera, António Feliciano confessa que uma relação íntima com a a vegetação

Tua luxuriante vegetação verde tão fresca,

Exerce sobre mim atracção tamanha

Tal com uma Mulher em íntima Festa,

É assim tua Floresta frondosa, forte e pura,

Tenho uma sensação inebriante e estranha

Esta íntima simbiose entre o Poeta e a natureza manifesta-se com a alteração climática, que faz recordar os míticos tempos do Homem, quando diz:

A Primavera ao chegar

fez sentir o seu efeito,

Tanta vontade de amar,

Já não me cabe no peito.

O autor procura-a; uma identificação profunda com natureza de modo a que, identificado com ela, dela possa receber a paz da alegria clara, afastado de sombras dolorosas ou confusas.

Vagueando por altos penhascos e veredas agrestes…

Quero o oásis, lagos, flores e altos ciprestes….

Quero Sol e a fresca brisa,

Não quero a névoa nem o fumo.

Tamanha a identificação com a natureza, que parece não sabe experienciar qualquer emoção que não seja pelo sentir da própria vida natural.

Afirma-o desta maneira, porque para ele só ela, na sua enorme força imanente, entenderá o que sente:

Delicioso e doce seria o Amor,

Se nos beijássemos à sombra dos pinheiros,

Veria a alegria do Amor,

no azul de mar estampado

no teu mais belo sorriso.

E parece que este entendimento poeta-natureza é absoluto, já que a evocação dos seres naturais é uma constante em todos os seus textos.

Uma cumplicidade que exaustivamente denuncia porque o define:

Irmãos Piscos, Rolas, Melros e Pardais

Que da Paz e da Natureza sois embaixadores

Vos peço, guardai segredo de nossos ais.

Nesta identificação se vê como um ser frágil da natureza, mas que cresce com ajuda, como uma planta:

…por seres o esteio desta planta rastejante.

Ajudaste-me a subir, ajudaste-me a crescer.

Essa simplicidade está sempre presente: no despretensiosismo das frases, na pureza das ideias, na aceitação das contingências.

Mas, homem de fé, acredita no amor e não desiste da tolerância, em tempos conturbados e de lutas interpessoais impiedosas, porque o Amor é sempre:

Uma escuta permanente do ser que se ama,

Que não se vê nem se ouve,

Mas se sente

Decorrente desta necessidade de dar, procura a outra mão aberta.

A alma gémea que procura não deixa de ser um sonho sempre perseguido e sempre distante.

É a ternura inventada em projectos irrealizáveis

Ao alcance da mão mas sempre imprecisão fugidia, essa outra mão com a qual construiria o mundo de paz que sonha.

Mas “não desiste. Não desiste”, repete. Confia que “Irei por fim alcançar uma mão aberta e estendida.”

A sua poesia, sempre de mãos dadas aos outros, pelo amor, é isto mesmo: um grito revolto na ânsia de paz.

Escondido. Mas impossível de se apaziguar.

E este o Amor que está no calor á hora da sesta,

No Menino correndo atrás da bola

E no verde da Floresta.

Que está na mão que dá uma esmola,

Mas é também um afecto de outra ordem: o sentimento de alguém que “ama e não critica. Que “sugere alternativa, e não castiga Que mesmo magoado, perdoa”, que acredita na verdade do outro. Que pode não compreender, mas aceita”

É uma prática de amor oblativo e incondicional que aqui ainda encontramos, a poder servir de farol seguro para aqueles que buscam a paz e a transcendência a que o Amor conduz.

Sem medo, afinal, de proclamar este Amor em voz alta, façamos companhia ao autor que nos caminhos da vida, o caminho da sua história,

que vem do infinito,

Que ao infinito voltará.

Linha sem princípio nem fim,

Porque o eterno faz parte de mim

vive na esperança de espalhar, a outros, a alegria da sua forma de estar: ”cá vou vivendo a correr, Cá vou vivendo a cantar, Canta comigo, vem já daí a correr…”

Adosinda Marques

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O vírus do Amor

 

Eu estou contaminado,

Não sei que vírus apanhei,

Tenho o Coração infectado,

Desde a hora em que te beijei.

Não procuro medicamento,

Nem tão pouco me curar,

Eu prefiro o sofrimento,

Da doença de te amar.

Há muita gente que diz,

Que amar faz sofrer,

Mas eu quero ser feliz,

Por te amar até Morrer.

Viver sem amar não presta,

Quem não ama, já morreu,

Durante a vida que resta,

Meu coração vai ser teu.

 

E na hora de morrer,

Não terei mais embaraços,

Se Deus me der a escolher,

Morrerei nos teus braços.

Morreeeeeeeeeiiiii nos brááááááááááços

 

 

A. Feliciano

 

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Miragem

 

 

Já tão longa a caminhada,

Já esquecida a ultima paragem.

Lábios secos, pernas doridas, pele tisnada.

Os meus olhos cansados de olhar o horizonte,

Descobrem ao longe a tua imagem.

Leve como o vento, veloz como um pensamento

Corro em tua direcção como criança,

Como alguém que nos braços de Mãe se lança.

Tua voz meiga e doce acalenta minha dor,

Teu olhar terno me envolve em teu Amor,

Tuas mãos finas, dedos tão delicados,

Afagam meu rosto nos teus seios deitado.

Meu corpo fremente,

E de carinho tão carente,

Avidamente se sacia

do Amor que teu Coração irradia.

Fecho os olhos, quero perpetuar,

Esta conjugação do verbo Amar.

Eis que quando os olhos abri

O teu corpo já não vi.

Ficou apenas a imagem.

Desculpa meu pobre coração.....

Alimentar-te da ilusão.

Isto foi mesmo uma miragem!

Coragem!

Ruma em frente, encara a realidade,

Olha um Novo Horizonte … …

Espera-te a Felicidade.

 

 

A. Feliciano

 

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  Sementinha  de Amor

 
 
Semente minúscula de Erva Trepadeira 
Nascida em terra húmida e quente, 
Trazias contigo sonhos belos de uma vida inteira, 
Subir crescer, florir e amar, encantar toda gente. 
Quebrou-se o teu esteio, na estação da secura e do calor, 
Tuas raízes procuram água avidamente,
Iniciaste o ciclo da sede de Amor.
Incansável essa tua busca da humidade, 
Tudo fazes para recuperar a Felicidade, 
Queres humedecer as células do Amor já ressequidas, 
Recorres a todas as energias de sobrevivência, 
Mexes e remexes em memórias esquecidas, 
Procuras o húmus, o canteiro e o esteio, 
Lutas na aridez de terrenos pedregosos,
Queres de novo voltar a teu enleio,
Libertar-te dos abetos e cactos espinhosos. 
Com essa tua força vital e tua tenacidade 
Voltarás na próxima Primavera em manhã radiosa 
Vais desabrochar como uma flor
Plena de alegria e de felicidade,
Exalando o perfume do amor
Tudo isto porque não morreu em ti o gérmen da Vida 
Porque és dona de um nobre coração 
Capaz até de a um faminto de Amor, dar guarida.


A. Feliciano
Ouça este poema declamado por João Moutinho

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Amor agradecido

 

 

Obrigado por que aceitaste a mão estendida,

por teres ajudado a erguer um corpo vacilante,

Obrigado por matares a sede da boca ressequida,

e por seres o esteio desta planta rastejante.

Ajudaste-me a subir ajudaste-me a crescer,

à esta minha vida fria trouxeste o calor.

Devolveste-me toda alegria de meu viver,

mitigaste minha fome com pão de teu Amor.

Foi a tua magia de sereia que me seduziu,

e adormeceu no Oceano de um sonho manso,

Á Baia dos Encantos me conduziste,

E agora, de te contemplar não me canso.

A semente que lançaste neste canteiro,

germinou e cresceu e deu uma bela Flor.

Dou muitas graças ao Divino Jardineiro,

que dela cuida com desvelo e tanto Amor.

 

 

A. Feliciano
 

 

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Quanto te amo …

Queria dizer-te hoje quanto te amo,
Mas não encontro palavras para o expressar.
Só quando meus olhos encontram os teus,
Só quando teus lábios tocam os meus,
Quando se confunde nossa respiração,
Quando no meu peito sinto um palpitar,
E não distingo de quem é o coração.
Quando teus braços me envolvem,
Quando na minha, seguro a tua mão,
E perdendo a noção do espaço e do tempo,
Sentindo a corrente subtil que nos percorre.
… … É nesse preciso momento
Que as palavras se dispensam
Ficando assim dito … … quanto te amo 
 


A. Feliciano
Ouça este poema declamado por João Moutinho

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Sozinho em Noite de Setembro

 

 

Setembro....

a noite está escura, tépida e calma,

Sozinho escuto o silêncio do orvalho que vai caindo,

Exalando perfume subtil que me embriaga a alma ,

Não enchendo o vazio que estou sentindo....

Estás algures no espaço, tão ausente como a Lua.

Tua silhueta ondulante, meus olhos procuram em vão,

Minhas mãos tacteiam no vácuo,

Meus dedos vagueiam errantes,

Meus lábios esboçam beijos perdidos,

no vento e no frio que aproxima os amantes.

Meus braços doridos de tanto abraçarem o vazio,

Meu coração pulsa cansado e sofrido,

mas teimoso diz um NÃO ,

a tudo o que é que é triste, ao que é solidão.

Enquanto nossos corpos solicitam o calor do abraço,

A sintonia dos seres que se amam é para mim certeza,

Porquanto os espíritos não têm tempo nem espaço.....

 

 

A. Feliciano
 

Ouça este poema declamado por João Moutinho

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Tão perto de ti
 
 
Eu tão perto de ti
tu  tão longe de mim…

Tão perto de ti
que sinto o teu respirar .
e tu tão longe, nem dás por tanto eu  te amar.

Tão perto de ti, 
mas teus olhos não me vêm,
imersos no nevoeiro da ignorância de mim.

Tão perto de ti,
mas não me escutam os teus ouvidos,
submersos  no ruído dos teus medos.

Tão perto de ti, 
mas não sentes o calor do meu íntimo 
na tua pele  envolvida  na  carapaça de preconceitos.

Tão perto de ti, 
mas não vês o carinho dos  meus gestos,
tão gélida é  a tua  forma de amar.

Estou tão perto de ti … … 
e tu tão longe de mim, … 
 
 
A. Feliciano

Ouça este poema declamado por João Moutinho

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A primeira vez que fui à Net


Esta foi vez primeira
Não quero mais te perder,
Vou descobrir a maneira,
De meu coração te prender.

Desta forma virtual, 
Venho-te cumprimenta,
Mas faço-o tal e qual,
Como se visse teu olhar.

Nesta comunicação,
Através de computadores,
Falo com o meu coração,
Sem perder meus valores.

Escrever e falar poesia,
É meu gosto de comunicar,
A quem transmito alegria,
Desta nova forma de amar.

Ainda mais Feliz no Amor,
Eu aqui estou para o ser,
Mesmo no Computador, 
Posso dar e receber.

Carinho  e muita  amizade,
Tenho eu  aqui p’ra dar,
Se me disseres a verdade,
Bem eu poderei te amar

É um Nik que estás a ver
Mas por traz é uma pessoa;
Se a quiseres conhecer,
A experiência será boa!

Se estás triste, infeliz,
Vem comigo teclar!
Abre teu coração e diz,
Em que te posso ajudar
 
 
Se estás feliz e contente,
Vem comigo partilhar;
Pois nem toda gente,
Goza desse Bem-estar.

Estás ansiosa e com medo,
De teus desgostos contar?
Confia em mim teu segredo.
mais suave é o teu penar.

Tiveste a Felicidade,
De aqui estar comigo,
Assume esta realidade,
Aceita-me como amigo.

Os versos já não são os meus,
Não têm direitos de autor,
Podes enviar como teus,
A quem precisar de Amor.

 

A. Feliciano

 

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A Mulher virtual

 

 

Vi-te no computador

De uma forma virtual

Não sei se ví o amor

Ou algo de especial

 

Mulher sensual, que perfume!

Lindas cores, tanta frescura,

Pões-me o coração em lume,

Ardendo em tanta ternura,

 

Mulher bela e sensual,

Teu perfume, teu odor,

Ainda mesmo virtual,

Despertam grande amor.

 

Poeta que é sonhador,

Ainda que virtualmente,

Dá e receber o amor,

É alguém que está carente .

 

A beleza do feminino,

Minha grande atracção.

Ainda eu era menino,

Por ela batia o coração.

 

E nessa forma virtual,

M’entraste na imaginação,

Se te visse no real,

Ficavas em meu coração?

 

 

A . Feliciano ( Primavera – 2002 )

 

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Amor sentido

Contigo bebi o Amor,
nas águas do Oceano quando ambos o contemplámos.
Provei o sabor do Amor,
quando levei á boca a água límpida e salgada,
onde ambos com as mãos nos molhámos .
Senti a tranquilidade do Amor,
quando na sombra dos Pinheiros nos abraçámos.
Deliciei-me com o doce do Amor,
quando nos beijámos, e as nossas salivas se fundiram.
Senti a Paz do Amor,
olhando no fundo dos teus olhos.  
Fiquei embriagado de Amor,
quando meus dedos tactearam 
um corpo ávido de um toque amoroso.
Absorvi o perfume do Amor,
no odor da tua pele.
Escutei o som do Amor,
quando no teu peito ouvi o pulsar do teu coração.
Ví a alegria do Amor,
no teu mais belo sorriso.
Foram momentos em que tive a visão do Paraíso.
Jamais poderei esquecer.........

A. Feliciano  ( Verão – 2003 )
Ouça este poema declamado por João Moutinho

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Companhia de Mulher

O Sol bronzeou meu corpo com seu calor,
A Lua me suavizou com o seu luar,
A Chuva de Outono rejuvenesceu o  meu Amor,
E tu Mulher, me ensinaste a amar;
Escutando o Rouxinol aprendi a cantar;
Olhando a Flor, de perfume, fico embriagado;
Com os Pombinhos aprendi a beijar;
Contigo estou feliz por ser amado;
Pela Árvore seduzido na sombra da folhagem,
Deitado delicio-me sobre trevo de verde frescura
Meu rosto é acariciado por brisa de fresca aragem
Na minha boca deixas o doce sabor da ternura.
Extasiado com o azul do Céu,
Escuto o bater de dois corações
Sem saber qual é o meu.
Deixas-me desejos em turbilhões …

A . Feliciano ( Outono – 2002 )

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Sonho de Homem

Respondendo a um apelo,
Em meus braços entregaste
Um corpo de Mulher tão belo.
Meu coração salta
Como corcel em prados verdejantes,
Minhas mãos ávidas, tímidas hesitantes,
Vão aos poucos perdendo seus medos,
Encontrando no teu corpo   suaves e macios relevos,
Mais corajosas e atrevidas iniciam viagem deliciosa,
Por insinuantes curvas em pele  sedosa.
Meus lábios não resistem ao desejo,
E nos teus se afogam em terno beijo.
Uma vertigem estonteante deixam meus olhos toldados,
Quando dois corpos em suor já molhados,
Se encaixam com tal jeito,
Mais parecendo um «puzzle» perfeito.
Parados num tempo, sem futuro nem passado,
Anseiam que eterno fosse aquele  presente,
impossível para os viventes no tempo.
Tempo tão efémero, mas que na verdade,
Dá para adormecer, e para acordar
Acontecendo em sonho a felicidade.

Pois assim é,..
Nem só de realidades vive o Homem,
Mas também de todos sonhos que consegue sonhar.

A. Feliciano ( Inverno de 2002 )

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Despedida

Tanto por dizer, tanto por contar,
no momento de despedida, 
Tão dura a partida,
ficaram no nosso olhar as palavras não ditas 
e os gestos contidos.
Dois corpos se abraçaram, dois corações palpitaram,
tão poucos, tão intensos os minutos volvidos,
que deixaram sentir quão belo carinho e amizade pura
expressa em dois beijos de ternura e emoção,
no lado esquerdo de nossas faces,
no lado do coração.

Disseste adeus de pé com estóica firmeza,
que algo escondia.
Olhos cintilantes, lábios inseguros,
o teu semblante quase te traía.

Afasta-se a tua bela e vermelha silhueta,
que vejo pelo retrovisor,
qual por do Sol anunciando dias de calor.
Disse um trémulo adeus,
levantei a mão que já não viste,
mas sei que o sentiste.
Sem pressa fiz-me à estrada contigo na lembrança,
olhando em redor,
tudo era verde, tudo era esperança.

Agora na estrada da vida a rolar,
Assalta-me esta interrogação:
Será tudo isto fruto da minha fértil imaginação?

A . Feliciano ( Verão – 2003 )
 
 

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«Resposta a quem nunca perguntou»

Se alguma vez me perguntasses o que és para mim, talvez me apetecesse devolver tal pergunta á precedência...

Mas ao entender que terás necessidade de enquadrar o nosso amor na tua existência...e que eu sinto o mesmo, não me foi fácil dar uma resposta pronta imediata que traduzisse fielmente como te vejo e o que representas para mim.
 

Vou ver se consigo sintetizar minha resposta. Se encontro as palavras certas sem atribuir alguma ordem de grandeza aos vários motivos em que descrevo ,aquilo a que dou o nome de

 

AMOR POR TI:-
 

-Constituis a resposta ao meu desejo de carinho,

de afecto e de calor humano.
 

-És o receptáculo aberto á necessidade de me dar por inteiro, dar o melhor de mim,

« O receptáculo que acusa a recepção»
 

-És um ser onde pressinto existir necessidade

de ser amado em plenitude, de sentir o calor humano .
 

-Representas para mim segurança a nível emocional,

a nível de bom conselho e de ajuda no sentido da elevação.
 

-Tens magnetismo pessoal e poder de atracção,

que satisfaz minha necessidade de me sentir

física e espiritualmente seduzido.
 

És em suma o ser onde antevejo a possibilidade

de uma comunhão íntima total.

Pronto disse o que vai cá dentro.

Finalmente, sempre te devolvo a pergunta,
 

Responde se quiseres e se fores capaz e diz-me:

Afinal, o que sou eu para ti....?
 


A. Feliciano
 

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O TEU POEMA

Não foi apenas sonho, o efeito do teu Poema.
Nem tão pouco uma miragem.
O meu coração sentiu,
Os meus olhos lograram ver,
Tudo o que o teu transmitiu.

Vi o teu cérebro e teus neurónios,
Que fervilham a ritmo acima do normal.
Vi um coração a pulsar desordenadamente,
Qual donzela em início de noite Nupcial.

Vi teus dedos que apressada e avidamente
Percorriam o teclado em busca da palavra certa
Para colocar no computador o estímulo de um beijo.