Feiticeira

Sindroma

Não sei se haverá musas que me inspirem
A transpor o desafio que me fiz
Mas se houver... não esperem... brilhem, brilhem...
Obriguem o poeta a ser juiz

Mas se o brilho não for, tudo o que dizem,
E as palavras me fazem ser feliz
Agradeço que não se martirizem
Deixem-me só dizer tudo o que fiz

Com as penas que me saem da caneta,
Restos de mim perdidos na ladeira,
Hei-de chegar à lua branca ou preta...

De todas as cores se faz esta canseira...
E são só dores na alma do poeta,
Que nunca viu a lua feiticeira...

Ressoa