Cinzeiro

Sindroma

Virei o cinzeiro que me deram
E li-me no Império que passou
Antepassados meus nunca fizeram
E eu nunca farei... já acabou

Vermelhos, quatro sinais, me disseram,
Que foram feitos onde nunca vou
Para quê voar... se nunca quizeram
Que fosse tudo aquilo que não sou
Eu sou daqui dum canto da Europa
Onde Macau, nem soa, nem ressoa...
E a China é mais um verso de Pessoa...

Despidos já de nós... ficou a tropa.
Volta o cinzeiro em que me dou à toa...
Os meus cigarros... morrem em lisboa