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Carinho
Sindroma |
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Amigos eu criei num palco novo Sem público, nem palmas, nem sorriso Um palco só, na solidão do povo, Um palco são, num palco sem aviso Avisar? Para quê? Não é preciso! Eu bebo do bom vinho e nunca provo, O povo que o plantou faz bom juizo, E bebe sempre o verso que renovo. A cada rima nova que sonhei Um novo mosto, faz um novo vinho Neste palco sagrado que inventei E bebo mais um copo com carinho No seio deste palco que criei E sei que nunca beberei sózinho |