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Maria Sousa

Ultima actualização 15/01/2007

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15 Poemas Editados

- Acende a última noite

- Brisa

- Caiam lágrimas

- Cordão Umbilical

- Escuta amor

- Galopa paixão

- Homem

- Meu sonho começou

- Não me perguntes nada

- Somos a descoberta

- Sou a lágrima

- Teia

- Tormento

- Um lugar para nós

- Viajo

     

 

 

 

ALMA NUA

Brevemente traremos outras informações sobre este livro

 
CAIAM LÁGRIMAS
CAIAM LÁGRIMAS

Caiam lágrimas
Que eu deixo,
Que não me queixo
De vos sentir rolar.
Molhem o meu rosto,
Limpem a minha alma,
Rolem a vosso gosto.

Ardem-me os olhos
Do vosso sal,
Mas não vos levo a mal,
Porque cada uma de vós
Transporta em si um pedaço
Dele e de nós.

Corram lágrimas
Dos meus olhos
Limpem a minha alma,
Que eu a quero vazia
E calma...

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ESCUTA AMOR
ESCUTA AMOR

Escuta amor,
É uma valsa
Que está a tocar.
Vem,
Vamos dançar,
Quero nos teus braços
Rodopiar,
Com este mágico som.
Estou a ficar tonta
De tantas voltas dar,
Segura-me amor,
Não me deixes tropeçar,
Com este vestido
Comprido
E estes sapatos
Altos.

Está linda a festa,
Não achas?
Claro que sim!
Há quanto tempo
Não me sentia assim!
Preciso duma taça
De champanhe,
Que calor amor.
Vem, vamos beber
À nossa felicidade,
Lá fora no jardim
Que está mais fresco,
E sente-se a suavidade
Desta brisa de Verão.
Toca o telefone.
Acordo feliz
Desta bela recordação
E de outros tão belos momentos
Que gravei no coração.

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GALOPA PAIXÃO
GALOPA PAIXÃO

Galopa paixão
Pelo verde campo,
Livre como o vento
Qual jovem garanhão
Louco e sedento,
Cheio de garra,
Lutando contra a amarra.

Voa paixão
Pelo espaço aberto,
Vai procurar aquele abraço
Esteja ele onde estiver,
Procura, que és mulher,
Força, que não tens medo
Se tiveres de perder.

Galopa, voa, 
Não pares,
Não fiques dentro do meu coração,
Parte e encontra o dono
Desta minha solidão.

Corre, apressa-te
Não percas tempo,
Vai depressa,
Encontra-o...

E volta paixão
Com a imagem dele
Na tua mão.
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HOMEM
HOMEM

Tanto se escreve sobre a Mulher
Dizem que é mãe, profissional, amante
De uma ternura constante
De uma força chocante
De uma fragilidade cativante
De uma sensibilidade marcante.

E o Homem?
Que dele dizer?
Que dele escrever?

É pai, profissional, amante
De um desejar constante
De um poder chocante
De uma força marcante
De uma sensibilidade frustrante
Enraizada, enterrada
Escondida, camuflada
Criticada, 
Que não pode ser denunciada
Que não deve ser anunciada
Porque é substantivo feminino
Que fica mal no masculino
Homem tem de ser forte
De manter sempre o porte

Mas as mulheres conhecem
Aceitam e não esquecem
Um homem cuja sensibilidade
Seja anunciada, demonstrada
Apregoada, divulgada
Gritada!

Porque esse homem
Tem a seu favor
O dom de conhecer o amor...
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NÃO ME PERGUNTES NADA
NÃO ME PERGUNTES NADA

Não me perguntes nada...
Não quero que saibas...
Das lágrimas e dos gritos
Sufocados que na noite lancei
Perdida sem ti
De outros braços que me envolveram
Quando desesperada desisti
Do teu nome sussurrado por engano
Rasgando cruelmente o momento
Em que outro sorri

Não me perguntes nada...
Não quero que saibas...
Agora que estás aqui
Só existe o presente
Porque amanhã...
Amanhã
Vou viver o que já vivi
Índice Maria
 
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SOMOS A DESCOBERTA
SOMOS A DESCOBERTA

Somos a descoberta
Do nosso mundo
No umbral desta porta
Entreaberta 
A um passo do futuro
De rota incerta.

Dá-me a mão amor,
Caminha comigo
No amanhã da esperança
Onde a vida é ainda uma criança
Acabada de nascer.

Não me deixes ter medo
Da eterna desconfiança
Que o passado em mim gravou.
Faz-me acreditar
Que ao passar esta porta
Viver já não é uma energia morta,
Mas sim a força do primeiro beijo
Que nos obriga a mergulhar
No nosso mundo novo
Pleno de alegria e desejo.

Abre a porta 
De par em par,
Meu amor,
Leva-me contigo
Que eu te levo
Comigo.
Índice Maria
 
 

 

 

 
SOU A LÁGRIMA
SOU A LÁGRIMA

Sou a lágrima
Dos teus olhos a cair,
Que acaba de rolar
Pela tua face
Sem autorização
Te pedir.

Sou o grito
No teu peito sufocado,
Que quer explodir
No teu desespero
Mas que não
Deixas sair.

Sou a insónia
Das tuas noites sem dormir,
Quando acordada
Queres partir,
Deixando a alma libertada
Do teu corpo, para ir.

Sou o teu sonho destruído,
Sou o teu pesadelo
Por ele construído
Na promessa do amor
Cumprido,
Antes de ter partido.

Índice Maria

      
 

 

 

 
TORMENTO
TORMENTO

Tormento
Das tuas noites vazias
Onde soa a minha voz,
Falando de nós,
E a minha imagem destoa
Das cores sombrias
Que te envolvem.

Tormento
Do teu desejo adormecido,
Quase esquecido,
Que agora tão desperto
Deixa no ar o suspiro incerto
Da certeza de me ter
Cada vez mais perto.

Tormento
Do momento,
Em que as almas se tocam
E os corpos se desejam,
Entre as gargalhadas que se soltam
Na nossa feliz madrugada
De sonhos povoada.
Índice Maria
 
 

 

 

 
UM LUGAR PARA NÓS
UM LUGAR PARA NÓS

Um lugar para nós
Onde, do mundo
Não se ouve a voz,
É no fundo do mar
Onde caiu uma estrela,
Do espaço, criada por ti
Que sem rumo se movia, 
Já em busca de ti
Impelida por força maior,
Desconhecida magia.

Foram anos luz, passados
Nesta procura constante
Em estado mutante,
Até encontrar esta forma
Por ti imaginada, de corpo brilhante,
Iluminando, na noite
O lugar onde estavas,
Onde por ela esperavas,
Desconhecendo o caminho
Que traçavas.
Índice Maria
 
     

 

 

 
BRISA 
BRISA 


Noite silenciosa, 
Iluminada e misteriosa, 
Que me traz a tua suave carícia, 
Numa doce brisa 
Que por mim passa, 
Com um toque de malícia, 
Pura e quente, 
Que me adormece 
Meigamente, 
Num sonho de amor 
Calmo e ardente 
Onde é preenchido 
O lado carente, 
Desta vida superficial 
Da gente, 
Que corre apressada 
E indiferente 
Ao mergulhar profundo 
Na alma do ente 
Querido, 
Que fica esquecido 
No coração dormente. 

Esta brisa 
Que passa por mim, 
Que penetra meus poros 
E me preenche completamente, 
É algo bem diferente 
Dum gostar paciente. 

É amar, simplesmente... 

Índice Maria
 
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MEU SONHO COMEÇOU 
MEU SONHO COMEÇOU 

Meu sonho começou 
No momento 
Em que acariciaste 
As minhas mãos. 
Avançou mais um pouco 
Quando beijaste 
A minha boca. 
Desenrolou-se 
Quando abraçaste 
O meu corpo. 
Andou rápido 
Quando me fundiste 
No teu ser. 
Tornou-se constante 
Sempre que me desejaste. 

Depois... acordei 
Quando partiste 
Triste despertar 
Quando tu existes. 

Índice Maria

 

     

 

 

 
VIAJO 
VIAJO 

Viajo em mim 
Numa viagem sem destino 
Sem início ou fim. 
Tudo está aqui, 
Bem à minha mão, 
Dentro do meu coração 
E eu, sem o saber, parti. 

Encontrei maravilhas 
Num ponto luminoso, 
Que não está a milhas, 
Mas bem ao meu alcance 
À espera de ser descoberto... 
E como é maravilhoso. 

Perdida em mim 
Consigo encontrar 
O Universo, 
Voar e me procurar, 
Pelo infinito espaço 
Sem limite, 
Que me acolhe num abraço, 
Sem passado nem futuro 
Onde não existe a realidade
 
Índice Maria
     

 

 

 
Teia 
Teia 
 
 
Teia 
Tempos perdidos 
Vazios e sem sentido, 
Anos passados 
De costas para a vida 
Esquecida na solidão 
Dos gestos e das palavras 
Não sentidos. 
Amarrados no ontem, 
Sem futuro 
Nem sonhos 
Nem pesadelos, 
Somente nulo. 
Viver é um verbo forte 
Quando o amor 
É o caminho 
Não pode existir 
A falsa morte 
Quando o sangue corre 
Apressado 
No destino. 
Destruir a teia 
Que aprisiona 
Nas horas gastas 
Do cansaço 
Vale a pena 
Mesmo por um segundo 
Viver este abraço 
Que não tem ontem 
Mas tem futuro. 
Olhar a vida 
Pode ser mudar de estrada 
Sem olhar para trás 
Sem nada levar.
 
Índice Maria

 

     

 

 

 
Acende a Última Noite 
Acende a Última Noite 
Acende a última noite 
Do meu pesadelo 
Apaga a escuridão 
Do meu medo 
E mostra-me a luz do dia. 
Toma conta da minha força 
Destrói a minha imagem 
E constrói o que sou 
Fora deste mundo 
Que criaram para mim. 
Ilumina a minha vontade 
Com a ténue luz da verdade 
Onde os instintos mesquinhos 
Da nossa realidade 
Tornam negros os desejos 
Da alma branca. 
Ama-me com a maior 
Simplicidade que possas conseguir 
E faz-me sentir 
Que sou apenas mulher 
E que tu és o caminho 
Por onde quero ir. 
Toma conta de mim 
Meu amor, 
Não me deixes continuar a lutar 
A favor desta corrente 
Onde me querem amarrar. 
Índice Maria
 
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Cordão Umbilical
Cordão Umbilical 
 
Choro as lágrimas 
Que sinto nos teus olhos 
Pela tua solidão que é minha 
Água cristalina do mesmo mar 
Sal intenso do mesmo sabor, 
Sangue do mesmo amor. 
Recordo os teus olhos 
Presentes, extasiados e quentes 
Na distância do tempo 
Enquanto a minha pele 
Sente o suave calor 
Dos teus lábios sedentos 
Perdidos e inocentes 
De recém-nascido 
Sugando alimento. 
Saudade constante 
Na carne e no pensamento 
Da sequência entre a noite e o dia 
Que no nosso abraço forte 
Se perdia. 
Alegria 
Na tristeza da partida 
Pela confiança adquirida 
Na beleza da certeza 
Da sintonia conseguida. 
Choro as tuas lágrimas 
Rio as tuas gargalhadas 
Sinto e pressinto 
As tuas emoções 
Porque existe 
Um cordão mais forte 
Que o sublime umbilical 
Unindo os nossos corações 
Que é capaz de destruir toda a dor 
Da solidão 
E de alimentar a nossa ilusão 
Embalada na espera por uma 
Balada, 
Cantada, 
Com uma enorme paixão. 
Maria 
Índice Maria

 



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