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Maria Petronilho |
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Página Inaugurada em 23/10/2006 Ultima actualização 03/11/2006 |
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10 Poemas Editados |
Maria Petronilho |
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PEQUENA BIOGRAFIA E PUBLICAÇÕES
Nasci no coração de Lisboa em Junho de 1952. Não me lembro de como aprendi a ler e a escrever,
como não me lembro de como Tento transmitir a grandeza das pequenas coisas
versus a pequenez das Destas premissas e da observação do que me
rodeia, nasce a minha escrita. Dedico-me exclusivamente à Literatura,
principalmente na Internet, Obras Físicas Publicadas Participação em várias antologias POESIS, Editora
Minerva, Lisboa
participação em várias antologias e colectâneas
virtuais, de poesia e de O CLARO INTERIOR DA ALMA QUE CANTA MARIA PETRONILHO DE A a Z SONHO QUE NOS LEVA O SOL QUE VENHA MÍSERAS_MÃOS AO TEMPO E AO VENTO 20 contos de Maria Petronilho http://www.mariapetronilho.ebooknet.com.br FILHOS DO UNIVERSO - Edição Bilingue PÁSSARO DE FOGO cem poemas de Amor
ANTOLOGIA ESCRITORES
BRASILEIROS e Autores de
Língua Portuguesa - 3ª edição", coordenada e editada por Ricardo de Benedictis, Bahia, Brasil
ASA DE MAR (poesia) VOU-TE CONTAR (prosa) http://vou-tecontar.blogspot.com Sites Pessoais http://www.maria-petronilho.net
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O sol vai-se desmaiando dissolvendo e penetrando
nas ternas azuis violetas
Nos crisântemos resiste o brilho desesperado do abraço derradeiro
trocado ao entardecer
Maria Petronilho
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De repente, As mãos encontram-se Tremendo sozinhas No meio da noite Quase podendo tocar-te Tremendo Por desejar-te Mas tu estás tão ausente Se bem estejas tão presente! E o espaço se faz imenso Volteia no ar minha chama No teu encalço ... Mas não te alcanço! Escuta o coração lancinante Dizer-te secretamente Espero-te! Vem, meigo e doce Fazer-me vibrar Fremente Corda de violino nos teus braços; Sê o arco que me faz gemer De prazer
E gritar delirante As palmas das minhas mãos Dão por si tão de repente Vazias de ti, Tremendo
Revivendo cada instante....
Maria Petronilho |
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HÁ EM MIM UMA VAGA FOME A QUE TALVEZ CHAME AUSÊNCIA. NÃO FALO DE SOLIDÃO SOLIDÃO SERIA SENTIR-ME VAZIA, E EU SINTO-ME TRANSBORDANTE
DE CARINHO, DE SORRISOS, DE
AFECTOS
INTERESSO-ME POR TANTO! NÃO SEI ONDE IR NEM COM QUEM FALAR. TENHO TANTO E NADA A DIZER! FALTA -ME QUEM ESCUTE, UMA VOZ QUE SALTE DO SILÊNCIO
E DIGA TAMBÉM VEJO E PENSO. AMIGOS ESTÃO LONGE NA BUSCA CONSTANTE DO QUE OS ATORMENTE VEJO CADA UM NA SUA VIDA MERGULHADO NOUTRO MUNDO QUE NÃO É NOSSO
ESTRANHO COMO SE EU ESTIVESSE BOIANDO AO LARGO DE TUDO À DERIVA DE QUANTO ROLA SE E-NOVELA NA LUTA PERDIDA
GUERRA ABERTA DESVAIRADA TERRA!
Maria Petronilho |
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Arrebatados os cachos As videiras condoídas Agitam no ar valdevinos Os braços desadornados Esbulhadas melenas ruivas Estremecem despenteadas Longos dedos desprovidos Secos de anéis e enliços Fecham as queimadas parras E as lágrimas decaem louras
Cobrindo os regos lidados.
Maria Petronilho |
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Aquém do meu ser total, Que não sei dizê-lo todo, Apenas Sei e sinto Que não sei dizer tudo, Nem quanto. É que há algo imerso Dentro de quem sou Que conheço e desconheço
Porque me transcende o
entendimento. Só sei dizer o imenso Mais do que eu Que me avassala, Que não de todo se solta, Que não vejo mas me inquieta,
Que é muito maior do que eu. Como se eu fosse rede E uma ave enorme Dentro de mim se debatesse E me rasgasse
Sem contudo conseguir
soltar-se, Para que um dia alguém me Encontre!
Maria Petronilho |
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Volatilizo-me No éter etéreo Pairo Como orvalho A partida
Aguardo! Nem venham Falar-me De barreiras Nem da inconveniência De me encontrar Dispersa Suspensa Em minúsculas Gotículas
De brevidade! Não conheço Paredes Fronteiras Cadeados
Ou telhas Pairo Em nuvens
Que me semeiam Indistintos os Pomares Cerejeiras Oliveiras
Laranjeiras Não conheço As cores
Mas os aromas No ar vamos
Do ar somos Tão longe Da realidade Crua Tão perto Da negra
terra! Cessem vãs ilusões Aqueles Que se acham Correctos Infalíveis
Seguros Hoje Ainda e Sempre Deus queira É o sonho
Que nos leva!
Maria Petronilho |
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Princípio. Começo eu fui
Eu sei, eu sou! Em mim se abre
O mistério. A mim o rio, E eu fonte me abro. Eu sou nascente e foz E me dou
Sendo. De mim a vida flui. De mim emana o ser Que sou
E o que não sou.
Por minhas mãos se parte o
pão. E em silêncio me desdobro,
E em amor me consumo. Em meu ser A flor O fruto
O ramo e raiz. O céu.
O mundo. Maria Petronilho |
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O Eterno
É este momento Este mesmo
Que aqui vivo O momento
Em que escrevo
Se faz eterno a si mesmo Mas agora que o disse
E que o soube Desvendou-se
Diluiu-se E um novo Eterno Fez-se!
Maria Petronilho |
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Não há horizonte que baste para o belo que procuro essa luz atrás do escuro
a que me leva adiante nenhum vento me detenha que a força que me leva esta asa branca que voa
adentro da minha alma e que almeja só pureza,
viverá enquanto eu viva. Sei que sou nada, sou terra, pequena erva daninha, meu olhar ao sol se eleva,
alta ânsia é a minha urgente constante procura pela paz que se adivinha além de aonde se chega
se quer ir além ainda Chamem-lhe Alma, Deus, Loucura! Chamem-me doida varrida... Nada do É me interessa,
quero algo de além vida. Não há tempo que me chegue para o querer que procuro. Para um luzir tão puro
no meu íntimo universo...
Quero subir, crescer, voar além da própria beleza, além de alguma certeza ... palavra por inventar.
Maria Petronilho
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Hoje faço-me silêncio. Excepcionalmente hoje, que me estanquem nos lábios as correntes das palavras que não digo nem escuto. Sequer o mar longínquo me segreda murmúrios de terno aconchego. Tudo está calado, como se o vazio contivesse o soído na noite. O sol brilha, no entanto e desfere profusamente correntes de oiro descoberto, mas de tão banal e gratuito passa desapercebido. Os homens decidiram envenenar os rios de mercúrio revirando nas mãos combalidas as vísceras da terra descarnada buscando o brilho na poeira com que revestem a vaidade alheia, a levantar a cabeça e aspirar fundo
o aroma das florestas
refulgindo ... Portanto remeto-me ao silêncio e busco que correntes de lágrimas
me desenxovalhem o rosto.
Maria Petronilho |
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