Índice  

 

Maria Petronilho

Página Inaugurada em 23/10/2006

Ultima actualização 03/11/2006

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10 Poemas Editados

Pequena Biografia e Publicações

- As cores do sol

- As mãos tremendo

- Ausência

- Canto de Outono

- Digo

- É o sonho que nos leva

- Mulher

- O momento eterno

- Palavra por inventar

- Se o silêncio é de oiro

 

Maria Petronilho

     

 

 

  PEQUENA BIOGRAFIA E PUBLICAÇÕES

 

Nasci no coração de Lisboa em Junho de 1952.

Não me lembro de como aprendi a ler e a escrever, como não me lembro de como
aprendi as coisas primeiras e primárias sem as quais a vida não seria
possível.

Tento transmitir a grandeza das pequenas coisas versus a pequenez das
aparentes grandes coisas, que não grandes causas.

Destas premissas e da observação do que me rodeia, nasce a minha escrita.
Diária. Essencial como o ar que respiro.

Dedico-me exclusivamente à Literatura, principalmente na Internet,
participando em numerosos sites de literatura e HP de amigos.
Sou membro efetivo da Academia Virtual Brasileira de Letras.
A minha obra literária está registada no www.igac.pt (referência 2276/DRCAC)

Obras Físicas Publicadas

Participação em várias antologias POESIS, Editora Minerva, Lisboa
Colectânea DA INCERTEZA (poesia a catorze), Editora Minerva, Lisboa
Antologia TEMPO DE POESIA, Editora Novas Letras, S. Paulo, Brasil
Antologia PALAVRAS DE SAFO, Editora Novas Letras, S. Paulo, Brasil
Antologia A ÁRVORE DA VIDA (por 5ª classificação em concurso, dentre 1351
trabalhos de 11 países), Editora Arnaldo Giraldo,S. Paulo, Brasil
Antologia PALAVRAS AZUIS (II), (Sindicato de Escritores de Blumenau)
Brasil,
Antologia POESIA SÓ POESIA, Editora Novas Letras, S. Paulo, Brasil
Antologia Tertúlia na Era de Aquárius (Grupo Luna e Amigos) Editora Espaço
do Autor, Santos, SP Brasil
1ª Antologia Poética (Edição Histórica)da Academia Virtual Brasileira de
Letras Editora AVBL, Baururu, Brasil
Antologia "Agreste Utopia" (Por 3ª classificação dentre 1700 trabalhos de 12
países) - Editora Arnaldo Giraldo, S. Paulo, Brasil
Antologia "Roda Mundo" 2005, 43 autores - organizador Douglas Lara, Ottoni
Editora, Itu. Brasil
Antologia de Escritores e Poetas "uniVersos", coordenada por Vanderli
Medeiros, Editora e gráfica Ivan, Barra do Garças - MT, Brasil
Dois Povos um Destino - II Antologia Literária Grupo Ecos da Poesia -
coordenada por Victor Gerónimo, Projecto Cultural Abrali, Editora Zeni Leal-
Curitiba, Brasil.
ANTOLOGIA ESCRITORES BRASILEIROS e Autores de
Língua Portuguesa - 3ª edição", coordenada e editada por Ricardo de
Benedictis, Bahia, Brasil
Nas Asas do Mar - Poesia - Corpos Editora , Vila Nova de Gaia, Portugal


e.books

participação em várias antologias e colectâneas virtuais, de poesia e de
prosa.

O CLARO INTERIOR

DA ALMA QUE CANTA
http://www.portalcen.org/bv/petronilho/petronilho.html

MARIA PETRONILHO DE A a Z
www.notivaga.com

SONHO QUE NOS LEVA

O SOL QUE VENHA

MÍSERAS_MÃOS
Autoras: Maria Petronilho e Maria Thereza Neves

AO TEMPO E AO VENTO 20 contos de Maria Petronilho

http://www.mariapetronilho.ebooknet.com.br

FILHOS DO UNIVERSO - Edição Bilingue
Tradução para espanhol por Alberto Peyrano, Buenos Aires, Argentina
Editado por HM Ebooks

PÁSSARO DE FOGO cem poemas de Amor
Editado por Maria Petronilho
http://www.maria-petronilho.com

 
ANTOLOGIA ESCRITORES BRASILEIROS  e Autores de
Língua Portuguesa - 3ª edição", coordenada e editada por Ricardo de Benedictis, Bahia, Brasil


NAS ASAS DO MAR, poesia - Corpos Editora , Vila Nova de Gaia, Portugal

 


Blogs

ASA DE MAR (poesia)
http://blogmaria.blogspot.com/
VOU-TE CONTAR (prosa)
http://vou-tecontar.blogspot.com

Sites Pessoais
http://www.maria-petronilho.com
http://www.maria-petronilho.net

 

 

 

 

 

As cores do sol


O sol vai-se desmaiando

dissolvendo e penetrando

nas ternas azuis violetas


Nos crisântemos resiste

o brilho desesperado

do abraço derradeiro

trocado ao entardecer


Maria Petronilho
 

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As mãos tremendo

 

De repente,

As mãos encontram-se

Tremendo sozinhas

No meio da noite

Quase podendo tocar-te

Tremendo

Por desejar-te

Mas tu estás tão ausente

Se bem estejas tão presente!

E o espaço se faz imenso

Volteia no ar minha chama

No teu encalço

... Mas não te alcanço!

Escuta o coração lancinante

Dizer-te secretamente

Espero-te!

Vem, meigo e doce

Fazer-me vibrar

Fremente

Corda de violino nos teus braços;

Sê o arco que me faz gemer

De prazer

E gritar delirante

 

As palmas das minhas mãos

Dão por si tão de repente

Vazias de ti,

Tremendo

Revivendo cada instante....

 

Maria Petronilho

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AUSÊNCIA

 

 

HÁ EM MIM

UMA VAGA FOME

A QUE TALVEZ CHAME

AUSÊNCIA.

NÃO FALO DE SOLIDÃO

SOLIDÃO SERIA

SENTIR-ME VAZIA,

E EU SINTO-ME

TRANSBORDANTE

DE CARINHO, DE SORRISOS, DE AFECTOS
 

INTERESSO-ME POR TANTO!
 

NÃO SEI ONDE IR

NEM COM QUEM FALAR.

TENHO TANTO E NADA A DIZER!

FALTA -ME QUEM ESCUTE,

UMA VOZ QUE SALTE DO SILÊNCIO

E DIGA TAMBÉM VEJO E PENSO.
 

AMIGOS ESTÃO LONGE

NA BUSCA CONSTANTE

DO QUE OS ATORMENTE

VEJO CADA UM NA SUA VIDA

MERGULHADO NOUTRO MUNDO

QUE NÃO É NOSSO

ESTRANHO
 

COMO SE EU ESTIVESSE BOIANDO

AO LARGO DE TUDO

À DERIVA DE QUANTO ROLA

SE E-NOVELA

NA LUTA PERDIDA

GUERRA ABERTA
 

DESVAIRADA TERRA!

 

Maria Petronilho

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Canto de Outono

 

Arrebatados os cachos

As videiras condoídas

Agitam no ar valdevinos

Os braços desadornados

Esbulhadas melenas ruivas

Estremecem despenteadas

Longos dedos desprovidos

Secos de anéis e enliços

Fecham as queimadas parras

E as lágrimas decaem louras

Cobrindo os regos lidados.

Maria Petronilho

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Digo

Aquém do meu ser total,

Que não sei dizê-lo todo,

Apenas

Sei e sinto

Que não sei dizer tudo,

Nem quanto.

É que há algo imerso

Dentro de quem sou

Que conheço e desconheço

Porque me transcende o entendimento.
 

Só sei dizer o imenso

Mais do que eu

Que me avassala,

Que não de todo se solta,

Que não vejo mas me inquieta,

Que é muito maior do que eu.
 

Como se eu fosse rede

E uma ave enorme

Dentro de mim se debatesse

E me rasgasse

Sem contudo conseguir soltar-se,
 

Para que um dia alguém me

Encontre!

 

 

Maria Petronilho

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É O SONHO QUE NOS LEVA

 

 

Volatilizo-me
 

No éter etéreo

Pairo

Como orvalho

A partida

Aguardo!
 

Nem venham

Falar-me

De barreiras

Nem da inconveniência

De me encontrar

Dispersa

Suspensa

Em minúsculas

Gotículas

De brevidade!
 

Não conheço

Paredes

Fronteiras

Cadeados

Ou telhas
 

Pairo

Em nuvens

Que me semeiam
 

Indistintos

os

Pomares

Cerejeiras

Oliveiras

Laranjeiras
 

Não conheço

As cores

Mas os aromas
 

No ar vamos

Do ar somos
 

Tão longe

Da realidade

Crua

Tão perto

Da negra

terra!
 

Cessem

vãs ilusões

Aqueles

Que se acham

Correctos

Infalíveis

Seguros
 

Hoje

Ainda

e

Sempre

Deus queira

É

o sonho

Que nos leva!

Maria Petronilho

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Mulher

 

 

Princípio.

Começo eu fui

Eu sei, eu sou!
 

Em mim se abre

O mistério.
 

A mim o rio,

E eu fonte me abro.

Eu sou nascente e foz

E me dou

Sendo.
 

De mim a vida flui.

De mim emana o ser

Que sou

E o que não sou.
 

Por minhas mãos se parte o pão.
 

E em silêncio me desdobro,

E em amor me consumo.
 

Em meu ser

A flor

O fruto

O ramo e raiz.
 

O céu.

O mundo.

 

Maria Petronilho


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O Momento Eterno

 

 

O Eterno

É este momento
 

Este mesmo

Que aqui vivo
 

O momento

Em que escrevo
 

Se faz eterno a si mesmo
 

Mas agora que o disse

E que o soube
 

Desvendou-se

Diluiu-se
 

E um novo Eterno

Fez-se!

 

Maria Petronilho

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Palavra por inventar

 

 

Não há horizonte que baste

para o belo que procuro

essa luz atrás do escuro

a que me leva adiante
 

nenhum vento me detenha

que a força que me leva

esta asa branca que voa

adentro da minha alma
 

e que almeja só pureza,

viverá enquanto eu viva.
 

Sei que sou nada, sou terra,

pequena erva daninha,

meu olhar ao sol se eleva,

alta ânsia é a minha
 

urgente constante procura

pela paz que se adivinha

além de aonde se chega

se quer ir além ainda
 

Chamem-lhe Alma, Deus, Loucura!

Chamem-me doida varrida...

Nada do É me interessa,

quero algo de além vida.
 

Não há tempo que me chegue

para o querer que procuro.

Para um luzir tão puro

no meu íntimo universo...
 

Quero subir, crescer, voar

além da própria beleza,

além de alguma certeza

... palavra por inventar.

 

Maria Petronilho

 

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Se o silêncio é de oiro

 

Hoje faço-me silêncio.

Excepcionalmente hoje,

que me estanquem nos lábios

as correntes das palavras

que não digo nem escuto.

Sequer o mar longínquo

me segreda murmúrios

de terno aconchego.

Tudo está calado, como se o vazio

contivesse o soído na noite.

O sol brilha, no entanto

e desfere profusamente

correntes de oiro descoberto,

mas de tão banal e gratuito

passa desapercebido.

Os homens decidiram

envenenar os rios de mercúrio

revirando nas mãos combalidas

as vísceras da terra descarnada

buscando o brilho na poeira

com que revestem a vaidade alheia,

a levantar a cabeça e aspirar fundo

o aroma das florestas refulgindo
 

... Portanto remeto-me ao silêncio

e busco que correntes de lágrimas

me desenxovalhem o rosto.

 

Maria Petronilho

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