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Porque vieste?
Liafonso |
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Julgava eu, minha irmã, que as lágrimas Que ao tecer um poema, sem querer, vertia, Eram expressão de tristezas não contadas, De que a minha história de menina se fazia. Nunca te vi. Tão pouco te senti alguma vez Na luz que sempre foste . Quando agora, A meu lado te sei , vibrante e com mais paz Fico sem saber o que buscas nesta hora. Amei-te , é certo. Amei a poesia que tu eras Na força dos versos magoados que escrevias Na ânsia dum infinito confuso de quimeras. Fui nessa mágoa tua irmã, porém, irmã menor Na arte e no verbo; porque as nossas sintonias Eram, apenas, a busca de um Amor maior. Declamação de João Moutinho
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