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Uma tarde à beira mar
Liafonso |
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Era uma tarde luminosa de domingo de Junho. Deitei-me na relva a sentir o sol, sob a folhagem verde da magnólia do meu jardim. Meu pensamento voou sem mim Para a praia distante de branco areal De cheiro a maresia: Iodo e sal. Imaginei-te, absorto, a olhar. E vi-te, olhos fechados, sonhando, Sob o azul imenso do Céu Sobre o azul imenso do Mar,! Vi-te à aventura de um mundo novo que desejas. Porque tens nas asas do teu sonho A força que rasga todos os ventos e tormentas. Conheço a fé do teu olhar pró alto; Conheço a certeza dos teus passos firmes E o desafio desta liberdade que te dás, Conheço a cor da esperança Com que tinges os teus anseios mais longínquos Ou sonhas com os pequenos momentos de paz.. Experimentas na tua evasão todas as vertigens No espaço em branco da tua ilusão . E voas cada vez mais alto, Cada vez mais longe E cada vez mais livre... Longe, longe, do Mar... Mas cada vez mais perto do Céu.. Não desças as asas, não te ponhas limites, Plana tranquilo entre tanto azul,, Mas não voes sozinho, leva-me contigo, a par. Não quero a tua mão, quero a tua força. Se fores na dianteira, corta meu vento, Mostra-me o norte, E com teu carinho ensina-me a voar… Junho 2005 Declamação de João Moutinho
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