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Poema do talvez Marília Becher Bahr |
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Talvez acordada... A natureza declare liberdade, lealdade, sinceridade sem ferir as mobilidades. Talvez... O suposto diário vermelho seja azul e circunde o plano seco, tentando aproximá-lo do fértil. Talvez ajustado... O sol da pós-tormenta implante sombras possíveis ou...talvez...inesquecíveis, esgotadas, iradas, incompreensíveis. Sem danças naquele fio terra da estupidez. Talvez aceito... Talvez sonhado... Talvez compartilhado... O doce seja o estalo mais guardado. Talvez ... As chuvas de beijos, as nuvens de abraços, as viagens no ar, os mergulhos no mar...talvez...todos iguais. Talvez... Constância e presença, parcelas de lucidez e ousadia requeiram muito mais que simplicidade despida. Amar...talvez...seja imprecisão. Talvez... Sorriso aberto seja falsidade e nas diferenças o choro amargo e talhado, bem aceitos. Realidades precisam ser completamente reais e...talvez... tão próximas do imaginário. Desejos multiplicados em grandes porções preparam as iguarias nos banquetes finais. Se razões ou devaneios...somos presentes! Se idéias prosperam das castas que cheguem os malabaristas! O planeta...talvez...um circo onde caiam todos os vôos! Somos melodias finitas ou não? Talvez... 06/04/2007 Marília B. Bahr |