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Joaquim Sustelo

Página inaugurada em 17/10/2005

Ultima actualização 21/10/2005

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- NOVO LIVRO

15 Poemas Editados

Biografia

- A cidade dorme

- A terra e o homem

- Contrastes

- Entre o Verão e o Outono

- Folhas caídas

- Nada de novo

- O morro

- Pedidos

- Por vales e montanhas

- Rendições

- São...

- TU

- Um poema lindo

- Vem ter comigo

- Vidas

 

 

 

 

 

 

Joaquim Sustelo

 

Biografia


Sou natural do concelho de Silves, concretamente de Alcantarilha- Gare, onde nasci em 29 de Julho de 1948.

Foi em Silves que tirei o Curso Comercial e em Faro a Secção Preparatória para o Instituto Comercial, para onde vim estudar em 1967 (Lisboa).

Depois, fui estudante de economia, sem concluir o curso, e empregado bancário, profissão de que me retirei há 5 anos, como gerente de Agência, para a situação de reforma.

Durante toda a minha vida fiz poemas, que me lembre desde os 13 anos. Contudo, enquanto bancário, fiz apenas algumas sátiras e um ou outro poema sentimental. Ao reformar-me, mas tão-somente há cerca de um ano e pouco, ingressei em Grupos de poesia na Internet e aí sim, voltei a escrever com mais assiduidade, pelo que a maior parte dos meus poemas é recente.

Em 2 de Julho do corrente ano, editei o meu primeiro livro de poemas, intitulado “No Silêncio do Tempo”, através de Palimage Editores. No prelo tenho um outro, este apenas de sonetos, intitulado “ Outono da Vida”.

Participo ainda em três Antologias: a primeira editada em S. Paulo em Abril de 2005, intitulada “O Futuro Feito Presente”, a segunda, “A Nossa Antologia”, da Associação Portuguesa de Poetas (onde sou membro) e a terceira, editada em Julho também de 2005, simultaneamente em Portugal, Brasil e Canadá, de nome “Terra Lusíada”. Fiz ainda uma pequena apresentação na Antologia “Terra Latina”, editada também em Julho.

Escrevo todo o género de poemas, normalmente rimados. Tenho, contudo, uma certa paixão pelo soneto.

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A CIDADE DORME...
 
 
A cidade dorme na noite que cai
Ondulam os troncos, as árvores dançam
É todo um silêncio que chama, que atrai
Não me vem o sono, os olhos não cansam

Um carro que rola descendo lá vai
Alguém dá uma passa e atira o cigarro
Mantém esse vício, dirá que distrai...
Prossegue o caminho, tosse com catarro

Chuvisca e na rua há água que corre
O frio já grassa pela noite dentro
E sai-me o poema que a mente discorre
Na escura varanda, medito, concentro...

A cidade dorme... é quase alvorada
Já se acende uma, e mais outra luz
Meus olhos já pesam, não dormiram nada
Eu sei lá as coisas que a pensar me pus!...
 
Pensei nos que nascem e na vida vão
Em tão pouca idade, tão breve passagem
Que sonhos os seus, qual foi a visão...
Que ideia tiveram, da vida, que imagem?

Nesses que trabalham duro sem horário
Nos pobres, nos tristes, nos sem sobrenome...
Nos... a quem não chega o magro salário
E por terem pouco vão sofrendo a fome
 
Nos que sem trabalho vivem mendigando
Em pátios dormindo, bancos sem abrigo...
Nos outros, dos crimes, a droga passando
Em guetos, em becos, onde mora o p'rigo
 
Naqueles que mandam, nos que pouco fazem
Em prol da justiça ou da equidade
Cujas mordomias são pobres que as trazem
Que aos pobres exploram na realidade

A cidade acorda... há uma correria
Crianças ao colo de mães apressadas
E vem o bulício de mais outro dia
Carros enchem ruas de gente apinhadas

Depois a notícia ...a TV, a gazeta
A bomba que explode numa fúria extrema
Vejo horrível cena e pouso a caneta
Há gritos!... há sangue!... e findo o poema.
 
Joaquim Sustelo

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A TERRA E O HOMEM
 
 
Alguém mais radical me disse um dia
Com toda a força que as palavras tomem
"A Terra, maravilha ela seria
Se nela não houvesse o "bicho" Homem..."

Nessas fortes palavras meditei
Ao ver tão radical opinião
Mas hoje um certo jeito já lhe achei
Ou vou até mais longe... tem razão!

Pois chega-nos dos outros animais
Uns gestos de maior entendimento
E se são de maldade alguns sinais
Apenas é por busca de alimento

O Homem, esse mata por prazer
Cobiça, inveja, ódios e ganância!
E guerras sempre fez e vai fazer
Na sua vida são triste constância...
 
Vergonha até do "mundo zoológico"
(Os bichos de mais calma são devotos)
Afronta o equilíbrio ecológico
Derretem glaciares, há maremotos...

Nas suas desmedidas ambições
Atenta contra toda a Natureza
Dá fogo às florestas por cifrões
Morrendo das montanhas a beleza

Altera todo o ar que se respira
Nas chuvas, no calor, há influência
Sem preocupação...sem que se inquira
Como será dos netos a vivência
 

Mas pode duma coisa ele estar certo:
Por gestos que pratica, por ultraje,
A Terra vem um dia a ser deserto
Sem vida, sem ninguém, já que reage!...

E um Mundo que era nosso, o nosso lar
Irá girar sem vida pelo espaço
Qual monstro tão medonho a rebolar
Pois lhe faltou amor... o nosso abraço.

Joaquim Sustelo

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CONTRASTES
 
 
Da noite escura nasce a madrugada
Da madrugada nasce um claro dia
O sol surgindo, à terra enregelada,
Traz o calor que tudo anima e cria.

Do calor nasce a sombra desejada
E vem na sombra aragem e frescura
Frescura, ela há na fonte que encantada
Verte água fresca, cristalina e pura.

O Mundo se completa no contraste...
O frio e o calor, o escuro, o claro,
O total desinteresse... a amizade...

E tu, no teu encanto, o que causaste?
- Nasceu-me amor por ti, um amor raro,
Que cresce exactamente na saudade.
 

Joaquim Sustelo

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ENTRE O VERÃO E O OUTONO
 
 

Estou neste ponto da vida
Entre o Verão e o Outono
Qual folha amarelecida
A cair... num abandono
 

I
 

Já passei a primavera
Estação bonita de flores
Propícia para os amores
A ilusão, a quimera...
Que lindo tempo que era!
Mas veloz foi sua ida...
Depois a vida corrida
De agitada profissão
Aposentei-me  e então
Estou neste ponto da vida...
 
 
 II
 

Faço aquilo que não fiz
Que dantes não tinha tempo...
Escrevo, leio, ou comento
Dou passeios, sou feliz
Ando assim como quem diz
Ser rei... mas sem ter um trono...
De minha vontade dono
Sem dar contas a ninguém
Estou nesta fase que vem
Entre o Verão e o Outono
 

III
 

Mas a gente não se ilude...
Nem tudo é um mar de rosas!
Há horas mais amargosas
E uma falta de saúde...
Tenho porém a virtude
De reagir à descida
Encetar logo a subida
E tentar não ir abaixo
Muitos ventos eu encaixo
Qual folha amarelecida
 
 
IV
 
 
Tenho as minhas amizades
As antigas, as recentes,
Que me dão as horas quentes
E na ausência... saudades
Mas nestas realidades
Durmo feliz o meu sono
Muito mais não ambiciono
Oxalá sempre assim seja
Pra que não me sinta ou esteja
A cair... num abandono.
 

Joaquim Sustelo

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FOLHAS CAÍDAS
 

Nas folhas caídas
Que vão com a água
Há tristeza, mágoa
Tristes são as idas...
 
Amarelecidas
Caíram na rua
E a árvore nua
Ao vê-las perdidas
 
Chora mas não pode
Acudir-lhes já
O que a morte dá...
Ninguém nos acode...
 
É a natureza
Que dá toda a vida
E assiste à partida
Talvez com tristeza...
 
Ou talvez não seja
Pois tudo renova
Vem a folha nova
E a gente festeja
 
Como nossas vidas
Já com fraco alento
Voam como o vento
Mas outras nascidas,
 
Dão-nos alegria
Renova o afecto
Círculo completo
Como por magia...
 
Por isso nas folhas
Que rolam no chão
Haverá então
Beleza se as olhas,
 
E a mente te cisma
Noutra direcção...
É tudo questão
De ângulo ou prisma...

Joaquim Sustelo

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NADA DE NOVO...
 
 
Doze de Agosto
Dois mil e cinco...
Afago o rosto
Sorrio, brinco...
 
- Olá Maria!
Já acordada?
(Esta alegria
De a ver deitada...)
 
Beijo na face
Dou com ternura
(Que o outro dá-se
Mas noutra altura...)
 
-Vais trabalhar?
Tá lindo o dia...
Eu vou ficar
Na poesia
 
Mais um bocado
A porta abriu
Passo apressado
Ela saiu...
 
Olho no espelho
Cara ensonada
Vejo-me velho
Não gosto nada
 
Barbeio... visto...
Tempo de sobra
Vamos a isto!
E mãos à obra!
 
Ando, tropeço,
Vou à cozinha
O leite aqueço...
A torradinha...
 
Ligo o "PC"
Vejo as mensagens
Comento até
Faço triagens
 
Depois me canso
E vou à rua
É um descanso
Que apazigua...
 
Compro o jornal
Bebo o café
Mas  afinal
O que se lê?
 
Bomba que explode
E mata cem
Mas diz quem "pode"
Que o fez por bem,
 
Pra que se veja
(Forma "perfeita!!!...")
Que se deseja
Justiça feita
 
Noutro cantinho
Notícia sai
A do filhinho
Que mata o pai
 
-Rapaz tão louco!
-Como é possível?
- Nem tinha um pouco
De baixo nível...
 
Preços... Petróleo?
É crise...ou "mina?"
Sobe o gasóleo
E a gasolina
 
Olha-me o IVA!
Há mais receita...
Mas quem se esquiva
Por lá se ajeita...
 
Algarve cheio
Gente de férias
Jornal a meio
Vejo as galdérias
 
Olhar levanto
(Se desconcentra...)
Vejo com espanto
Alguém que entra:
 
-Tás bom ó Zé?
(Aproximei-me)
-Como é que é...?
-Divorciei-me...
 
-Sabes, o Chico
Que se embriaga
O mafarrico
Já nem me paga...
 
- Olha a Zulmira
Foi ao mercado
E vem tão "gira"
Que penteado...
 
E o Benfica
Que nem ganhou?
Não tem genica
Bem se esforçou
 
Dobro o jornal
Pago o café
Deixo o local
E sempre a pé
 
Tá cá uma brasa!
Calor...não posso!
Regresso a casa
Faço o almoço
 
A tarde chega
No santo dia
E há mais entrega
À poesia
 
Vem a mulher
Tão esbaforida...
Oiço-a dizer
-A mesma vida...
 
Deixo-me estar
E nem me movo
A  comentar...
A ler de novo...
 
A  volta é tanta
Isto é um vício!
E vem a janta
E o sacrifício...
 
(A picadela
De agulha fina
Faz falta ela...
... A insulina )
 
Depois o sono
A cama espreita
Seu a seu dono
Vou desta feita,
 
Prás energias
Eu me renovo
E nestes dias
O que há de novo?
 
Doze de Agosto
Dois mil e cinco
Enxugo o rosto
Digo e não brinco:

De novo? Nada!
Mesma toada
Em tanto tema...
- Só se o ter feito
Mesmo sem jeito
Este poema...

Joaquim Sustelo
12.08.2005

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O MORRO
 
 
Da minha humilde casa avisto um morro
Que contrasta com ela... é imponente!
Pois desafia o céu, tão indif'rente,
E é neste olhar de inveja que o percorro

Impassível no sítio e no tempo
Não tem como os humanos dor ou mágoa
E chove nas encostas, escorre a água,
Em nós seria choro... nele, alento...

Não sabe o que é a paz, o que é a guerra...
As pedras até luzem nas encostas
Cercam-no lindas nuvens lá no céu

Ah que mistérios que no tempo encerra!
Meu pobre coração como tu gostas
De amar a natureza, o que ela deu...

Joaquim Sustelo
 
(Este poema faz parte de um DUETO com Efigénia Coutinho no site SALA DE POETAS)

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PEDIDOS...
 

Percorro com sorrisos ou com mágoas
Caminhos que só têm um sentido
Aceno ao meu trajecto percorrido
Como ao passar por pontes fazem águas

Ainda subo montes vejo fráguas
Já com dificuldade mas progrido
O corpo pesa... um tanto desvalido
Vontades, ambições, poucas mas trago-as...

E noto... quando a estrada é mais deserta
A alma tão feliz que ela desperta
E voa pelo espaço em liberdade...

Se a rota se preenche de pessoas
Aflige-a coisas más ou menos boas
E pede que haja amor com humildade.

Joaquim Sustelo

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POR VALES E MONTANHAS
 

Perdi-me pelos vales e montanhas
Andei pelas veredas sempre só
E tropecei nas pedras comi pó
Sem nunca desistir dessas façanhas
 
Buscava eu riquezas e tamanhas
Mas não as que em dinheiro nos ofuscam
Tão só essas que as almas sempre buscam
E enchem bem de amor suas entranhas
 
E vi-te na procura. E me quedei.
Deste-me o teu amor e me orgulhei
De ver que minha busca já foi história...
 
Veredas... estão bem cheias de carinhos
Os vales... de ternura são verdinhos
Montanhas... só se forem as de glória.

Joaquim Sustelo

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RENDIÇÕES
 
 
Atrás de escura nuvem se escondeu
Adivinhando a chuva que aí vinha
O sol envergonhado lá no céu
E foi embora o brilho que ele tinha

Fenómenos que são tão curiosos...
A minha mente quase nem entende...
Astro tão forte, raios luminosos,
Esconde-se  envergonhado... até se rende...

Será por ver na chuva que o céu  chora
Que a culpa é dos seus raios que hão lá posto
Nas nuvens, água que há evaporado?

Também te fiz chorar... fui sem demora
Secar-te duas lágrimas no rosto
Depois eu me rendi... envergonhado.
 
Joaquim Sustelo

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SÃO...
 
 
São pétalas que rolam pelo chão
São folhas que sucumbem ao outono
São chagas que transporta o coração
São órfãos pela rua ao abandono

São sonhos que se têm sem  ter sono
São mágoas que rebolam pela vida
São glórias que caíram do seu trono
Ou ventos que acompanham a descida

São tudo... no deserto ter a sede
É qu'rer transpor suando, alta parede
Gritar contra correntes ou sistemas

Revoltas que se finam no papel
Soluços que nos vêm em tropel
Doridos desabafos... são poemas.

Joaquim Sustelo

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T U
 
 
(À Isabel, minha mulher, pelos seus anos)
 
Como noites quentes ou luar de Agosto
Como morna brisa que meu rosto afaga
Como odor da terra que tanto embriaga
Como vinho forte que se fez do mosto,

Como o arrebol que vejo em sol posto
Inundando a alma qual rio que alaga
Como linda fada... como sendo maga...
Como densa sombra que surge e encosto,

Assim eu te vejo, comparo a beleza
Que tanto me oculta da vida a aspereza
Pois até há cardos num rochedo nu

Tudo me extasia... tudo me embriaga...
Porque estou contigo, porque és tu a maga
Porque como estrela me iluminas... tu!
 
Joaquim Sustelo

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UM POEMA LINDO
 

Há um poema lindo em letras de ouro
Que tenho, em moldura prateada
Guardei-o para mim, é meu tesouro,
Não me desfaço dele nem por nada

A letra é tão suave... uma balada
A rima lhe confere melodia
A forma ela é airosa, delicada,
Em estrofes tão perfeitas... extasia!

Tenho-o... estou feliz... é minha glória
E há na gravação dedicatória
Pois pedi à autora e ela fez-ma

Não há outro que seja mais bonito!
Declamo-o com amor e canto e grito
Pois sabes o poema... ele és tu mesma!
 
Joaquim Sustelo

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VEM TER COMIGO
 
 
O céu na noite trouxe o teu sorriso
E a lua me beijou com teu amor
Envolto nestas coisas não preciso
De mais para sonhar, 'té ao alvor

Ah fosses tu a taça de licor
Que bebo com prazer e só dum trago...
Viesse junto a mim o teu calor
Trazido pelo vento como um mago,

Ou fosse a gente um corpo na penumbra
Envoltos na ternura que deslumbra
No leito nos amando longas horas,

Talvez a noite fosse uma alvorada
E a lua um lindo sol, quente e dourada...
Vem ter comigo amor... porque demoras?
 
Joaquim Sustelo

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VIDAS
 

Uma esperança morta...
No vão duma porta
Descansa um velhinho;
Um pobre mendigo
Sem lar, sem abrigo,
Sem ter um carinho

Cabelos enormes
As barbas disformes
Um olhar bem fundo
Seu corpo fenece
Tão magro, parece
Não ser deste mundo

Um velho chapéu
As pernas ao léu
Que a calça está rota
Um casaco velho
Por sobre o joelho
(O frio se nota...)

Mas pouco descansa
Suportando a lança
Que a vida lhe deu
Já nada o conforta
Nem o vão da porta
Nem pensar no Céu

Lamentando a sorte
Vai pedindo a morte
Rezando orações
Vida triste, ingrata
Bem perto um magnata
Vive com milhões!

Conforto diferente...
Um na fome sente
Degosto profundo;
Outro, cheio, dorme
Oh que fosso enorme
Se cava no Mundo!

Joaquim Sustelo

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NOVO LIVRO

Capa

 

Acaba de ser lançado novo livro de Joaquim Sustelo OUTONO DA VIDA. Uma colectânea de Sonetos, difícil arte de Poemar, que certamente, não deixarão indiferentes os seus leitores.

O livro pode ser adquirido directamente ao autor através do e-mail: jsustel@hotmail.com

O preço de venda é de € 8, acrescido para o Continente de portes que não devem exceder os € 2.

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