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Página Inaugurada em 19/03/2007 Ultima actualização 23/06/2007 |
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3 Poemas Editados - Acróstico ao humorista Fernando Mendes
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— O autor é natural de Ponte da Barca, onde nasceu a 6/7/37. Em 1958 foi cumprir o serviço militar no Grupo de Administração Militar na Póvoa de Varzim e dali como adido para Caçadores 5, em Lisboa, a fim de frequentar o C.S.M., transitando depois para o I.A.E.M. até passar à disponibilidade. Reside em Braga há cerca de 15 anos.
— Viveu na Guiné e em Angola cerca de dez anos, radicando-se a partir de 1973 em S.Paulo, Brasil. Cursou administração de empresas e especializou-se em "cash management" e "cadastro, crédito e cobrança", pelo IOB..
— Fez um curso de jornalismo (sistema tpd) no Instituto Hollyood de S.Paulo.
— Escreveu duas novelas ("Funy" e "Espelho"), que não chegou a publicar, e alguns contos. Esporadicamente colabora com os jornais "O Povo da Barca" e "Notícias da Barca".
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ACRÓSTICO À ANA – ANIVERSÁRIO Alheada dos vãos sonhos da ilusão, Navega ordeira, solene e divertida, Assume os ditames da razão, Prazenteira, mui sensível, decidida. Assim vemos a amiga do coração, Ulmária bela, e feliz co’ a própria vida. Lhe damos nesta data um mar de chão, Argumento p’ra a tornar muito querida. S. Paulo, 06 de Abril de 2006 Voltar ao índice
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ACRÓSTICO AO HUMORISTA FERNANDO MENDES Fazendo arte com humor, Emerge no sentido mais aberto, Revela talento, o maior fulgor Nos ecrãs do alegre “Preço Certo”. Anima a plateia com amor Na alegria que transforma o seu aspecto Demonstrando que a vida tem sabor Obtém na TV grande sucesso. Mesmo sem ousadas brincadeiras, Essas estão proibidas na TV, Navega à vontade, sem barreiras, Denotando classe e bom saber. Eleva-se mais além duma carreira, Semeia risos, gesticula, dá prazer. Voltar ao índice |
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Academista de estilo singular, Distinta no seu porte, no seu ser, Reparte muito bem o verbo amar, Indianisa o seu modo de viver. Aponta-se como moça a respeitar Na missão a que dedica o seu saber, Arquivando amizades de encantar. Resplandece quando chega a um lugar, Orixá das conversas ao seu redor, Segura do seu modo de pentear, Auréola que demonstra com ardor Voltar ao índice
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Ao Sabor do Vento Pluma que vi cair Junto ao cais, no embarque Por ali ficou no parque Sem ninguém p’ra lhe acudir Vi a gaivota a olhar O mar que agora deixava, A pena que muito amava... Mas tinha de se afastar. Fugindo da massa vil O vento levou a pena E na terra de encantos mil Viu algo que lhe acena. A pluma que vi cair Da mãe não queria sair.
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AOS MEUS LEITORES Norma minha agradecer, Esmero dos meus leitores. Isso me leva a escrever Diferente doutros autores. Empenhado em saber, Modelos que querem ler, Imponho-me a responder, Orbitando todo o meu ser, Recordando os seus favores Voltar ao índice |
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IN THIS BIRTHDAY OF ADRI Academician of singular style, Different in his/her load,in his/her being, it Distributes the verb very well to love, Indianisa his/her way of living. It is pointed as girl to respect In the mission the one that dedicateshis/her knowledge, Filing friendships of enchanting. He/she shines when it arrives to a place, Orixá of the conversations to his/her circuit, Holds in his/her way of to comb, Halo that demonstrates with ardor Voltar ao índice
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MENSAGEM DE NATAL Mais um Natal sem grande esperança Engastado num Globo de atropelos Nasce Jesus, símbolo da bonança, Sinos tocam lançando seus apelos. Advento Sua chegada anunciando, Galera santa de pacíficas intenções, Estimula a que todos se vão amando, Mas não consegue penetrar os corações. Desejosos de só querermos o Poder Esmagamos o melhor do nosso ser. Natal de Cristo! Ajuda no entendimento Acaba as guerras, dá ao mundo a Paz Traz aos homens um novo pensamento Assegura-lhes de que o seu ego é capaz Leva da Terra este impio sofrimento. NATAL DE 2006
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PRIMAVERA DA VIDA És flor, és viço, és alvor Pétalas vivas, brilhantes, cativantes És perfume deslumbrante, causticante És amor, és a vida, és ardor. És poema, és jasmim, és odor És deleite, gentileza, harmonia És soneto em manhã de nostalgia És o pólen que acolhe o beija-flor No jardim, onde és essência viva És Marta, Carolina, Maria ou Ana És a rosa, a flor comunicativa Que dita a sina pela boca da cigana És Madalena em manhã florida És pudor, a beleza, Adriana.
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A CAPA DA FACULDADE Ao sabor da vertigem que se vai E jamais voltará no horizonte Amemos o presente, que se esvai Como a água cristalina duma fonte. Com saber e vontade coruscante Á capa chegaste, com valor, Transformaste o nosso semblante Porque é grande o nosso amor. Sendo o “primu” Natal no Superior, Lemos com muito agrado o evento E rogamos a Deus que te acompanhe Pelos cinco; meritória e com sanha, Rectilínea, incansável, sem lamento. Lhe pedimos com afinco, com fervor. Voltar ao índice
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ANIVERSÁRIO Paulista de gema, coração de ouro, Andrómeda a avistar ao simples olhar, Raridade icástica sem tom de desdouro, Amigo aberto ao mais leve acenar. Brindamos contigo, lutador maduro, Erguemos a taça ao teu bem-estar, Navegamos ao largo, timoneiro arguto, Sem ondas, sem vento, sem crespado mar. Rumamos a porto abrigado e cauto, Ontem assim não podíamos pensar, Balançámos em ondas a levar-nos ao pranto, Ergueu-se o Bom Deus e fê-las parar. Regressámos todos de dura passagem, Tonificados; mais crentes; sabemos amar! Obrigados te estamos Oh Senhor da Viagem. Voltar ao índice
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ANTES E DEPOIS Amanheceu depois da noite escura, Neblina opaca, irreal, quase breu, Trevas que seus olhos cristalinos Olharam e viram. E disse adeus… Navegou, alto mar, até Luanda, Irradiando sol, p’la fé e esperança, Orgulho de vontade triunfante. Caminheiro aonde vais tão decidido? A outros mundos, meu amigo! Regressarei um dia à nossa terra, Na certeza de lutar co’amor por ela. E veio; e lutou; e sofreu. Não gostou; Imagens outras esperavam o seu “eu”: Reverso do bairrismo, que reinou, Opção, no entanto, que escolheu.
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AS VERDADES DO FÁBIO - Acróstico Amigo, aqui estamos novamente, Obedecendo a esta data tão premente. Aniversarias outra vez em Portugal, Mais homem, mais adulto e sabedor, Imigraste à tua terra natal Guiado p’ra uma formação cabal, Olhando o futuro sem temor. Foste de visões bem alargadas, Andaste por caminhos mui seguros, Bem-ouvido, inteligente, sem “fachada”, Impensável num rapaz da tua idade, Orientaste uma vida sem apuros. Voltar ao índice
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CLUBE DOS POETAS VIVOS - Acróstico Crepúsculo de manhã de primavera, Luz intensa que atravessa a escuridão, Umbral p’r’os letrados de alta esfera, “Background” só de boa narração, Ergue bem alto o poema e a canção. Dos poetas é na Barca pioneiro, Orgulho dos barquenses de eleição, Sob a égide de tão nobre timoneiro. Ponte amiga, da mais bela tradição, Olha em frente! Os poetas vão cantar, Enleia o Lima no teu doce coração, Tantaliza os que não querem escutar. Acena aos peixes, já se ouve o violão, Sussurra às aves, não as deixes chilrear. Veste-se de gala perante o fado, Inclina-se diante dos cantadores, Venera os poetas… os mais amados, Ouve seus versos, aplaude os oradores. Salve, sincero, oh Clube dos Letrados.
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FORMIL – BRAGANÇA Fascinante na rudeza das entranhas, Outeiros sinuosos a enleiam, Rende-se a seus filhos, de façanhas, Mestres, doutores, e homens que semeiam… Iguala, altaneira, as melhores terras, Legando tradições de velhas eras.
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GRITO! Os caminhos que a vida nos reserva, Mananciais de pedras ruídas pelo tempo, São as cruzes que o mundo em si encerra, Mas antídoto p’r’os desvios do momento Momentos vãos, ocos, efémeros, sem ardor, Janela opaca, mas luzindo para a inveja, Ressonâncias que assombram o Eterno Amor, E nos tornam no pior ser que aqui rasteja. Para o mal nunca perdemos o desejo, Num mundo por Alguém determinado A ser um paraíso; que não vejo, Mas apenas o meandro do pecado. Gritemos contra a dor que em nós lateja, Saibamos dignificar a humanidade.
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HOMENAGEM - Acróstico Júbilo para a marinhagem, Odor que de perto sentia Amava a “mercante” ? Coragem! Quase como a própria vida. Utopia a outros olhos, Inebriante aos seus, Mas neste mundo de escolhos Marinha jamais o viu. Outra opção escolheu, Naturalmente a melhor, Tomou livros e seguiu Económicas p’ra gestor. Imperou a obrigação, Roteiro que é de louvar, O “brevet” da aviação, Foram-se as coisas do mar. Irmão que muito cativa, “Lusitana” era o seu “eu”, Hoje escreve, lê, admira O que a vida lhe deu.
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NO BAPTIZADO Vencendo nove meses de aconchego, Integrando esta vida, áspera e dura, Careço de vós, pais, a quem me apego, Elegendo-vos grandes; com ternura. Na bênção que recebo com desvelo, Tomo a Cristo, pleno de ventura E disposto a guiar-me p’ra além do medo
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NOBREZA - Acróstico Maneirosa após o disparate, Arte que domina com saber, Dotada de inteligência rara Anima o ambiente; dá prazer. Leal aos avós, que muito ama, Estoura a demonstrar contestação, Nobreza é, porém, a sua arma, A marcar o seu grande coração. Muitas alegrias nos vais dar, Alva, bela e doce Madalena, Reevocada em versos a recordar Imagens de difícil paralelo, Atraídas em dias de encantar. Voltar ao índice |
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O SOL VOLTOU A BRILHAR Nas terras longínquas de Angola Ousou o amigo fazer escola… Ainda moço aí vai ele, Navegando por um mar desconhecido, Irradiando a vontade de vencê-lo, Venerando-o e fazendo-o seu amigo. Era jovem na verdade, o Miguel, Rara imagem de simpatia e educação, Sei-o, porque foi sempre fiel Aos amigos; a quem consagra devoção. Repete os desejos de voltar, Informando o seu médico de eleição; O tal que diz: ? Para já não! Deixe passar o tempo, irmão! O Oleirado tem-no no coração. Angola está ali, em Pedras Rubras, Mágica, soberba, imponente. Irá um dia, porque se irão as agruras, Gostosas agora, porém, recentes, Odaliscas que voltarão a ser ridentes. Mártir! De coragem assombrosa, Imagem de paciência e fé em Cristo, Guiou-se pela Estrela Luminosa, Usou a Sua Cruz, não foi vencido. Ele, o “Jota Amigo”, Logrou-lhe agora o Paraíso. Peçamos neste dia tão festivo, Efeméride que não queremos esquecer, Repetidas bênçãos para o amigo, Elegendo-o pelo seu valor, o seu saber, Irmanados com a esposa dedicada, Resoluta na aflição do sofrer, Abarcando filhos e netos. Voltou a amanhecer. Voltar ao índice
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OS “MIADOS” DO CÃO… Em tempos que já lá vão Um gato muito “menito” Fazia por vezes “au” À Marta do carrapito. Fazia assim à esquerdina, Mas não miava por mal Imitava a Carolina Que falava como tal. Os meses foram passando E a Kili aprendeu bem O cachorro foi ladrando E o gato miado tem. Por isso nada de gozo, Que elas são uns amores Mal delas dizer não posso! Não se diz mal das flores. Voltar ao índice
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PALAVREADO DOS DOIS ANOS Matreira como só ela… Arisca e bem-falante Refere-se com arte aos “bebelos”, “Ticas”, “miaus” e quejandos; Anima com os seus encantos. Rememora bem os nomes Engendra palavras suas Gosta da “Kili” aos montes Inventa-a quando na rua. Néctar de boa fonte, Augúrio de rota segura. Voltar ao índice |
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SAUDADE - Acróstico Sentimento, sentida sensação, Anátema que corrói e estiola, Ulceróide que esmaga o coração, Demonismo para quem o ignora. Arroga-se com pureza e mansidão, Descende do amor, por quem manobra, Esconde-se no sofrer da solidão. Voltar ao índice
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A BOA NOVA (À Carolina) Uma luz que brilha ao longe Faz-nos erguer o olhar, Despertou! A Boa Nova: É Jesus que está a acordar. E a Carolina, mais velha, A Ele quer abraçar, Pedir-Lhe paz e amor, Bênçãos como a água do mar São três anos que hoje faço E com Jesus sei falar Ele é muito meu amigo Por isso O quero amar. Beijinhos à Carolina, Dos avós e dos papás O António brinda à Nina A Marta também o faz. Voltar ao índice
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A TERESIANA (À Marta) Multisciente para os verdes cinco anos, Afirma-se sobranceira e bem madura, Reflecte uns jeitinhos puritanos! (Teresiana, vanguardista e bem segura) Alicerça amizades, com ternura Ressalta na escola, nova vida. Ensinamentos outros irás ter, Guia-te, estuda, mantém a ousadia, Irmana-as, e desde logo irás vencer. Não queiras mais palavras por sintonia, Arreda-as! Que nunca sintas o perder. Voltar ao índice |
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AS PEDRAS DA CALÇADA As pedras da calçada vou trilhando, Pensativo, melancólico, taciturno, Nada vejo, nada ouço, só pensando Na desgraça; na miséria deste mundo As pedras da calçada vou gastando, Olhando! Qual passado de saudade? Rasgando horizontes, confiando Num porvir, para ti, de felicidade. Toma, António Hugo, estes meus “ais” Neste dia solene, irradiante. “L’enfant terrible” entre os demais!… Pisa também as pedras da calçada, Mas alegre, seguro, confiante E ri... para o passado de saudade. Voltar ao índice |
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BATISMO As águas cristalinas vão brotar Na tua cabecinha de criança Toda a magia que o Céu te pode dar Outra bênção, a maior, a grande esperança. Nos dias que passamos, não sabemos, Impossível conhecer o amanhã, Ouve, porém, o conselho dos avoengos Hoje e sempre; pois a graça sorrirá. Ultrapassa a vaidade, sê humilde, Garante a justiça e o amor, Observa e medita! Decide sem temor Voltar ao índice
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COMUNHÃO (À Madalena) Cumprindo cristãmente o teu dever, Orando p’ra seguir santo caminho, Mais valia para um modo de viver, Ultrapassas bela etapa do destino. No altar da Matriz vais receber, Hoje, o Corpo e Sangue de Jesus, Auxílio mor que te há-de defender Onde estiveres, pois por ti está na Cruz. Doravante não esqueças de elevar As tuas preces Ao que sabe perdoar. Momento único o da tua comunhão, Assumes compromisso de valor, Daqueles que não têm sequer senão. Aceita-o na plenitude do fervor. Lê, quando frustrada, este discurso, Elege-o como amigo a escutar, Na verdade não pretende ser intruso, Apenas a essência do verbo AMAR. Voltar ao índice
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SONHO DA ÍNDIA Em sonho de fantasia, Em velas que o vento impelia Sobre o mar pacificador Eu cheguei à Oceania, Sempre em Grande euforia Para ver um outro amor. Vi o pôr-do-Sol no horizonte Mesmo Ali, quase defronte Da areia ao meu redor. Na Índia subi um Monte, Tendo Vedas como fonte Inspirei-me com fervor. Ramayana me levou Como o príncipe noutras eras Venci escolhos e mares Pus o Ravana em terra. Kalidasa me mostrou Sakuntala e seu actos, Que Goethe admirou Como romântico intacto. Pedi às nuvens também, Tal Meghaduta um dia, Que me levassem além P’r’a Ilha DA Fantasia. Queria ver o tal yaksha E a corte do seu deus Mas logo termina a marcha Por trovão me chama Zeus Voltar ao índice
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MUNDO CÃO Vês por onde passas as misérias Nas férias que o dinheiro te dá É sã a vontade que engenhas E o empenho de querer ajudar. Lembras a vida de antanho No tamanho, na essência, no amor No pudor a que o teu ego te inspira E te admira como ser superior. Pior! Não passa de miragem vil Subtil! Apenas te sabes confundir Mentir à criança que pensava E amava com alicerces de betão Condão que só ficou na lembrança Desesperança; és mais um no mundo cão. Voltar ao índice |
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MUNDO DE FLORES O mundo também tem flores Amores, violetas e jasmins Jardins onde labuta a doce abelha Centelha que não apaga, não tem fim. No mundo ainda existe amor Compensador para as mentes mais sadias Alegoria que nos dá ânimo e cor E sabor p’ra fugir desta apatia. E ao vivermos nesta bela e doce esperança Sem vinganças, sem ódios, sem rancores A nossa alma fica leve, meiga e mansa Numa aliança de contínuo esplendor. Construtores de um globo de bonança É a pujança, é a fé, é vencedor. Voltar ao índice
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