Índice  

Grão Mestre

Última actualização 14/04/2005

Agenda  As esquinas da lua  Contos  Crónicas da Net  Entrevista Galeria de arte  Livro de visitas  Ecos do Ressoa

  Os poetas do canal  Página Inicial Poemar na escola  Poemas ditos  Ressoa Página pessoal

13 Poemas Editados

- Descoberta

- Desejo I

- Desejo II

- Esse beijo

- Evasão

- Gin

- Lápis azul

- Nós sós

- O sol lentamente se ergue

- Paixão

- Quem é a poetisa?

- Se eu te dissesse o que sinto

- Stripper

-

 

 

 

 
PAIXÃO
PAIXÃO


A brisa fresca das montanhas
Ecoa em minha alma desprotegida
Com o chilrear de pássaros moribundos
Pela tristeza de não amar em nostalgia
Como o meu sangue ferve
Como o meu coração explode
Por amar assim!

Como se as arvores se agitassem
Num doce movimento
Assim se encontram meus sentimentos
Nostálgicos, sem reflexo 
num doce embalar
Num doce morrer
E no entanto,
Me sinto mais vivo que nunca!

Grão-Mestre
Índice Grão Mestre
 

 

 

 
Evasão
Evasão

Oh,
Como nos apetece
Fugir em silencio,
Quando connosco
nos encontramos!

Odiamos, ao mesmo
Tempo que amamos!
Sorrimos, ao mesmo
Tempo que Choramos!

No entanto, nos achamos, 
Quando odiamos e amamos,
Quando sorrimos e  choramos!
Mas, sem nos apercebermos,
Não nos encontramos!

Grão-Mestre
Índice Grão Mestre
 

 

 

 
O sol lentamente se ergue
O sol lentamente se ergue


O sol lentamente se ergue, 
no horizonte de teus olhos!
A luz, vai ficando intensa,
imensa, com a dimensão do
nosso olhar, de um sorrir!

Como uma serena paisagem,
pintada num lençol de linho,
numa pintura, sempre inacabada,
Sempre fechada, em nosso destino!

Teu acordar doce e sereno
Com a luz que bate em teu,
Meu rosto, nesse romper
de uma aurora sem  igual
de um amor celestial!
 
Grão-Mestre

Índice Grão Mestre
     

 

 

 
FAIXA 11 – Miles Davids!!!
NÓS SÓS

Quantas vezes eu penso,                  
quanto estamos sós!
Sós, em nós mesmos!
Tão sós, no meio dessa
multidão imensa!

Andamos todos sós!
Olhando somente para nós
Vendo sós, os brilhos 
Sem cor, sem a dor!

Sós,
Simplesmente sós!

Mas como podemos viver sós?

Com  tantos ouvidos
que não ouvem!
Com tantos olhos 
Que não vêem!
Com tantas bocas 
Que não falam!   

Sós...
Simplesmente sós!

Na penumbra de prédios
Na sombra de nós mesmos
Mas somos sempre nós,
Que não queremos ficar
Sós!

Vejam as luzes,
Não os brilhos!
Não falem, digam!
Não oiçam, escutem!
Não vejam, enxerguem!

E simplesmente,
não nos sentiremos sós, 

Na luz reflectida pelo prédio,
No sol de nós mesmos
Seremos nós!
Não ficaremos sós!

NÒS!

Grão-Mestre

Índice Grão Mestre
     

 

 

 
Quem é a poetisa?
Quem é a poetisa?

Aquela que tem e não lê?
Aquela a quem estragaram seus papiros
De verdadeiros e únicos pensamentos!
Ou aquela que traz a poesia na sua vida

Lia ou não lia
Cantava ou não
Esse sofrimento que 
Trazia no coração

Queimaram seus sentimentos
Suas emoções
Turbilhões de encantamentos
Navios de jumentos

Amor e Ódio escreveu
Mas nunca os leu!

Grão -Mestre

Índice Grão Mestre
     

 

 

 

DESEJO

DESEJO

 

 

Nem tu sonhas,

o que te fazia agora!

te devorava com beijo,

com abraço, com muito carinho,

entrando em ti, falando no seu ouvido,

meu corpo balançava em cima do teu

meu sémen correria dentro de ti,

e te beijava, como se só um corpo se trata-se,

até a madrugada acontecer!

Até que as chamas das velas

se apagassem com a brisa da manha,

e o sol beijasse nossos rostos,

se juntando à luz imensa,

que estava no nosso quarto,

em nossos seres, no nosso olhar,

da imensidão de um universo,

entre quatro paredes,

num mundo de amor, um mundo de paz

e afinal,

estavamos nós, sós

simplesmente fazendo amor!

tão simples como isso,

fazendo amor!

olhando em ti,

caminhando em cima de nuvens,

brancas sem maculas,

sonhando esse momento,

e do qual eu fico já com uma recordação,

e com uma saudade, que alegra meu coração

de tanto te amar,

este é o meu desejo de te ter!

 

Grao Mestre

 

Índice Grão Mestre

     

 

 

 

DESEJO II

DESEJO II

 

desejo o toque suave de nossos lábios

desejo o teu cheiro

o teu falar de pele

desejo de nossas línguas enroladas

em nossos sentidos,

perdendo a noção do tempo,

desejo,

desejo de te amar,

te possuir,

desejo tanto que nem a água que nos separa

será uma fronteira.

O mar,

esse mar, que nos liga

e desliga,

e que vem trazendo

em cada onda,

um beijo seu!

E, em cada onda, um abraço,

pois tu, és àgua e sal!

Eu, sou pedra e areia!

nos chocamos,

nos abraçamos,

nos amamos,

sentimentos de luas,

marés de amores!

esse mar que tambem nos desliga,

com sua imensidão!

mas nosso pensamento e sentimento,

nos trará a nossa grande paixão!

 

Grao Mestre

 

Índice Grão Mestre

     

 

 

 

Esse Beijo

Esse Beijo

 

 

Esse Beijo

Quando me dás teu beijo,

Esse beijo meu,

Que também é seu!

Me sinto voar!

Sentido o calor que paira no Ar!

Num sonho desfeito de um terminar,

Mas que se refaz,

cada vez que tu me o dás!

Nossos corpos ficam presos num beijo,

Que colam nossas almas,

Que fundem nossos corpos,

Que brandam o nosso fulgor,

Desse nosso Amor!

Vimos nos horizontes

O Paraíso,

E quase lhe tocamos!

E com um acabar de um beijo

Recomeçamos!!!!

Recomeçamos como se

Nada tivesse acontecido,

Quando tudo aconteceu!

Num beijo meu

Que também é seu!

 

Grão Mestre

 

Índice Grão Mestre

     

 

 

 

Se eu te dissesse o que sinto,

Se eu te dissesse o que sinto,

 

 

Se eu te dissesse o que sinto,

não haveria papel nem tinta

que chegassem para o descrever.

Se eu tentasse te dizer

não haveriam adjectivos

suficientes para te falar.

Se eu tentasse compor uma musica

não haveria solfejo que chegasse,

para tão grande melodia.

Mas basta olhares para mim,

e perceberás

que na luz dos meus olhos

não há forma de expressar o que sinto,

senão com uma simples palavra:

AMO-TE...

 

grão Mestre

 

Índice Grão Mestre

     

 

 

 
 
Descoberta...!
Descoberta...!

Um dia descobrimos
Como mutilamos as palavras
E os sentimentos!
Que o sorriso de uma criança
É também o nosso!
Um dia descobrimos,
A efemeridade da vida
Mas concluímos que
somos todos imortais!
Um dia descobrimos
Que o mundo nunca é o mesmo!
Que nossos Pais envelhecem 
E que a arvore onde 
vivia nosso balouço
Está seca e sem verdura,
Embora permaneça viva!
Viva nas suas raízes,
Onde a seiva ainda corre!
Um dia descobrimos a 
Observar os pássaros
E entendemos o seu cantar!
Um dia descobrimos,
a janela do nosso quarto 
E descobrimos o cheiro
Que paira no ar,
Ainda fresco pelo orvalho 
Da manha!
Um dia descobrimos,
Que amamos tanta gente
E que ainda não lhes dissemos
O quanto delas gostamos!
			
Um dia descobrimos,
A perfeição de certas coisas
Num mundo imperfeito!
Um dia descobrimos
Que viver, é saborear cada momento
Da felicidade dos outros e não da nossa!
Um dia descobrimos
Que muitos de nós se apaixonaram
Porque ouviram falar de amor!
Um dia descobrimos
Que somos o nosso maior inimigo,
E que os amigos são a nossa família!
Um dia descobrimos tantas coisas 
que nem sequer lhe damos valor 
por as julgarmos tão comuns!
Um dia descobrimos a poesia
Num anúncio de jornal,
E descobrimos que em prosa
Se fazem as canções!
Um dia.....como em outros dias
Descobrimos tudo e nada!
Descobrimos a vida!

Índice Grão Mestre

     

 

 

 

GIN

 

Fica por aqui!

A historia já velha

Da nossa tertúlia

Dos temas da nossa

Conspiração mais intima

Dos cinzeiros cheios,

No quarto esfumado,

Amarelado!

Da nossa continua

Conspiração!

Ficam por aqui...

As luzes ténues

Das reuniões

Tão escondidas

Das abriladas

Tão desejadas

Das Liberdades

Partilhadas

E dos desejos

De Abril!!!

Fica por aqui

O poema não castrado

Não cortado

a verdade velha

Que o poeta nos

Gins da madrugada

Esgalhou no rótulo

De uma botelha!

 

(dedicado ao poeta da Liberdade : José Carlos Ary dos Santos)

 

Índice Grão Mestre

     

 

 

 

LAPIS AZUL

 

Tinta Azul

Salas vazias,

De arquitecturas feitas

Pela luz que entra

Pelas frinchas do tempo

Frases feitas de

Pinturas em texturas

Apresentadas em

telas plásmicas

Frio

o ambiente

Que só gente aquece

Conspirações que

Não fazem já parte

Das conversas

E da repressiva

Tinta azul que castrava

O poeta

Não há mais Glamour!

Nem pintores e poetas

Conspirando liberdade

Nos cafés do Chiado

Só as arquitecturas vazias

De ideias plásticas

Sem escritores e jornalistas,

Sem frases feitas ou

Perseguições políticas

Vazios de cheiros

Assépticos Idiais!

Impessoais!

Eis não mais os cafés

Mas os espaços impessoais

Salas vazias

De arquitecturas feitas

Pela luz que entra

Pelas frinchas do tempo

 

Índice Grão Mestre

     

 

 

 

Stripper

 

Agarrada no varão

De uma vida

Numa casa de neon

Na entrada,

Rodopias...

Em gestos suaves

Bailado ao ritmo

Do compasso

Trilhado a cada

Peça de roupa que tiras

Até ao final

De uma pauta

A cada noite tirada

Da tua beleza!

Rodopias

A tua triste vida

Separando o corpo

Do intimo e da alma

Rodopias

Em cada abraço

Do abutre

Que se segue

E que partilhas a mesa

Rodopias

Entre a esperança

da sobrevivência

e o cartão plástico

que te sustenta

Rodopias...

Dançando nua

Para os esfomeados

Que te dão comida

Triste esse rodopiar

De uma vida

Que todos os dias

Passa no varão

Do teu bailar

Envelhecendo

A tua juventude

Que jamais

Irás viver

Por circunstantes

Decapantes

A cor da liberdade

Morreu! E...

"Rodopeias"

nas teias de teu ser!

 

Índice Grão Mestre

Agenda  As esquinas da lua  Contos  Crónicas da Net  Entrevista Galeria de arte  Livro de visitas  Ecos do Ressoa

  Os poetas do canal  Página Inicial Poemar na escola  Poemas ditos  Ressoa Página pessoal