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Giovani Lucci

Página inaugurada em 26/10/2006

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6 Poemas Editados

- Grandes feitos imortais

- Não sou poeta

- Pegadas gastas

- Portugal nasceu no mar

- Teu regresso

- Triangulo da vida

 

 

 

 

 

 

Grandes feitos Imortais

Versos com mote

Grandes feitos imortais

Houve há séculos atrasados

Descobertas e conquistas

Graças aos antepassados.

Existiram homens hábeis

Como hoje não há segundo

Que vieram dar ao mundo

Exemplos admiráveis.

Heróis tão puros, notáveis...

Já não se constam iguais

Como valentes liberais

Cobriram seu nome de glória.

Deixando gravado na história:

Grandes feitos imortais.
 

Pedro Alvares Cabral

Do Brasil descobridor

O maior navegador

De toda a costa ocidental.

Junqueiro, Antero de Quental

Escritores ilustrados.

Camões dos mais elevados

Alcançou ter brilhantismo.

E rasgos de patriotismo:

Houve há séculos atrasados.
 

Pelos mares navegaram

Em lutas com tempestades

Sofrendo contrariedades

Mas nunca desanimaram.

Em si próprios confiaram

Prodigiosos personalistas...,

Cheios de fé e estadistas

Aos obstáculos se opuseram.

E foi assim que se fizeram:

Descobertas e conquistas.
 

Descobrem Angola e Açores

Madeira, Guiné e Timor

Cabo Verde e São Tomé

Terras de imenso valor.

Já fomos possuidores

Desses solos fertilizados

E pelos serviços prestados

Macau nos foi concedida.

E dessa herança recebida:

Graças aos antepassados.
 

Giovani Lucci

 

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Não sou poeta

 

Não me considero um poeta

Nesta orbe onde habito

Mas tento rimar com as palavras

O melhor que consigo
 

Ser poeta é ser alguém

Que nas frases que lavra

O faz com tanto talento

Que não cabe outra palavra.
 

Os meus versos o que são

Nesta vida passageira

Retalhos do coração

Deixados prá vida inteira.
 

Neste mundo em que vivemos

Para quê, tanta arrogância?

Tantas vezes nos ofendemos

Por coisas sem importância.
 

Todos nós defeitos temos

Há quem julgue os não ter

Desdenha deste e daquele

Por seu defeito, esconder.
 

Diz um provérbio, velhinho

E é bem certo, esse ditado

Que mais vale andar sozinho

Do que mal acompanhado!

 

Giovani Lucci
 

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  Pegadas Gastas!

 

Nesta estrada solitária, apagada...

Com as marcas dos meus pés, calçados

Pelo calçar do nada.

Nela vejo o meu retrato:

Rosto alegre e moreno

Corpo esguio e pequeno

De calças remendadas.
 

Ah! Como esta vereda

Lança sobre mim, cores radiosas

Dessas primaveras mimosas:

Brisas, perfumes e amores.

Oh! Divinas alvoradas das manhãs

Impregnadas de fulgor

Como os lábios enrubescidos

Das moçoilas, apaixonadas,

Ante um beijo de amor.
 

Recordações de espanto

Infantis, adolescentes...

Doces de maravilhoso encanto

Que pintam de beleza

Com as cores da pureza

Que envolve o meu olhar.
 

E nesta vereda apagada

Pelo passar do nada.

Passei tantas vezes, tantas

Que não me lembro, quantas

Por entre searas e azinhais.
 

Mas ante tanta beleza

Contida neste aroma de jasmim

Meu coração, desespera,

Chora..., silencia e clama

Porque há uma dor em chama

De amor, dentro mim.

Giovani Lucci
 

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Portugal nasceu no mar
 

versos com mote
 

Portugal nasceu no mar,

Foi no mar que ele se fez

Se o mar soubesse falar

Só falava português.
 

Goa Damão e Diu

Angola e São Tomé

O Brasil, como a Guiné

Fomos nós quem descobriu.

Nosso estandarte se viu

No mar alto a desfraldar

Tendo muito para contar

O nosso velho país.

E se é como a lenda nos diz:

Portugal nasceu no mar.
 

Do grande Vasco da Gama

Do Miguel Corte Real

Do Pedro Alvares Cabral

Em toda a parte houve fama.

Que nos tempos da moirama

Brilharam com altivez.

E nem só destes três

De falar-vos necessito.

Porque este país onde habito:

Foi no mar que ele se fez.
 

Luís Vaz de Camões

Que os Lusíadas escreveu

Um dos seus olhos perdeu

Nas remotas gerações.

Poetas de distinções

Que a todos cabe evocar

Por muito nos extasiar

Suas belas poesias.

E tantas coisas nos diriam:

Se o mar soubesse falar.
 

Através do oceano

Nem só por ilhas desertas

Houve tantas descobertas

Neste país lusitano.

Que me faz sentir ufano

Confesso mais uma vez

Que no mundo de lés a lés

A nossa fama foi tanta.

E se o mar tivesse garganta:

Só falava português.

Giovani Lucci

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Teu regresso!

Meu, amor! Que momento delicioso, inebriante!

Subitamente! Como um milagre! Ressurgiste nos meus braços.

Descobri no teu abraço, um paraíso perdido, e renascido.

Ficamos ali, absortos, colados, entre a Terra e o Céu.

E quando os teus lábios encontraram os meus,

senti uma emoção estranha como nunca sentira antes.

Oh, meu amor! Que saudade!

Quando nossas bocas se encontraram...

Em êxtase, senti os teus lábios quentes, numa tão doce serenidade.

Senti o calor do teu corpo, fechei os olhos, e como um navio à deriva,

Fiquei a navegar nesse mar de águas vivas.

Deixei-me arrastar, por onde as ondas me quisessem levar.

E perdi-me nesse mar forte e desmedido!

Em que eras tu, a minha vela e meu porto de abrigo.

Com fé, sabia que voltaria nas ondas da maré!

Nesse movimento ininterrupto, cadenciado, seguido

A enrolar-se sobre o areal dos meus sentidos.

Peguei a tua mão na minha, beijei os teus lábios, as tuas faces.

Enlouquecido, deixei que falasses…

Fiquei a ouvir os murmúrios, na tua alma incontidos

Respondi!

Também eu, minha querida!

Não imaginas o quanto senti a tua falta: a doçura dos teus beijos,

o calor dos teus braços, nas solitárias noites dos meus desejos.

Tu és a minha calma! Como te quero, amor da minha vida!

Sabes, querida! Em mim nada mudou…

Tu és o meu mundo, tu és tudo o que sou:

Teu amante, confidente e companheiro.

Escutavas-me com espanto!

E não houve maneira de suster as lágrimas,

quando enleado pela emoção, e pelo encanto.

Comecei a deslizar para o próprio céu

nas asas, sensuais, dos braços teus.

Lembras-te, meu amor?

Nesse momento o mundo estava tão lindo e repleto de encanto.

Como um lírio enlaçado por uma suave brisa…

Senti os teus dedos desabotoar, lentamente, os botões da minha camisa.

Assim, devagar, tão devagar, um a um…

Como se estivesses a despetalar rosas, no jardim do nosso amor.

Abri meus olhos, e no reflexo do teu olhar.

Vi que não era devaneio, nem trapaça, nem leviandade.

Éramos nós; ali, a sós, na verdade!

Era eu, eras tu; novamente, ali abraçados, colados, sublimados.

Com mil desejos para eternizar.

Giovani Lucci
 

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Triangulo da vida

 

Oh, lembranças desesperadas!

Por compaixão, não me açoitem, desvairadas.

Deixem-me olhar através das brumas da memória

para o pórtico da minha alvorada.

E ver nessas auroras douradas:

O verde fúlgido dos trigais…

Deixem-me acariciar, ternamente, a campina

Como a suave brisa, das minhas mãos, matinais.

Quero sentir o orvalho cintilante,

Dessas manhãs alvas, brilhantes, perfumadas de alecrim.

Quero tocar com os meus dedos, saudosos e ébrios

Nessas manhãs de cetim.

Deixem-me recordar essa luminosidade

Que imprimi com encanto, no mais profundo recanto

Da minha, efémera, eternidade!

Saibam que agora estou triste! Profundamente triste.

Sinto a sombra crescente da vida, a enfuscar o céu da Primavera.

Esse céu onde pintei, em aguarela,

numa tela renascida, os mais belos sonhos da minha vida.

Agora, os jardins, interiores, do amanhecer, começam a desvanecer,

na neblina do meu olhar.

E o horizonte começa a obscurecer, ante a aproximação da noite eterna...

Essa noite que, sem demora, deixará de ter sonhos, e auroras

no crepúsculo do meu viver.

Quero inventar dentro de mim,

neste triangulo da vida em que persigo:

Nascer, viver, morrer. Ser esquecido!

Um tempo que ainda não chegou ao fim.

E o passado Interliga-se no meu pensamento,

devassado pelas horas que correm.

Deixem-me escutar, uma vez mais, no eco longínquo da minha existência, e numa melodiosa permanência.

As sonoridades, do maravilhoso puro, dos sentimentos

que nascem, e não morrem.

Giovani Lucci
 

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