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Filipe Monteiro |
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Última actualização 09/07/2005 |
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8 Poemas Editados - Sobre a morte dos seis e do judeu
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ASPAS DE MADRE TAVIRA E POEMAS |
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Se a poesia assenta numa
subjectividade que, perante o mundo conhecido, lhe empresta cambiantes
inusitados de cores e emoções, se a poesia constitui a aliança intemporal
entre a alma do poeta e a alma que pulsa em cada elemento da natureza, se a
poesia denuncia o equilíbrio necessário entre as palavras e os sentimentos
que nos devolvem uma realidade mais próxima do fulgor primordial, então,
estamos, com Aspas De Madre, na presença de uma poesia que integra todos
estes elementos, e porventura outro, o que a eleva ao domínio de um ser
completo e vivo que nos subjuga. Quando a poesia se manifesta, há sempre um
espaço inquietante de procura e/ou encontro com uma realidade que, por ser
objecto de conquista e transformação, se anuncia como revelação. Há sempre
um espaço de sedução a que o poeta, neste caso, nos conduz.
Manuela Beato |
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Filipe Monteiro nasceu em 1953 na cidade do Porto. No início dos anos 70, publicou textos poéticos, em páginas jovens de alguns jornais e em antologias de jovens poetas. Em 1973, passou a viver na cidade de Lisboa e a passar períodos de tempo no Algarve.Tem uma filha. Depois de ser "enchutado" de lugares algarvios então bonitos, há muitos anos, adoptou, Tavira como "mãe quente de sossego e ternura", onde cresce, pensa e disfruta. Em 1978, licenciou-se em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa. A partir desta data, foi professor de Filosofia no ensino particular e oficial. Em 1985, abandonou esta actividade, mantendo a sua actividade profissional como assessor e consultor em várias áreas de Apoio à Gestão em várias empresas de comunicações. Além de escrever, come tripas enfarinhadas, xarém, caracóis, estupeta e muxama de atum e papas de sarrabulho. Publica agora o seu primeiro livro "Aspas de Madre" fruto da relação que mantém com a cidade de Tavira e com o incentivo de outras pessoas que também amam e vivem esta cidade. Com 51 anos, é fácil encontrá-lo. Anda à procura de si ou do mundo, meditando ao som dos timbres e dos silêncios, pelas praias, pelos bons restaurantes, pelo centro ou nas bordas de tudo o que lhe trouxer mais-valias. |
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Vives da vida,
Pintas-te de branco
Como que a lembrar |
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Dá-me a tua mão
Vamos saltar
Vamos buscar a força
Dá-me a tua mão
Com as mãos muito juntas, |
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Nessa praia nasce o peixe
e a vida,
Nessa praia nasce o peixe
e a vida
Lá atrás,
Sossegadamente
imperativas, |
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Soube que o tempo
Soube que o tempo
Soube que o tempo
Soube |
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Branqueou por aqui
Branqueou por aqui
Contigo, abelha obreira
Branqueou por aqui |
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Vejo-te a cores de ti, Vejo-te a cores de ti
Vejo-te pintada
Vejo-te
Vejo-te |
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Sei, neste tempo gasto,
Sei, neste tempo gasto,
Sei, neste tempo gasto,
Sei, neste espaço gasto, |
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Presto-me
Em frente,
Porque este rio
Presto-me
Contigo, |
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No fundo dos olhos,
No fundo dos olhos,
No fundo dos olhos,
No fundo dos olhos,
Então, |
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Desenho as palavras
seduzidas
Desenho as palavras
seduzidas
Desenho as palavras
seduzidas
Desenho as palavras
seduzidas
Nessa praia |
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Arejas o teu espaço E eu ainda não te vi.
Arejas em renda E eu ainda não te vi.
Já sei que és A dois planos bordada.
E me vês E eu ainda não te vi.
Mas sei |
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SOBRE A MORTE DOS SEIS E DO
JUDEU
Era um estar de paz,
Era um estar de nos viver
Num espaço que era teu Era um estar de nos viver.
Morremos
Era um estar de nos viver
Somos sete |
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