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Fernandes de Souza

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2 Poemas Editados

- Ainda há tempo

- Em busca de um lugar

- Soneto à Ana Paula Brumati

- Vida medíocre

Foto de: Sete Sois

Lagoa Azul

 

 

 

 

Ainda há tempo

 

 

Quão distante está do seu nobre amor

Que não consegue suportar a solidão

Clama todos os dias aos deuses um perdão

Para voltar a sentir àquele calor

 

Penitencia-se a todos os instantes

O que é uma coisa admirável

Sinto de longe as lágrimas correndo inigualável

Fazendo meandros inconstantes

 

Estais longe porque queres

E sabeis bem disso

Tu és uma bela mulher

Como igual nunca havia visto

 

Volta que te espero a qualquer hora

Para sempre te fazer feliz

Deixe de lado seu orgulho agora

E venha para perto de mim

 

 

 fernandes de souza

 
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Em busca de um lugar

 

Se do tempo eu pudesse fugir

Iria para longe de todos

Colocaria-me num mundo sem fim

E escaparia de tanto desgosto

 

Se da velhice eu pudesse escapar

Sentiria-me profundamente agraciado

Regozijaria-me ante ao amparo

De uma sorte que na pode igualar

 

Na eternidade eu quero viver

Como um imortal vive em seu mundo

Cheio de mistério e prazer

E de um sinistro mito obscuro

 

Longe da vida

E longe de todos

Seria uma dádiva para os gostos

Preciosos da divina escrita

 

 

fernandes de souza
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Soneto à Ana Paula Brumati  


  
Em marcha gloriosa e galopante  
Seus cabelos correm soltos ao vento  
É grande a alegria no pensamento  
Pois é você de forma inebriante  


Em um mundo perfeito de instantes  
Feito na crise dum homem sedento  
Mergulhado em vãos pensamentos  
Que ignoram a presença intrigante  


Do seu cheiro que vem ao meu encontro  
Levando-me a olhá-la bem mais de perto  

E sentir o aroma suavizando  


Um sentimento quase sempre inquieto. 
Desse modo estará eternizando  
Suas imagens de princesa no eterno.   

 


fernandes de souza  

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Vida medíocre

 

Quando me disseram que havia esperanças

Acreditei cegamente

Confiei desesperadamente

E fui até ao fim para conferir

 

Chegando ao final constatei que fui enganado

Fiquei estupefado

E muito desesperado

Por estar no meio de um bando de alienados

 

Quebrei a cara e isso é um fato

Não adianta dizer que é vontade do criador

Pois não acredito em um Deus vingador

Que joga dados com um universo enfadado

A eterna solidão

 

Não confio mais em nada.

Nenhuma religião é uma saída

Apenas uma muleta

Para se apoiar quando se é fraco

Apenas um refúgio

Como num sonho freudiano

Para escapar da realidade

Somente para os fracos que ela foi criada

E somente eles podem vive-la

 

 fernandes de souza

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