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Fatyly |
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Última actualização 24/10/2006 |
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18 Poemas editados |
Olhar Luis Pedro |
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Leva-me contigo... abraça-me de mansinho tira-me deste caminho que deixou de ter brilho sempre tão sózinho ...porque eu já não consigo!
Leva-me contigo... a ver de novo o mar olhar de novo a lua acreditar de novo na vida dar a minha mão a quem precisa ...porque eu já não consigo!
Leva-me contigo... olhar de novo os campos gostar de novo de cravos amarelos andar descalça à beira mar sentir nos pés o seu ondular para continuar a sonhar ...porque eu já não consigo!
Leva-me contigo... para um sítio inventado só nosso onde o sorriso seja meu, teu, nosso de tudo desisti... porque não posso tira-me por favor deste fosso... ...porque eu já não consigo!
Leva-me contigo... já que és meu amigo dá-me o teu abrigo nessas tuas asas onde me aninho quieta nesse teu cantinho que fazes tudo com carinho transforma-me em golfinho ...porque eu já não consigo ...porque eu já não ...porque eu já ...porque eu morri!
Fatyly 2003
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Descalça vai para a fonte Descalça vou mas para a beira mar
Descalça vai para a fonte como vês é verdade, vou mas à beira mar Lianor pela verdura; Fatyly pela areia molhada onde o sonho perdura Vai fermosa, e não segura. fermosa? és doido? sorrio por isso sou segura!
Leva na cabeça o pote, o pote? não amigo na cabeça não levo nada O testo nas mãos de prata, qual testo, é um livro nas mãos rugosas Cinta de fina escarlata, isso já não se usa, são todas pirosas Sainho de chamelote; com este tempo vou bem agasalhada Traz a vasquinha de cote, isso era no teu tempo, morria abafada Mais branca que a neve pura. sempre fui branca como a neve, mas pura??? Vai fermosa e não segura. fermosa? és doido? sorrio por isso sou segura!
Descobre a touca a garganta, tira tu, aqui está muito frio nada destapo Cabelos de ouro entrançado os meus são brancos e não uso tranças Fita de cor de encarnado, havia de ficar linda com essas tangas Tão linda que o mundo espanta. ah,ah,são resmas, por isso na Praia Grande não escapo Chove nela graça tanta, qual graça, lágrimas porque chove a potes... oh parvo Que dá graça à fermosura. graça à fermosura? dou asas é ao pensamento, sinto ternura Vai fermosa e não segura. fermosa? teimoso! sorrio por isso sou segura!!!!!! e sabes, é lá que deixo a minha amargura anda daí Camões vais ver o que é doçura!
Luís de Camões (deixa-te ficar...)
Fatyly 2003
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Olhando para o nosso mundo Vejo o planeta tão desigual Mas nasce no coração bem fundo Flores de Pessegueiro - Amor Conjugal.
As guerras feitas pelos dirigentes na ganância os seus olhos se fecham Mas existem outros olhos inteligentes Dálias Vermelhas - os teus olhos queimam.
Questionar o motivo de tão horrível indecência No meio de tantos Narcisos - Egoísmo e Vaidade Por sermos Margaridas Pequenas e Brancas - Inocência Apenas suplicamos e rezamos pelo fim da barbaridade.
Mas quando a guerra termina O velho mundo pula e avança E no nosso interior germina Amendoeiras em Flor - Esperança.
No meio de tantos escombros aparecem Lírios Silvestres - Regresso à Felicidade E de novo todos os povos juntos renascem Como jardins de Jasmins Brancos - Amabilidade.
E os povos de novo juntos... trocam Camélias Japonesas - Arrependimento E os olhos menos tristes... focam Camélias Vermelhas - Reconhecimento.
E em todos os continentes a vida retorna Como Cravos Brancos-Ingenuidade-Amor Ardente E em cada um de nós há uma nova reforma Feita de Flores de Lis - Beleza Atraente.
Pela troca de uma Flor de Castanheiro - Perfídia Dou-te um ramo de Magnólias - Amor à Natureza-Simpatia
Pela troca de uma Giesta - Desesperança Dou-te um ramo de Iris Azuis - Confiança
Pela troca de um Amor-Perfeito - Recordação Dou-te um ramo de Nenúfares - Pureza de Coração
E de cada um de vós peço apenas ...uma... Flor de Alecrim - A tua presença dá-me forças...
Fatyly 2003
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Quando se dorme todos sonhamos a defesa do nosso subsconsciente de uns facilmente nos lembramos de outros... nada temos ciente!
O engraçado desta questão dos que me lembro são a cores faz-me uma tremenda confusão! porque até as coisas têm sabores!
Nuns sonhos vejo-me a andar pela minha terra vermelha muitas saudades de a pisar poder voar como uma abelha!
Como maboques, côcos e pitangas trepando às arvores como fazia maçãs-da-india, múcuas e mangas oh... oh...que bem que me sabia!
O Mar... é quente e azulado águas límpidas e transparentes salto, mergulho, brinco e nado num vaivém como os párapentes!
Do norte ao sul de Angola a paisagem é de rara beleza as matas e rios fazem uma bola no sonho brinco com a sua leveza!
Coqueiros, palmeiras e embondeiros é parte da sua grande vegetação mas de certo com os bombardeiros já nada daquilo tem animação!
Petróleo, diamantes é p'ros de fora enormes riquezas mal exploradas e o povo angolano sempre chora tocando batuques nas suas matas!
Mas a terra vermelha apareçe superior a todas as agressões o que tomba de novo cresce não ligando nunca às opiniões!
Terra tropical bela e linda onde a ganância tudo desfez e nós pobres na berlinda de quem quiz tudo de uma vez!
E o meu sonho é colorido pois o futuro há-de ser bom protegendo o povo querido pondo Angola noutro tom!
Luanda espera por mim...que um dia voltarei!
Fatyly - 2003
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A noite caiu, os sons nocturnos ecoam no ar no meio da selva um "tigre" procura sobreviver no seu passo elegante, caminha, como se fosse voar mas seus olhos de felino não conseguem ver o que lhe irá acontecer o que lhe irá atraiçoar!
Por entre a densa vegetação, um tiro, um rebentar disparado de uma arma disfarçada de calor carregada de palavras doces e com sabor embrulhada num papel feito de amor nas mãos de alguém sem qualquer pudor atingindo o "felino" sem nada lhe perguntar!
Ferido de morte, chaga aberta perto do coração o "tigre" dá a volta num cambalear silencioso... geme sem parar como companhia apenas o luar segue o trilho que o trouxe num embalar no tronco do embondeiro se esconde, ficando no chão!
Deita-se num esticar sofrido, muito dorido bebe a água que escorre do embondeiro o sofrimento como companheiro verdadeiro lambe a ferida de tom vermelho pobre "tigre", pobre animal, era apenas amigo!
O nascer de um novo dia faz o sol brilhar um raio de luz cobre o "tigre", num sorrir sarou-lhe a ferida, deixou-a de sentir dentro do embondeiro uma flor a abrir as forças, a coragem, de novo a sentir novo eco na selva: "Fatyly tens que partir" coragem, não deixes de sorrir e continua a acreditar pois nada, mesmo nada te fará parar na vida continua essa tua grande forma de "estar"!
Fatyly 2003 *embondeiro - árvore de grande porte das matas de Angola
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A ti minha mãe
Os meus pais emigraram Pelos meus avós arrastados Por Angola lá ficaram Mas nunca foram abastados!
O meu pai mais teimoso Minha mãe mais tolerante Mas ele sempre amoroso E ela amorosa e radiante!
Cinco filhos tiveram Três raparigas e dois rapazes Cinco sarilhos criaram Não sei como foram capazes!
A todos sempre deram Amor, Educação - VALORES REAIS E lá todos conseguiram Serem verdadeiros e leais!
Eu fui a mais reguila Pobre deles... o que passaram Menina, menina... não refila E disso eles não me curaram!
Os cinco passaram a quatro Quando o João nos deixou Fixo a foto no meu quarto Mas no meu coração ele ficou!
O meu pai também partiu Para junto do nosso João Ficou mais um lugar vazio Nesta família com BRAZÃO!
O BRAZÃO não é de realeza Desta família de vários elementos Só tu querida MÃE és a ALTEZA Sofrendo com os nossos apertos!
Por Portugal estamos espalhados Cada um tocando a sua vida Mas todos estamos amarrados Em ti Mãe com uma guita!
Dizer a ti minha Mãe: - que não somos crianças - que não sofras por nós - que não penses tanto em nós - que não chores por nós... é o mesmo que dizer, perde as esperanças porque para ti seremos SEMPRE crianças como o teu amor me sabe tão bem!
Apesar da vida tão difícil que sempre tive, porque foi neste mês que a tua reguila nasceu digo-te Mãe, que sou FELIZ, e sempre vive o sorriso, a alegria, a esperança que contigo aprendeu!
A ti pai, olha por mim e ajuda-me sempre... onde estiveres!
Fatyly Janeiro/2004
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Queria queria ser
sol queria ser
homem queria ser
altiva
querer...queria... sentava no
alto do embondeiro, abro a múcua,
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"Porque não sei como dizer-te sem milagres Que dentro de mim é o sol, o fruto, a criança, a água, o deus, o leite, a mãe, o amor, que te procuram.
E penso que vou dizer algo cheio de razão," eu nunca saberei como encontrar-te falar-te se me procuras... saí da escuridão não são precisas frases dá-me apenas esse teu calor a tua mão quero correr, chorar e abraçar-te aperta-me nos teus braços com fervor ensina-me a dar esses passos p'ra sentir o que é ser de alguém!
Junta todos os pedaços que fazem parte de mim "do amor que te procuram sem milagres!"
Fatyly 10/03/2005 (do poema "Não sei como dizer-te... - Herberto Helder") |
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Uma tentativa de POEMA!!!! Deleito-me a olhar o mágico entardecer bola laranja desaparecendo no horizonte o manto da Lua abraça o escurecer sinto nostalgia na visão desta ponte! Devagar bem devagar vai-se afundando no mar de sonhos cintilam pontos luminosos vislumbro olhares, carícias de seres amando a brisa acaricia meu rosto com sulcos rugosos! Só, muito só, voo para além do oráculo do mundo anos passados, dias contados tão desatinados recosto-me no conforto da minha visão e afundo não choro, não grito perante acordes desafinados! Depois de horas e horas descanso a cansada visão da letargia incómoda, negativa e besta... acordo só de imaginar em sentir o toque macio da tua mão sacudo a poeira, sorrio e ponho a chave na ignição! Fatyly 16/6/2004 |
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Eu e Tu Nascemos na mesma rua onde crescemos a brincar dizias que eu era só tua recordo esse namorar! De cadernos na mão íamos juntos p’ra escola ainda guardo o botão mas perdi a sacola! Era sempre no meu quintal ninho de putos numa alegria de todos p’ra mim eras o tal de todas p’ra ti era preferida! Crescemos e trabalhámos ambos na mesma empresa já não éramos namorados fomos amigos na mesma! Longe do quintal e anos passados coincidente ter-te encontrado no mesmo Banco empregados Tu no norte e eu no centro! O grupo do quintal aí se juntou recordo esse grande almoço o namoro em Angola ficou falar p'ra ti seria um alvoroço! Os ciúmes é uma doença não nos deixam respirar nem sequer se disfruta do verdadeiro verbo amar! No girar do tempo eu nada sabia de ti meu velho e bom amigo soube por ti a triste notícia não estás só, tens o teu filho! O mundo nas voltas e beldrocas numa giratória de trinta anos só nos soube trocar as voltas sofremos com tantos enganos! Tudo passa, tudo se aguenta foi bom ouvir o teu gargalhar ao recordar-te a velha mulemba a única que não se deixou enganar! Tudo o que disse é verdade amigos vão...amigos vêm nunca usei amarras à base uns ficam outros partem porque a amizade é também liberdade!!! Fatyly 9/04/2005 Índice Fatyly |
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Sem título... |
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Retalhos de uma Vida |
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Ponto d'um horizonte
Tu que agora me lês, sim
tu, talvez até tu, desatino |
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Ecos Angolanos Deixa-te ficar deitado debaixo de mangueiras dormindo ou acordado fica assim como queiras! A teu lado eu estarei debaixo da pitangueira uma vez mais sentirei a minha terra feiticeira! Slides feitos em sonhos relembrados em cada dia com uma mão nos ombros hoje, sem malas, partiria! Fatyly 24/09/2005 Índice Fatyly
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Olhar Poético Meus olhos pousaram na vossa bela poesia e vislumbraram olhos que sentem olhos que choram olhos que sorriem olhos que amam olhos que iludem olhos que perfuram olhos que entontecem olhos que... foi nesses olhos amigos tão cheios de magia poesia já envelhecidos meus olhos repousaram! Fatyly 17/08/2005 Índice Fatyly |
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MÃE Logo na sua concepção dentro do ventre materno sem ter qualquer noção surge esse milagre eterno! Tudo se transforma e disforme a barriga vai crescendo a mãe pouco ou nada dorme porque já se vai preocupando! O pai com o seu carinho abraça-a e deve animar ambos vão ter um filho que deverão saber amar! Mãe, ser mãe, é diferente atenta num mundo desatento só ela sabe, só ela sente o que se passa com seu rebento! É estar sempre presente, mesmo ausente limpa a lágrima que caí, com um sorriso abraça, acarinha e diz...vai em frente pois sabes que sou o teu porto de abrigo! Por vezes fica sózinha no barco da vida mas nunca sem o abandonar ser mãe é ter só um bilhete de ida na viagem do verbo AMAR! Mães que choram e vão morrendo porque perderam os seus filhos envelhecem num sofrimento porque jamais foram esquecidos! Ser mãe afinal é tudo ser mãe é o que eu sou não tenho poderes no mundo mas elas sabem quem eu sou! Fatyly 27/04/006 Índice Fatyly |
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(...)fazendo mais apelo à razão do que ao sentimento, deve desencadear no espectador uma tomada de consciência(...)
A minha....versão
"Lista de Preferências" de Bertolt Brecht
I
Alegrias , apenas as sonhadasDores, sentidas em silêncio Casos, batidos em almofadas Conselhos, de quem mete medo.
II
Meninas, e
meninos que se amam
III
Adeuses, tão
provocatórios
IV
Cores,
vencidas pelo negro
Fatyly 22/04/2006
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A vida por vezes é traiçoeira leva-nos ao fundo do poço procura-se no suicídio a maneira
de nos tirar desse
alvoroço! Olha para mim, destapa o teu olhar não tenhas vergonha do que fizeste porque o mar no seu ir e voltar
também ele por vezes é tão
agreste! Momentos em que nada se escuta por mil palavras... vale uma mão que no silêncio pode ser a batuta da nova melodia no teu coração!
Fatyly
23/10/2006 |
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