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Elza Vieira da Silva

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4 Poemas Editados

- Alô

- Anjo amigo

- Perdão

- Pesadelo

Abraço

 

 

 

 

 

ALÔ

Quanto tempo não te vejo
Não quero perder o ensejo
De ouvir a tua voz
Pego o aparelho telefônico
Digo com voz trêmula de emoção.

O telefone chama
Não tem ninguém
Que decepção
Torno a ligar
O telefone parece mudo
Ninguém atende do outro lado
Ou estão surdos
Pra mim ou é nada ou é tudo.

Choro baixinho abraçada
Com meu urso de estimação
Porque fazes assim comigo
Machucando meu coração
Sem querer caio em depressão.

Onde estão teus abraços
Não posso seguir teus passos
Querendo um beijo teu
Quero as tuas carícias
Aquecendo os braços meus.

Olho para o telefone
Nem sinal
É ponto final deste amor
Enlouquecida pela paixão
Já perdi a esperança.
De repente o telefone toca
Não era tu pra me amar
Esperanças não há
O melhor é recomeçar.

ELZA VIEIRA DA SILVA

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ANJO AMIGO

Nas voltas da vida
Te encontrei um dia
Amável, que simpatia!
Olhei para te ver melhor
Ouvi anjos ao seu redor
Cantavam uma sinfonia.

Tua fisionomia era de um príncipe
Não cavalgava num cavalo branco
E sim nas de um arcanjo
Irradiava o saber e trazia na mão um arranjo.

As flores eram brancas
Teus galhos tinham espinhos
Senti como mãe um grande carinho
Que vem fazer na terra este homem anjo?
A quem vai entregar este lindo arranjo
Ouvi uma voz suave que dizia
Eu vim consolar uma mãe sofrida
À tua filha darei guarida.
Ajoelhei, beijei tuas mães, fiquei agradecida.

Não era um sonho
A história é real
Obrigado, meu anjo
A ti muito sucesso e nada de mal.

ELZA VIEIRA DA SILVA

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PESADELO

Do fundo do poço
Clamei por ti senhor
Eu não entendia
As coisas que eu sentia
De tudo sentia horror
Não podia compactuar

Falar explicar orientar
Não adiantava mais
Me via impotente diante do azar

Tomei posição
Fiz muita oração
Não conseguia enxergar
Aquela tão falda luz
Do nosso senhor Jesus

Que fazer ou como fazer
Deixar não me incomodar
Assistir como telespectador
Tirar do peito essa dor
E calar-me por amor

Uma decisão era preciso tomar
Só há uma maneira de ajudar
Orar e também jejuar
Implorar para Jesus
Que fosse teu guia e luz.

ELZA VIEIRA DA SILVA

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PERDÃO

De quando em quando
Você toma um chá de sumiço
Como se você não tivesse nada com isso
Juro tirar você de mim
E esquecer que você é assim

Quando eu estou te esquecendo
Você aparece
Diz que não me esquece
Que estava trabalhando
Minhas juras vão por água abaixo
Recebo você de volta
Novamente me rebaixo

Você me pede perdão
Diz que me ama de paixão
Que você me tem no coração
Sei que é falsidade
Não se torna realidade
Faço de conta que acredito
Te abraço e te beijo
Fica talvez o dito por não dito

Devia existir um remédio
Para curar o meu tédio
Esquecer que te amo
Que teu amor me tira o sono
Que me faz mal
Que me faz sofrer
Se este amor continuar assim
Prefiro morrer
Para tudo por um fim.

ELZA VIEIRA DA SILVA

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