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Eduardo

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6 Poemas Editados

- Definição imprecisa

- Finis Tenebrae

- Nocturno

- Soneto - Elegia

- Soneto incompleto

- Transe

Foto de: Sete Sois

Lagoa Azul

 

 

 

 
Definição Imprecisa
Porque és a Voz, o Som e a Melodia. 
Porque és Força, Sentido e Sensação.
Porque és o Corpo e a Alma com que sinto.
Porque és o Sonho, a Ideia e a Razão.
Porque és o lábio com que beijo a Vida.
Porque és a Mão que afaga a minha mão.
Porque és Verdade, Incenso e Infinito.
Porque és a negação da negação.
Porque és o Sopro alado e primitivo.
Porque és o Fruto doce da Paixão.
Porque és Semente, Flor e Colorido.
Porque és um Ser em constante gestação.
Porque és a Noite e o Silêncio ameno.
Porque és o ruído da Respiração.
Porque és o Dom e a Dádiva sagrada.
Porque és a Fé, a Esperança e o Perdão.
Porque és o Argumento que me explica.
Porque és Centro, Encontro e União.
Porque és sinal da Criação divina.
Porque és Certeza de Ressurreição!
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FINIS TENEBRAE
 
No lado doce da memória trago-as,
Lembranças de menina... um tempo alado...
Num tempo azul, de ouro matizado,
Por forte mão subi às altas fráguas.
 
Mágoas de um tempo azul... soturnas mágoas,
Por que pesais em meu olhar cansado?
Que azul devolvereis? Ou que passado
Convosco há-de vogar nas mesmas águas?
 
O azul duma carícia ainda aflora
O tempo de menina em que 'inda existo
Por dentro da Mulher que sou agora!
 
Em vão me perseguis! Resisto! Insisto!
Em vão persegue a noite a loira aurora!
Em vão persegue a Morte o doce Cristo!
 
 
Com todo o Amor,
 
Eduardo
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Nocturno
 
Tocar no teu cabelo,
sentir a tua face,
e nos teus olhos ver a tua alma...
Ao colo adormecer,
e assim me transformasse
em anjo que adormece na tua palma...
Deixar-me possuir
inteiro, e o teu sabor
Saber de cor, no íntimo gravá-lo...
Como um condor, voar;
como um potro, correr,
o mundo olhar no rosto e enfrentá-lo...
Olhar dentro de ti
só para me encontrar,
ser um reflexo azul do teu cabelo...
Viver... viver... viver...
cantar o nosso amor!
Ser digno, meu amor, de merecê-lo.
Eduardo- a LUZ!      
8/Dezembro/2003
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Soneto-Elegia
A  J.M.Q.
Nunca fitei teu rosto sereno, meigo, grave,
Nem tua voz ouvi no silêncio dos dias,
Nem tua mão prendi, alado voo de ave,
Com que, firme, guiaste as mãos que a ti prendias.
As noites que os teus olhos transformavam em dias,
E os campos verdejavam ao ver o verde suave
Que do fundo da alma em prece então erguias:
O Mundo era o teu templo – Tu eras a arquitrave.
Nunca te conheci, se o conhecer consiste
Em ver, ouvir, tocar. Não me foi dada a sorte...
Mas através dos teus chegou-me o teu exemplo.
À lei brutal do tempo, a memória resiste,
Pois quem de ti descende, ascende, e além da Morte
Por ti irá subindo, feliz, ao Eterno Templo.
Homenagem de quem a seguir na sombra de teus passos
pode aspirar somente.
Porto, 24 de Maio de 2004
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Soneto incompleto
 
Quem reescreveu a noite em teus cabelos?
Quem em teus seios pôs o mel dos favos?
Quem deu à tua pele o dom da seda?
Quem teus lábios tingiu da cor dos cravos?
Quem pôs no teu olhar toda a ternura?
Quem deu ao teu sorriso a íris do arco?
Quem semeou teu ventre de aventura?
Quem fez da eternidade um tempo parco?
Quem pôs no porte teu toda a candura?
Quem construiu teu ser – esguio barco?
Eduardo Nuno   20-Maio-2004
Índice Eduardo

 

     

 

 

 
TRANSE
Que força é esta, AMOR, a que me impele?
Que sentimento é o que me avassala?
De quem a voz que docemente embala
A sensação latente em minha pele?
E que doçura é esta, mais que mel,
Que no meu coração tem sua sala?
Que estranha dor, que grita, quando cala...
Estranha dor, que atrai, quando repele...
Síntese- Alma e símbolo do belo
És tu, AMOR, quando sobre o teu colo
Se espraia o negro-azul do teu cabelo.
Um riso cobre o céu de pólo a pólo
Em transe arrebatado, e só de vê-lo,
Eu prostro-me de rosto e beijo o solo.
Índice Eduardo

 

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