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Carmem Lúcia da Silva

Página inaugurada em 08/05/2005

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8 Trabalhos Editados

 

- Pequena biografia

- Ladainha interior

- Na relação de troca

- Na sensação do partilhar

O toque

- Tingir

- Tirá-lo do pensamento

- O amor como elemento terapeutico

- Ter razão ou ser feliz

 

 

 

Carmem Lúcia da Silva

 

 

 

  PEQUENA BIOGRAFIA

CARMEM LUCIA DA SILVA

É professora de português e inglês. Pedagoga com especialização em Psicopedagogia. Nascida em Bofete e moradora de Botucatu, tem nos seus escritos em geral a marca de uma constante preocupação com o homem e com a sua busca interior para que a vida do planeta possa obter o projecto de cada um inserido nela.

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LADAINHA INTERIOR

Dos desabafos
criamos laços.
De uma bela relação
troca de emoção.
Na luta pela vida
experiência da lida.
Impulsos dados,
aquecimento do coração.
Luzes no túnel,
esperança de nova visão.
Querendo ser querida,
desejo de ser envolvida.
Com tanta busca,
encontro interior.
Explosão de uma incontida
vontade de existir.
Crescendo, descortinando
a semente do amor
que só produzirá
após a fase da flor.

Carmem Lúcia da Silva

Professora de português

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NA RELAÇÃO DE TROCA

Nada foi precoce,
nem sinal de posse.
O incentivo nasceu da busca,
preparação interna.
Nada foi em vão,
nem houve excesso de imaginação.
Os indícios marcaram ponto
no desencontro.
Sem mais calor humano,
inadequou o afeto.
Propondo-se a continuar a mesma,
jamais outra pessoa,
só superando a dificuldade
pela aprendizagem,
onde o crédito reforça identidade
sem preocupação com juízes exteriores.
A harmonia buscada
era da sintonia com os fatos reais,
almejando enriquecimento
pelo próprio sofrimento
e resgatando
espaço para reflexão,
com ganho
da capacidade de contenção.

Carmem Lúcia da Silva – professora de português

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NA SENSAÇÃO DO PARTILHAR

Quero um amor que não se desvaneça
no meio da noite
e que em cada percurso
tenha em mente
o ir e o vir...
Assim viverei
sem aqueles temores
que abalam só a juventude
dos relacionamentos...
Poderei bailar nas estrelas,
mergulhar no oceano,
sentir-me leve como as brumas da manhã,
banhar-me na chuva
contando com o aconchego
do agasalho amparando-me
e me elevando na sensação de partilhar.

Carmem Lúcia da Silva – professora de português

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O TOQUE

No questionar o meu coração se enxerga
e sente este mundo, obtive apenas
a sensação do invisível ser o mais
profundo sem a fração interior,
a visão não continha o caminho nem
havia a felicidade absoluta e o
cruzamento apresentou-se no horizontal
brecado para o vertical ser elevado.
Retomei em "O toque"
Vibrei como radiante filho do universo
Cheio de motivos de alegria com um
Método antes secreto experimento hoje
A nova primavera mudando
Gradativamente sentimentos esforço-me
Para ter um só centro...O centro da
"Criação do homem".

Carmem Lúcia da Silva

professora de português

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TINGIR

Como tinta que tinge
A palavra não finge
E marca...um emotivo manipular
Neste encontro secular...

Jamais tão feliz como agora,
Mas a ilusão pode ir embora...
E enquanto não há decepções,
Ansiosamente tocamos os corações.

Não querendo embaçar a mim, nem a ninguém
Sobreponho as virtudes, sem desdém...
Assumo o papel real, sem dor...
E na essência...desperto apaixonada...e aceito o amor...

Carmem Lúcia da Silva

professora de português

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TIRÁ-LO DO PENSAMENTO

Parei de plantar ilusão!
Semeei amor em meu coração...
E faço meus instantes mais felizes...
Amplio do sorriso as matizes.

Meus olhos se iluminam em cada amanhecer,
A fé os torna estrelas ao anoitecer...
Opto por receber carinho
E todo dia em seu aconchego me aninho.

Um conforto indescritível ao te encontrar,
A alma límpida ao te amar...
Queria tirá-lo de meu pensamento
E abraça-lo, ao sentir tua falta, em qualquer momento...

Carmem Lúcia da Silva

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"O AMOR COMO ELEMENTO TERAPÊUTICO"
 

Este depoimento me proporcionou analisar e compreender melhor o fato mais marcante de toda minha vida...a prova real da existência e comunicação com Deus e Seu amor...
Em 28 de agosto de 2003, meu filho de, então, 11 anos...foi internado no pronto socorro da Unesp de Botucatu, com um quadro de enfermidade neurológica sem diagnóstico fechado, mas que comprometia seus reflexos e movimentos a partir das extremidades e lhe causava dores profundas.
Embora eu não quisesse saber os detalhes do assunto em questão...passando pela fase de não aceitação do problema e até negasse observações, o quadro tornava-se cada vez mais complicado, e do pronto-socorro foi para a enfermaria da pediatria na qual durante mais de um mês permaneceu em isolamento...
Comprovou-se, após colher líquor, que meu filho tinha a síndrome de Guillain Barre e que...esta era provocada por um vírus imprevisível que lesava onde houvesse músculo...até o dia do pico que seria em torno do 40º dia da doença...e...tudo foi acontecendo como a teoria registrava...
No momento mais crítico de necessidades de auxílio respiratório e de colocação de intracate para procedimentos de plasmaférese, necessários neste tratamento, fui convidada a sair da sala de atendimentos e neste exato momento uma amiga espiritualista que me orientava, veio me visitar e ao mesmo tempo, a neuro, outra amiga, médica, que encaminhara meu filho no início...chega!...Meu pai, companheiro de todos os momentos de minha vida, também estava ao meu lado...
Sabendo da seriedade do momento, sentia-me amparada...foi quando ouvi a frase de impacto vital:
"Você pode sentir-se sensível e manifestar isto...mas chegou a hora de pôr em prática toda a teoria que tem sobre Deus...Confiança e pé no chão!"...disse a neuro
Daí em diante, grupos e grupos de pessoas anônimas e conhecidas foram contatados para fazerem preces...e uma constante energia...como chuva de bênçãos nos aquecia...fortalecia durante um árduo período de treinamento...
O pai de meu filho que o via em média duas vezes por ano...veio três vezes em um mês e o contato com o pai estimulava-o a lutar pela sobrevivência...
Experimentei, juntamente com meu filho, encarar a fé no próximo e em Deus e aproveitar receber lições...muito fortes...para nossa busca de transformação...
Inúmeras proteções especiais deixaram nítidas a presença e sintonia de Deus, de Seu amor, severidade e misericórdia: "a neuro ser amiga, o hemato e técinicos já antigos conhecidos, funcionários com referências e...inúmeras vezes...ainda no escuro da madrugada...uma abnegada amiga...discretamente, por mais de uma hora, nos aplicava o Okiyome: "a Luz de Deus" (uma oração e energização) e...além disso...a reaproximação da família de meu ex que ocorria há mais ou menos 10 anos.
A viabilidade do tratamento e a aceitação do mesmo no corpo físico de meu filho que reagia divinamente...foi...a olhos vistos, o resultado do amor e da confiança dele...em primeiro lugar em Deus e depois nos procedimentos, orientações, tratamentos; além de atendimentos de qualidade no aspecto físico...paralelamente ao espiritual.
O mal era reversível, graças a Deus!!!
Hoje...passados 20 meses...vendo de longe a situação e tendo acontecido a recuperação de todas as fases: maca, cadeira de rodas, aparelhos...para: vida normal...correr,pular muro, chutar bola, andar de bicicleta...tenho em mente que o milagre da vida ocorre para fortalecer o que há de melhor em nós humanos: "A fé de que o centro é Deus e de que há a linha direta em lugares que são um pedaço do céu...e que neles há a felicidade às vezes entrelaçada ao que parece infelicidade...como neste caso."
Aceitamos muitas formas de carinho que recebemos: telefonemas, cartas, cartões, livros, revistas, xerox de informações e mensagens, quadros, alimento; visitas de amigos, padrinhos, parentes desconhecidos, mensageiros de Deus...Eu, em particular, havia me fechado para o mundo de relacionamento de qualquer forma, por desconfiança no outro e por priorizar a minha liberdade e privacidade e a dos meus filhos, pois tenho dois; nos aprisionando: da escola para casa...
Vi-me com um amor incompleto, sufocando com a solidão o meu mundo e refletindo isto em meu filho que desenvolvera uma doença auto-imune.
Percebi...após esse período, que despertava em mim a esperança e aceitava a importância das pessoas e que em cada uma que nós assessorava, desde a parte de higiene, medicação, alimentação, controles e procedimentos, orações, visitas...os gestos eram de entrega, envolvimento e sinceridade e que o que eu lacrara em mim, por decepções e desconfianças
Particulares, limitava meu progresso e de mus filhos: "Era o Amor..." o mesmo amor identificado nos outros...
Este novo entendimento e visão de que enterrávamos os talentos...gerou uma profunda preocupação com o bom uso do tempo e da palavra pensada, escrita e ou pronunciada e tirava ressentimentos de meu passado. O vazio já se preenchia aceitando, após o confinamento do isolamento hospitalar, os desafios da vida...E o sentir renascia...Encontrava-me envolta em meu verdadeiro EU...
O tempo passou a ser mais abstrato e o presente vivido com mais intensidade e aceitado como presente de ser filha de Deus.
Agradecendo profundamente a Deus, aos orientadores espirituais de vários seguimentos religiosos, à Equipe Unesp de Botucatu e aos especialistas de apoio, aos conhecidos e desconhecidos...As pessoas, todas, especiais...verdadeiros elos de ligação com as intercessões e com o mundo espiritual.
O que compensamos foi necessário pelas ondas de processo de limpeza provocadas pela enfermidade...mas a mudança e purificação ultrapassaram o aspecto físico...sempre refletindo O AMOR...como elemento terapêutico.

Carmem Lúcia da Silva

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TER RAZÃO OU SER FELIZ?

Nas turbulências do coração,
São absurdamente freqüentes
Os momentos envolventes...
Nunca se mede o frio,
Só existe o quente.
Numa infinidade de detalhes
Há a transmutação mágica
Na gratuidade da arte do amar.
E toda essa felicidade compensa
Os tormentos da vida imensa,
Que passa a ter a insignificância sem abrangência
De querer a paixão decifrar,
Devido à essência do tocar a sós
Na intimidade do face a face.

Carmem Lúcia da Silva - professora de português

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