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Billy the Cat

 

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23 Poemas Editados

- A Flor

- Abc de mim - NOVO

- Anavrin

- Anjo azul

- Distância

- Eu nunca soube nadar

-Hoje simplesmente - NOVO

- Labirinto

- Mais palavras - NOVO

- No alto do céu

- O dia em que as lágrimas se juntaram

- O mapa

- Penso

- Perto de ti - NOVO

- Por todas estas coisas... - NOVO

- Quem és?

- Renascida poesia - NOVO

- Respirar

- Se a tua alma gostasse de voar

- Se eu pudesse construir

- Sentir - NOVO

- Ser Poeta

- Tu és o melhor poema

- Um dia entre um dos teus

- Um novo mundo

- Uma estrela - NOVO

- Vazio - NOVO

 

 

 

 

 

ANAVRIN
ANAVRIN
Contemplo aquilo que vejo e o que vejo é imenso 
Diferentes, diferenças, que força que imponência ! 
Desejos uns atrás dos outros  e todos me lembram 
Que de muitos me soam a poucos 
Quero mais e o meu pensamento absorto e aberto 
Descobre aquilo que num mundo ilusório é pura magia ou feitiço 
De mil mágicos aparecidos do nada 
Que deram ao mundo mistérios por desvendar 
E me levam ao mais puro estado de sedução 
Mas a dor e o sofrimento lá vão aparecendo 
Numa tentativa frustrada da negação... 
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LABIRINTO
LABIRINTO
Como eu gostava ter-te por um dia... 
E perder-me em ti. 
Como num daqueles labirintos que só Creta conhece 
E dispersar-me quando chega a altura 
Quando o mar escolhe o momento certo 
Para beijar as areias mais quentes e distantes 
Gostaria eu de te beijar também ... 
O olhar-te desperta em mim o querer ver-te mais, 
Como o dia que espera sempre uma noite de luar 
Sentir que só tu és capaz de me acordar do sonho 
Que não é mais do que a própria realidade ...
Que se esconde quando sabe que existe 
Numa timidez incerta ! 
Deixa-me voar nas asas da minha ave preferida... 
Ao vento inquieto do teu profundo interior, 
Que me leva a ser livre por obrigação tua 
e que me deixa aliviar a dor.
Vejo-te do alto e encontro a saída 
Desço e encontro-me na praia, mas o sol queima ! 
Mas a presença do mar e do teu olhar 
Fazem-no ainda mais recuar, 
Como na parte final de um beijo 
Tal como o dia que espera sempre por uma noite de luar...
  
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PENSO
PENSO
Penso e penso, e tento esquecer
O que sei de mim e o que não sei.
Passo o tempo sem passar e fazer
O que devo, e o que também terei!
Luto comigo, estando a confrontar-me.
Julgo ganhar, passando assim, por mim.
Mas não consigo! Penso enfrentar-me,
Mas falho novamente. E então: fim!
Choro lágrimas com ardor cansado.
Canto tons menores muito amargurado.
E farto de mim, passo um mau bocado!
Solto gritos mudos angustiado.
Digo frases soltas já fatigado.
Digo simplesmente: enamorado!
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QUEM ÉS?
QUEM ÉS?
Quem és tu mulher ardente que me levas a perder? 
Que de fácil é olhar e difícil de obter 
Que me tornas indomável que me levas a jurar 
Que um dia serás minha sem nunca poder amar. 
Louvado seja o momento que de Amor eu não sustento... 
Pois aquilo que sinto ausente 
Estará sempre presente 
No interno terno alento que levo no pensamento. 
Sinto-me enfim alegre daquilo que me ausenta 
Daquilo que não se sente 
Que me toma ,conforma e me contenta. 
Querer sempre esta estranha devoção... 
Que tudo encobre o estar vendo 
Que daquilo que eu seguro digo sinceramente não entendo. 
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Respirar
Respirar
A tarde acaba cedo demais,
o sol desaparece ardendo num vermelho intenso
atrás das montanhas e colinas que avisto;
continua soprando um calmo vento na minha face.
Isolado, sentei-me onde costumávamos sentar,
foi aqui que nos conhecemos pela primeira vez
e imaginei-te presente ao meu lado.
Na água do rio que passava perto,
o resto da luz do sol reflectia como que uma imagem de ti,
a água era fria,
assim estavam as minhas mãos,
assim fiquei eu
quando a imagem que vi
rapidamente foi levada pela corrente.
Como era bom sentir as nossas mãos de novo juntas,
carentes e trocar o nosso olhar mil e uma vezes
e fazer planos e olhar para ti
e sentir-te como antes...e respirar de ti...
Acreditar para mim que isto que sonho se torne logo realidade
sentarmo-nos lado a lado,
braço dado,
assumir lábios nos lábios...
Respirar é isto,
este sonho de ti,
com coragem e esperança no dia que virá,
conseguir manter nos nossos corações a força da corrente
e não deixar fugir nunca o sol do nosso olhar,
deixar o vento soprar pelos sentidos, circular ...
e respirar de ti...
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SER POETA
SER POETA
Ser poeta é dormir calmamente no presente 
E divagar no passado 
Onde foi criado 
Um espírito temente 
De um futuro latente 
É ser posto à prova 
Ao mostrar serenamente 
Aquilo que surge levitando puramente 
E deixar-se esvair no ignoto tempo 
Esperando crescer o rebento 
Que não é mais que a sua obra sonhando 
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A Flôr
A Flor
Metade da minha criação é destruição...
eu conheci uma flor mas não o seu nome,  
Terna cheirando como um dia de Verão...
Ela era vibrantemente brilhante...
Selvagem na fresca erva deitada
e eu que precisava de uma visão
a senti pelo olfacto primeiro,
mas eu amava-a mais do que a cheirava...
Ela era vibrantemente brilhante...
E o amor era assim qualquer coisa mais do que
uma labareda que se acendia  num
terno quente odor em pleno dia de Verão
e dia após dia...dia após dia
pétala por pétala a pedi...
ela pensou comigo, ouviu as minhas canções
e viu-me dormir e acalmou os meus medos.
Selvagem na erva ficamos
como no melhor momento do mundo...
o rastilho queimou para alimentar a chama...
mas alguém soprou mais forte...
e eu arranquei a flor e cantei em dor
eu conheci a flor mas não o seu nome...
 
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Tu és o melhor poema!
Tu és o melhor poema!


Tu és o céu, tu és o amor, 
Tu és as lágrimas, e o sorriso, 
Tu és o melhor poema! 
Torna-te um oceano, torna-te uma estrela, 
Tu és o melhor poema! 
Canta na timidez, canta quando estás triste, 
Toca no fundo do teu "eu" escondido.
Torna-te um ombro quando eu chorar! 
Prende-me sem amarras, 
e faz-me livre sem dores. 
Torna-te amizade! 
Diverte-te, torna-te um beijo... 
Torna-te princesa, seja eu um rei... 
Tu és o melhor poema! 
Torna-te numa paz nunca sentida 
Faz-te oração, torna-te palavras...
Faz-te minha canção!

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Um dia entre um dos teus
Um dia entre um dos teus

Um dia entre um dos teus passei
E por me sentir assim tão bem
Soube nesse momento
Que o tempo que tinha perdido... encontrei
Quando olhei dentro do teu imenso olhar
De encanto tal fiquei
Quando me mostrou a vontade de me ouvir
E a vontade de querer ficar.
E nesse dia tudo mudou
E por estar assim por ti
Desejei ficar mais e mais
quando olhei nos teus olhos compreendi
e o que sentias comigo ficou.
Os teus olhos falaram-me
contando histórias de onde estiveram
repetindo histórias daquilo que viram
e visões da tua vida passavam por mim...
cantando melancolicamente
aquilo que sentiram
o que ansiavam
E eu entendi, entendi tudo
Não foi preciso falar...
não foi preciso sussurrar...
e eu ouvi ,eu ouvi tudo
e achei que um dia era pouco
e desejei ver-te cada vez mais...
 
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No alto do céu
No alto do céu

No alto do céu brilhas o teu olhar
E eu no fundo do mar mergulho a minha dor,
Enquanto eu procuro não afogar
Tu vives respirando amor
No alto do céu respiras o que eu preciso
eu cá no fundo sei aquilo que sinto
e tudo não passa de uma falta de ar
uma vontade de querer voar
Ah! e se eu tivesse o teu sorriso
E o que eu faço para o alcançar
Eu cá no fundo sei o que preciso
E tudo não passa
De uma vontade de te sentir
E nada mais que o desejo de aí ficar
E não ter que aguentar mais
A sensação de perder
Não ter mais que sofrer
E encontrar em ti a saída 
E também nesse momento 
O espaço e o meu tempo
Porque na luminosidade dos teus olhos
Encontrei
O refúgio para os meus
E de todos os rios que chorei
Neles corrias tu com o sol
A reflectir 
Meu Deus...

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Se eu pudesse construir…
Um Novo Mundo

Se eu pudesse construir um novo mundo fazia-o só por ti
acho que faz falta um mundo como este, aqui
nele encontrarias a alegria nos momentos tristes
Poderia construir novas montanhas como nunca vistes
poderias chamar-lhes tuas e por todo lado
nele encontrarias sempre um local sossegado
onde calmamente poderias desabafar
e se olhasses em frente avistarias o mar
Nele respiravas fundo e pensavas em ti
arrancavas os problemas de estares aqui
Claro que o fazia por ti...
mas essas coisas ainda estou à procura
o caminho para lá chegar é uma loucura...
não posso construir mundos nem montanhas...
nem um mar daqueles para acalmar entranhas
Mas posso fazer tudo para te fazer feliz
Para mim ter-te como uma amiga foi o que sempre quis
protegendo-te, apoiando-te e apagando-te as lágrimas ...
Um amigo que nunca te deixará
e nisso podes sempre contar ...
Isso sei construir.
 
 
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Eu nunca soube nadar
Eu nunca soube nadar


Eu nunca soube nadar 
até ao momento que te conheci
foi como aprender a nadar nos teus olhos
com a tua alma
para me manter a flutuar na tua profundeza...
e de cada vez que te olhava
eu nadava em ti.
Chegou o dia
em que deixaste-me só,
a tua alma largou-me
e eu nunca mais soube nadar,
tentava ganhar fôlego...
e perdia a resistência
e a cada minuto afundava-me mais...
em ti.
E na aflição e no esbracejar...
não me consegui salvar da tua ressaca,
arrastaste-me,
longe e ainda mais distante,
fundo e ainda mais profundo,
até eu não conseguir ver
quase nada à superfície.
Consigo perceber que é o sol
a brilhar tremulamente,
e com os meus olhos como na neblina
tudo é silhueta imperceptível,
e distância incalculável,
afoguei-me completamente...
em ti.
 
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Se a tua alma gostasse de voar
Se a tua alma gostasse de voar

Se a tua alma gostasse de voar
e dissesse tudo o que vai dentro
se ela fosse capaz de libertar
a cor o brilho o pulsar,...o poder
para além do frio e do cinzento.
Escrevesse ela o céu com estrelas
marcadas sem cintilar a dor
E á noite eu pudesse vê-las
para poder viver d'outra cor.
Se a tua alma gostasse de voar
e pudesse ela os meus braços sentir
como quem abraça forte na chegada
com vontade de luz própria incidir.
 
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Se eu pudesse construir…
Se eu pudesse construir…

Se eu pudesse construir um novo mundo fazia-o só por ti
acho que faz falta um mundo como este, aqui
nele encontrarias a alegria nos momentos tristes
Poderia construir novas montanhas como nunca vistes
poderias chamar-lhes tuas e por todo lado
nele encontrarias sempre um local sossegado
onde calmamente poderias desabafar
e se olhasses em frente avistarias o mar
Nele respiravas fundo e pensavas em ti
arrancavas os problemas de estares aqui
Claro que o fazia por ti...
mas essas coisas ainda estou à procura
o caminho para lá chegar é uma loucura...
não posso construir mundos nem montanhas...
nem um mar daqueles para acalmar entranhas
Mas posso fazer tudo para te fazer feliz
Para mim ter-te como um amigo foi o que sempre quis
protegendo-te, apoiando-te e apagando-te as lágrimas ...
Um amigo que nunca te deixará
e nisso podes sempre contar ...
Isso sei construir.
 
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Anjo azul   
 
Procurava um anjo azul
e soube-o perdido,
num qualquer céu longínquo
e soube-o triste
num horizonte esquecido.
E eu de tanto voar
por entre nuvens e cinzentos,
não o encontrei.
Decidi mudar o rumo
descendo cada vez mais
ouvindo o que parecia
hipnotizante melodia.
Posso dizer que andei pelo mar
e de tanto velejar
insistentemente á deriva
por entre ventos e tormentas,
mas, de azul...apenas o mar.
Tentei para inspiração
encontrar um porto seguro
e respirar mais fundo
mas aí onde as ondas paravam
e onde se via a areia,
nenhuma pegada encontrei.
Na sua distância de mim
apenas um som me fazia
continuar e misturado entre
aroma e maresia batendo
como pulsação galopante
alucinante, prossegui.
Lá estava finalmente ,divinal
flutuando suavemente
de seda azul vestida,
sobre a sua mão pendia 
um colar de cristal
só Deus sabe quem lho deu.
No rosto um véu azul
transparecia e reluzia
um olhar terno e cintilante
cabelo liso, brilhante
parecia estar atenta
olhando em direcção ao mar.
Aproximei-me da sua presença
e num gesto repentino 
volta-se para mim 
e olha-me nos olhos.
E antes de tudo o 
que eu lhe tinha para dizer pergunta-me:
Eras tu o anjo que andava á minha procura?
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Distância
 
 
É por entre o sussurrar do vento,
ecoando por esta colina abaixo,
por entre o fôlego tomado em desafio
com o cheiro a terra molhada
que prossigo o meu destino até ao mar
embalo num recital desenfreado
pelos incertos paralelos cinzentos
escutando aquelas notas temporais
surgidas da coincidência ou talvez
do murmurar da mesma canção repetidamente.
"Oh majesty am i good or bad"
Procuro definir a silhueta imaginária,
misturando a velocidade controlada
com a emoção de sentir a liberdade.
Procuro retê-la o mais possível
dentro de um qualquer espaço
interior que sinto ainda possuir.
Inspiro um pouco mais da melodia misteriosa
que adivinho estar a terminar
encurtando assim a distância
da separação e da saudade.
Avanço assim a prioridade dos sons
e continuo o meu caminho
pois foi de lá de cima
naquela colina que entre as ondas
te vi a navegar,"Oh you were majesty!"
 
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O dia em que as lágrimas se juntaram
 
 
O dia em que as lágrimas se juntaram
foi num dia com o sentir das dificuldades
e tentadas estavam a esquecer a dor que suportavam
que simulando uma chuva miudinha nas verdades
enganavam qualquer um e navegavam
ansiosas sobrevivendo na prisão.
Se este era o tal destino traçado
sem mais rumo e direcção imaginado,
aquele que não desejaria nenhum mortal
na viagem soluçada um sentir inesperado
flutuando e reflectindo como o sol
que sem pensar que existisse gesto igual, 
fez com que voltasse de novo então
a sensação real de luz e liberdade
a água apartada evaporada com vontade
um calor inundando profundamente o coração.
 
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O mapa
 
 
Tentei nesta minha viagem pelo mundo dos sonhos
descobrir o quanto me faltas quando não te encontro.
Tentei sentir um qualquer abraço que me pudesses dar
nem que fosse só no momento quando para lá caminho.
Neste longo percorrer gostava que as minhas noites
não me enganassem tanto, que não fossem tão incertas
e me indicassem o rumo certo para te poder alcançar,
que não fossem tão iguais no modo de dormir e no sonhar.
Nuns momentos encontro-me mais perto, alcançando...
noutros vejo a luz entorpecida ao longe como miragem
inatingível fugindo teimosamente de mim a sete pés,
talvez atraída por um outro olhar distante e sentido.
Por vezes penso que o mapa que um dia me ofereceste
perdeu o seu próprio norte e me obriga constantemente
a dar voltas e mais voltas revirando-me e recalcando-me
aquela saudade em vontade de te poder abraçar.
Mesmo assim no sonhar e por entre todo este não dormir
acho que ainda deve existir em ti muitas coisas mais
daquelas que não se encontram apenas numa simples viagem,
deves possuir ainda aquilo que falta e me anseia...
e que não me deixaste assinalado talvez para me perder.
É que os caminhos percorridos parecem-me ser os mesmos,
talvez estejam apenas mais marcados pelo mesmo tempo
que teima insistentemente em não voltar para trás.
Por vezes corro por eles sem destino e tirando à sorte
caindo sempre naquele vazio que não abraça ou beija
é ai que eu me perco adormecendo e o mapa é teu!
 
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Abc de mim

Antes que me esqueça
Balanceando assim na vida
Canto enquanto posso
Destino ainda sem medida
Enquanto te vejo por perto
Fechada no teu eu birrento
Ganhas o teu momento
Horas em que não me acerto
Inconstância de tão só
Jeito de estar por sentir
Levas o que não me dás
Mais uma vez sem sorrir
Nem na minha tentativa
Ocupo o teu lado de fora
Por dentro guardo-te a ti
Que não te deixo ir embora
Realço aquela nota assim
Sol para não fugir o tom
Tocado para não ter fim
Um dia só para ensaiar
Volto de novo a tocar
Xarope para a garganta
Zénite e corda partida.
 
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Hoje simplesmente...

Hoje simplesmente...
A árvore dos nossos amores perdeu as suas raízes
E em todo este tempo arderam todas as paixões
E em todo este tempo de contentes e felizes
Não se canta mais o mesmo refrão nos nossos corações.
Já não caminhamos na calçada de mão dada ao entardecer
Não se avista mais a proximidade do céu e do olhar
Agora é eterna a distância do não ter e do não ver
Já não se nota a vontade do sonho do amor e do amar.
Hoje simplesmente....
 
 
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Mais palavras

Pedes-me mais palavras
mas o que escrevo é vago,
não alcança a distância 
da vontade que é constante.
Faltam-me de dentro as palavras
para tanto te querer escrever,
faltam-me os risos que me poderiam dar,
os abraços que nunca me fizeram sentir.
Aquelas que escrevi já sabia o seu destino
sofrem sempre de um eterno saber o que esperar

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Perto de ti

Eu sempre te acompanhei.
Quando pensavas que eu estava longe
eu sempre estive perto de ti 
estava tão perto de um abraço
e andava tão perto de um beijo.
Como podes tu imaginar que eu não te sinto
enquanto tudo passa e não alcanço?
Eu sei que é mais que evidente o tal destino
de não ter em mim o meu descanso.
Mas e quando as noites te fugiam pelas mãos
e escorrias lágrimas em lenços de papel
e partilhavas a solidão ,a angústia
e os anseios com o teu coração,
baralhando-te os sentidos
e enganando-te nos destinos!?
E quando as horas te escapavam
sem teres tempo para as contar
e quando elas não dormiam e dominavam
muitas vezes o desejo e o sonhar!?
Pensavas estar só em tal solidão?
Mas eu sempre te acompanhei.
Agarrei a escrita as palavras e os versos
senti tudo isto por dentro 
e libertei tudo para poder
sentir as minhas noites nas tuas noites
vazias e longas de tanto te esperar.
Só não sabes que te acompanho
por mais que tu não o sintas
por mais que tu não o imagines
mas agora lês que eu estive
sempre tão perto de ti.
 
 
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Por todas estas coisas que tu fazes

São por todas estas coisas que tu fazes
quando entras nestas coisas que eu escrevo
que me fazem aproximar mais do teu passo.
Não imaginas o sentimento por mim adquirido 
quando tu me estás por perto nas palavras.
Caminhando assim sem medo em teu destino,
não definindo a existência do tempo ou espaço
e assim respirando dos momentos em que te vivo.
 
 
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Renascida poesia

O sol terminou a lua do seu grande vazio
e acabou com a prolongada vastidão do só.
O olhar acorda ainda em acto estremunhado,
abre-se à luz já esperada,
ao céu já descoberto
e a um dia para sair.
Esqueço nele o distante passado recente
da congelação
dos silêncios
dos gestos frios
do nevoeiro que se levantava
e que alcançava as proas dos navios
e que de tanto desesperar enferrujavam.
Respiro agora
do ar
do mar
da maresia
da renascida poesia.
 
 
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Sentir


Já não vou dizer mais nada,
apenas vou calar de uma vez por todas
a minha voz na tua boca
e sentir o gosto das palavras
que nunca me disseste...
 
 
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Uma estrela...

Por entre o vidro quebrado da janela
Atiro o meu segredo a uma estrela.
Suspendo-o nas nuvens lentamente
Esquecidas na noite de Verão quente.
Peço ao vento solto que o leve
Que invada a altura e o brilho.
Que carregue com ele o teu nome 
Escreva-se em poema num livro.
Que viaje em melodia de amor
Enquanto eu o canto em suspiro.
 
 
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Vazio

Como se calou a noite de repente.
 
Num daqueles vazios que até dói.
 
Mudo, está oculto o grito.
 
Maluco é o correr das horas.
 
Tão calma e só te tornas vã.
 
Tão inaudível e ausente ficas.
 
Silenciosa dos teus segredos.
 
No complemento do meu nada.
 
Ah! Como te escondes na solitária
penumbra descansada do cansaço
em que não me canso de te amar.
 
 
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