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Beijo Meu |
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12 Poemas editados |
À flor da pele Lucy Berenguer
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Carinhos Carinhos Esse teu olhar doce e terno Por vezes maroto ou malicioso Com essa boca que me deixa louca Ao sentir o toque em minha boca. Amor tão presente Fascínio de um prazer alimentado Em textura de pele Pela acidez do mel, Em toque preciso e raro. Leveza e loucuras sensuais No embalo do corpo. Confronto de delírio e posse, Vibrações em selvagens rituais. Sorver de beijos Contorcer de braços Entrelaçar de pernas Misturas e hálitos Suor e cansaço. Tânia Carvalho – 05/2002OUTONO |
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Em Sonho Em Sonho Campo de margaridas Leves brisas ao corpo Passeios em aroma doce E tu estás, meu amor. Olhos nos olhos Abraços e beijos sonhados Dedos em mimos trocados Roçar suave ao rosto. Contornos circulares e estimulantes Escorregam através do pescoço Tuas mãos delineando o ventre Um envolvente conforto. Abraços em leito de flores Sabor de suave momento. Olhares acesos e mansos Em pontos e firmamento. Tania Carvalho – 12/05/2002 |
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FATOS FATOS Se te sentires inútil... Deita-te no meu colo... Deixe-me mostrar o que tu és.... Sentir a tua pele, o teu corpo... Pois pede, suplica e desculpa... Mas te ama.... No gosto da tua boca.... A curva do teu pescoço.. O arco do teu ventre... São pontos do teu útil... Fatos do meu sentir... Pontos do meu viver... Neles me curvo... Neles me perco.... Tânia Carvalho- 2002 |
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Noites sem ti Noites sem ti Quando o silêncio da noite me atormenta E pensamentos de um amor me invade Perco-me em curvas e trilhas E nelas não vejo tuas mãos. Somente meu olhar perdido a procura de algo palpável que possa transmitir o calor O amor que tanto esperei. Teu vulto, uma sombra fria, Observa... Sem querer suspeitar presença Apenas espreita Murmura, Pensa e Trancado em palavras Desaparece. Deixando-me perdida e Só em meus pensamentos. A noite parece mais fria Cheia de medos e lamentos. Recolho minhas dores Busca de pedaços de momentos Acalentado numa saudade eterna. Os dias passam As noites frias retornam E com elas todo esse vazio imenso Toda uma saudade que consome. Por vezes me pergunto, quem sou eu? Pois tantas foram às vezes que saí de mim para ser outro alguém. Sou metade de mim Sou pedaço de mim Onde meu todo se perdeu. Tania Carvalho – 05/2002
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Busca Busca Procuro dentro de mim outro EU.. Encontro VOCÊ... Um EU aberto, escancarado. Sou EU ou VOCÊ? Ou não somos nada? Procuro um momento. Mas que momento é esse És tu meu momento!!! Procuro você... Procuro por mim... Misturas de sentimentos.. Valores avaliados.. Sentimentos deturpados? EU ou VOCÊ? Amor ou filosofia? Sonho ou realidade? Trocas camufladas por vontades inteiras.... Intensidade de amar ou falta de ar? Mas és tu meu ar..... És tu minha vontade e desejo. Dá-me a liberdade de amar. Soltas as amarradas de teu coração... Larga essa filosofia... Vem viver o amor que te ofereço. Afinal , existe essa tal felicidade? Onde procuras a pressa de amar? No tempo ou na enfermidade? Doença de Amar....... Amor, Por tanto pensar... Por tantas respostas... Por diferenças... Conclusão única se faz... Estás dentro de mim, Já não me pertenço. Cala meu peito! Tania Carvalho 17.07.2002 |
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Delírio em Saudade Delírio em Saudade Saudade assim tão desvairada Aperta-me a alma e corpo. Ânsia do abraço apertado Forma de alívio e conforto. Estranha forma de amar, Vontade que aflora.... Bloqueio em distância sórdida, Na música minh'alma transborda. Vem, Amor.... Corre aos meus braços Aperta-me em último abraço Esperança corre aos passos..... Vem, Amor.... Olha-me com essa ternura, Carinhos acumulados... Beijos, apertos em tatos.. Morre em meu cansaço. Acolhe-me! Chama e murmura baixinho... Coração gritando em traços... Morde, Lambe e Arde... Percorre meus caminhos. Tania Carvalho - 29.08.2002 |
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Espelho Espelho Sóbria e soberba, Inatingível, sem igual. Tosca, turva, descabida... Que imagem tens afinal? Prantos em imagens ocultas. Perdão por actos não feitos. Promessas, encantos profanos, Mágoa de sonhos desfeitos. Hoje, encontro tua imagem Uma mulher fragilizada, Mas tens algo no olhar, Não és a imagem parada. Confundo-me nessa figura tão eloquente, Sinto um calor a refletir saudade. Saudade de tempos vividos, Tempos jamais encontrados. Abro-te espelho de minh'alma, Olho-te com carinho, E descubro o quanto me refletes, Pois és imagem em outro ninho. Amo teu olhar sincero, Tua voz rouca de encantos, Quando murmuras meu nome Ensaias dores e prantos. Amo-te, meu espelho. Amo a tua imagem. Sou eu em ti. Encontrei a minha verdade. Tania Carvalho 24.09.2002 |
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Lágrimas Lágrimas Lágrimas, Em ondas quentes Sentimentos relembrados Dor de uma saudade, De um desejo..... Lágrimas, Gosto salgado e amargo Amargor da partida Dor da despedida De um lamento..... Lágrimas, Aperto que cala Sufoco de um grito Dor da angústia De um perdão. Lágrimas, Um beijo não dado Um abraço pensado Um amor perdido Um poema inacabado Tania Carvalho - 17.07.2002 |
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Torrentes Torrentes Na janela lateral, A brisa que bate em teu rosto Gela tua face rubra... Olhar atrevido.... Caminhas em direção... Afoito por meus beijos. No pensamento loucuras, Vontades e desejos. Para! Olha! Morde lábios! (Mãos ávidas por toque prenhe).... Pele de mulher que o espera, Doce, serena, quente. Toque dos teus lábios... Corpo doce estremece. Clamor do toque audaz..... Murmura! Ronrona! Esquece! Em meus braços a entrega, Bailar de chama atada, Dançar em amor imerso, Consentida, calada. Desaba em torrentes serenas Transpõe caminhos perturbados. Desfalece em clímax eterno... Amor comprovado! Amor alucinado! Tania Carvalho 29/08/2002 |
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Pesadelo Pesadelo Noites perturbadas.. Lembranças! Saudade! Desprezo! Sombra opaca, furtiva, densa.. Forte, duro, preciso.. Quem és? Oh! Sombra imersa.. Por que me tomas assim? Tens cheiro conhecido. Formas que estiveram em mim. Porto de muitas paragens.. Lembranças jamais esquecidas Gosto, paixões submersas.. Encontro-te, ainda, com vida. Em sonhos apareces.. Provocas prazeres sem igual.. Atormentas meu sono.... Deixando a saudade fatal. Quero teu vulto distante... Imploro teu corpo aqui.... Rogo-te pragas do inferno... Rezo em sonho por ti. Tania Carvalho - 30.09.2002 |
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Sucumbir Sucumbir Entre quimeras surges em prantos.. Ouve-se o gemido de tua sonora voz. Choras dores , lamentos e danos.. Envolves minh'alma com o fulgor atroz. Eloquente sem medida Impões tuas dores ... Absorvo tua alma amarga e finda Quebro-me acolhendo teus dissabores. Suga-me sem piedade.. Acreditando ser tua fiel compreensão. Alivias a dor e a saudade... Deixas-me só em opressão. Calo meu grito na noite escura. Escondo-me entre fantasmas esguios e claros.. Grito teu nome em busca do obtuso.. Devolva-me parte de meus retratos!!. Tania Carvalho - 30.09.2002 |
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VERDADE VERDADE Angústia... Insegurança... Medo afinal! Defina tua pose fatal.. És ou não és impoluta Nobre, clara, coloquial. Discurso forte e preciso.. Traças verbos sem igual... Enganas teu próprio ego.. Oh! Mísera imbecil textual. Esconde tuas fraquezas.. Choras em cantos sutís.. Vives em pedaços de vida... Desmoronas por meiguices febris. Fala, grita teu nome!!!.. Explode tua garra e teu brio. Engole as palavras profanas... Acorda a besta que esculpiu. Cheia de garbo ostentada... Arrotas virtudes ao léu.. Tomas vergonha na cara... Espalha teu fel. Frágil, emulada, complicada.. Perceptível, dominada por paixão.. Esbarras em ilusões frequentes.. Acreditas, desengana o coração. Acorda sua perdida! Cai na real. Tania Carvalho - 30.09.2002 |
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