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Beatriz Braun

Última  actualização 22/03/2005

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42 Poemas Editados

- A ruína de uma mulher

- Águas calmas

- Águas das emoções

- Alma Despida

- Anjos

- Anjos ágeis

- Arte

- Ausência

- Coração que chora

- Correnteza do desconhecido

- De poesia eu vivo

- Delírio

- Eu

- Felicidade abalada

- Filha da terra

- Gosto do teu gosto

- Grito de alma

- Lua prateada

- Mãos dirigidas

- Mentira

- Meu Pai, meu tema

- Meus versos

- Murmúrios

- Natureza criadora

- Ondas

- Ósculo

- Pedras sobre pedras - Quinta Essência

- Reflexão I

- Reflexão II

- Saudação à natureza

- Saudades de ti

- Sem razão de dor

- Singular chama

- Sopro dos meus versos NOVO

- Suavidade

- Sublime NOVO

- Tufão de devaneios

- Versos ao vento

- Viver

- Viagem

- Voragens

 

 

Beatriz Braun

Nascida Brasileira

Estado de Santa Catarina

Cidade de Blumenau

Dia 27 Novembro de 1956

 

Escrevo desde que aprendi a fazer minha primeira redação na escola primária.

Fui destaque jornal de Santa Catarina na Folha Cultura com o tema: “Paralelos ou Misticismo” com seguinte título de texto.

“O que é filosofia? ” e poesias  (Jornalista Marli de Paula)

Fui destaque no Jornal Diário Catarinense, participei de antologia e de painéis.

Estou Integrada na sociedade dos escritores de Blumenau

 

 

 

 

 

De Poesia eu Vivo.

 

Letras, frases imagino,

mesmo que carrego nos braços

as horas vazias

nos dias cinzentos… sem graças.

Mas é da poesia que eu vivo!

De letras, de frases de trechos intensos.

Ouço o coração da fonte

junto ao rumor do meu coração.

Prevejo os ventos dos mares quando derrama,

sentindo o abraço sentimental

com as ribeirinhas, com os rios.

Visualizo o desaguar junto a foz

Busco o coração da fonte,

O rumor do meu coração,

os Ventos dos mares e a fonte que derrama!

São meus pensamentos...

Que importa o tema, mas que germine! Que floresça!

Que importa as origens, as espécies, as tonalidades.

Importa sim, a febre o rumor do meu coração

Importa é observar sentindo.

É exalar! Eis a minha inspiração!

Eis que alimenta o meu corpo ao encontro de todos os abraços,

dos  momentos que me são impostos.

De poesia vivo!

 

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Grito de Alma

 

Como eu amo ser o que sou

nada mais que não sou

Só com  a  voz do  coração

inspiro-me  e feliz

nos poemas que formo 

Eu sou luz enviada

Meus instantes

são mares de flores

Transformo-me!

 

Sinto -me guiada

em jardins  ancorada

Deixo levar-me pelo vento

Giro solta !

Entre a beleza das cores e aromas

Sou envolvida e irradiada de brilho lácteo

Alimenta -se minha alma nas

manhãs de grandes estrelas prata

 

Fogo que viso

Humilde inclino-me

nas tímidas auroras

Alvas flores orvalhadas

Veigas que me servem

capto o sons e cores

que são prismas onde repouso.

Minha jornada

 

Luz gerada sob astros

Força inquieta

Canção que vai além

Fica o meu eu,

sob sol 

sob ventos,

sob alvuras

Meu silêncio!

 

Nas palavras escritas

meu grito de alma

Vós indefinida

Mas compreendida

Porém

tão leves como as nuvens ...

 

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Meus Versos

 

Meus versos, minha arte poética que nunca rima,

São formas sobre pautas tão mansas, tão lindas.

São trechos finais de extintos gozos.

Parece descanso.

A Deus peço mais e mais inspirações.

Creio que a vida que é sorte.

Creio no momento, creio no meu instante.

Recolho me nas purezas das manhãs.

Minha forma de traçar são formas não se apagará,

pois são pautas minhas, riscos meus

Não são águas estagnadas,

nem enlameadas,

muito menos frias exiladas.

Mas sim, orvalho das madrugadas

no meu tão rico amanhecer

 

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Murmúrios

 

Cambiantes visões, loucuras que pairam na minha memória.

Trechos da vida. Tom poético que fazem esquecer as mágoas.

Celestes trechos? Ou a clausura de sofrimento

que trago dentro de mim.

Fuga? Não sei. Mas me alivia.

Propósitos acesos, meu encontro.

Passagens de manifestações, o muito profundo.

Acontecem emaranhados e contradições, mas as suavizo.

Nem todos os fatos intensificam o brilho das estrelas...

Vai em mim, as fraquezas, sonhos trechos da vida, saudades.

Saudades daquilo que ainda não realizei

Enigmático prazer onde soluço ainda no deserto...

Por vezes... Perdida suspiro em murmúrios ainda

Pranto só meu...

Celestes trechos? Alguns.

Estas são estrofes de minhas saudades, minhas fraquezas.

Cambiantes visões loucuras que pairam na minha memória..

Peito apertado, lágrimas!

Uma luz que se apaga trêmula. Celestes trechos?

Alguns. Que me tocam como vento dando me vida,

Vivacidade largueza, estilo que difere as cena dos escritos...

 

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Quinta Essência

 

Como as rosas tudo é belo e frágil.

São Meus trechos, meu mais profundo.

Meu silêncio.

O sobrenatural.

O identificado por mim..

Como as rosas tudo é belo e frágil

O meu profundo, é a semente , é o germinar da planta

É a busca da chuva para o brilhante da vida.

Como as rosas tudo é belo e frágil

Sonhos orientações preciosos, ensinamentos,

desígnios e compromissos

havidos sem hora marcada.

Meus trechos, o meu mais profundo, meu silencio.

O sobrenatural!

Como as rosas! tudo é belo e frágil.

Invasão alem do forte brilho

da distanciada vontade do homem

O vaso é de cristal,

as rosas são frágeis

Basta colorir o cenário, imprimir o brilho.

É como a alma em busca do sol se pondo,

e como o som da harpa na madrugada sem luz..

É Caráter, eficiência

Riqueza não vulgarizada.

Linguagem!

 

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Singular Chama

 

Soletro e murmuro meus trechos,

sob pauta me exponho

Minha alma em tempos de estio.

Quentura singular, chamas que em mim vivem

Canto lânguido compasso, desprende meu exalar.

Cúmplice divina livre, cantos de anjos.

Morno reacenderes em doces pensamentos

que molda a palavra que não se desmancha nos ares.

Benditos banhos de ardentes prazeres .

Ânsia de sonhos, doces momentos.

Na alma incêndios de risos reinam,

no coração de uma poetiza, ventos brandos.

Cada palavra faz parte de um quadro

Em berço de fadas sorvo perfumes.

Grama aveludada, nuvens serenas,

Lençol de prata,

Divinal leito

Acesos amores, férvidos beijos...

Minha alma em tempo de estio, poesia.

Percorro escrevendo em pautas em ligeiras penas

O contido em mim, o delírio da alma

Fonte, frescor, ondas de leve rumor.

 

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Suavidade

 

Marcam as marcas .

Fortes marcas que são com essências perfumadas

que deixam leves rastros

Luz estonteante, luz da inteligência?

Desejo reprimido?

Ou...meu sub consciente que se deleita sério e insinuante

cheio de prazeres.

Uma forma quem sabe de atrair o sol suave, a harmonia…

Maravilhoso é aventurar-se cheia de esperanças,

é sonhar com o descortinar do largo horizonte

Vem de mim, só de mim,

é muito forte o que marca, o que trago.

Marcam as marcas

que são como essências perfumadas que deixam leves rastros

Sensibilidade que aflora como o nunca visto.

Visões? Sim, visões interiores como já vivido.

Sei onde é, como é mas não sei o que é.....

Lembranças, cores e lugares como vivido há muito tempo

Perfumes, sensações e saudades.

São traços que deixo em pautas

Trechos preenchido de cores,

transmitindo com delicadeza

a diferença que guarda o prisma do belo

do que poderia ser...

 

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Arte

 

Arte escrita, arte desenhada.

Arte pintada arte moldada.

Arte de viver!

Arte:

Reflexão, sentimento concentração...

Arte é que completa, o que atrai o real do proceder…

Arte pintada:

Sem giros loucos, com desenhos molhados,

Triangulares forma de linhas escuras,

traços perfeitos, suave brilhos..

Arte escrita:

Estilo, largueza e vivacidade...

É colorir o particular que difere as cenas dos escritos.

É evoluir através dos tempos os personagens....

A fina arte:

Arte contida na essência a vida.

Esta não se molda, não se escreve,

não se desenha tão pouco se pinta...

É aquela que nasceu há muitos séculos,

é a dos princípios,

Da lei da alma, da lei do cosmos.

É aquela que germina do ponto de brio.

Germina, cresce e desabrocha no âmago dos seres...

É erudição de sentimentos que vem polido desde a semente

É a que germina, que cresce e faz florir

É evoluir

É consciência!

 

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Correnteza do Desconhecido

 

Tomba o vento aos olhos de minha alma

Leve puro e lento

O ar se agita celestes prismas

Sereno luar

Entre a terra e junto as estrelas está a origem dos meus poemas

Junto ao sol e a chuva que é silenciosa.

Junto arco íris que é um grande amigo.

Sorrio de forma pura e permanente

Sentindo minhas letras repousarem

Sob ondas de luzes e celestes mares

Que também são chuvas de ventos soltos

Timidamente apelo aos anjos;

Escutai-me nesses versos, nesses agitos

No que leva, no que envolve

Pois são correntezas desconhecidas

Ahh...mas elas encantam!

Estas inspiram –me sempre doces presenças

Ali me guardo também sob o sol

São silenciosos os meus poemas

Mas neles... As palavras servidas

Que é a que vem da alma e o que permanece no ar

Forças que derramo

Trechos sem censuras

Presente transparente

Lembrando sempre mensagens

 

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Eu

 

Meu  coração, minha oficina

Minha consciência, meu campo de atividade

Contido nele, penso o que sou

Colho o desconhecido

Quero ser, a mais pura expressão do amor

Creio na real natureza do ser

Meu pensar hoje, em mente que é clara,

dando-me plena liberdade

Pela raiz conheço a árvore que formo

Cumpro meu dever sendo dona de minha vida

Continuo viva e ativa

neste fluxo natural de energia

Razão minha!

Colho do desconhecido

Chave espiritual, minha guarida!

 

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Ondas

 

Cúmplice Divina ! 

Livre canto de anjos

Morno reacenderes ,

doces pensamentos.

Em singulares chamas ,

soletro e murmuro trechos, 

sobre pautas  que exponho.

Quentura singular de meu viver.

Cântico em longo compasso 

que se desprende  de minha alma 

em tempos de estio e lamentos.

Não deixa de moldar pensamentos

que  se desmancham nos ares,

benditos banhos de ardentes prazeres..

Ânsia, sonhos em doces momentos!

Na alma incêndios de risos intensos.

No coração, uma poetisa...Ventos brandos!

Cada palavra faz parte de um quadro.

Em berço de fadas sorvo perfumes!

Grama aveludada, nuvens serenas,

lençol de prata , divinal leito!

Acesos amores , fervidos beijos.

Minha alma em tempos de estios.

Percorro escrevendo nas pautas ,

ligeiras penas, o contido na alma.

Fonte do frescor,

ondas de leve rumor...

 

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Ósculo

 

Mergulhada nos meus pensamentos

Meus momentos acrescidos

Sem mais sorrisos

Cruel angústia toma conta de minha alma

Andando pela estrada de areia

Passos lentos

Mar e ventos

Parecia eu

Calma

Mas nem tanto...

Coração palpitava em ritmo acelerante

Era reação sem dúvidas existente

Da luta que ia em mim constante

Olhar perdido a distância.

Estrada vazia e deserta

Nem uma alma se via

Apenas luzes nos postes luzem

Som das ondas chocando-se

Contra as rochas que transmitem

Mensagens sem fim

Parecendo algo infinito

Se me fossem perguntar o que sinto

Não explico

Apenas o sentir da afloração

Das lágrimas no coração

Molhada

Ardida

Meu silencio

Meu grito

Só na vida salva-me a natureza

Brisa do mar envolvendo-me

Que viração

Ósculo!

 

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Saudades de ti

 

Murmúrio das águas que passam.

Grandes dádivas da vida!

Minha alma, em doce elevo.

É o amor..

Amor a vida, a ti, por me levar a acreditar

que a luz também brilha ao meio da escuridão.

As águas passam, mas teu aroma tomou conta do meu olfato

É minha liberdade de sonhar

é  meu corpo em ti,

É desejo louco que não quer se aquietar...

Que os anjos ouçam meus suspiros

Permaneço viva  recordando o amor que nunca morreu

Certeza é minha vida...

Não importa quanto vou te esperar

Me destes asas..

Trouxestes a esperança do amor

que nunca tinha sentido

O vento toca meu coração

é o murmúrio de um riacho

de águas puras  e frescas

Sinto meu corpo quente,

sensação que passa a controlar meu corpo.

São sentimentos simplificados..

São saudades.

É  paixão

Porque estamos distante?

Que busca ufana possuir sem ter

Meu êxtase que já mora e domina ...

 

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Versos ao vento

 

Guarda-me como tua poetiza

soltando ao vento versos meus

Em teu coração me ampara como rosa em botão,

Prometa a flor dos amores versos ao vento

Que amanhã quem sabe será rosa lasciva

Vigília de prantos sinos na torre

Guarda-me no teu coração quando sob lousa eu ficar

Eis aqui ainda

Amor e vida

Minha existência rosa em botão

Podes colher em mim

Puro amor ainda

Tanto em pauta provo

Deixando sentimento mais santo

A minha poesia em teu coração não se apagará

No altar sagrado sudários eternos

Será Divinais hinos

Tristes cantos

Tua poetiza além dos astros

Vigília de prantos

Sinos na torre

Sopro dos meus versos expresso em pautas

Sentimentos mais santos de fronte inspirada

Guarda-me como tua poetiza

Soltando aos ventos versos meus

Além dos astros

Minhas poesias

Buquê de rosas

 

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Ausência

 

Que vai se embora uma asa,

Asa do meu ideal

Sereno ameno, grisalho orvalho

Felicidade que foi, noite sem lua

Rua de todas as ruas, estrada nua

Minha tristeza mora aqui

Antes porém, lua tão alta luzia

Recesso de vida, inúteis feridas

Na rua nua, meu pensamento.

Tu

Sofrimento lento, minha paixão.

Foi tua escolha em pensamentos

ligeiros.

Eternos Invernos que folharei

lembrando- te .

Anjos dos meus versos minha

alma tanto te deseja..

Enxugo meus olhos na rua de todas

as ruas

Rua nua, recesso de vida, inúteis feridas

Noite deserta e muda. onde vago sem tino.

Sabe este pobre coração este anjo que perdi

Até quando há de secar a última lágrima?

Queima me tudo.

Te amo tanto!

Final do conserto, orquestra que

chorou o meu erro.

Eis que inspira esta infeliz, que

tanto pranteia.

Céus desfolhado, roçando na alma

Morrendo de amor por ter

acreditado em ti.

 

Beatriz Braun

 

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LUA PRATEADA

 

Quando acordei ainda escuro, pensava em ti.

Pensava na tua forma de ser, e até nas tuas bem amadas ingratas.

E eu aqui escondida com todo meu sentimento.

Como inacessível primeira estrela que beija pouco, e fala menos...

Estrela que ainda brilha, que te compreende.

O que mais quero ficar aguardando a tua lua cheia

Ser especial nos recantos de tua boca e repousar nos teus pensamentos.

Como amor antigo adolescente.

Sou brilho de uma estrela diferente.

Sou brilho que te compreende…

Invadir a cor da lua ofuscando a cor prata, jamais quero

Que a distancia de onde vives que permaneça tal a magia

Que importa se continuas distante,... Tão alto estás presente.

Que seja esta luz a minha companhia

Que sejas tu o meu orvalho da madrugadas.

Que eu viva do frescor das brisas....

Quero apenas florescer na paisagem calma acreditando no meu destino

Quero continuar a sonhar este sonho que é bálsamo.

Não importa por quanto tempo, não importa tempo.

Que seja veneno os meus rasgados trechos de diários que procuro interpretar

Que importa a inacessível lua a alcançar.

É magia a lua, é luz cor de prata

Conhecer as aparências da face do irreal é carícia lenta,

É aprender amar depois.

É também amar profundamente

Que seja luz incerta, aragem ausente, mas que ali esteja...

Que ali esteja a calma paisagem...

No meu endosso fatal… um anjo amigo

Anjo distante, mas presente

Uma das vantagens desse tempo vale a inquietude dos momentos

Não me importa se me faço prisioneira deste oceano

Importa agora o colocado em pautas.

Calma solitária praia

Perfeita melancolia.

Saudades clandestina discreta e sutil

Minha sede, fome do meu viver

Infinita paisagem que dobra vincando minhas pautas

Pensamentos meus sentimentos ao sol poente...

Meu detalhe secreto que o destino impôs.

Provo aqui e agora sobre o papel sensível que escrevo

Um luar sonâmbulo, mas que reflete.

Não é preciso continuar.

A lua no alto brilha

 

Beatriz Braun

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DELÍRIO
 
Mais uma noite presa nos meus pensamentos
Tentação
Delírios onde inclino meus sentimentos por ti
Sem guarida
Sem saída
De todas as promessas que fizemos
Hoje naufrago revoltada 
Há razão de dor? 
Sim
Doem-me as saudades
Minhas faces sentem
Sob lágrimas que ardem
Não é fácil saber-te ausente
Retorne! 
Acorda-me novamente com teu sorriso
Ama-me novamente como outrora
Acoberta meu corpo
Me deixa no agito
No grito
No delírio
No quente
No ardente
Penetra-me
Desague!
 
BEATRIZ BRAUN 
 

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CORAÇÃO QUE CHORA

 

Minha alma que partiste

Vedes agora um coração que chora

Estrela gelada  Sobre a água exilada,

Que reflete neste coração Ressentido

Queda!

 

Razão cativada foi por pura fonte

Transposto exato 

Águas noturnas, contraste triste

Hoje cativo conforto.

 

Minha alma que partistes, revela-me quem sou

Mistérios nos caminhos maculados?

Água exilada em mim estagnada

Natureza fria abandonada

 

Sem magia junto às flores incendiadas vago.

Suplico sob estrelas trêmulas, Ao véu das manhãs as preces

Céus sem víboras, Céus sem escarcéis

 

Tragam-me as plantas que germinam

Tragam-me as águas que brotam nas pedras

Tragam-me as plantas que germinam entre as fendas

Minha alma que te partiste

 

Beatriz Braun

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Anjos Ágeis
 
Inconsciente é o acúmulo de emoções
Caminho tranquilo sob protecão angelical
Vigilância que mostra simbolizando experiência 
Como Maturidade e poder da expressão complementativa
Anjos ágeis que tem a permissão do plano etérico para permanecer aqui
Cetros mágicos trazem energias pelo gládio que reina no soberano
Luzes revelam formas
Anjos de boa vontade esperando ordens
Alquimia  pela ordem celestial
Movimento em ascensão 
Puro amor pela humanidade!
 
Autoria Beatriz Braun
( Direitos  Autorais  Reservados )

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Pedras  Sobre Pedras
 
Almas honestas e destemidas 
Num  solo  de desigualdades humanas 
Tamanhos clamores
Soluções reclamam
Sem retornos 
Lhes restam abandonos
Seres que nascem livres e iguais
Submissos aos líderes eles  tem de ficar 
São  inocentes  que ali vivem
Precisam pagar, já sabendo as consequências
Quando a guerra estourar
 
São rastros de medo 
Angústias e depressões 
Enigmas que servem como chaves 
Resta um povo frustrado 
Ocidente  perturbado!
 
Sem nenhum remorso
A guerra se inicia 
Crianças apavoradas
Não importa se é noite 
Manhã
Tarde 
Meio-dia
Em meio  aos feitos
 Destroços!
Idosos orando 
Pois nem a fuga lhes resta
O poder do fogo cruzado
É mais forte que suas pernas 
É alvo acertado!
 
É cheiro  do sangue recente
É odor dos mortos 
Visões  
Sentimentos 
Que não ficam no esquecimento
Daqueles pobres  que sobrevivem 
E  dos que ficam ao relento...
 
Jovens 
Que ali não precisariam estar
Mãe 
De cada um 
Trecho das minhas tristezas!  
Não haver expectativas 
Nem esperanças 
Em pról
Do explendor da adolescência livre...
Guerras
Lutas sem cessar
Parecendo  águas  turvas