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Angel of Rain

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7 Poemas Editados

- A eternidade existe...

- Beijo da morte

- Dádiva de amor

- América ferida

- Flor Silvestre

- Fruto da semente

- Lágrimas

 

 

 

 

 

 

   

     
A eternidade existe...
 
 
A eternidade existe...
No tempo, paramos se queremos!
Mas a luz subsiste...
Se a fé não perdemos!

Por ti, fiz  luto de dor sem fim!
Escondi-me do mundo...
Escondi-me de mim...
Caí num abismo fundo!

Li e reli o que o que teu amor dedicou
Alimentei meu ser em ternos poemas
Palavras sábias que o teu coração ditou
Cresci na dor, amortalhei-me nas penas

Mas, um dia sonhei contigo a sorrir!
Acordei num  tranquilo nascer de aurora
Descobri-te  como que num  raio de luz
Foi em sonhos que te vi, a sorrir tal como outrora...

Aprendi que viver o Amor, é ter o longe perto!
Esperando alegria ou dor no que com fé assumimos
No mar intenso da vida, navego de coração aberto
Ensinaste-me a acreditar no bem e recusar o incerto!

Neste poema simples, tecido de mil  lembranças
Eu te venero e rogo, que A acolhas no infinito amor
Pelas leis da vida unem-se vossas raízes revestidas de tranças...
Sorriam-nos da eternidade, aquietem-nos na nossa dor!

Para os meus Avós Avelino e Ermenilde

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Beijo da Morte
Não sei quem sou
Nada sei de mim
Perdi o rumo por onde vou
Não sei que  me fez sentir assim
Pedaço de nada
Grito que me estilhaça
Maldita madrugada
Que me veste de desgraça

Vestiu-se meu ser de breu
Neguei-me a coragem de sorrir
Diz-me ó noite quem sou eu
Porque não me deixas de dia florir
Já não acredito nem sinto
Não anseio, nem desejo
Vida, sabes bem que não minto
Espero da morte o seu beijo
Não sou nada, sou ninguém
Minha alma desterrada
Só a cobardia a sustém
Toma meu ser nesta madrugada
Sopra-me a morte ao ouvido...
És minha sempre te quis!
Não ouso um só gemido
Minha vida está por um triz
Não me demito por cobardia
De neste mundo continuar
Jamais me dotou a alegria
Partindo, vou no infinito serenar...
Hilde Agosto 2002
 
( Num momento de dor profunda por ter perdido
 quem eu considerava AMIGA!)
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Dádiva de Amor
Das minhas mãos peregrinas
Saíram, feitas de trapos que ninguém queria
Bonecas de caracóis, tão meigas , tão pequeninas
Que fizeram sorrir a quem as oferecia

Ponto a ponto, linha a linha
O corpo franzino da boneca aparecia
Era uma  dádiva só minha
Com entrega e imaginação as fazia
Enquanto com ternura as tecia
Quedava-me á beira da infância
Em menina presentes não recebia
Os tempos, não eram de abundância
Mais tarde já mulher, num momento de beleza
Talvez pelo que dei, recebi de Deus uma benção
Nela o tempo vai tecendo seu corpo belo de princesa
Eu, mãe desse pedaço de mim, entreguei-lhe meu coração.

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América Ferida
Jóias de pedra e aço feitas com amor
Deixaram-nas por instantes, seus deuses desamparadas
Abutres ferozes destruíram-nas numa fogueira de dor
América , nas suas torres gémeas pela ruína esventradas
Rancorosas esferas de fogo tudo corroem
Nas fantasmagóricas labaredas agonizam almas
Pedras esboroadas em cinzas ardentes tudo destroem
Lava de sangue, em tenebrosa tempestade de chamas
Serpente maligna num pestilento covil assobia
No teu domínio, por um Tesouro queimado, vitória proclamas
Transformaste em manhã de trevas um lutuoso dia
Virá o momento em que serás julgado pela dor que derramas!
O Mundo olha o que ficou dessa Pátria em chaga
Paredes desmoronadas, de sangue manchadas
Sarcófago miserável de inocentes da desgraça
Lábios  clamando auxilio, tragando lágrimas salgadas
Amigos de pais, filhos, irmãos pelo fogo rubro trucidados
Juntemos todo o grão vivo de esperança e paz
Cantemos dia e noite hinos de louvor a seres amados
Tomem na mão Aquela Outra, unam toda a força de ser capaz!
Hilde,2001/09/17
 
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FLOR SILVESTRE
Tantas palavras escrevi...
Outras tantas silenciei !
Mais foram as emoções que senti
E nos versos nunca as denunciei !
Sentir assim como sinto
É viver na multidão quase só...
No rimar das palavras nunca minto
Cada verso que escrevo é como desatar um nó
Quem me escuta, sabe quem sou.
Quem me olha descobre a verdade em mim!
Quem me toca minha alma desnudou...
Sou tal qual flor silvestre, jamais flor de jardim !
Tantos caminhos percorro em busca desse verso
Procuro a luz... nas palavras, a alegria...
Tantas letras, um sentir morno e adverso.
A vida? Ah! Vivo-a a captar no poema a nostalgia.
Sou como sou, um cacto agreste!
Só o milagre de amar terminaria esta sina
Sem nunca deixar de ser a flor silvestre
Talvez se amada tivesse a alegria de menina!...
Hilde, 2001-10-13
 
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Fruto da Semente
Sou neta de quem semeava pedaços de chão
Tenho nas mãos cicatrizes de molhos de trigo ceifados
Sou de origem humilde  mas de nobre coração
Em menina saltitava como pardal atrás dos lentos arados
Ensinaram-me a olhar cada semente com alegria
Deslumbrava-me Aquele que me falava
Do ciclo do cultivo e do colher os frutos dia a dia
Ai quando a natureza o traía, a sua alma chorava!
Criança adormecida, nesta noite a desperto
Retrocedo no ciclo das luas
Procuro-te na noite de coração aberto...
Preencho meu ser cantarolando ladainhas tuas
O Teu sorriso era puro, tua graça natural!
Vou ao teu encontro, na rima assim me apetece
Não é minha alucinação para mim  és  bem real
Rima a rima te venero ser Tua semente me enobrece!
(dedicado ao meu Avô Avelino Gomes da Conceição)
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Lágrimas


As lágrimas são, ora sentimentos estilhaçados
Ora sorrisos pela dor amordaçados!

Quando um Homem chora de dor
Há no seu peito um rio revolto
Lava sangrenta dalgum desfeito Amor
	
Deus fez a lágrima para permitir ao Homem
Expressar a Alegria que não pode superar
Diluir a tristeza num bálsamo 
Para a ferida  em lágrimas acalmar

As chuvas são lágrimas de uma estrela
Que desceu à terra e no ciclo da Vida 
Com magnitude divina a fecundou…

A Alegria da semente que germinou,
salpicando os campos de mil cores!

Erme, 27/03/04

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