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3 Poemas Editados |
O Caldeirão Autor: José Alves
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Grito de Alma Grito de Alma Disseste: -Escreve-me um poema!... Pus-me então a voar no tempo e no espaço No deserto gatinhando Vi a criança mimosa mas sedenta Areia de dor imensa... Menina querida Ofuscada pelo intenso Sol Nas dunas esculpido o seu trajecto Refulge e brilha! Marco para quem vier a seguir Os sulcos de seu caminho. Mais a trás Outros caminhantes Divisam ainda a bela miragem Dum oásis luxuriante. Descansa E sorri, bela criança! A noite virá com o esplendor do firmamento Nítidos, miríades de sóis surgirão no momento Na imensidão do Amor Eterno Brilhará a tua estrela que também será a minha. Porto 29/OUT/2002 Alfram
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TODO O TEMPO É ETERNIDADE TODO O TEMPO É ETERNIDADE O AMOR PERMANECE A RAIVA E INVEJA O ENSOMBRA O TEMPO... FICA MAIS CURTO JÁ NÃO É DO INFINITO PERMANECE LIMITADO. NADA FICA DEFINIDO TUDO FICA DESFOCADO. CEGO O EGOÍSMO INEBRIA TODO O AMOR SE ESFUMA INSUSTENTÁVEL O SER ONDE O VER É NA PENUMBRA AMOR, ALIANÇA ETERNA D’OURO RELUZENTE, PURO DÁDIVA DO AMOR PRIMEIRO QUE FEZ BRILHAR O LUZEIRO IRRADIANDO ENTERNECE UMA CRIANÇA A USA POR USAR SEM RECOMPENSA BUSCAR NO AMANHÃ E NO ONTEM, O PRESENTE NÃO ESQUECE!.
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Laboratório Laboratório Quisera... Conseguir corar-te!... Transformar tua palidez fria Em fogo transbordando de teu rosto. E te abrasar para me abrasares! Calor desejando expansão Transformando em cinzas o passado e dor. O Mercúrio evaporando Ferve no cadinho de Amor incondicional. E a retorta, Sublimando a paragem e o movimento Transforma o laranja em carmim E o verde em azul celeste. Teus sonhos De violeta ondulante enfeitados Semeiam o amarelo-limão Na terra castanha-avermelhada Donde a frondosa árvore Verde-oliva se afirma e cresce. As raízes mergulham Na profunda e fria escuridão Ao saudoso reencontro da caverna Terno ninho maternal. Teus frutos amadurecendo Dádiva de ouro mel, Elevam-se e agigantam-se No contraste do negro espacial Universo sem fim Abrangencia do Imortal! @lfram
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