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Alexandre Murer (lestat)

 

29 ANOS

Alexandre Murer Cursando Direito Cidade: Santo António de Posse-SP

 

Última actualização 13/09/2006

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17 Poemas Editados

- Amada imortal

- Ano 2005

- Assim será

- Caminho

- Decisão

- É chegada a hora

- Enfim o fim

- Instinto

- Meu amigo caixão

- Meu criador

- Não olhar para trás

- O Natal de um vampiro

- Por sangue

- Rosa vermelha

- Sentimentos de um vampiro

- Um brinde

- Único refrão


Liberdade

Fotografia de José Soares

 

 

 

A decisão

 

Eu, o conde do mal... O discípulo das trevas...O mestre da eternidade...

Com todos os meus títulos, Com todas as minha batalhas...

Com todas as minhas conquistas...

Venho diante de ti e a declaro minha serva...

Não é uma opção, é a minha decisão...

Tu és uma pobre mortal...já me pertencestes

Já sinto seu sangue correr em minhas veias...

Beijo-te, me satisfaço com seu sangue inocente....

Agora é a minha decisão...

Ou nunca mais veras o sol raiar...

Talves decida que deveras dormir eternamente...

Neste momento diante de ti, sou o bem e o mal...

Mas a decisão já esta tomada...

Tu és minha...Pertences-me...e jamais voltara a ver o sol raiar....

Pronto, és uma vampira!!!

 

Alexandre Murer (lestat)

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Por Sangue

 

Meus caninos se mancham

Minha boca se adoça

Minha garganta se esquenta

Meu corpo ganha vida

 

Por sangue eu caço

Por sangue eu me arrisco

Por sangue eu mato

Por sangue me condeno

 

Meu passado foi de sangue

Meu presente é de sangue

Meu futuro de sangue será

Pela eternidade

Só sangue me restará...

 

Alexandre Murer (lestat)

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Único refrão

 

Estou aqui de novo tentando fazer poemas

Sou o mais antigo dos seres do mal

Falar de amor, de sangue, de ódio

Falar da vida, de morte de luxúria

Um vampiro poeta que se arrasta há milénios

Trazendo sua arte, suas rimas suas sinas

Seus pesadelos, seus amores seus dilemas...

Eu vi civilizações caírem, ruírem, se reconstituírem

Pessoas pecadoras ou não perdendo suas vidas

E eu o mal dormido continuo aqui

Tenho a eternidade em minhas costas

A experiência de séculos me fascina

A solidão de séculos me desanima

Amores, temores, guerras, sangue e mais sangue

O que dizer? O que pensar? O que escrever então

Poucas palavras em um único refrão

Dor, Sangue e Solidão...

 

By: Alexandre Murer ( lestat )

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É chegada à hora

 

Vago pelas noites em busca de minha sobrevivência

Sangue, esse é meu lema/Sangue esse é meu dilema

Beber...beber, me fartar me alimentar...

Minhas presas? Já tive inúmeras...

Cada uma um gosto diferente...

Sua energia, seu gosto seu sangue...

Eu as quero, preciso de seu suco precioso...

Façamos então uma troca, me sacie com teu sangue...

Que lhe darei a vida eterna...é um presente que lhe dou...

Alimente-me, energize-me. Manteremos então a espécie...

Vampiros vagando por todos os lados...

Vampiros em busca de sangue....

Vampiros dominando a terra....

Vampiros...vampiros...é o sinal....

É enfim, chegada à hora...

Vampiros...

Vampiros...

 

By: Alexandre Murer ( lestat )

 

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O natal de um vampiro 

Pobres mortais...o que comemoram? 
O nascimento do menino Jesus... 
Eu nasci e morri pelo ódio, pelo sangue... 
Não há data que me comova... 
Não há data que me devolva: 
Afinal, a PAZ da minha pobre alma... 
Meu presente...sangue 
Meu desejo... sangue 
Meu alimento...sangue 
Meu natal...sangue 
Meu segundo nascimento se dá... 
Na data de natal...meu presente... 
Fui mordido, sem ser consultado... 
Entraram em minha vida... 
E me deram a vida eterna... 
O preço por isso: Solidão, Solidão 
E solidão... 
Nesta noite de natal, abro a janela... 
E recordo tantos natais iguais... 
Trezentos e setenta e sete natais iguais... 
É chegada à hora de me presentear... 
Meu presente...que duvida... 
Sangue, e mais um natal igual... 

By Alexandre Murer ( lestat ) 

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Sentimentos de um vampiro

 

 

Tu apareces do nada...e buscas tudo...

Pois a vida é tudo!

Ou melhor minha vida era tudo...

Agora me vejo eternamente jovem

Mas o preço que pago é alto de mais...

Já é alta madrugada, já é tarde demais...

Percorrendo séculos e mais séculos de escuridão...

De trevas e solidão...

De que me adianta a vida eterna então?

Se nem posso sentir as batidas compassadas do meu coração...

Se já nem tenho o direito mais de amar...

Talves sejas isto o real motivo de tanta maldição...

Dor, Angustia, medo, ira, solidão...

È só isso que me resta...

 

By Alexandre Murer ( lestat )

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Instinto

Estou te observando...Venerando-te...
Seu sangue doce como mel...
Imagino percorrendo meus caninos...
Descendo por minha garganta...
Saciando-me, minha sede é tanta...
E o mal mais uma vez prestes a se consumar...
Não grites, não chores, não ores...
Estamos sós eu e você nessa noite mórbida...
Estamos a sós para que o ato se consume...
Ficaras marcada por toda eternidade
È o presente que lhe dou...
De preza passaras a ser predadora...
E então compreenderás...
Que não deves fugir de seus instintos...
Não tenho culpa, não me culpe.
Só não resistas...se entregues...
Isto, já estou sentindo o gosto do primeiro gole...


by:  Alexandre Murer ( lestat )

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Assim será

Eu, vampiro, senhor das noites sombrias...
Senhor do mistério da vida e da morte...
Um morto vivo que vaga por séculos...
Sem caminho certo, a esmo...
Prezo pela maldição do sangue derramado...
Estraçalho suas veias com os meus caninos...
Para dar vida a este corpo morto...
Ao meu redor, medo, destruição e pavor...
E o fascínio que lanço no olhar...
A duvida que te resta entre morrer e viver...
Morrer para o mundo dos pobres mortais...
Nascer para as trevas...
Viver enfim eternamente...
Em função do mal...
Matar para poder saciar minha sede...
Assim será!

by alexandre murer

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Enfim o fim

Porque fizestes isto?
Será que realmente merecia morrer pela segunda vez?
Ou dar paz a minha alma?
Estou sentindo meu corpo enfraquecer, esta estaca me queima
Meu peito esta pressionado, seus olhos no meu desagrado
Minha boca com gosto de sangue, o pouco que ainda me resta
Justo eu que tinha a eternidade. Que tinha o poder de dar a eternidade
Que vida eterna é esta afinal? Que vulnerabilidade é esta então?
Tudo esta se acabando com uma estaca em meu coração
Sinto minha segunda morte se aproximar e começo a agonizar
Quando tive a primeira morte eu ainda era puro
Já nesta segunda morte, carrego comigo peso
O peso de séculos roubando vidas
Vidas estas tão puras quanto era a minha
Não sei o que sinto neste momento de agonia
Estou agonizando...Estou relembrando...
Meu passado vem á tona...Saudade...
Eu um monstro também tive vida
Também tive amores, emoções, sentimentos nobres
Hoje neste momento em minha segunda morte me recordo...
Lembro-me quando meu algoz
Com seu beijo fatal me deu a eternidade
E também de quantas eternidades que já presenteei
Agora em meu caixão, olho em seus olhos
Sua mão cheia de sangue, meu sangue,
Cravastes esta estaca em meu peito
Tirastes minha amaldiçoada vida eterna
Nesses últimos suspiros, dentre essas lembranças
Só tenho algo a lhe dizer...
Agradeço a ti por me conceber o tão sonhado sono eterno
O descanso afinal...
Alcançarei sim,
O descanso eterno de que minha alma tanto precisava
Não vejo mais nada, não escuto mais nada
Não estou sentindo mais o peso de séculos
Enfim o descanso bate juntamente com a porta de meu caixão
Meu ultimo suspiro...em silencio por favor...

by alexandre murer ( lestat )

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Ano 2005 !

 

O que eu posso esperar do ano vindouro...

Um ano se passou, aliás mais um ano...

O que significa mais um ano para mim? NADA!

Carrego centenas em minhas costas...

Um ano para vocês, pode demorar a eternidade...

Já eu, o morto vivo num piscar de olhos...

Quebro essa barreira...

2005, esse número me sugere algo...

Talvez será o número de minhas vitimas deste ano...

Talvez mais de 2005 almas desgraçadas por ai...

Talvez 2005 fontes de alimentos...

Sangue...Vou me fartar...

Quantos anos lhe restam? Não sei...

Tenho certeza que me restam séculos de dor e solidão...

Séculos brincando de caça e caçador...

Sentindo nos olhos das vitimas um certo pavor...

2005 será o ano do sangue...

Estou te convidando para brindarmos

Quem sabe 2006, 2010, 2080...

Pois terás a eternidade pela frente...

Compartilhem dela....

Sangue, sangue alimento e saudade...

 

By: Alexandre Murer

janeiro/2005

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Amada Imortal

Por ser eu um ser imortal, não poderei amar?
Pelas atrocidades cometidas não poderei amar?
Mas como...Amo-a minha adorada princesa...
Acompanho por séculos suas reencarnações...
Minha eternidade é uma barreira entre nosso amor...
Sempre me deixas...
Ora fui príncipe, ora fui guerreiro, ora aprendiz,
Hoje, por séculos, sou seu eterno conde do mal...
Um vampiro saudosista, que vive de lembranças...
Talvez devesse eu beijar-te, dar-te o beijo fatal...
Para juntos ficarmos por toda eternidade...
Mas que direito tenho eu de condena-la?
Será que devo, será que por este amor que sinto por ti,
Valera a pena perder sua alma para as trevas...
Transforma-la em um monstro assim como eu...
Não! Por ama-la por séculos é que não posso condena-la...
Meu sofrimento de amor vagara comigo por toda eternidade...
De você querida amada, só quero levar lembranças...
Lembranças do nosso amor...
Amor esse que só sairá do meu peito,
Quando uma estaca entrar em seu lugar...
Somente o sono eterno...
O descanso final...
Livrara-me desse sentimento humano que ainda me resta
Amo-a, e sempre a amarei...
Aparecer em seus sonhos é o que me resta...
Viver de lembranças é o que me consola...
Tu és minha amada
Tu és, talves a minha esperança...
A esperança de minha alma ser liberta...
Querida amada...Amo-Te!

By: Alexandre Murer (lestat)

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Caminho

Os caminhos traçados são obscuros...
Incógnitas... Surpresas, decepções...
Sei que parecem idiotas as rotas que eu traço,
Mas traço meu rumo eu mesmo, a esmo...
Este caminho já sei décor...
A busca da sobrevivência...
A procura de um corpo quente...
Que eu possa sugar sangue lentamente...
Roubar uma vida inocente...
Os caminhos traçados são sangrentos...
Sedentos de crueldade e indiferenças...
Esses caminhos...
Sempre levam ao mesmo lugar...
Um lugar comum, um lugar qualquer...

By: Alexandre Murer (lestat)

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meu amigo caixão 
 
Já são seis horas da manhã, o sol começa a raiar 
E eu volto a te encontrar, terrível maldição 
Muitos te temem, mas ninguém escapa de seu abraço 
És meu melhor amigo nas horas de perigo 
Proteges-me do sol, me deixas viver 
Em você sonho... 
Faz-me sonhar com um passado cheio de amores 
Sim, até mesmo eu, este monstro já fui capaz de amar 
Mas hoje isso só é possível em minhas lembranças 
Agradeço-te meu amigo, por me confortar e 
Fazer-me sonhar novamente 
Agradeço-te por proteger-me dos raios solares, 
Que um dia tanto amei... 
E hoje só faz parte de meu saudosismo 
Agradeço-te por me abrigar 
Agradeço-te por me acompanhar 
Todos os dias em minha eternidade 
Esta eternidade de solidão 
Meu amigo, meu leito, meu caixão... 
 

By:  Alexandre Murer (lestat)

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ROSA VERMELHA


Se eu tiver que viver sem você por perto...
As noites vão parecer longas demais...
Com você eu vejo a eternidade, e bem clara...
Eu talvez já tenha amado antes...
Mas nunca, nunca foi tão forte...
Neste momento choro...
Gotas de sangue escorrem em meu rosto...
Seu amor esta distante...Não me quer, não me aceitas...
Só por eu ser um filho das trevas, um vampiro...
Hoje choro, me faz chorar...
Meu coração que já não bate mais, esta se partindo ao meio...
Pergunta-me: Como hei de amar, se meu coração é uma pedra?
Respondo-te: O único sentimento humano,
Que ainda habita neste corpo gelado, e
Cansado pelos séculos é o amor que sinto por ti....
Amor este que não me deixa alternativa...
Terei você custe o que custar se for preciso te transformarei...
Não tens o direito de condenar-me por mais este ato insano...
Junte-se a mim, me ame, viveremos juntos para sempre...
Até que uma estaca no coração ou o sol nos separe...
A lua, minha eterna companheira, será nossa cúmplice....
Testemunhara nossas noites de amor...
Nossas lutas pela sobrevivência, nossas caçadas por sangue...
Perdoe-me, não vai doer, te prometo…
Isso só feche os olhos e se entregues...
Um beijo, uma única e certeira mordida...
Agora lhe ofereço esta rosa...
Que simbolizara a eternidade. A nossa eternidade...
Rosa vermelha com gotas de sangue...


By: Alexandre Murer (Lord Lestat)

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Não olhar para traz


Estou diante de ti para arrancar-lhe a vida...
Não lhe darei nenhuma saída...
Não terás escolha, simplesmente morra...
Sua morte minha vida...
Seus gritos, suas aflições, seus suplícios...
Minha satisfação, minha sede, minha superioridade...
Vejo-te caída em meus braços, estas gelada e pálida
Seu sangue já corre em minhas veias...
Remorso eu, porque haveria de ter...
Também não pedi para estar aqui...
Do mesmo jeito que você se foi...
Também fui mordido e pior ainda...
Estou aqui! Meu presente, esta maldição!
A tão sonhada vida eterna...mas vale a pena?
Já você que se foi...
Não permitirei que levantes mais...
Não sairás por ai nas madrugadas sombrias,
A procura de alimento...
Ao menos te poupei da maldição que carrego...
Tirei sua vida, descansara em paz...
Enquanto eu, o amaldiçoado...
Só me resta olhar para traz...


By: Alexandre Murer (Lord Lestat)

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Meu criador

Amaldiçoado seja!!!
Amaldiçoado seja, pois me condenou ao inferno
Sem me perguntar se era esse o destino que queria
Não me desta chance ou opção para a escolha
O teu beijo tão fatal me condenou
Sou um filho do sangue
E pelo sangue sigo minha longa jornada
Tirastes-me a liberdade. Tirastes-me o direito de amar
Tirastes-me a alegria, tirastes-me a vida
Hoje vivo de sangue, pelo sangue
Mato, destruo, iludo e condeno
Saboreio minha amaldiçoada vida eterna
Viver neste eterno mar vermelho
Superar os medos absurdos à
A estaca, ao alho, ao sol a cruz
Amaldiçoado foi por me matar
Transformar-me em uma criatura igual a ti
Um monstro sou, seu filho, filho das trevas
Um dia hei de me vingar
No dia em que for destruído, ai sim,
Minha eterna solidão terá um dia de satisfação
Hei de vê-lo pai, com uma estaca cravada em seu peito
Amaldiçoado seja!!!

By: Alexandre Murer (Lord Lestat)

2005

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Um Brinde

 

Um brinde... Brindemos com este cálice de sangue...

Caro amigo saboreei com prazer, pois é uma safra requintada...

Este sangue é de uma donzela de apenas 17 anos...

Sangue novo, energia nova...

Sonhos revigorarão sentimentos a flor da pele...

Tudo isto vais receber saboreando este cálice de sangue...

Como bom anfitrião que sou...

Só posso lhe oferecer o que há de melhor...

Vamos saborear com calma, degustar o sabor,

Sentir a energia que dele emana...

Sintamos este sangue correr em nossas veias mortas...

Manterá-nos alimentados, pelo menos...

Até o próximo banquete...

Ate o próximo brinde...

 

By: Alexandre Murer (Lord Lestat)
 

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