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Alberto Avelar |
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Última actualização 28/01/2005 |
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42 Poemas editados - Passado NOVO
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Anatomia José Soares |
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ESTOU PERDIDO!
Socorro... há um pedido de alerta! Estou sem rumo a navegar A última porta aberta... Fechou-se em qualquer lugar!
No meu grito de aflição Corre o sangue da revolta Preciso da tua mão Abre depressa a tua porta!
Se tu não me quiseres ouvir Se ignorares o meu pedido! De certo não vou conseguir… Nesta vida estou perdido!?
Procuro... sem encontrar! Qualquer rumo, ou outra porta! Se aí eu não puder entrar A esperança... é palavra morta!
E, se a esperança morrer Que sou eu? Um Zé-ninguém! Como podes compreender!!! Partirei... lá para o além
Que significado terá a vida? Desta vida sem sentido! É mais uma palavra perdida… Como na vida estou perdido.
Alberto Avelar |
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Esta rosa que te ofereço Desenhada neste cartão É uma rosa com endereço Destino: o teu coração
Nesse coração a vais conservar Porque tu foste a escolhida Para que possas lá guardar Esse amor, para toda a vida
Essa rosa é de cor vermelha Rosa, nascida de um botão Um amor vale sempre a pena Quando existe uma paixão
E, como essa paixão existe! Não posso viver sem ti Meu coração ficou triste Quando ficaste, e eu parti
Há um amor mais-que-perfeito Um amor que dá para sonhar Quero apertar-te ao meu peito Para te poder mais amar
És o amor da minha vida Aquela por quem me dei Nesta vida incompreendida Teu amor, eu, guardarei
Alberto Avelar
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Naquele porto à beira mar Havia uma ventania! Não era um temporal? Era eu… que não te via!
Naquele porto, havia temporal! Havia chuva em meus olhos Havia lágrimas com sabor a sal!
Havia campos de saudade Como se te dissesse adeus Havia uma eternidade… Porque não via os olhos teus!
Havia o sol…desaparecido! Como anunciando um fim Havia teu… amor já perdido! Porque procedes assim???
Alberto Avelar
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Como nasce um amor? Numa frase incompleta! Em que tudo fica por dizer…
Com a entrega de uma flor? Ou…com uma amizade certa! Como te posso eu esconder???
Já não comando o coração! Tenho-o no peito a arder… Louco; louco de emoção!!!
Estou nesta encruzilhada Já não sei o que fazer Não posso dizer mais nada Terás tu que o entender…
Alberto Avelar
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Nas minhas mãos existe um rio Que corre para o mar ! Nas minhas mãos, esse desafio Desabafar; poder sonhar...
Nas tuas mãos te leram a sina Há sinas para todos os gostos Sonhos tiveste quando menina A vida: só te trouxe desgostos
Com mãos, tudo se faz e se desfaz Com mãos, se dispara o ódio Com mãos, se assina a paz Com mãos, se trafica o ópio !
Na rua, há gente que ali passa No chão, um corpo já perdido Droga: a causa da desgraça ! Daquele que na vida foi vencido
Nas mãos daquela sentinela Essa arma? Serve para matar ! São mãos, daquele ou daquela Que a guerra quiseram rejeitar !
Com mãos se faz a escola Com mãos se aprende a ler Com mãos se pede esmola Com mãos, tu, vais vencer !
As mãos são os olhos dos cegos São elas que iluminam os seus caminhos Com mãos, se pregam os pregos ! Com elas, fizeram coroas de espinhos...
Não são de areia esses castelos Mas, de mãos, que podem quebrar... Dessas correntes, todos os elos ! Tu não te deixes dobrar
Há um futuro a percorrer ! Nessas tuas mãos abertas Existem vidas, quase desertas... O futuro é breve, tens que vencer !
Alberto Avelar
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No dia do 81º. Aniversário.
Aqui, nesta terra tão distante De Angola, que nos viu nascer Lá, lutou como um gigante Para nós podermos crescer
Crescemos com o seu exemplo Valores que não podemos perder Meu Pai: mostrou-nos o tempo Que vale sempre a pena viver
Juntou: cal, pedras e cimento Levantou paredes, fez casas Para quando chegasse o momento Tivessem vossas vidas folgadas
Depois veio a primavera De Abril de setenta e quatro Numa saída forçada Crescia um sonho perdido Neste Portugal sem sentido
Esses pesadelos nos seguem Neste País que nos recebeu Passado, presente ou futuro? que alguém por nós escolheu ! As nossas vidas prosseguem
Por todo o saber que nos deu Pela dignidade ensinada Nosso amor é todo seu Se, um dia, o Pai precisar: Para retribuir, estou cá eu !
Alberto Avelar
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Há quem diga que tu estás lá Por cima daquele monte Que és o Senhor, ou Jeová! Da nossa existência és a fonte
Eu queria acreditar em ti Que eras o Senhor dos aflitos Corri mundo mas não te vi Tão longe! Como ouves os gritos?
Nas cidades: tantos desgraçados! Nas ruas, dormem doentes! Num mundo de destroçados Alguns! trazem ouro nos dentes?
E tu: longe, cego mudo e surdo Não vês; não falas; não ouves? Viraste costas ao mundo! Para ti, somos apenas couves…
Eu queria acreditar Que tu eras um Pai! Falar contigo ao deitar Que lá, do monte, gritasses: VAI
Vai à luta sem ter medo Porque eu estou a olhar por ti Enfrenta os gigantes: dizendo Minha força… vem dali !!!
E, por mais que fosse a força Dos senhores do velho mundo Eu buscaria em ti a força Para sair deste fosso imundo…
Alberto Avelar
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Eram 20 horas da noite Lá longe numa terra perdida Ficava entre areia e a ponte A casa de minha vida nascida.
Nascera sem assistência Como era previsível Tinha que ter paciência...
Fora um parto quase sem luz Numa noite negra e fria Trazia também minha cruz Minha vida o que seria!!!!
Minha Mãe em tom bem sério Fez-se um verdadeiro soldado Filho morto... Não te quero! Tu és meu filho adorado!
Correu ruas; correu praças! Sem descansar um momento A Santos pediu muitas graças!!! Para não ver meu sofrimento
Minha Mãe aqui estou Abraçado ao teu passado O tempo não se perdeu! Estarei sempre a teu lado
Do tempo recordo agora Os carinhos que me deste E os trabalhos que tiveste!? Noite e dia...A qualquer hora!
Tu já foste o tal soldado! A idade foi passando Hoje estou do mesmo lado Como tu estou ficando!!!
Só te resta a nobreza Da tua generosidade De mim, resta a certeza! Da minha fidelidade.
Alberto Avelar
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Por terras pontes e estradas Lá... no horizonte afastado! Eu sonhei que tu passavas Vestida de flores...bem pensado!
E por trás daquela fonte? Onde um beijo eu te dava Nossa Senhora do Monte No sonho também lá estava!
Sorrimos um para o outro! Como a dizer que sim... Um pássaro com ar maroto Pôs-se a cantar para mim
E era tanta a felicidade Que os pássaros da floresta Voaram para a cidade.... Anunciando a nossa festa!?...
E... eram tantos os beijinhos! Que trocamos entre nós... Que pássaros nos seus caminhos Entoaram numa só vós!
“Meninos vamos cantar Seguindo as emoções! Ninguém pode aqui faltar!!! Todos temos corações!...”
Param os carros na cidade Os ruídos silenciam! Perante a felicidade; Nem sequer os gatos miam…
Alberto Avelar
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No dia do 10º. aniversário
Foi em Fevereiro de um dia qualquer Que a tua vida foi gerada No ventre dessa mulher Que sempre foi a nossa amada
Nasceste em tecto pobre Tal como Cristo na manjedoura Todos nós temos missão nobre Tens que cumpri-la, aqui e agora
Cresceste sem dar-mos conta O que a vida te reservou? Tua vida é um faz de conta O destino assim traçou
Se o destino assim escolheu Que remédio aceitar esse desígnio Nosso amor é todo teu Vamos te amparar nesse caminho
Nesta vida ainda és pequeno Da vida que todos temos Estás tão longe da realidade Procura outro terreno Encontra a felicidade
Não sabes ler, é verdade! As frases que para ti escrevo Recusa essa mediocridade Para a venceres, há pouco tempo
O teu futuro é um mistério A minha convicção, acredita Que tu na vida consigas Um dia criar um império
E, eu, o teu melhor exemplo Que desde pequeno vivi Os teus problemas no meu tempo Mas nunca vacilei, combati E, esses contratempos...Venci!
Alberto Avelar
Este poema é dedicado ao meu filho que é Autista. Tem agora 13 anos
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E, de repente, eu estava ali! Em frente daquela porta Recordando o tempo em que com ela vivi Ela: estava ali, tão perto; tão ausente, quase morta.
Olhei para o seu corpo Era um corpo já deformado Havia uma tristeza naquele olhar Havia um rosto conformado!
Havia um coração que batia no vazio Era eu: o seu amor, o seu amado! Queria reviver aquele passado em que nós dois vivemos: ombro a ombro, lado a lado
Falamos de coisas e de factos De um tempo que a memória registava Memórias de uma vida que não mente...
E, no presente: Falava da sua luta pela vida Mas, seu corpo: era um corpo, bem cansado, bem doente... Pela vida já deixara de lutar! E, morria sem glória, finalmente.
Hoje, estou a escrever para ti Bem sei que já não podes responder! Se ao menos ouvisses o meu grito! ALCINA: SOU TEU AMIGO!!!! Até ao infinito… viverás para sempre comigo!
Alberto Avelar
Esta carta é dirigida a uma Senhora que viveu comigo com mais 17 anos. Vi-a (em Coimbra) poucos dias antes de morrer. Foi como uma Mãe: foi também o meu amor!!! Aqui lhe presto esta homenagem
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Saudade, que palavra forte Quando há longe um coração Saudade, esse passaporte… Para fortalecer a solidão
Tenho saudades de ti Do teu contacto pelo teclado Tenho saudades… … Do que ainda não vivi! Desse estar sempre a teu lado
Saudades dessas tuas palavras Ainda que sejam palavrões… Saudades! Deste amor que tu lavras Como se fossem plantações…
E, nessa flor plantada?! Seja um cravo ou uma rosa! A beleza é quase nada… Porque tu, és mais formosa!
Alberto Avelar
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No meu jardim existia uma flor Que sonhava ser Rainha Eu tratava-a com o amor Era tudo o que eu ali tinha !
Quando a luz do sol abria Nessa densa claridade Essa flor para mim sorria Como dela…tenho saudade!...
Na vida… há sempre um fim! Numa bela madrugada A flor morreu sem mim Partiu sem dizer nada
Era a minha namorada Que saiu sem adeus dizer Fiquei sem a minha amada! … Agora que vou eu fazer?
Triste… vejo seus passos! Marcados no meu quintal Sinto ainda os seus abraços Volta amor…serei igual!
Alberto Avelar
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Felicidade Deixem-me passar por favor Estou, enfim, nesta cidade! Procurando o meu amor Chama-se… felicidade!!! Aquela por quem reclamo! Estará nessa praça pública? É o amor por quem eu chamo Tenho aqui a sua rubrica!!! Não sei qual é o seu nome Dela, tenho apenas riscos! E esta dor que me consome? Por ela eu tudo arrisco!!! Foste o meu novo amanhecer Foste também porto de abrigo! Sem ti eu prefiro morrer Vem sonhar… vem ter contigo! Onde estás felicidade? Não tenhas um coração tão duro! Não andes por aí… Na cidade! Tu não sabes?...Eu te procuro!!! Alberto Avelar |
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Porquê? Para que me ensinaste a amar! Para viver sem ti agora? Quando começava a sonhar Partiste… e, foste embora! Deixas-te muita tristeza Sozinho neste caminho Eu fico com a certeza Que morro...sem teu carinho! Há uma saudade que sufoca Neste meu novo caminhar Tenho a alma quase morta Por perder o teu amar! Se tu soubesses a dor; a tristeza aqui presente! Voltavas com o teu calor O amor…Ele nunca mente! Tenho o coração cansado Tua ausência…foi coisa tonta! Quero sentir esse lado… De um novelo… a sua ponta! Encontrar o teu sorriso Nesta troca de imagem Faço o que for preciso Para te rever...nessa viagem! Alberto Avelar |
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Recordo Agora Lá longe, olho o horizonte! Ao cair da tarde É o sol... caindo sobre o monte! Recordo aqui o tempo que passou! Porque de lá parti e tu ficaste? Porque nossa vida se desmoronou? Porque morreste e me deixaste?! Mas... porquê este ficar sem ti ? Para viver nesta tristeza? Para também morrer... ficando aqui! Para viver nesta pobreza? A tua presença era importante! Fiquei mais pobre... Como te explicar? É estar neste terra distante… Sem sentido…morrendo de vagar!!! alberto avelar |
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Amor A minha vida é um rio Onde passa tanta gente Aceita o meu desafio Passas por ele? Certamente! Vem refrescar tua alma No rio que sou para ti ! Vê se minha água te acalma O rancor que sentes por mim! És uma fera… Ou escondes um grande amor? Se assim fosse, quem me dera ! Entregava-te uma flor!!! Essa flor que eu guardado No meu coração sofredor Estou por ti apaixonado Porque és tu… o meu amor Alberto Avelar
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carente Mulher, tu do amor o que entendes? Bem sabes que por amor sofro por ti Amor, palavra que não compreendes! Meu sol da minha vida…estou aqui! Não és só amiga, és o meu amor! Fria e distante? Como posso aceitar! Há momentos…passei para além da dor! Na vida… como prescindir do teu amar? Homem sem palavras: estou carente! Já não sei o que fazer para te atrair Faz tempo… pensei que era valente! Hoje, revejo-me por um beco a cair! Bem sei que também estás doente! Terás motivos para assim proceder? Mas pensa, que arrastas toda a gente! Como se consegue... assim viver!!! Alberto Avelar
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Foste uma confusão Estava frio naquela tarde Esperava por ti, tu não vinhas? Na a hora da verdade… Era verdade que não tinhas! Só me trouxeste palavras... Que se extinguiram no frio! Palavras... sem sentido!!! Como se...vela sem pavio. Na tua boca, um sorriso! Um acariciar sem carinho Boca fechada... e por isso! Nesse caminhar...eu sozinho? Senti o sabor da derrota? Talvez!... Mas nunca aprendi a perder Ainda com a esperança já morta Acredito que consiga vencer!!! Tu foste mais uma ilusão Que sonhei poder amar Também foste uma confusão! Eu amei-te! Como o explicar! Continuarei contigo a sonhar. Alberto Avelar
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Mulher Para ti, mulher!... Que te deste por amor Que geraste uma vida! Boa noite!?... Guarda bem essa flor! Para ti, mulher!... Mulher da vida Chamada vida fácil ?!... Que para viver se mata... Boa noite!?... Nunca te deixes ser maltratada!... Para ti!... Mulher...Mãe!... Que passaste noites em claro Que tanto amor guardado tem Boa noite!?... Foste sempre o meu amparo! Para ti!... Mulher...Médica!... Que tens que decidir na hora certa Que nos dá a tua amiga mão... Boa noite!?... Também sofres… Tens também... um coração! Para ti!...Mulher sem profissão!... Que carregas o flagelo da desgraça Que te tiraram o direito ao pão... Boa noite!?... Nunca te curves! … Exige tua dignidade a quem passa!... Para ti!...Mulher – menina... Que sonhaste cor-de-rosa Que tiveste tão má sina! Boa noite!... Serás sempre bem formosa! Para ti!...Mulher – sofrida... Que nunca tiveste um amor Que nunca viveste na vida Boa noite!... Tens direito a uma flor!... Para ti!...Mulher!...Idosa!?... Que já foste bem jeitosa... Que o tempo marcou o teu rosto Que tens ternura na alma!... Boa noite... A ti ofereço uma rosa. Alberto Avelar |
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Quando escurecer Quando o dia ao fim chegar Quando o Sol desaparecer Tenho a luz do teu olhar Mesmo quando anoitecer!!! |