Índice  

Alberto Avelar

Última actualização

28/01/2005

Agenda  As esquinas da lua  Contos  Crónicas da Net  Entrevista Galeria de arte  Livro de visitas  Ecos do Ressoa

  Os poetas do canal  Página Inicial Poemar na escola  Poemas ditos  Ressoa Página pessoal

42 Poemas editados

- 25 de Abril  

- A tua mão

- A Viagem

- À beira mar

- Admiração

- Amiga Amante

- Amor

- Amor 2

- Amor enganador

- Arde coração

- As nossas mãos

- Ausência

- Boneco sem valor

- Bordado a ponto cruz

- Caem sonhos

- Carente

- Ciclo florido

- Como tu não dás conta...

- És lider

- Esta rosa é para ti

- Eu e tu

- Eu queria acreditar

- Felicidade

- Fica

- Foste uma confusão

- Minha Mãe

- Mulher

- No meu jardim

- O teu poema

- O reverso

- Para o Pai

- Para o Paulo

- Para Ti

- Passado NOVO

- Pássaros

- Porquê?

- Quando

- Quando escurecer

- Quem me dera

- Recordo agora

- Recordo-te

- Rosas brancas

- Sonhei amar-te

- Sonhei contigo

- Sou tua árvore

- Suave amor

- Tenho saudades de ti

- Tu és poema

- Para o Pai

- Vem ter comigo

- Volta

- Voltarei um dia

 

 

Anatomia

José Soares

 

 

 

   

COMO TU NÃO DÁS CONTA?

ESTOU PERDIDO!

 

Socorro... há um pedido de alerta!

Estou sem rumo a navegar

A última porta aberta...

Fechou-se em qualquer lugar!

 

 

No meu grito de aflição

Corre o sangue da revolta

Preciso da tua mão

Abre depressa a tua porta!

 

Se tu não me quiseres ouvir

Se ignorares o meu pedido!

De certo não vou conseguir…

Nesta vida estou perdido!?

 

Procuro... sem encontrar!

Qualquer rumo, ou outra porta!

Se aí eu não puder entrar

A esperança... é palavra morta!

 

 

E, se a esperança morrer

Que sou eu? Um Zé-ninguém!

Como podes compreender!!!

Partirei... lá para o além

 

Que significado terá a vida?

Desta vida sem sentido!

É mais uma palavra perdida…

Como na vida estou perdido.

 

Alberto Avelar

Índice Alberto Avelar

 

 

 

 

   

Esta rosa é para ti

 

 

Esta rosa que te ofereço

Desenhada neste cartão

É uma rosa com endereço

Destino: o teu coração

 

Nesse coração a vais conservar

Porque tu foste a escolhida

Para que possas lá guardar

Esse amor, para toda a vida

 

Essa rosa é de cor vermelha

Rosa, nascida de um botão

Um amor vale sempre a pena

Quando existe uma paixão

 

E, como essa paixão existe!

Não posso viver sem ti

Meu coração ficou triste

Quando ficaste, e eu parti

 

Há um amor mais-que-perfeito

Um amor que dá para sonhar

Quero apertar-te ao meu peito

Para te poder mais amar

 

És o amor da minha vida

Aquela por quem me dei

Nesta vida incompreendida

Teu amor, eu, guardarei

 

Alberto Avelar

Índice Alberto Avelar

 

     

 

 

à beira-mar

 

Naquele porto à beira mar

Havia uma ventania!

Não era um temporal?

Era eu… que não te via!

 

Naquele porto, havia temporal!

Havia chuva em meus olhos

Havia lágrimas com sabor a sal!

 

Havia campos de saudade

Como se te dissesse adeus

Havia uma eternidade…

Porque não via os olhos teus!

 

Havia o sol…desaparecido!

Como anunciando um fim

Havia teu… amor já perdido!

Porque procedes assim???

 

Alberto Avelar

Índice Alberto Avelar

 

     

 

 

   

Arde Coração!

 

Como nasce um amor?

Numa frase incompleta!

Em que tudo fica por dizer…

 

Com a entrega de uma flor?

Ou…com uma amizade certa!

Como te posso eu esconder???

 

Já não comando o coração!

Tenho-o no peito a arder…

Louco; louco de emoção!!!

 

Estou nesta encruzilhada

Já não sei o que fazer

Não posso dizer mais nada

Terás tu que o entender…

 

Alberto Avelar

Índice Alberto Avelar

 

     

 

 

   

AS NOSSAS MÃOS

 

 

Nas minhas mãos existe um rio

Que corre para o mar !

Nas minhas mãos, esse desafio

Desabafar; poder sonhar...

 

Nas tuas mãos te leram a sina

Há sinas para todos os gostos

Sonhos tiveste quando menina

A vida: só te trouxe desgostos

 

Com mãos, tudo se faz e se desfaz

Com mãos, se dispara o ódio

Com mãos, se assina a paz

Com mãos, se trafica o ópio !

 

Na rua, há gente que ali passa

No chão, um corpo já perdido

Droga: a causa da desgraça !

Daquele que na vida foi vencido

 

Nas mãos daquela sentinela

Essa arma? Serve para matar !

São mãos, daquele ou daquela

Que a guerra quiseram rejeitar !

 

Com mãos se faz a escola

Com mãos se aprende a ler

Com mãos se pede esmola

Com mãos, tu, vais vencer !

 

As mãos são os olhos dos cegos

São elas que iluminam os seus caminhos

Com mãos, se pregam os pregos !

Com elas, fizeram coroas de espinhos...

 

Não são de areia esses castelos

Mas, de mãos, que podem quebrar...

Dessas correntes, todos os elos !

Tu não te deixes dobrar

 

Há um futuro a percorrer !

Nessas tuas mãos abertas

Existem vidas, quase desertas...

O futuro é breve, tens que vencer !

 

Alberto Avelar

Índice Alberto Avelar

 

     

 

 

   

Para o Pai

No dia do 81º. Aniversário.

 

Aqui, nesta terra tão distante

De Angola, que nos viu nascer

Lá, lutou como um gigante

Para nós podermos crescer

 

Crescemos com o seu exemplo

Valores que não podemos perder

Meu Pai: mostrou-nos o tempo

Que vale sempre a pena viver

  

Juntou: cal, pedras e cimento

Levantou paredes, fez casas

Para quando chegasse o momento

Tivessem vossas vidas folgadas

 

Depois veio a primavera

De Abril de setenta e quatro

Numa saída forçada

Crescia um sonho perdido

Neste Portugal sem sentido

  

Esses pesadelos nos seguem

Neste País que nos recebeu

Passado, presente ou futuro?

que alguém por nós escolheu !

As nossas vidas prosseguem

  

Por todo o saber que nos deu

Pela dignidade ensinada

Nosso amor é todo seu

Se, um dia, o Pai precisar:

Para retribuir, estou cá eu !

 

Alberto Avelar

Índice Alberto Avelar

 

     

 

 

   

EU QUERIA ACREDITAR

 

Há quem diga que tu estás lá

Por cima daquele monte

Que és o Senhor, ou Jeová!

Da nossa existência és a fonte

 

Eu queria acreditar em ti

Que eras o Senhor dos aflitos

Corri mundo mas não te vi

Tão longe! Como ouves os gritos?

 

Nas cidades: tantos desgraçados!

Nas ruas, dormem doentes!

Num mundo de destroçados

Alguns! trazem ouro nos dentes?

 

E tu: longe, cego mudo e surdo

Não vês; não falas; não ouves?

Viraste costas ao mundo!

Para ti, somos apenas couves…

 

Eu queria acreditar

Que tu eras um Pai!

Falar contigo ao deitar

Que lá, do monte, gritasses: VAI

 

Vai à luta sem ter medo

Porque eu estou a olhar por ti

Enfrenta os gigantes: dizendo

Minha força… vem dali !!!

 

E, por mais que fosse a força

Dos senhores do velho mundo

Eu buscaria em ti a força

Para sair deste fosso imundo…

 

Alberto Avelar

Índice Alberto Avelar

 

     

 

 

   

MINHA MÃE

 

Eram 20 horas da noite

Lá longe numa terra perdida

Ficava entre areia e a ponte

A casa de minha vida nascida.

 

Nascera sem assistência

Como era previsível

Tinha que ter paciência...

 

Fora um parto quase sem luz

Numa noite negra e fria

Trazia também minha cruz

Minha vida o que seria!!!!

 

Minha Mãe em tom bem sério

Fez-se um verdadeiro soldado

Filho morto... Não te quero!

Tu és meu filho adorado!

 

Correu ruas; correu praças!

Sem descansar um momento

A Santos pediu muitas graças!!!

Para não ver meu sofrimento

 

Minha Mãe aqui estou

Abraçado ao teu passado

O tempo não se perdeu!

Estarei sempre a teu lado

 

Do tempo recordo agora

Os carinhos que me deste

E os trabalhos que tiveste!?

Noite e dia...A qualquer hora!

 

Tu já foste o tal soldado!

A idade foi passando

Hoje estou do mesmo lado

Como tu estou ficando!!!

 

Só te resta a nobreza

Da tua generosidade

De mim, resta a certeza!

Da minha fidelidade.

 

Alberto Avelar

Índice Alberto Avelar

 

     

 

 

   

Pássaros

 

Por terras pontes e estradas

Lá... no horizonte afastado!

Eu sonhei que tu passavas

Vestida de flores...bem pensado!

 

E por trás daquela fonte?

Onde um beijo eu te dava

Nossa Senhora do Monte

No sonho também lá estava!

 

Sorrimos um para o outro!

Como a dizer que sim...

Um pássaro com ar maroto

Pôs-se a cantar para mim

 

E era tanta a felicidade

Que os pássaros da floresta

Voaram para a cidade....

Anunciando a nossa festa!?...

 

E... eram tantos os beijinhos!

Que trocamos entre nós...

Que pássaros nos seus caminhos

Entoaram numa só vós!

 

“Meninos vamos cantar

Seguindo as emoções!

Ninguém pode aqui faltar!!!

Todos temos corações!...”

 

Param os carros na cidade

Os ruídos silenciam!

Perante a felicidade;

Nem sequer os gatos miam…

 

Alberto Avelar

Índice Alberto Avelar

 

     

 

 

   

Para o Paulo

No dia do 10º. aniversário

 

Foi em Fevereiro de um dia qualquer

Que a tua vida foi gerada

No ventre dessa mulher

Que sempre foi a nossa amada

 

Nasceste em tecto pobre

Tal como Cristo na manjedoura

Todos nós temos missão nobre

Tens que cumpri-la, aqui e agora

 

Cresceste sem dar-mos conta

O que a vida te reservou?

Tua vida é um faz de conta

O destino assim traçou

 

Se o destino assim escolheu

Que remédio aceitar esse desígnio

Nosso amor é todo teu

Vamos te amparar nesse caminho

 

Nesta vida ainda és pequeno

Da vida que todos temos

Estás tão longe da realidade

Procura outro terreno

Encontra a felicidade

 

Não sabes ler, é verdade!

As frases que para ti escrevo

Recusa essa mediocridade

Para a venceres, há pouco tempo

 

O teu futuro é um mistério

A minha convicção, acredita

Que tu na vida consigas

Um dia criar um império

 

E, eu, o teu melhor exemplo

Que desde pequeno vivi

Os teus problemas no meu tempo

Mas nunca vacilei, combati

E, esses contratempos...Venci!

 

Alberto Avelar

 

Este poema é dedicado ao meu filho que é Autista. Tem agora 13 anos

Índice Alberto Avelar

 

 

 

 

RECORDO-TE

 

E, de repente, eu estava ali!

Em frente daquela porta

Recordando o tempo

em que com ela vivi

Ela: estava ali, tão perto;

tão ausente, quase morta.

 

Olhei para o seu corpo

Era um corpo já deformado

Havia uma tristeza naquele olhar

Havia um rosto conformado!

 

Havia um coração que batia no vazio

Era eu: o seu amor, o seu amado!

Queria reviver aquele passado

em que nós dois vivemos:

ombro a ombro, lado a lado

 

Falamos de coisas e de factos

De um tempo que

a memória registava

Memórias de uma vida

que não mente...

 

E, no presente:

Falava da sua luta pela vida

Mas, seu corpo: era um corpo,

bem cansado, bem doente...

Pela vida já deixara de lutar!

E, morria sem glória, finalmente.

 

Hoje, estou a escrever para ti

Bem sei que já não podes responder!

Se ao menos ouvisses o meu grito!

ALCINA: SOU TEU AMIGO!!!!

Até ao infinito…

viverás para sempre comigo!

 

Alberto Avelar

 

Esta carta é dirigida a uma Senhora que viveu comigo com mais 17 anos. Vi-a (em Coimbra) poucos dias antes de morrer. Foi como uma Mãe: foi também o meu amor!!!

Aqui lhe presto esta homenagem

Índice Alberto Avelar

 

     

 

 

   

TENHO SAUDADES DE TI

 

Saudade, que palavra forte

Quando há longe um coração

Saudade, esse passaporte…

Para fortalecer a solidão

 

Tenho saudades de ti

Do teu contacto pelo teclado

Tenho saudades…

… Do que ainda não vivi!

Desse estar sempre a teu lado

 

Saudades dessas tuas palavras

Ainda que sejam palavrões…

Saudades! Deste amor que tu lavras

Como se fossem plantações…

 

E, nessa flor plantada?!

Seja um cravo ou uma rosa!

A beleza é quase nada…

Porque tu, és mais formosa!

 

Alberto Avelar

Índice Alberto Avelar

 

     

 

 

   

NO MEU JARDIM

 

No meu jardim existia uma flor

Que sonhava ser Rainha

Eu tratava-a com o amor

Era tudo o que eu ali tinha !

 

Quando a luz do sol abria

Nessa densa claridade

Essa flor para mim sorria

Como dela…tenho saudade!...

 

Na vida… há sempre um fim!

Numa bela madrugada

A flor morreu sem mim

Partiu sem dizer nada

 

Era a minha namorada

Que saiu sem adeus dizer

Fiquei sem a minha amada! …

Agora que vou eu fazer?

 

Triste… vejo seus passos!

Marcados no meu quintal

Sinto ainda os seus abraços

Volta amor…serei igual!

 

Alberto Avelar

Índice Alberto Avelar

 

     

 

 

   
Felicidade

Deixem-me passar por favor
Estou, enfim, nesta cidade!
Procurando o meu amor
Chama-se… felicidade!!!
Aquela por quem reclamo!
Estará nessa praça pública?
É o amor por quem eu chamo
Tenho aqui a sua rubrica!!!
Não sei qual é o seu nome
Dela, tenho apenas riscos!
E esta dor que me consome?
Por ela eu tudo arrisco!!!
Foste o meu novo amanhecer
Foste também porto de abrigo!
Sem ti eu prefiro morrer
Vem sonhar… vem ter contigo!
Onde estás felicidade?
Não tenhas um coração tão duro!
Não andes por aí… Na cidade!
Tu não sabes?...Eu te procuro!!!
Alberto Avelar

Índice Alberto Avelar

     

 

 

   
Porquê?
 
 
 
Para que me ensinaste a amar!
Para viver sem ti agora?
Quando começava a sonhar
Partiste… e, foste embora!
 
Deixas-te muita tristeza
Sozinho neste caminho
Eu fico com a certeza
Que morro...sem teu carinho!
 
Há uma saudade que sufoca
Neste meu novo caminhar
Tenho a alma quase morta
Por perder o teu amar!
 
Se tu soubesses a dor;
a tristeza aqui presente!
Voltavas com o teu calor
O amor…Ele nunca mente!
 
Tenho o coração cansado
Tua ausência…foi coisa tonta!
Quero sentir esse lado…
De um novelo… a sua ponta!
 
Encontrar o teu sorriso
Nesta troca de imagem
Faço o que for preciso
Para te rever...nessa viagem!
 
Alberto Avelar

Índice Alberto Avelar

     

 

 

   
Recordo Agora
 
Lá longe, olho o horizonte!
Ao cair da tarde
É o sol... caindo sobre o monte!
  
Recordo aqui o tempo que passou!
Porque de lá parti e tu ficaste?
Porque nossa vida se desmoronou?
Porque morreste e me deixaste?!
 
Mas... porquê este ficar sem ti ?
Para viver nesta tristeza?
Para também morrer... ficando aqui!
Para viver nesta pobreza?
A tua presença era importante!
Fiquei mais pobre... Como te explicar?
É estar neste terra distante…
Sem sentido…morrendo de vagar!!!
 
alberto avelar

Índice Alberto Avelar

     

 

 

   
Amor
 
A minha vida é um rio
Onde passa tanta gente
Aceita o meu desafio
Passas por ele? Certamente!
 
Vem refrescar tua alma
No rio que sou para ti !
Vê se minha água te acalma
O rancor que sentes por mim!
 
És uma fera…
Ou escondes um grande amor?
Se assim fosse, quem me dera !
Entregava-te uma flor!!!
 
 
Essa flor que eu guardado
No meu coração sofredor
Estou por ti apaixonado
Porque és tu… o meu amor
 
Alberto Avelar

Índice Alberto Avelar

 

     

 

 

   
carente
 
 
Mulher, tu do amor o que entendes?
Bem sabes que por amor sofro por ti
Amor, palavra que não compreendes!
Meu sol da minha vida…estou aqui!
 
Não és só amiga, és o meu amor!
Fria e distante? Como posso aceitar!
Há momentos…passei para além da dor!
Na vida… como prescindir do teu amar?
 
Homem sem palavras: estou carente!
Já não sei o que fazer para te atrair
Faz tempo… pensei que era valente!
Hoje, revejo-me por um beco a cair!
 
Bem sei que também estás doente!
Terás motivos para assim proceder?
Mas pensa, que arrastas toda a gente!
Como se consegue... assim viver!!!
 
Alberto Avelar

Índice Alberto Avelar

 

     

 

 

   
Foste uma confusão
 
 
 
Estava frio naquela tarde
Esperava por ti, tu não vinhas?
Na a hora da verdade…
Era verdade que não tinhas!
 
Só me trouxeste palavras...
Que se extinguiram no frio!
Palavras... sem sentido!!!
Como se...vela sem pavio.
 
Na tua boca, um sorriso!
Um acariciar sem carinho
Boca fechada... e por isso!
Nesse caminhar...eu sozinho?
 
Senti o sabor da derrota?
Talvez!...
Mas nunca aprendi a perder
Ainda com a esperança já morta
Acredito que consiga vencer!!!
 
Tu foste mais uma ilusão
Que sonhei poder amar
Também foste uma confusão!
Eu amei-te! Como o explicar!
Continuarei contigo a sonhar.
 
Alberto Avelar

Índice Alberto Avelar

 

     

 

 

   
Mulher
 
Para ti, mulher!...
Que te deste por amor
Que geraste uma vida!
Boa noite!?...
Guarda bem essa flor!
 
Para ti, mulher!...
Mulher da vida
Chamada vida fácil ?!...
Que para viver se mata...
Boa noite!?...
Nunca te deixes ser maltratada!...
 
Para ti!... Mulher...Mãe!...
Que passaste noites em claro
Que tanto amor guardado tem
Boa noite!?...
Foste sempre o meu amparo!
 
Para ti!... Mulher...Médica!...
Que tens que decidir na hora certa
Que nos dá a tua amiga mão...
Boa noite!?...
Também sofres…
Tens também... um coração!
 
Para ti!...Mulher sem profissão!...
Que carregas o flagelo da desgraça
Que te tiraram o direito ao pão...
Boa noite!?...
Nunca te curves! …
Exige tua dignidade a quem passa!...
 
Para ti!...Mulher – menina...
Que sonhaste cor-de-rosa
Que tiveste tão má sina!
Boa noite!...
Serás sempre bem formosa!
 
Para ti!...Mulher – sofrida...
Que nunca tiveste um amor
Que nunca viveste na vida
Boa noite!...
Tens direito a uma flor!...
 
Para ti!...Mulher!...Idosa!?...
Que já foste bem jeitosa...
Que o tempo marcou o teu rosto
Que tens ternura na alma!...
Boa noite...
A ti ofereço uma rosa.
 
Alberto Avelar

Índice Alberto Avelar

     

 

 

   
Quando escurecer
 
 
Quando o dia ao fim chegar
Quando o Sol desaparecer
Tenho a luz do teu olhar
Mesmo quando anoitecer!!!